Abraçar melhora o humor e diminui o estresse

“Precisamos de 4 abraços por dia para sobreviver. Precisamos de 8 abraços por dia para nos manter. Precisamos de 12 abraços por dia para crescer”

Julia Macedo
Por Julia Macedo
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O brasileiro adora um abraço quentinho, né. Para quem vem de outros países, isso pode ser verdadeiramente assustador. De acordo com a psicoterapeuta norte-americana Virginia Satir, abraçar é o que nos mantém vivos. “Precisamos de 4 abraços por dia para sobreviver. Precisamos de 8 abraços por dia para nos manter. Precisamos de 12 abraços por dia para crescer”, pontua a psicoterapeuta. 

Quando damos um abraço e somos abraçados em troca, temos uma sensação de bem-estar e satisfação imediata, mas poucos sabem que, além deste sentimento de felicidade repentina, os abraços oferecem vários outros benefícios para a saúde física e mental.

Segundo estudo publicado pela revista PLoS One, o abraço gera impacto direto em nosso humor. Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores dividiram o estudo em duas etapas. Na primeira, foram acompanhados 76 participantes heterossexuais com idade média de 22 anos, aleatoriamente divididos em dois grupos de casais.

Todos os casais passaram juntos por um procedimento de indução de estresse, mas enquanto um dos grupos tinha a possibilidade de abraçar seu parceiro durante o experimento, o grupo de controle não podia fazer contato físico. Os resultados mostraram que mulheres que abraçaram seus parceiros tiveram redução na produção de cortisol, hormônio do estresse. 

Porém, não aconteceu o mesmo com os homens.

 

Segunda etapa do estudo

A segunda etapa do estudo tentou entender qual duração deve ter um abraço para que ele seja prazeroso e tenha efeitos no humor. Na primeira parte, os participantes abraçaram de diversas maneiras uma pessoa escolhida pelo cientista. Os toques duraram entre 1 a 10 segundos. Após o experimento, os participantes relataram como se sentiram em relação ao toque. 

Os resultados mostraram que o tempo de duração é mais importante do que a forma como é dado o abraço, sendo que de 5 a 10 segundos foram considerados os abraços mais prazerosos. A pesquisa apontou ainda que abraços que cruzam os braços são a preferência geral entre os participantes, sendo ainda mais prevalente entre pares de homens. 

Segundo os estudos, os abraços têm o poder de reduzir os batimentos cardíacos e a pressão sanguínea, além de diminuir o risco de doenças cardiovasculares. Isso acontece porque a pele possui uma rede de centros de pressão que ficam em contato com o cérebro por meio de nervos conectados a vários órgãos, inclusive o coração. 

Dar ou receber um abraço é a forma mais simples de fazer o corpo liberar oxitocina, conhecida como o hormônio do amor e da felicidade. Ela aumenta os sentimentos de apego, conexão, confiança e intimidade, ajudando a curar a solidão, o isolamento e até a raiva. Os abraços ainda ajudam a cultivar a paciência e demonstrar apreço.

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