6 DJs goianas para ouvir e contratar para a sua festa

Conheça 6 DJs goianas que arrasam com seus sets em baladas e festas em Goiânia e fora

Kamilly Carvalho
Por Redação Curta Mais
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DJs mulheres cada vez mais presentes na cena de Goiânia (foto: reprodução)

As DJs goianas estão cada vez mais presentes na cena de discotecagem da capital, bonitas, talentosas e cheias de charme, elas badalam as festas com sets de músicas incríveis que vão do funk ao pop e até mesmo o Hip hop.

Pensando nisso, o Curta Mais entrevistou algumas dessas mulheres incríveis, nessas entrevistas as DJs contam suas histórias e trajetória no mundo da discotecagem, acompanhe.

DJ Bárbara Novais

A DJ Bárbara Novais, tem 32 anos, e conta que desde criança se sentiu muito conectada e fascinada por música e festas. Em 2012, enquanto fazia uma graduação de Eventos, surgiu a oportunidade de fazer um curso de DJ para um possível projeto de viagens na Disney. Ela se interessou e fez, segundo ela, foi amor a primeira vista e desde então, ela não faz outra coisa além da sua paixão por discotecar.

Infelizmente, não deu certo, mas ela não parou por aí, Bárbara foi em busca do seu próprio lugar na cidade. Começou tocando música eletrônica, mas ela acabou não se adaptando e teve que dar uma pausa. O ano de 2015 foi um momento transformador na vida de Barbara, quando ela se reconheceu como uma DJ Open Format, que toca todos os estilos.

Um trabalho que trouxe para a DJ uma visão de mulher forte, imponente, capaz e talentosa. O estilo que Bárbara mais gosta de tocar dentro do seu SET são as brasilidades, com pitadas de músicas quentes e antigas, para as pessoas se sentirem nostálgicas.

“Eu, como DJ e Mãe, vejo o quanto temos criatividade e desde pequenas somos induzidas a termos muitos papéis dentro e fora de casa. Com a profissão não é diferente, temos uma capacidade de nos reinventar, criar e adaptar muito grande. Mesmo o mercado musical e muitas vezes até machista dizendo ‘não’ para a gente, quando estamos nos palcos, somos ovacionadas e carregamos muita luta e poder.” Diz ela em entrevista com o Curta Mais.

DJ Barbara Novais (foto: reprodução/Dj Barbara Novais)

DJ Amandita

Amanda Karoline Souza Albuquerque, conhecida como DJ Amandita, tem 33 anos e 8 anos de carreira. Nesses 8 anos, com a pandemia, ficou 3 anos sem se apresentar, mas retornou as cabines em novembro de 2023.

Nesses anos já se apresentou em várias cidades e estados, inclusive no exterior (Bruxelas-Bélgica), já foi residente da saudosa Athena e se  apresentou em diversas festas e casas noturnas de Goiânia.

“Meu som é house tribal, toco exclusivamente esse estilo musical pelo motivo de eu ser apaixonada pelo mesmo. Eu voltei as cabines, justamente pela paixão ao tribal e pelo público, que são incríveis e de uma energia única! Na cena goiana, a maioria dos DJs são homens, porém, a DJ mulher, vem se destacando muito e cada vez mais. Hoje, a maioria das festas, eventos e boates sempre tem no line ao menos 1 DJ mulher. DJ mulher no line é de uma grande importância hoje na música por também expressarem sentimentos, paixão e vibe que sentem e com a leveza e delicadeza de uma linda apresentação no palco/CDj.” comentou a DJ.

DJ Amandita (foto: reprodução Instagram)

Iara Keneve

Iara Kevene, Dj e produtora cultural, começou a sua carreira em 2018 e seguiu essa linha pela carência que o mercado tinha de DJs mulheres, inclusive pretas. O seu set é repleto e cheio de músicas boas, sua finalidade é levar a cultura preta por onde passa, a pesquisa musical da DJ é de sua maioria voltada a todo estilo musical black. Por isso, sua seleção musical conta bastante com Black Music e rap.

“A cena da discotecagem de Goiânia esta mudando, essa mudança vem de muita luta, mas ainda, sim, vemos a dificuldade que é lidar com uma profissão que majoritariamente é masculina, temos uma luta constante de provar nosso valor enquanto profissional, também para ocupar espaço e digo com total certeza que os sets femininos dessa cidade são ricos de diversidade e qualidade e a última coisa que somos são frágeis Mulheres a frente da cultura, a frente de festas gigantescas, mulheres que levam suas pesquisas, suas culturas em forma de set.” finaliza a DJ Iara.

