Cães também podem ter depressão se ficarem longe dos tutores, diz estudo

A depressão em cães pode surgir quando eles ficam longe de seus tutores, causando sinais claros de tristeza e ansiedade

Thaís Muniz
Por Redação Curta Mais
Cães também podem ter depressão se ficarem longe dos tutores, diz estudo
Foto: doglopedix

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Você já reparou como seu cachorro reage quando você sai de casa? Alguns latem, outros choram, e há até quem se esconda em um cantinho. Parece exagero, mas não é. Um estudo recente mostra que a depressão em cães pode aparecer quando eles ficam longe de quem amam.

Entender esse comportamento ajuda a cuidar melhor do seu amigo de quatro patas e tornar a separação menos difícil. Então, fique por aqui e descubra como os cães lidam com a ausência de seus tutores.

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Por que a depressão em cães acontece

A depressão em cães acontece por causa de um hormônio chamado ocitocina, que está ligado à sensação de bem-estar. Quando os cães ficam sozinhos, a produção desse hormônio cai, e eles sentem um vazio parecido com a tristeza que sentimos em algumas situações. Não se trata apenas de “frescura” do animal: a ciência confirma que é uma reação emocional real.

Mesmo pequenas saídas podem ser difíceis para eles. Alguns cães choram, uivam ou ficam muito agitados. Outros procuram um cantinho para se esconder e esperam o retorno do tutor. Esse comportamento mostra que a depressão em cães não é rara, mas sim uma forma de demonstrar apego. O vínculo que o cachorro cria com seu tutor é profundo e se manifesta justamente nessas situações de ausência.

Sintomas que indicam depressão em cães

Ficar atento aos sinais é importante. A depressão em cães pode se manifestar de maneiras diferentes. Um dos sinais mais comuns é a falta de apetite. O animal deixa de comer como de costume, ou come menos, mostrando que algo não está bem.

Outro indicativo é o desânimo. Cães que antes eram animados podem passar a se movimentar menos, brincar menos e demonstrar pouco interesse nas atividades do dia a dia. Alguns ainda ficam parados na porta, olhando para fora, esperando pelo retorno do tutor. Esse comportamento pode confundir quem não conhece, mas na verdade indica que o animal sente falta da presença humana.

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É importante lembrar que os cães não entendem o tempo da mesma forma que nós. Para eles, cada ausência pode parecer longa, e isso contribui para a depressão em cães. Por isso, sinais simples, como latidos constantes ou isolamento, não devem ser ignorados. São formas de comunicar que o bem-estar emocional do cachorro está abalado.

Como ajudar o cão durante a separação

Embora a depressão em cães seja uma experiência triste para ambos, tutor e animal, existem formas de tornar esse momento mais tranquilo. A paciência é o primeiro passo. Os tutores podem ensinar o cão a lidar com a ausência de maneira gradual, saindo por períodos curtos e retornando antes que o animal fique muito ansioso.

Outra forma de ajudar é ocupar o tempo do cão com atividades que distraiam e estimulem o cérebro. Brinquedos, jogos de busca ou até pequenos desafios dentro de casa podem reduzir a sensação de solidão. Além disso, criar uma rotina clara e consistente ajuda o animal a entender que a ausência do tutor não significa abandono.

Carinho e atenção nos momentos em que estão juntos também são importantes. A depressão em cães pode diminuir quando o tutor demonstra afeto e segurança, mostrando que o vínculo permanece forte, mesmo quando há separações. Técnicas de adaptação e acompanhamento atento aos sinais ajudam o animal a enfrentar a saudade de forma menos dolorosa.

Apesar de todo esforço, cada despedida ainda pode gerar um pouco de tristeza. Isso faz parte da natureza do vínculo que os cães criam com seus tutores. Reconhecer esse sentimento e oferecer apoio é uma forma de cuidar do bem-estar emocional do animal, reforçando que a companhia humana é uma fonte de segurança e conforto.

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