O cotidiano paranaense pelas cores de Abraão Hachicho chega a Foz do Iguaçu. Descubra por que essa mostra é tão especial

A cena é quase cinematográfica: uma estação cultural no coração de Foz, uma praça que todo mundo conhece e, dentro dela, um mergulho vibrante na história do Paraná contada por pinceladas que não pedem licença para emocionar. É assim que a exposição itinerante “Primitivo”, do artista plástico Abraão Hachicho, desembarca na cidade nesta quarta-feira, 19, na estação cultural Haroldo Alvarenga, na Praça Getúlio Vargas.
A mostra reúne cerca de 60 obras que não apenas ilustram, mas praticamente convocam o visitante a entrar nas memórias do pioneirismo de Umuarama e de outros cantos do País. São cores vivas, cenas do cotidiano, trabalhadores, festas populares e aqueles detalhes que a gente reconhece como nossos, mesmo sem ter vivido ali.
Uma arte que não aceita rótulos

Imagem: reprodução
O curador Brugnera não economiza nas palavras ao definir o trabalho de Hachicho. Para ele, a pintura primitiva do artista está entre as mais expressivas do Brasil. Já a proponente do projeto, Daniela Soares dos Santos, vai além ao afirmar que a força da obra está justamente na liberdade. Ela diz que a arte de Hachicho transita entre o naif, o primitivista e o realista popular sem obrigação de caber em uma caixinha. A obra simplesmente existe.
E talvez seja esse o ponto: Hachicho não pinta para agradar, ele pinta para contar. E quando ele conta, a gente reconhece histórias que poderiam ser as nossas.
Oficinas e vivências gratuitas
A passagem da exposição por Foz não se limita às paredes da estação cultural. Para aproximar ainda mais a população do universo artístico, o projeto oferece oficinas gratuitas de carimbo criativo com o artista Antonio Carlos Machado.
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Terça, 18, das 14h às 17h, no Centro de Convivência do Idoso
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Quarta, 19, no mesmo horário e no mesmo local
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Terça, 18, das 19h às 22h, na escola municipal Emílio de Menezes
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Quarta, 19, das 9h às 10h, palestra “Hachicho – Vida e Obra”, na estação cultural Haroldo Alvarenga
É uma oportunidade para conhecer técnicas acessíveis, experimentar materiais e entender como elementos simples podem se transformar em arte.
Um artista que carrega memórias no pincel

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Natural de Viçosa, Alagoas, e morador de Umuarama, Abraão Hachicho começou a pintar aos 13 anos. Já acumula décadas de produção e uma assinatura muito característica: histórias e memórias colocadas na tela como quem preserva um patrimônio invisível. Membro da Academia Umuaramense de Letras e Artes, ele retrata tanto cenas brasileiras quanto registros de outros países, sempre com o olhar atento de quem enxerga beleza no ordinário.
A iniciativa tem aprovação da Secretaria de Estado da Cultura do Paraná, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura. Em Foz, conta com apoio da Fundação Cultural e da Prefeitura Municipal.
Para quem é a exposição

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Para quem gosta de arte. Para quem gosta de história. Para quem é curioso. Para quem está de passagem. Para quem mora aqui e quer ver Foz se conectar com outras cidades do Paraná. “Primitivo” é uma exposição que funciona quase como um convite para desacelerar um pouco e observar aquilo que faz parte do nosso dia a dia, mas que às vezes passa despercebido.
E no fim das contas, talvez essa seja a grande razão para visitar a mostra. Entender que, nas cores de Hachicho, existe um pedaço da gente.
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