A série da Netflix Inventando Anna, cativa seu público ao desenhar a história de uma impostora que enganou os ricos e famosos de Nova York, Anna Delvey — ou, como ela realmente se chama, Anna Sorokin —, fazendo-os acreditar que ela era uma herdeira alemã milionária.
Lançada em fevereiro de 2022, a produção se tornou um fenômeno, figurando entre os Top 10 mais assistidos em 94 países e ocupando o primeiro lugar no Brasil por duas semanas consecutivas.
Anna Sorokin se consolidou como a golpista mais comentada da cultura pop. A história dela, entre verdades e mentiras, continua a fascinar e gerar debate, provando que, às vezes, a linha entre o sucesso e o crime é mais fina do que imaginamos.
Sobre Anna Sorokin
Nascida na Rússia, Anna imigrou para a Alemanha ao lado dos pais no ano de 2007. Anos mais tarde se mudou para Paris, onde trabalhou como estagiária na Revista Purple. No entanto, sua estadia foi curta. Anna logo pediu transferência para a sucursal de Nova York da publicação.
Ali usou sua astúcia para se passar por uma socialite endinheirada. Sob o disfarce de uma mulher com uma fortuna de 60 milhões de euros, ela manipulou pessoas e instituições financeiras, roubando um jato particular, pegando um empréstimo de US$ 40 milhões e tentando criar uma fundação de arte para super-ricos.
Sua estratégia? Uma mistura de charme e falsas promessas, incluindo histórias inventadas sobre seu pai, que supostamente dificultava o envio de dinheiro para sua conta bancária.
A série, que é baseada no artigo “How Anna Delvey Tricked New York’s Party People” da jornalista Jessica Pressler, foi adaptada por Shonda Rhimes, famosa pelas produções Scandal e Grey’s Anatomy.
A trama explora o conceito de “fake it until you make it” (finja até conseguir), levando os espectadores a questionarem até que ponto a audácia de Anna foi apenas uma jogada de marketing pessoal ou um exemplo de pura esperteza criminosa.
O enredo se desenrola como uma verdadeira montanha-russa, com Anna conseguindo se infiltrar no círculo mais exclusivo de Nova York, deixando um rastro de dívidas e pessoas lesadas pelo caminho.
Sua mentira por trás da fachada de riqueza acabou desmoronando quando ela foi descoberta e, em 2019, condenada a uma pena de 4 a 12 anos de prisão por crimes de fraude.
Após quase quatro anos atrás das grades, ela foi libertada em fevereiro de 2021, contratou uma equipe de TV e começou a espalhar suas histórias nas redes sociais, afirmando que ainda “mandava” em Nova York.
Curiosamente, Anna conseguiu lucrar com sua história: a Netflix pagou US$ 300 mil para contar sua versão dos acontecimentos. Ela alegou ter usado parte do dinheiro para ressarcir algumas das vítimas, mas a grande pergunta permanece: seria essa outra de suas artimanhas?