Goiás é um dos maiores produtores de abóbora “do Halloween” do Brasil
Plantio em Goiás acontece normalmente entre os meses de agosto a novembro

Sim, é isso mesmo que você leu. Goiás está entre os maiores produtores de abóbora no Brasil, talvez o maior símbolo do Halloween.
Mas você já parou para pensar no motivo que fez com que esse alimento se tornasse quase que um personagem nesta época?
E o que favorece para que Goiás seja um dos maiores produtores?
Tudo isso você vai descobrir ao longo deste texto.
Boa leitura!
Qual a origem do Halloween?
Doces ou travessuras? Antes mesmo de te dar detalhes sobre a produção de abóbora em Goiás, é interessante falar sobre a origem do Halloween.
Ainda que não seja tão enraizada no Brasil, cada vez mais pessoas (em especial as crianças) aderem ao evento.
Assim, hábitos como o dos pequenos se fantasiarem para sair de porta em porta atrás de doces, ou de participar de festas a fantasia, estão ficando cada vez mais frequentes por aqui.
A saber, a data oficial é o dia 31 de outubro, e é uma festa popular nos Estados Unidos, mas que foi introduzida, segundo os historiadores, pela fusão entre a cultura pagã dos celtas com os valores e práticas do cristianismo.
Traçando uma linha do tempo, cabe mencionar que tudo aconteceu por volta dos séculos XIV e XVIII, quando as Ilhas Britânicas foram colonizadas e as crenças europeias introduzidas naqueles locais.
Ainda que não vissem os costumes pagãos com bons olhos, os cristãos foram os principais colaboradores da difusão deles na cultura popular.
De início, a Igreja Católica celebrava uma ocasião conhecida como ‘Dia de Todos os Santos’, no mês de maio, que havia sido instituída por conta de uma festa romana chamada Lemúria, que tinha o objetivo de afastar espíritos malignos.
No entanto, no século VIII, o papa Gregório III mudou a data da comemoração para 1º de novembro, e o papa Gregório IV a oficializou para toda a Igreja.
Contudo, o ‘Dia de Todos os Santos’ era comemorado nas Ilhas Britânicas em 31 de outubro, como uma celebração de respeito e honra aos mortos. A data também era marcada por orações pelas almas que se encontravam no purgatório.
Então, a mistura dos costumes de uma festa cristã com uma pagã fez com que a Igreja Católica absorvesse certas práticas que, mais tarde, foram consideradas sagradas.
Por exemplo, o uso de fogueiras para “afastar ou destruir espíritos e demônios”.
Além da introdução do costume entre as crianças de visitar várias casas para fazer orações pelos mortos e receber em troca um bolo chamado ‘soul cake’ (bolo das almas, em tradução livre).
Sendo assim, muitos anos depois, essa prática ganhou o nome de Halloween, como uma identificação mais moderna do Dia de Todos os Santos.
Ainda segundo os historiadores, a expressão em si pode ter surgido durante a Idade Média, em uma festa chamada ‘All Hallows’Eve’, também chamada de Véspera do Dia de Todos os Santos.
Chegada aos Estados Unidos
A colonização dos britânicos sobre o território da América do Norte, e os imigrantes irlandeses foram os pontos que culminaram na chegada do Halloween aos Estados Unidos. Mas a prática não foi adotada em massa de imediato. Apenas no início do século XX, o Halloween ganhou importância na cultura do país.
E agora, quem é que não pensa naquelas casas super decoradas dos EUA quando se fala em Halloween?
Virou sim extremamente popular, sendo uma ocasião muito aguardada pelas crianças, jovens e até mesmo adultos. Sem falar, claro, no comércio.
E por que a abóbora virou símbolo do Halloween?
Não apenas a abóbora é um dos principais símbolos do Halloween, como na grande maioria dos casos, as pessoas desenham rostos mais assustadores nas mesmas.
De acordo com a World History Encyclopedia, uma organização sem fins lucrativos, essa explicação tem relação entre os vivos e os mortos.
Tem seu início na cultura celta e em países europeus, como Escócia, Inglaterra e Irlanda.
Antigamente, muitas pessoas acreditavam que os espíritos de quem já morreu iriam se misturar com os vivos.
Então, por medo, as pessoas começaram a se vestir e desenhar rostos assustadores em várias frutas ou vegetais abundantes após a época da colheita, como as abóboras, nabos (ou rabanetes) e beterrabas, por exemplo.
Você sabia que Goiás é um dos maiores produtores de abóbora do Brasil?

Imagem: Emater
Goiás, com as suas terras férteis e clima propício, se destaca como um dos maiores produtores de abóbora do país. Com técnicas avançadas de cultivo e manejo, os agricultores goianos têm obtido rendimentos significativos e uma oferta constante desse vegetal.
Aliás, os Estados de Minas Gerais, Goiás, São Paulo, Bahia, Paraná e Santa Catarina são os principais produtores, o que representa mais de 80% do total comercializado nas Ceasas (Conab-Prohort).
E veja, aposto que você não sabia o quanto esse símbolo do Halloween é nutritivo!
Isso porque a abóbora, pertencente à família das cucurbitáceas, é reconhecida por seu alto valor nutricional. Rica em vitaminas A, C e E, além de minerais como potássio e cálcio, desempenha um papel importante na promoção da saúde ocular, fortalecimento do sistema imunológico e saúde óssea.
Produção de abóbora em Goiás
O plantio de abóbora em Goiás é realizado normalmente entre os meses de agosto e novembro.
As sementes são plantadas diretamente no solo, em covas espaçadas cerca de 2 metros uma da outra, com uma profundidade de aproximadamente 3 a 5 centímetros.
Inclusive, pode-se dar destaque à produção da ‘Cabotiá’ ou ‘abóbora Japonesa’, em Rio Verde, que cresce a cada ano com o uso das tecnologias incentivadas pela Emater (Agência Goiana de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Agropecuária).
A região de Rio Verde é conhecida nacionalmente como a cidade das abóboras e, de acordo com José Luiz, técnico da Emater, não é por acaso.
“Soldados na época do império comiam abóbora pois era uma espécie nativa da região, havia muitas nas margens dos rios. Com isso, a história da cidade ficou conhecida como ‘Rio Verde das Abóboras’”, conta.
Clima de Goiás
A abóbora é uma planta de clima quente e prefere temperaturas entre 18°C e 35°C.
De acordo com relatório do INMET (Instituto Nacional de Meteorologia), a temperatura média do inverno em Goiânia em 2024 foi de 25,1°C, ficando 1,1°C acima da média histórica sazonal, que é de 24°C.
Já a média da temperatura mínima foi de 17,4°C, ficando acima da média histórica (em 1°C), que é de 16,4°C. Enquanto isso, a média da temperatura máxima foi de 33,9°C, ficando 1,8°C acima da média, que é de 32,1°C.
Aliás, para quem quer impulsionar o conhecimento com as últimas práticas do setor agro, vale destacar que as matrículas estão abertas no Senar.
E aí, conta para a gente, você já imaginava que Goiás estava entre os principais produtores da abóbora “do Halloween” do Brasil?
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