DJ Iara Keneve (foto:reprodução/ Instagram)

Georgia

Georgia conta que sua história com a vida artística começou na dança, por 10 anos foi bailarina clássica, participou de grandes competições nacionais e internacionais e graças a forte relação da dança com a música descobriu uma nova paixão que foi a discotecagem. Em 2019, começou a ser ativa nas noites de Goiânia, principalmente no cenário alternativo e também nas festas universitárias, as famosas chopadas.

Nos seus 5 anos trabalhando com a música, a DJ já se apresentou na maioria das casas e bares de Goiânia, também marcou presença em eventos grandes e importantes como o festival Vaca Amarela, o Inter UFG entre outros eventos. Georgia também já se apresentou em outras cidades como Brasília, Jataí, Rio verde e outros estados como Mato Grosso e Tocantins.

“Sou muito grata de poder fazer da arte meu trabalho, com a grande responsabilidade de levar alegria, diversão e entretenimento para diferentes públicos. E assim vou trilhando meu caminho sempre tentando passar a melhor vibe possível.” Diz a DJ contente por sua trajetória e sua arte através da música.

Capitu

Capitu é uma clubber eclética que começou sua vivência na noite como hostess e com mais de 10 anos nas pistas, portas e camarins da cidade, hoje já carrega uma residência de mais de 2 anos no maior club LGBTQIA+ do Estado, a @roxygoiania, passando também por festivais e eventos locais como o @festivalvacaamarela, o @gritorock e o INTERPOC.

Apaixonada pela música eletrônica popular brasileira da cultura underground, Capitu ferve as pistas mixando ritmos como house e techno com rap e hip hop, Ravefunk, automotivo, e muita maluquice.

“A profissão não é nada incomum entre as mulheres. Tanto no Brasil quanto mundo afora, temos muitas mulheres no ramo e isso não é recente. A música eletrônica foi criada por uma mulher trans, mas isso não é de conhecimento popular.” Diz a DJ sobre a representação da mulher dentro da discotecagem.

“Temos mulheres incríveis na cena da música eletrônica. Mulheres multitalentosas e competentes. Mulheres que enfrentam muitas vezes jornadas triplas de trabalho para poder seguir o chamado e o sonho dessa profissão. Infelizmente, o que passa essa aparência de escassez são os obstáculos que nós sempre encontramos no âmbito das contratações e nas tentativas de romper a bolha predominantemente masculina no mundo artístico, principalmente na música.”

Capitu, ainda diz que os lines dos eventos seguem majoritariamente masculinos, mesmo havendo mulheres competentes para tal, os cachês de DJs do gênero feminino são menores que dos homens nesse ramo, e o talento dessas mulheres segue sendo questionado e diminuído em relação aos DJs do sexo masculino.

“Essa é uma realidade da qual temos consciência e seguimos nos unindo na tentativa de mudar a cena. Pouco a pouco reivindicando nosso espaço de direito. Nos grupos de DJs femininas da cidade nós trocamos histórias, prints e opiniões sobre situações absurdas que ocorrem em nossas contratações e negociações com os produtores de eventos. Vejo isso como um passo a frente, estamos nos unindo e tomando consciência geral da situação. Sabemos da nossa força, do nosso talento e da nossa competência, e reivindicamos o que é nosso de direito!! Nosso espaço na cena, remuneração equalizaria e reconhecimento.” Completa a DJ.DJs goianas DJ CapItu (foto: acervo de fotos CapItu)

Mari B

Mariana Bê Alves começou a tocar no ano de 2017 por ganhar espaço para produzir uma festa dela mesma, a Girl Gang na antiga balada El Club. Nessa festa, apenas DJs mulheres são convidadas a tocar e o foco é o público feminino (ainda existem algumas edições esporádicas até hoje).

A DJ comenta sobre a sua visão de como é a cena das mulheres na cena de discotecagem “O que acontece é a falta de espaço para que as meninas se apresentem e uma desvalorização dos cachês contra o que os homens recebem. Atualmente temos um grupo em Goiânia com mais de 40 DJs com foco em abrir esse espaço e nos fortalecer enquanto categoria. É importantíssima a união feminina na cena, pois homens seguem contratando homens e nós vamos ficando para trás. Tentamos fazer pressão nos bares, baladas, festivais, eventos etc, que tem apenas (ou em sua maioria) homens como atração. Sempre que posso, ajudo minhas colegas, dou apoio nas demandas da categoria, trocamos conhecimentos, indicações, etc. Também tento ajudar a dar espaço para as meninas que estão começando agora e precisam da oportunidade para demonstrar seu trabalho e estilo de set. Juntas, inegavelmente, somos mais fortes!”.

DJ Mari B (foto: reprodução/ instagram)

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