Ajude a escolher o nome da nova onça-pintada do Parque Nacional do Iguaçu

Tem história nova acontecendo no coração da nossa mata e Foz do Iguaçu foi convidada a fazer parte dela. Um novo filhote de onça-pintada foi registrado no Parque Nacional do Iguaçu e agora chegou a hora de dar um nome ao mais novo morador do nosso Patrimônio Mundial Natural.
O filhote, um macho de aproximadamente um ano, é filho da onça Angá, monitorada pelo Projeto Onças do Iguaçu. Ele foi identificado em setembro e simboliza mais um capítulo importante da conservação da espécie na região. E desta vez, o público pode participar diretamente dessa história.
A Urbia+Cataratas, concessionária responsável pela gestão da visitação do parque, abriu uma votação online para escolher o nome da oncinha. Os três nomes sugeridos vêm do guarani e carregam significados profundos ligados ao território, à natureza e à ancestralidade da Tríplice Fronteira:
Arandu – sábio
Ñandu – vento forte
Taupá – cacique do Rio Iguaçu
A votação segue até 28 de novembro e você pode acessar o formulário acessando aqui. É simples e rápido. O resultado será divulgado no dia 29. Quem passar pelo Centro de Visitantes do Parque Nacional também encontra um painel com QR Code para participar na hora.
Uma linhagem que conta a história das nossas matas

Foto: Projeto Onças do Iguaçu
A nova onça-pintada do Parque Nacional do Iguaçu nasce dentro de uma linha de monitoramento que ajuda a contar a trajetória da espécie no Parque Nacional. Angá, a mãe, é filha de Cacira, monitorada pelo projeto desde filhote. Em 2023, Angá teve seus primeiros filhotes, Peri e Mayo. Em 2024, veio a surpresa: mais dois filhotes, registrados em monitoramentos de rotina. O mais novo, esse que agora precisa de um nome, foi confirmado em setembro como um macho saudável.
Histórias como essa mostram que o trabalho de conservação vem dando resultado. Para se ter ideia, um censo conjunto Brasil–Argentina realizado em 2024 indica que pelo menos 84 onças-pintadas vivem hoje no Corredor Verde. Em 2005, estimava-se que restavam apenas 40, e apenas 9 a 11 delas estavam no Parque Nacional do Iguaçu. Para uma espécie que está no topo da cadeia alimentar, ter filhotes nascendo é o sinal máximo de equilíbrio do ecossistema.
Conservação que gera renda e transforma vidas
Além da proteção das onças, o parque também apoia comunidades do entorno. Um dos projetos mais bonitos é o Crocheteiras da Onça, em que mulheres de áreas rurais produzem oncinhas em amigurumi vendidas nas lojas oficiais. O valor retorna para elas como renda e apoio direto ao convívio seguro com a espécie.

Foto: Bruno Bimbato/Parque Nacional do Iguaçu/Urbia cataratas
Outro reforço importante veio em 2024: R$ 3,9 milhões repassados ao Projeto Onças do Iguaçu pela Urbia+Cataratas e pelo ICMBio para ampliar as ações de pesquisa, educação e conservação.
E quem quiser ajudar por conta própria também pode: parte das vendas de produtos temáticos nas lojas e da cerveja Jaguareté vai para o projeto. Outra opção é contribuir pelo PIX [email protected].
Um convite para fazer parte desse capítulo
Escolher o nome da nova onça não é só participar de uma votação simpática. É um gesto de pertencimento. É reconhecer que a vida que pulsa dentro do Parque Nacional do Iguaçu diz respeito a todos nós que vivemos aqui e aos milhões que visitam Foz todos os anos.
Está aberta a temporada para batizar o novo filhote. Qual nome carrega a força da nossa mata?