Apartamentos com espaço para pets viram tendência no mercado imobiliário de Goiânia

Pet place, áreas de recreação e até espaço para banho entram de vez nos empreendimentos residenciais da capital

Thiago Alonso
Por Thiago Alonso
Apartamentos com espaço para pets viram tendência no mercado imobiliário de Goiânia
Espaços 'pet place' tem se tornado tendência na capital. - Foto: Divulgação

Quem está procurando imóvel em Goiânia já percebe uma mudança nos novos lançamentos: áreas dedicadas aos pets deixaram de ser diferencial e passaram a fazer parte do projeto.

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Com o aumento do número de animais de estimação no Brasil, construtoras têm adaptado empreendimentos para incluir espaços de recreação, socialização e até ambientes próprios para banho.

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação, o país tem cerca de 160 milhões de animais domésticos, sendo uma das maiores populações pet do mundo.

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Esse cenário reflete uma mudança no comportamento das famílias, que passaram a considerar os animais como parte do núcleo familiar, o que influencia diretamente na escolha do imóvel.

Espaços vão além de áreas verdes

Hoje, apenas áreas abertas já não atendem essa demanda. A tendência é incluir estruturas específicas para os animais, com foco tanto no bem-estar físico quanto emocional.

Segundo o médico veterinário Rinaldo Carneiro, esses espaços são cada vez mais necessários. “São espaços realmente necessários, porque hoje, a socialização das pessoas com os pets está aumentando e estreitando cada vez mais esses laços afetivos. Por isso, a importância de espaços voltados tanto para a necessidade fisiológica, como emocional dos pets”, explica.

O setor imobiliário já acompanha essa mudança. Empreendimentos com pet place estão entre os mais procurados, segundo a diretora comercial da URBS Donna, Aline Pitaluga.

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“Imóveis com pet place têm sido cada vez mais procurados, porque atendem a um perfil de família que cresce no país, que são as famílias que consideram os pets parte essencial do seu estilo de vida e parte da família”, afirma.

Apartamentos impulsionam essa mudança

A transformação começou principalmente nos empreendimentos verticais. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística apontam que cerca de 25% da população de Goiânia vive em apartamentos.

Com menos espaço dentro das unidades, a solução foi criar áreas comuns voltadas exclusivamente para os animais, permitindo mais circulação e convivência.

O veterinário reforça que essa estrutura impacta diretamente na saúde dos pets. “Sem ter essa socialização, sem ter esse espaço, o pet fica muito mais predisposto a manifestar doenças, alterações de comportamento. Ter um espaço para que ele gaste sua energia, tome um sol, tudo isso faz parte da composição da saúde do pet”, afirma.

Empreendimentos já incluem estrutura completa

Um exemplo é o BIOMA Wellness Life, desenvolvido por AFS Incorporação e Conceito, WV Maldi Incorporações e Joule Participações.

O projeto prevê área verde externa para convivência no Boulevard Agripino, além de um espaço exclusivo para banho e tosa, o chamado pet shower.

“O quarto pavimento do empreendimento conta com uma área dedicada aos pets, com pet shower totalmente equipado e com água aquecida, pensado para facilitar a rotina dos moradores que têm animais”, explica Emily Reis.

A novidade não se limita aos apartamentos. Em condomínios horizontais, os espaços pets também estão sendo incorporados, com propostas mais segmentadas.

No Parqville Cerejeiras, da CINQ Inteligência Urbana, a proposta inclui áreas separadas por porte dos animais.

“Procuramos inovar em tudo, então, trouxemos essa novidade de não misturar portes, por questão de segurança dos animais”, explica João Júnior.

Espaço compartilhado chama atenção no interior

Em Anápolis, um projeto chama atenção por abrir o espaço também para a comunidade. O empreendimento Ares Jundiaí, da Emisa Incorporadora, terá o primeiro pet place compartilhado da cidade.

Com 24 metros quadrados, o local contará com arborização, água potável e espaço adequado para descarte de resíduos.

“A parte cercada do pet tem este tamanho para que ali os animais possam ficar soltos, interagindo e brincando com outros pets”, detalha Isadora Martins.

Com a presença cada vez maior dos pets nas famílias, a expectativa é que esse tipo de estrutura se torne padrão nos novos empreendimentos.

A combinação entre comportamento do consumidor e adaptação do mercado indica que áreas voltadas aos animais já fazem parte da decisão de compra e devem continuar influenciando o setor imobiliário nos próximos anos.

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