O monumento histórico mais antigo de Goiás guarda um segredo que poucos conhecem

Este ponto turístico em Goiás esconde uma história inacreditável de superação.

Rodrigo Souza
Por Rodrigo Souza
O monumento histórico mais antigo de Goiás guarda um segredo que poucos conhecem
Foto: Reprodução/ Tripadvisor

Sabe aquele lugar que parece contar uma história só de você olhar? Pois é, hoje nós queremos te levar, com toda calma do mundo, para conhecer o monumento mais antigo de Goiás. E olha, ele tem um detalhe curioso que quase ninguém percebe, mas que faz toda a diferença para entender a importância dele.

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A gente vai falar da famosa Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário, que fica bem no coração de Pirenópolis. E mesmo que você nunca tenha ouvido falar dela antes, prometemos que ao final dessa leitura, ela vai ganhar um espacinho especial na sua lista de lugares para visitar. Bora lá?

Onde tudo começou

A Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário, também conhecida como o monumento mais antigo de Goiás, tem uma história que começa lá atrás, entre os anos de 1728 e 1732. Nessa época, Pirenópolis ainda estava nos primeiros passos como cidade, e a igreja foi construída num dos pontos mais altos do lugar, com uma vista que abraça o centro histórico todo.

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Os alicerces da igreja foram feitos com pedra, e as paredes com taipa de pilão, uma técnica antiga que usa barro socado. Isso já mostra como os moradores da época usaram o que tinham em mãos para levantar algo que, mesmo com o tempo e tudo o que aconteceu, segue de pé até hoje. Só isso já seria motivo suficiente para ela ser considerada o monumento mais antigo de Goiás, mas tem mais.

O interior da igreja, na sua versão original, era repleto de detalhes. Cinco altares foram feitos com decoração em ouro. Tudo seguia o estilo barroco, bem comum naquele tempo, com imagens sacras e obras de arte por todos os lados.

E aí vem um ponto importante: esse monumento mais antigo de Goiás foi tombado como Patrimônio Nacional lá em 1941. Isso significa que o governo reconheceu oficialmente o valor histórico e cultural do lugar, o que garantiu que ele fosse protegido de modificações que pudessem descaracterizá-lo.

Foto: Reprodução/ Tripadvisor

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O incêndio que quase apagou a história

Mesmo sendo o monumento mais antigo de Goiás, a Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário passou por uma situação bem delicada. Em 2002, um incêndio de grandes proporções atingiu quase todo o interior da igreja. O fogo destruiu todos os cinco altares, as imagens barrocas e todos os elementos artísticos que faziam parte daquele cenário construído há mais de 270 anos.

Foi um momento muito difícil para a cidade. Ver o monumento mais antigo de Goiás sendo consumido pelas chamas deixou muita gente triste, principalmente porque ali estava uma parte enorme da identidade de Pirenópolis. Mas apesar da dor, a comunidade e os órgãos responsáveis se uniram para recuperar o que foi perdido.

A reconstrução foi feita com bastante cuidado e durou até 2006, ano em que a igreja foi reaberta ao público. Mesmo com o interior renovado, a estrutura principal da construção foi mantida. Isso significa que, ao visitar a igreja hoje, você ainda vê o mesmo desenho e as mesmas formas que foram erguidas entre 1728 e 1732.

Um segredo guardado em silêncio

Agora vem aquela parte que poucos sabem. O monumento mais antigo de Goiás, mesmo depois de tudo o que passou, guarda um detalhe que muita gente não percebe logo de cara: ele foi feito para ser mais do que uma simples igreja.

A posição da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário, bem no alto, olhando para a cidade, não foi escolhida por acaso. Ela foi colocada ali para ser vista de todos os cantos e também para servir como um ponto de proteção.

Naquela época, as cidades não tinham segurança como hoje. Ter um prédio alto e visível era importante para qualquer alerta que precisasse ser feito. E a igreja, além de lugar de fé, também servia como referência visual para quem chegava de longe. Por isso, o monumento mais antigo de Goiás não é só uma construção bonita ou um ponto turístico: ele é uma peça fundamental para entender como Pirenópolis foi formada.

Hoje, para visitar o interior da igreja, existe uma pequena taxa. Esse valor é usado para cuidar da manutenção do espaço, já que preservar o monumento mais antigo de Goiás não é algo simples. Mas vale muito a pena. Além da arquitetura e da história, o lugar traz uma energia tranquila, e caminhar por ali faz a gente se sentir dentro de um capítulo do passado.

Então, se um dia você passar por Pirenópolis, lembre dessa leitura. Visitar o monumento mais antigo de Goiás é uma maneira de entender um pouco mais do Brasil e de como a gente chegou até aqui.

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