Brasil na neve: pela primeira vez, país tem chances reais nas Olímpiadas de Inverno

Delegação brasileira desembarca na Itália para disputar Jogos de Inverno com expectativa inédita

Thiago Alonso
Por Redação Curta Mais
Brasil na neve: pela primeira vez, país tem chances reais nas Olímpiadas de Inverno
Brasil está participando dos Jogos Olímpicos de Inverno. - Foto: Divulgação

Esqueça o estereótipo do país do sol e do samba. O Brasil está prestes a desembarcar na Itália para sua 10ª participação consecutiva nos Jogos Olímpicos de Inverno (Milão-Cortina 2026) com a maior e mais competitiva delegação da história. Se antes o objetivo era apenas participar, agora o Time Brasil chega com status de protagonista e chances reais de pódio.

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Pela primeira vez, o Brasil levará 15 atletas para competir em cinco modalidades: esqui alpino, snowboarding, skeleton, bobsled e esqui cross-country. A evolução é clara: na estreia em Albertville 1992, a delegação tinha apenas 7 atletas, enquanto Pequim 2022 contou com 10. O volume de competidores e a logística do Comitê Olímpico do Brasil mostram que o país não veio apenas para participar — a expectativa é brigar por finais e medalhas.

Time do Brasil nas Olímpiadas de Inverno da Itália. – Foto: Divulgação

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A América Latina, que ainda não conquistou uma medalha em Jogos de Inverno, acompanha de perto o desempenho brasileiro. Os resultados consistentes em Copas do Mundo e a presença de atletas em posições de destaque nos rankings mundiais aumentam a esperança de um feito histórico.

Entre os nomes mais promissores está Lucas Pinheiro Braathen, no esqui alpino. Filho de pai norueguês e mãe brasileira, Lucas figura entre os melhores do circuito internacional. Em janeiro de 2026, conquistou medalha de prata em Schladming, perdendo o ouro por apenas 0,73 segundos, mostrando consistência e técnica refinada em alto nível.

No skeleton, modalidade em que os atletas descem a pista de gelo de cabeça para baixo em alta velocidade, Nicole Silveira se destaca como a principal esperança brasileira. Ela registrou o melhor resultado da história do Brasil em mundiais de inverno ao terminar em 4º lugar no Mundial de 2025 e vem do top 10 da Copa do Mundo, garantindo competitividade para brigar entre os primeiros colocados.

O snowboard halfpipe terá Pat Burgener, naturalizado brasileiro, como principal representante. Ele conquistou bronze na etapa de Calgary da Copa do Mundo, o melhor resultado brasileiro na modalidade, e figura entre os seis primeiros do ranking pré-olímpico, reforçando a possibilidade de final e pódio.

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O Time Brasil também chega com experiência e histórias marcantes, como a do bobsled liderado por Edson Bindilatti, veterano de 46 anos, em sua sexta e última Olimpíada. O grupo garante presença e consistência em provas de equipe, e Bindilatti se despede como um dos maiores símbolos da resistência e dedicação do esporte de inverno brasileiro.

Comece a acompanhar

Os Jogos Olímpicos de Milão-Cortina 2026 começam em 6 de fevereiro e vão até 22 de fevereiro, com provas decisivas distribuídas ao longo de 17 dias de disputa intensa. Entre os destaques brasileiros estão o snowboard halfpipe de Pat Burgener, com finais em 13 de fevereiro, o esqui alpino de Lucas Pinheiro, que disputa o Slalom Gigante em 14 de fevereiro e o Slalom em 16 de fevereiro, e o skeleton de Nicole Silveira, com provas em 12 e 13 de fevereiro. Uma medalha brasileira não seria apenas um resultado esportivo, mas um marco histórico para a América Latina e um sinal de que o país pode disputar espaço de destaque em esportes tradicionalmente dominados por países de neve.

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