Arte urbana promove explosão de cores em muro de Goiânia
Repórter fotográfico do Curta Mais, Marcos Aleotti, foi conferir de perto o mais novo mural da cidade e eternizou a obra em cliques que você só vai ver aqui

A arte urbana é uma das formas mais expressivas de arte da atualidade. Conhecida por alterar a paisagem urbana e surpreender pela originalidade, essa modalidade artística continua renovando o visual de capitais pelo mundo. Em Goiânia, os adeptos dessa arte trazem uma explosão de cores para a Capital e traduz muito bem essa linguagem estética que ganha força, respeito e notoriedade.
O mais novo painel da cidade faz parte da revitalização do Reservatório da Saneago no Setor Serrinha . Para valorizar e reconhecer a importância da arte de rua e dos artistas para o cenário urbano da capital, a equipe do Curta Mais foi conhecer o mais novo mural grafitado na cidade.
“São olhares, crianças, animais, flores, objetos, símbolos, figuras exóticas e frases que, juntos, dão visibilidade e, ao mesmo tempo, retratam um contexto político, ambiental e social”, detalha Aleotti, responsável pelos registros. Ele mesmo é uma amante da arte e sempre faz questão de eternizar os trabalhos espalhados pela cidade. Veja aqui as belas imagens da obra estampada na Rua 3, no centro da cidade feito por ele.
No mural da Saneago, os artistas Cássia Jurupiá, Diogo Rustoff, Tchella Queiroga e Wes Gama assinam 300m². Para evitar aglomeração por causa da pandemia, por enquanto é importante evitar ir até o local para admirar as obras de artes, então aprecie as fotos, e curta mais em casa.
A ação contou com produção e curadoria da Valenta Produtora de Arte Urbana. Segundo a produtora cultural, Larissa Pitman, diretora da Valenta: “Essas ações têm um potencial muito grande, pois além da difusão da arte para um público amplo, uma vez que as obras estão na rua e permitem reflexão e contemplação, também têm contribuído com a Economia Criativa em Goiânia”.
-SOBRE AS OBRAS NO NOVO PONTO DE ARTE URBANA
Cássia Jurupiá – apresenta a obra: Mulheres
Abrindo o espaço para a diversidade e recuperando em sua memória a relação de ancestralidade com as mulheres da família, Jurupiá representou nesse projeto suas avós: indígenas, caboclas, camponesas. Mulheres que ofereciam, a partir de sua luta diária por uma vida mais digna, o conhecimento da cura, das plantas, o acolhimento e a perseverança.

Diogo Rustoff – apresenta a obra: Artista Operário
Nesta peça, Rustoff parte da afirmação que o fazer artístico e cultural não é exclusividade do sensível. As atenções se voltam aos artistas operários, pessoas que, mesmo exercendo qualquer outra profissão não ligada às artes, mantêm uma produção e uma prática artística. Produção esta que pode ser irrelevante em um cenário macro, mas de extrema importância para a vida cultural de comunidades inteiras.

Tchella Queiroga – apresenta a obra: Riquezas
Inspirada na obra da Maria Bethânia (Pirata e Dentro do Rio tem Mar), que possui forte ligação com as águas e sua simbologia, Tchella elaborou o mural “Riquezas” em que busca transmitir toda a força da representação das águas como fonte da origem e do fluxo contínuo. Tema importante da atualidade, em que grande parte da população mundial não tem mais acesso à água potável e a previsão é ainda mais devastadora.

Wes Gama – apresenta a obra: A colheita da banana.
Nessa obra o artista questiona o tempo e os esforços que são necessários para o cultivo e colheita dos alimentos que chegam até a nossa mesa. Propondo uma reflexão sobre os valores culturais e econômicos que são atribuídos aos trabalhadores do campo na sociedade capitalista.

-Endereço: Rua T-36 Setor Serrinha – Goiânia – GO
Fotos & Pauta: Marcos Aleotti / Curta Mais
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