Carnaval: o erro mais comum que faz foliões pararem no hospital

Mauricio Freire
Por Redação Curta Mais
Carnaval: o erro mais comum que faz foliões pararem no hospital
Foto: IA

No meio da música alta e da multidão, quase ninguém percebe o momento em que o corpo começa a dar sinais de alerta. O problema é que, no Carnaval, muita gente ignora esses sinais até ser tarde demais.

advertising

Todos os anos, o aumento nos atendimentos de urgência tem um padrão claro: desmaios, quedas, intoxicação alcoólica e quadros de desidratação provocados por uma combinação simples e perigosa. Álcool em excesso, calor intenso e longas horas em pé.

Segundo o médico Luiz Alves Ferreira Filho, coordenador do pronto atendimento do Einstein Goiânia, o erro mais comum é subestimar os próprios limites. “Muitos pacientes chegam acreditando que conseguiriam compensar depois os excessos. O organismo não funciona dessa forma. O cuidado precisa acontecer durante a festa.”

advertising

A chamada tríade do risco no Carnaval é conhecida pelos profissionais de saúde: bebida alcoólica, altas temperaturas e esforço prolongado. O álcool acelera a perda de líquidos. O calor força o corpo a suar para tentar se resfriar. Ao mesmo tempo, a bebida reduz a percepção de cansaço e dor. O resultado é um desequilíbrio que pode evoluir rapidamente.

Em casos mais graves, surgem desmaios, alterações de pressão, sobrecarga cardíaca e até necessidade de hidratação venosa para evitar complicações renais.

Cuidados que realmente fazem diferença no carnaval

Não é preciso deixar de aproveitar a folia. Mas algumas atitudes reduzem drasticamente o risco de emergência:

  • Beber água ao longo do dia, não apenas quando sentir sede

    advertising
  • Fazer pausas em locais ventilados ou com sombra

  • Não sair de casa em jejum

  • Evitar misturar diferentes tipos de bebida alcoólica

  • Dormir o suficiente entre um dia e outro de festa

Pessoas com hipertensão, diabetes ou doenças cardíacas precisam manter medicação e rotina de cuidados. “A festa não é um intervalo no tratamento. Interromper medicamentos ou negligenciar sintomas pode levar a crises evitáveis”, alerta o médico.

Quando procurar atendimento imediatamente

Alguns sinais não devem ser ignorados:

  • Desmaio

  • Confusão mental

  • Fala arrastada

  • Vômitos repetidos

  • Dor no peito

  • Palpitações persistentes

  • Longo período sem urinar

Quando a pessoa não consegue reter líquidos, a hidratação venosa pode ser necessária para evitar falência renal.

Carnaval é para ser lembrado pela experiência, não pelo atendimento de urgência. Respeitar os próprios limites é o que garante que a festa termine como começou: com energia.

*Da redação Curta Mais

Siga o Curta Mais no Google News

Receba nosso conteúdo em primeira mão

★ Seguir

Qual a nota desse conteúdo?

De 1 a 10, diga o quanto você curtiu essa leitura: