Destino turístico da Bahia proíbe consumação mínima em barracas de praia

Otávio Augusto Ribeiro
Por Otávio Augusto Ribeiro
Destino turístico da Bahia proíbe consumação mínima em barracas de praia
Prefeitura da Bahia proíbe cobrança de consumação mínima em praias> Foto: Divulgação

A experiência de aproveitar a praia em Itacaré, um dos destinos mais desejados do sul da Bahia, acaba de passar por uma mudança importante. A prefeitura do município publicou um decreto que proíbe a exigência de consumação mínima para o uso de cadeiras, mesas, sombreiros e outros kits disponibilizados por barracas ao longo da orla. A medida vale tanto para turistas quanto para moradores.

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A decisão foi oficializada no início da semana e, desde então, passou a valer em todas as praias do município. A partir de agora, nenhum estabelecimento pode condicionar a permanência do cliente ao consumo obrigatório de alimentos ou bebidas. Ou seja. Sentar, descansar ou apenas contemplar o mar não exige mais gasto mínimo.

Além disso, a prefeitura reforça que as praias são espaços públicos. Sendo assim, o uso deve ser garantido de forma livre e democrática. A norma se apoia diretamente no Código de Defesa do Consumidor, que proíbe práticas abusivas como a venda casada e a imposição de valores mínimos sem consentimento.

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Município turístico baiano acaba com consumação mínima em barracas. Foto: Divulgação

O que muda na prática para quem frequenta a praia

Com o novo decreto, o cidadão pode utilizar os equipamentos das barracas sem a obrigação de consumação mínima. Não há cobrança de taxa. Não há multa. Não há valor mínimo. A escolha passa a ser do cliente.

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Por outro lado, o consumo continua permitido. Quem quiser pedir uma bebida gelada ou uma refeição segue livre para fazê-lo. A diferença é que essa decisão deixa de ser uma imposição e passa a ser uma opção.

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Decreto municipal proíbe consumação mínima em barracas de praia na Bahia. Foto: Divulgação

Penalidades para quem descumprir a regra

O texto do decreto é claro. Estabelecimentos que insistirem na cobrança de consumação mínima podem sofrer sanções. Entre elas estão multa, suspensão do alvará de funcionamento e até cassação da licença. Além disso, materiais usados de forma irregular podem ser apreendidos.

A prefeitura informou ainda que mantém diálogo com órgãos de fiscalização e defesa do consumidor. O objetivo é garantir que a regra seja cumprida e que o visitante se sinta seguro ao aproveitar as praias.

Turismo, direito do consumidor e uso do espaço público

Em nota oficial, a gestão municipal afirmou que a medida busca organizar o uso dos espaços públicos e fortalecer um turismo mais justo e acessível. Segundo a prefeitura, a iniciativa protege tanto o visitante quanto o morador local, ao mesmo tempo em que valoriza a imagem da cidade como destino responsável.

Itacaré tem cerca de 27 mil habitantes e é conhecida por praias de águas claras, natureza preservada e forte apelo turístico. Nos últimos meses, o município também publicou outras normas de convivência nas praias, como restrições ao uso de caixas de som, recipientes de vidro e instalação de acampamentos, com foco na preservação ambiental e na segurança.

Cidade turística da Bahia proíbe consumação mínima em barracas de praia. Foto: Divulgação

Um convite a aproveitar com mais liberdade

A nova regra não muda a beleza das praias. Não muda o charme das barracas. Mas muda a relação entre quem visita e quem oferece o serviço. A partir de agora, o tempo à beira-mar em Itacaré pode ser mais leve, mais livre e mais consciente.

Se você está planejando conhecer o destino, essa informação faz toda a diferença. Aproveite. Caminhe. Sente. Observe. Consuma se quiser.

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