Carnaval pode virar caos para cães e gatos dentro de casa

Barulho, calor e mudança na rotina aumentam risco de estresse, fugas e problemas de saúde

Thiago Alonso
Por Redação Curta Mais
Carnaval pode virar caos para cães e gatos dentro de casa
Divulgação

Enquanto o Carnaval toma conta das ruas, dentro de casa o cenário pode ser bem diferente para cães e gatos. O aumento do barulho, a circulação intensa de pessoas e as mudanças na rotina criam um ambiente que, para muitos pets, é sinônimo de estresse, medo e insegurança.

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A audição dos animais é mais sensível do que a humana, o que torna sons altos e constantes especialmente desconfortáveis. A exposição prolongada pode desencadear tremores, taquicardia, tentativas de fuga e comportamentos de ansiedade que se prolongam mesmo após o fim da festa.

“O ambiente típico do Carnaval, com barulho intenso, multidões, alterações na rotina e calor excessivo, não é adequado para a maioria dos animais. Esses estímulos podem provocar desde ansiedade até quadros físicos mais graves”, afirma o médico-veterinário Francis Flosi. “O ideal é manter os animais em ambientes protegidos, com o mínimo possível de exposição a ruídos externos.”

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Calor e desidratação entram na conta

O Carnaval acontece em pleno verão, e as altas temperaturas elevam ainda mais o nível de risco. Cães e gatos têm mecanismos limitados para dissipar calor, o que pode levar à desidratação e à hipertermia.

“Água fresca sempre disponível, ambientes ventilados e evitar passeios nos horários mais quentes do dia são cuidados essenciais”, orienta Flosi. Ele reforça que animais idosos, braquicefálicos ou com doenças pré-existentes exigem atenção redobrada.

Alimentos e fantasias exigem cautela

Durante confraternizações, o acesso a alimentos humanos é outro ponto de alerta. Chocolates, bebidas alcoólicas e comidas gordurosas estão entre os principais causadores de intoxicação em pets.

“Nunca ofereça alimentos humanos sem orientação veterinária. O que é inofensivo para nós pode ser tóxico para eles”, alerta. Sobre fantasias, ele recomenda critério: “Devem permitir ventilação adequada e não comprometer a respiração ou a mobilidade. Qualquer sinal de desconforto é motivo para retirar imediatamente.”

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O veterinário também chama atenção para o uso de glitter e tintas inadequadas. “O glitter tradicional contém microplásticos que podem causar irritações e até risco de ingestão.”

Fugas aumentam durante a folia

Com portas abrindo com mais frequência e maior movimentação nas ruas, o risco de fuga cresce significativamente nesse período.

“Plaquinhas de identificação com telefone atualizado e o microchip aumentam as chances de reencontro em caso de desaparecimento”, destaca Flosi. Para quem vai viajar, ele reforça: “Deixar o animal sozinho por longos períodos pode gerar ansiedade intensa e sofrimento. O ideal é contar com cuidadores de confiança.”

Segundo o veterinário, a prevenção é a melhor estratégia para atravessar o Carnaval sem sustos. “A folia é passageira. O cuidado com o bem-estar do animal precisa ser permanente.”

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