Carnaval: o erro mais comum que faz foliões pararem no hospital

No meio da música alta e da multidão, quase ninguém percebe o momento em que o corpo começa a dar sinais de alerta. O problema é que, no Carnaval, muita gente ignora esses sinais até ser tarde demais.
Todos os anos, o aumento nos atendimentos de urgência tem um padrão claro: desmaios, quedas, intoxicação alcoólica e quadros de desidratação provocados por uma combinação simples e perigosa. Álcool em excesso, calor intenso e longas horas em pé.
Segundo o médico Luiz Alves Ferreira Filho, coordenador do pronto atendimento do Einstein Goiânia, o erro mais comum é subestimar os próprios limites. “Muitos pacientes chegam acreditando que conseguiriam compensar depois os excessos. O organismo não funciona dessa forma. O cuidado precisa acontecer durante a festa.”
A chamada tríade do risco no Carnaval é conhecida pelos profissionais de saúde: bebida alcoólica, altas temperaturas e esforço prolongado. O álcool acelera a perda de líquidos. O calor força o corpo a suar para tentar se resfriar. Ao mesmo tempo, a bebida reduz a percepção de cansaço e dor. O resultado é um desequilíbrio que pode evoluir rapidamente.
Em casos mais graves, surgem desmaios, alterações de pressão, sobrecarga cardíaca e até necessidade de hidratação venosa para evitar complicações renais.
Cuidados que realmente fazem diferença no carnaval
Não é preciso deixar de aproveitar a folia. Mas algumas atitudes reduzem drasticamente o risco de emergência:
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Beber água ao longo do dia, não apenas quando sentir sede
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Fazer pausas em locais ventilados ou com sombra
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Não sair de casa em jejum
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Evitar misturar diferentes tipos de bebida alcoólica
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Dormir o suficiente entre um dia e outro de festa
Pessoas com hipertensão, diabetes ou doenças cardíacas precisam manter medicação e rotina de cuidados. “A festa não é um intervalo no tratamento. Interromper medicamentos ou negligenciar sintomas pode levar a crises evitáveis”, alerta o médico.
Quando procurar atendimento imediatamente
Alguns sinais não devem ser ignorados:
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Desmaio
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Confusão mental
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Fala arrastada
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Vômitos repetidos
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Dor no peito
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Palpitações persistentes
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Longo período sem urinar
Quando a pessoa não consegue reter líquidos, a hidratação venosa pode ser necessária para evitar falência renal.
Carnaval é para ser lembrado pela experiência, não pelo atendimento de urgência. Respeitar os próprios limites é o que garante que a festa termine como começou: com energia.
*Da redação Curta Mais
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