De Goiânia ao Rio: relembre os autódromos que já receberam a MotoGP no Brasil

Depois de mais de duas décadas longe do calendário internacional, a MotoGP está de volta ao Brasil. E o retorno promete reacender memórias que marcaram gerações de fãs do motociclismo.
A etapa brasileira da temporada de 2026 será realizada entre os dias 20 e 22 de março no Autódromo Internacional Ayrton Senna. A corrida também representa um momento simbólico para o esporte no país. Afinal, além da volta da categoria, o Brasil também terá novamente um piloto no grid: o jovem Diogo Moreira.

Foto: MotoGp
Mais do que um simples evento esportivo, o retorno da MotoGP representa uma reconexão com uma história que começou décadas atrás e que colocou o país no radar do motociclismo mundial.
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Goiânia: a pista que conquistou os europeus
A relação da MotoGP com o Brasil começou oficialmente em 1987. Naquele ano, Goiânia entrou para o calendário internacional e recebeu a elite da antiga categoria 500cc.
Na estreia, o australiano Wayne Gardner venceu a corrida principal sob temperaturas próximas dos 40°C. O calor intenso castigou os pilotos. Mesmo assim, o circuito impressionou.

Foto: MotoGP
O traçado amplo, as áreas de escape generosas e a excelente visibilidade da pista fizeram com que a imprensa europeia apelidasse o circuito de “Maravilha de Goiânia”.

Foto: MotoGp
Nos anos seguintes, outras estrelas também brilharam ali. Em 1988, Eddie Lawson venceu a etapa brasileira e confirmou seu tricampeonato mundial. Já em 1989, o espetáculo ficou por conta de Kevin Schwantz.
Interlagos: uma experiência diferente
Alguns anos depois, em 1992, a MotoGP passou também por São Paulo. A etapa foi realizada no tradicional Autódromo de Interlagos.
Embora o circuito seja um templo do automobilismo, o traçado não agradou totalmente os pilotos de moto. Ondulações no asfalto e áreas de proteção mais limitadas geraram críticas na época.

Foto: MotoGp
Ainda assim, a corrida teve momentos marcantes. O norte-americano Wayne Rainey venceu na categoria principal. Enquanto isso, o brasileiro Alex Barros chamou atenção ao terminar entre os dez melhores.
Rio de Janeiro – Autódromo de Jacarepaguá
O capítulo mais longo da MotoGP no Brasil aconteceu no Autódromo de Jacarepaguá.
Entre 1995 e 2004, o circuito carioca se tornou a casa fixa da categoria. Durante esse período, o público brasileiro acompanhou duelos históricos entre alguns dos maiores nomes do motociclismo mundial.
Nos anos 90, o australiano Mick Doohan dominou a categoria e construiu parte de sua trajetória vitoriosa nas corridas disputadas no Rio.
Já no início dos anos 2000, quem brilhou foi o italiano Valentino Rossi. O piloto venceu quatro vezes consecutivas no circuito carioca, entre 2000 e 2003, transformando o autódromo em um verdadeiro palco para seu talento.

Alex Barros
A última corrida da MotoGP no Brasil aconteceu em 2004, quando o japonês Makoto Tamada conquistou a vitória.
Depois disso, o circuito foi desativado com a preparação da cidade para os Jogos Pan-Americanos de 2007. E o Mundial ficou longe do país por mais de duas décadas.
Um novo capítulo começa
Agora, em 2026, Goiânia volta a assumir o protagonismo. A cidade que abriu as portas do Brasil para a MotoGP nos anos 80 será novamente palco de uma etapa do campeonato mundial.
Para os fãs, a expectativa é grande. Afinal, a categoria reúne as motos mais rápidas do planeta e alguns dos pilotos mais talentosos do esporte.

Foto: MotoGP
E, desta vez, o público brasileiro terá novamente alguém para torcer no grid.
O retorno da MotoGP ao país promete, portanto, mais do que velocidade. Promete reviver histórias. E também escrever novos capítulos para o motociclismo no Brasil.