Parceria viabiliza pintura da igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário em Pirenópolis com supervisão do Iphan
Confira os detalhes da pintura da Matriz de Pirenópolis

Um dos mais importantes marcos históricos e culturais de Pirenópolis, a Matriz de Nossa Senhora do Rosário, iniciou nesta quinta-feira (12) um processo de pintura interna e externa. A iniciativa é fruto de uma parceria entre a Prefeitura Municipal, a Paróquia da Matriz e a iniciativa privada, com o objetivo de preservar e valorizar esse importante patrimônio histórico.
A restauração conta com autorização e acompanhamento técnico do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), responsável por garantir que todas as normas de preservação do patrimônio cultural sejam rigorosamente seguidas.
Segundo Eliza Borges, chefe do Escritório Técnico do Iphan em Pirenópolis, intervenções em bens tombados exigem atenção especial a aspectos técnicos, legais e éticos. “É fundamental preservar os elementos originais, como materiais, técnicas construtivas e volumetria. Alterações irreversíveis ou descaracterizações não são permitidas”, destaca.
A obra está sendo conduzida por uma equipe de profissionais especializados, incluindo arquitetos, engenheiros, restauradores, historiadores e conservadores, que utilizam materiais e técnicas compatíveis com os elementos originais sempre que possível. Além disso, o processo busca envolver a comunidade local, promovendo a educação patrimonial como forma de fortalecer os laços sociais com o bem restaurado e evitar futuras ações de degradação.
A previsão é que os trabalhos sejam concluídos nos próximos meses. A intervenção será realizada sem custos para os cofres públicos, com recursos integralmente provenientes da iniciativa privada.
Símbolo de fé e identidade cultural
A Matriz de Nossa Senhora do Rosário é a paróquia mais antiga do estado de Goiás e carrega um profundo valor simbólico para a população. Tombada individualmente pelo Iphan em 1941, a igreja representa a tradição da arquitetura colonial brasileira, com o uso de técnicas como adobe, taipa de pilão e madeiras locais. “É um símbolo da resiliência histórica, da identidade cultural goiana e brasileira, além de expressar a riqueza do patrimônio imaterial ligado às tradições religiosas e populares de Pirenópolis”, define Eliza.