Saiba o que realmente ajuda a evitar a ressaca após a virada

Mauricio Freire
Por Redação Curta Mais
Saiba o que realmente ajuda a evitar a ressaca após a virada
Foto: divulgação

A virada do ano se aproxima. Com ela, chegam os encontros, os brindes e as celebrações que atravessam a madrugada. Mesmo quem não costuma beber costuma levantar uma taça de espumante para marcar o início de um novo ciclo. Ainda assim, a preocupação aparece cedo: como evitar a ressaca do dia seguinte?

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Nos últimos anos, ganhou força o hábito de tomar medicamentos antes ou durante o consumo de álcool, na tentativa de “enganar” o corpo e escapar dos efeitos da ressaca. No entanto, especialistas são categóricos. Não existe remédio capaz de prevenir a ressaca. E a automedicação, além de ineficaz, pode piorar o quadro.

Por que a ressaca acontece?

A ressaca é resultado direto da intoxicação alcoólica. O álcool afeta o sistema nervoso central. Além disso, sobrecarrega o fígado e irrita o estômago. O organismo entra em desequilíbrio. Dor de cabeça, náusea, mal-estar, azia e cansaço são respostas naturais do corpo tentando se recuperar.

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Outro fator decisivo é a desidratação. O álcool aumenta a eliminação de líquidos, o que agrava os sintomas no dia seguinte. Ou seja, o problema não está apenas na quantidade ingerida, mas na forma como o corpo reage à substância.

Segundo a gastroenterologista Debora Poli, do Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo, tomar medicamentos de forma preventiva não protege o organismo. Pelo contrário. “Não existe remédio que neutralize os efeitos do álcool. A automedicação antes de beber pode sobrecarregar ainda mais o fígado e potencializar os sintomas”, explica.

Kit ressaca funciona? Especialistas dizem que não

Os chamados “kits ressaca” se popularizaram em festas e confraternizações. Eles costumam reunir analgésicos, antiácidos, antieméticos e produtos voltados ao fígado. A promessa é simples. Reduzir ou evitar os sintomas da ressaca.

Na prática, porém, não há comprovação científica de que esses kits funcionem. Para o farmacêutico Anderson Carniel, professor da Universidade Guarulhos, trata-se de uma estratégia comercial. “É uma combinação de medicamentos sem base científica. O corpo precisa de tempo para metabolizar o álcool. Nenhum comprimido acelera esse processo”, afirma.

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Analgésicos até podem aliviar dores pontuais. Ainda assim, não resolvem a causa do problema. Em alguns casos, o uso inadequado pode causar danos ao fígado, especialmente quando combinado com álcool.

O que realmente ajuda antes e depois da virada

Se não existe fórmula mágica, existem cuidados simples e eficazes. A hidratação constante é o principal deles. Intercalar bebidas alcoólicas com água, água de coco ou isotônicos ajuda a reduzir a desidratação e o impacto no organismo.

Outro ponto essencial é não beber de estômago vazio. Alimentos leves antes e durante a celebração retardam a absorção do álcool. Frutas, por exemplo, podem contribuir para uma metabolização mais eficiente.

A médica clínica geral Sara Mohrbacher, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, reforça que moderação e descanso são fundamentais. “Dormir bem, manter uma alimentação equilibrada e respeitar os limites do corpo fazem toda a diferença para começar o ano com mais disposição”, orienta.

Por fim, vale lembrar. O corpo precisa de tempo. Não existe atalho. Curtir a festa com consciência é a melhor forma de evitar arrependimentos no primeiro dia do ano.

Da redação Curta Mais*

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