Morre Bonnie Tyler, voz de “Total Eclipse of the Heart”, aos 75 anos

A música internacional perdeu nesta quinta-feira (9) uma de suas vozes mais marcantes. A cantora galesa Bonnie Tyler morreu aos 75 anos, após permanecer internada em um hospital em Portugal desde maio, quando passou por uma cirurgia intestinal de emergência. A informação foi confirmada por meio de um comunicado divulgado no site oficial da artista.
Segundo a nota, Bonnie morreu na noite anterior em decorrência da doença que vinha tratando. A família pediu privacidade neste momento e informou que novos detalhes deverão ser divulgados posteriormente.

A notícia encerra a trajetória de uma artista que marcou a música pop e o rock dos anos 1970 e, principalmente, da década de 1980. Com um timbre inconfundível e interpretações intensas, Bonnie Tyler conquistou milhões de fãs em todo o mundo e transformou algumas de suas canções em verdadeiros clássicos.
A voz rouca virou sua marca registrada
Nascida como Gaynor Hopkins, em 8 de junho de 1951, no País de Gales, Bonnie Tyler iniciou a carreira interpretando country rock e rock. No entanto, um episódio inesperado acabaria definindo sua identidade artística.
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Em 1977, ela precisou passar por uma cirurgia para retirar nódulos das cordas vocais. Durante a recuperação, não respeitou o período recomendado de repouso. Como consequência, desenvolveu uma rouquidão permanente.

O que poderia representar um obstáculo acabou se transformando em sua principal característica. A voz grave e rouca tornou-se uma assinatura reconhecida imediatamente pelo público e ajudou a construir uma carreira de sucesso internacional.
Sucessos que atravessaram gerações
Embora já tivesse conquistado espaço na Europa no fim da década de 1970, foi em 1983 que Bonnie Tyler alcançou o auge da carreira.
Naquele ano, lançou “Total Eclipse of the Heart”, composição de Jim Steinman que rapidamente se tornou um fenômeno mundial. A música chegou ao primeiro lugar da Billboard, nos Estados Unidos, liderou também as paradas britânicas e permanece como um dos maiores sucessos da história da música pop. Décadas depois, a canção continua acumulando milhões de reproduções e costuma voltar às plataformas digitais durante eclipses solares e lunares.
Pouco tempo depois, Bonnie emplacou outro clássico: “Holding Out for a Hero”, lançada em 1984 na trilha sonora do filme Footloose. Anos mais tarde, a música ganhou uma nova geração de admiradores ao integrar a trilha sonora de Shrek 2, reforçando o alcance de sua obra.
Ao longo da carreira, a cantora lançou 18 álbuns, recebeu indicações ao Grammy e continuou se apresentando em diferentes países, mantendo uma base fiel de fãs por mais de cinco décadas.

Internação e últimos meses
Bonnie Tyler foi internada em maio, em Portugal, após sentir fortes dores abdominais e passar por uma cirurgia intestinal de emergência.
Durante o tratamento, os médicos decidiram colocá-la em coma induzido para favorecer a recuperação. Em junho, sua equipe informou que ela havia deixado o coma, mas permanecia em estado delicado na unidade de terapia intensiva. Na ocasião, todos os compromissos da turnê europeia foram cancelados.
Apesar das expectativas iniciais de recuperação, o quadro de saúde se agravou nas últimas semanas. A morte foi confirmada nesta quinta-feira pela família e pela equipe da artista.
Um legado que permanece vivo
Mais do que uma cantora de grandes sucessos, Bonnie Tyler construiu uma identidade artística única. Sua voz intensa, seu estilo marcante e interpretações carregadas de emoção ajudaram a definir uma geração da música internacional.
Canções como “It’s a Heartache”, “Total Eclipse of the Heart” e “Holding Out for a Hero” continuam presentes em rádios, filmes, séries, playlists e apresentações ao redor do mundo, mostrando que sua obra ultrapassou o tempo.
Mesmo após sua partida, Bonnie Tyler deixa um legado que segue inspirando artistas e emocionando fãs de diferentes gerações. Sua voz continuará sendo uma das mais reconhecidas da história do pop e do rock.
