Entenda como Foz construiu o recorde de visitantes nas Cataratas em 2025

Mauricio Freire
Por Redação Curta Mais
Entenda como Foz construiu o recorde de visitantes nas Cataratas em 2025
Foto: Divulgação Urbia+Cataratas/Eagle Eye Company

O recorde de visitantes do Parque Nacional do Iguaçu em 2025, com mais de 2 milhões de visitantes, não pode ser explicado apenas pela força natural das Cataratas. O número é expressivo, mas funciona sobretudo como indicador de um processo mais amplo, que envolve melhoria da infraestrutura turística, qualificação da experiência do visitante e um trabalho contínuo de promoção e posicionamento do destino Foz do Iguaçu no Brasil e no exterior.

advertising

Superar os patamares de 2019, último ano antes da pandemia, é mais que somente um novo recorde. O turismo mundial ainda vive um período de reorganização, com destinos disputando conectividade, permanência e atenção do visitante. Nesse cenário, Foz não apenas recuperou fluxo, como avançou em consistência, sinalizando um amadurecimento estrutural do setor.

As Cataratas como termômetro de um destino mais preparado

As Cataratas do Iguaçu seguem sendo o principal atrativo da cidade, mas o crescimento da visitação indica que o parque passou a refletir um destino mais preparado como um todo. Nos últimos anos, houve avanço perceptível na infraestrutura turística, tanto dentro quanto fora da unidade de conservação, com melhorias em mobilidade, serviços, oferta gastronômica e diversificação de experiências.

advertising

Esses fatores ajudam a explicar o aumento do tempo de permanência do visitante e a maior capacidade do parque de receber grandes volumes sem comprometer a experiência. Não se trata apenas de mais gente, mas de uma operação mais qualificada, capaz de transformar fluxo em valor turístico e econômico.

Conectividade aérea

Foto: divulgação

A melhoria da infraestrutura do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu criou uma base concreta para a melhora da malha aérea no pós-pandemia. Esse fator ajuda a explicar o perfil equilibrado da visitação em 2025, com quase metade dos visitantes vindos do exterior, de mais de 200 nacionalidades, por mais que a oferta de voos ainda tenha muito espaço para crescer.

O dado revela algo importante: Foz não cresce apenas no turismo doméstico, mas reafirma sua relevância no mercado internacional, algo que poucos destinos brasileiros conseguem sustentar de forma contínua.

advertising

Turismo de eventos: captação ativa e promoção internacional

Outro eixo fundamental desse novo ciclo é o turismo de eventos, que vai além da simples realização de congressos e feiras na cidade. Foz do Iguaçu passou a atuar de forma mais estratégica na captação ativa de eventos, com presença constante em feiras especializadas, rodadas de negócios e ações de promoção do destino, tanto no Brasil quanto no exterior.

Participação em uma feira de turismo na Espanha. Foto: divulgação/Visit Iguassu

Esse trabalho de “corpo a corpo” com organizadores, agências e entidades internacionais ajuda a posicionar Foz como sede de eventos técnicos, científicos, corporativos e institucionais. O efeito é direto: eventos garantem fluxo fora da alta temporada e alimentam a visitação ao Parque Nacional do Iguaçu, já que grande parte desse público inclui as Cataratas no roteiro ou retorna depois para turismo de lazer.

O resultado é um destino menos dependente de sazonalidade e mais equilibrado ao longo do ano.

Um modelo que amplia o impacto econômico regional

Outro elemento-chave desse novo ciclo é a integração do turismo com a economia regional. O modelo de gestão do Parque Nacional do Iguaçu passou a priorizar fornecedores locais e regionais, ampliando o impacto da visitação para além dos limites da unidade de conservação.

Quando cerca de 74% das compras operacionais são feitas com fornecedores dos municípios lindeiros, o turismo deixa de ser apenas um setor de serviços e passa a atuar como indutor direto de desenvolvimento regional, geração de empregos e circulação de renda. Esse aspecto ajuda a explicar por que o turismo em Foz deixou de ser apenas um complemento econômico e passou a ocupar posição central na estratégia da cidade..

Os números que explicam o recorde

Foto: Curta Mais Foz

Em 2025, o Parque Nacional do Iguaçu registrou 2.020.359 visitantes, a maior visitação anual de sua história. Do total, cerca de 55% foram brasileiros, enquanto 45% vieram do exterior, representando mais de 200 nacionalidades.

O ranking das principais origens internacionais reforça a vocação global das Cataratas do Iguaçu:

  • Brasil: 1.112.108 visitantes
  • Argentina: 391.039
  • Paraguai: 68.105
  • Estados Unidos: 61.957
  • Alemanha: 36.985
  • França: 31.535
  • Espanha: 29.388
  • China: 21.119
  • Peru: 19.308
  • Chile: 18.486

Um recorde que aponta para continuidade

O marco de 2025 não deve ser lido como um ponto fora da curva, mas como resultado visível de um trabalho que vem sendo construído ao longo dos últimos anos. As Cataratas seguem como símbolo maior, mas agora refletem um destino mais estruturado, mais ativo na promoção internacional e mais integrado economicamente.

Se os investimentos em infraestrutura, captação de eventos e posicionamento internacional forem mantidos, o recorde deixa de ser exceção e passa a indicar um novo patamar para o turismo em Foz do Iguaçu.

Siga o Curta Mais no Google News

Receba nosso conteúdo em primeira mão

★ Seguir

Qual a nota desse conteúdo?

De 1 a 10, diga o quanto você curtiu essa leitura: