Metade dos brasileiros com hipertensão não sabe que tem a doença, alerta cardiologista

Condição silenciosa pode surgir cedo e passa despercebida na rotina

Thiago Alonso
Por Thiago Alonso
Metade dos brasileiros com hipertensão não sabe que tem a doença, alerta cardiologista
Pessoa com hipertensão. - Imagem: Canva

A chamada “inimiga silenciosa” continua avançando no Brasil sem dar sinais claros. A hipertensão arterial já atinge cerca de 24% da população adulta, segundo dados do Ministério da Saúde, e o dado mais preocupante é outro: metade dos pacientes não sabe que convive com a doença.

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Esse cenário acende um alerta para a importância da prevenção e do acompanhamento regular. A recomendação é que adultos a partir dos 20 anos façam a aferição da pressão pelo menos uma vez ao ano, especialmente durante consultas de rotina. Já pessoas com histórico familiar, sobrepeso ou outros fatores de risco devem ter acompanhamento mais frequente, sempre com orientação médica.

De acordo com o cardiologista Vinícius Marques Rodrigues, que atende no Órion Complex, cerca de 50% dos casos são assintomáticos. Ou seja, a pressão arterial elevada pode evoluir por anos sem qualquer sinal evidente. “O monitoramento constante é a forma mais eficaz de diagnóstico e controle”, explica o especialista.

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Doença cada vez mais precoce

Embora seja mais comum após os 35 anos, a hipertensão tem aparecido cada vez mais cedo. Segundo o médico, o estilo de vida atual tem acelerado esse processo.

“Não é incomum receber pacientes mais jovens hipertensos, abaixo dos 35 anos, e até crianças, embora em menor proporção, já começam a desenvolver a doença precocemente”, afirma Vinícius Marques Rodrigues.

Rotina estressante, ansiedade, sedentarismo e alimentação inadequada estão entre os principais gatilhos para o aumento dos casos em idades mais baixas.

Quando o corpo dá sinais

Apesar de muitas vezes silenciosa, a hipertensão pode apresentar sintomas em estágios mais avançados ou quando os níveis estão muito elevados. Entre os sinais mais comuns estão:

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  • dores de cabeça frequentes
  • dor no peito
  • tontura
  • zumbido no ouvido
  • visão embaçada

Ainda assim, confiar apenas nesses sintomas pode ser arriscado. Em grande parte dos casos, a doença evolui sem qualquer aviso.

Prevenção começa na rotina

A genética tem peso importante, mas o estilo de vida é decisivo. Pessoas com pais hipertensos têm maior predisposição, porém hábitos diários podem acelerar ou retardar o desenvolvimento da doença.

Entre os principais fatores de risco estão:

  • consumo excessivo de sal (sódio)
  • alimentação rica em ultraprocessados e gorduras saturadas
  • sedentarismo
  • tabagismo

Por outro lado, mudanças simples ajudam a reduzir os riscos. Alimentação equilibrada, prática regular de exercícios físicos, principalmente aeróbicos, e acompanhamento médico são fundamentais.

O diagnóstico precoce faz toda a diferença. Quando não tratada, a hipertensão pode levar a complicações graves, como Acidente Vascular Cerebral e Infarto.

Ficar atento à pressão arterial pode parecer um cuidado simples, mas é justamente esse hábito que pode evitar problemas sérios no futuro.

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