Vai viajar sozinha? Conheça os países e cidades mais seguros para mulheres em 2026

Viajar sozinha deixou de ser exceção e se tornou uma escolha cada vez mais comum entre as brasileiras. Seja em busca de descanso, liberdade, autoconhecimento ou novas experiências, milhares de mulheres têm colocado o mundo no roteiro. No entanto, antes de comprar as passagens, uma pergunta costuma aparecer: quais são os destinos mais seguros para viajar sozinha?
Um levantamento divulgado pelo Ministério do Turismo ajuda a entender esse movimento. Segundo a pesquisa, quatro em cada dez brasileiras já viajaram sozinhas, sendo que a faixa etária entre 35 e 44 anos concentra o maior número de viajantes solo. O estudo ouviu 2.712 mulheres de todas as regiões do país.
Além da pesquisa brasileira, rankings internacionais também analisam quais países oferecem melhores condições de segurança, inclusão e qualidade de vida para mulheres. Os resultados mostram uma predominância dos destinos europeus, especialmente quando são considerados fatores como violência, igualdade de direitos, estabilidade política e percepção de segurança.
Europa lidera os rankings internacionais
Um dos levantamentos mais conhecidos é produzido anualmente pela Berkshire Hathaway Travel Protection (BHTP), seguradora especializada em viagens.
Além do ranking geral dos países mais seguros para turistas, a edição de 2026 apresentou uma lista específica baseada nas experiências de mulheres, pessoas LGBTQIA+ e viajantes não brancos.
Os dez países mais seguros para mulheres são:
- Países Baixos
- Canadá
- França
- Austrália
- Áustria
- Reino Unido
- Irlanda
- Islândia
- Japão
- Suíça

O estudo utilizou entrevistas com mais de 1.800 viajantes norte-americanos, que avaliaram suas experiências de viagem nos últimos cinco anos. As informações também foram cruzadas com indicadores internacionais, como o Global Peace Index (GPI), a plataforma colaborativa Numbeo e o sistema de análise de riscos GeoSure Global.
Bem-estar feminino também influencia os resultados
Outro indicador importante é o Women, Peace and Security Index (WPS Index), elaborado pelo Georgetown Institute for Women, Peace and Security, em parceria com o Peace Research Institute Oslo (PRIO).
O levantamento avalia 181 países com base em três grandes pilares:
- Inclusão econômica, política e social;
- Justiça e igualdade de direitos;
- Segurança individual e coletiva.
Os dez países mais bem avaliados são:
- Dinamarca — 0,939
- Islândia — 0,932
- Noruega — 0,924
- Suíça — 0,924
- Finlândia — 0,921
- Luxemburgo — 0,918
- Bélgica — 0,912
- Países Baixos — 0,905
- Áustria — 0,898
- Nova Zelândia — 0,898
O Brasil aparece com 0,632, ficando abaixo da Venezuela e acima do Nepal no índice geral.

As cidades mais seguras para mulheres viajarem
Além dos países, a Berkshire Hathaway Travel Protection também divulgou um ranking das cidades consideradas mais seguras para mulheres e outros públicos avaliados.
A lista reúne destinos conhecidos pela boa infraestrutura, transporte eficiente, baixa criminalidade e qualidade de vida.
Confira o ranking:
- Amsterdã (Países Baixos)
- Reykjavik (Islândia)
- Barcelona (Espanha)
- Copenhague (Dinamarca)
- Seul (Coreia do Sul)
- São Francisco (Estados Unidos)
- Honolulu (Estados Unidos)
- Londres (Reino Unido)
- Bangkok (Tailândia)
- Nova York (Estados Unidos)

Brasileiras viajam mais sozinhas
O crescimento das viagens solo também aparece no levantamento do Ministério do Turismo.
Segundo o estudo, as brasileiras buscam cada vez mais experiências independentes, priorizando lazer, liberdade e desenvolvimento pessoal. Esse movimento acompanha uma tendência observada em diversos países e tem levado governos e empresas do setor turístico a investir em ações voltadas à segurança feminina.
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Brasil amplia políticas de proteção às mulheres
Nos últimos anos, diferentes iniciativas passaram a reforçar a segurança de mulheres durante viagens e eventos no Brasil.
O Ministério do Turismo disponibiliza gratuitamente o Guia para Mulheres que Viajam Sozinhas, com orientações práticas para quem pretende viajar pelo país.
Além disso, a Lei nº 14.786/2023, conhecida como protocolo “Não é Não”, tornou obrigatória a adoção de medidas de acolhimento a mulheres vítimas de assédio em bares, restaurantes, casas noturnas e eventos que comercializam bebidas alcoólicas.
Estados e municípios também passaram a criar programas próprios. Entre eles estão o Programa Viajantes + Seguras, no Paraná; o Selo Mulher + Segura, no Rio de Janeiro; o Protocolo Não se Cale, em São Paulo; além de iniciativas semelhantes implantadas em Cuiabá (MT) e Rio Branco (AC).
Embora nenhum destino possa ser considerado totalmente livre de riscos, especialistas recomendam que o planejamento inclua a consulta a indicadores de segurança, pesquisa sobre o destino e atenção às orientações locais antes da viagem.
