Museu Zoroastro Artiaga celebra 80 anos com restauração quase concluída em Goiânia

Otávio Augusto Ribeiro
Por Otávio Augusto Ribeiro
Museu Zoroastro Artiaga celebra 80 anos com restauração quase concluída em Goiânia
Foto: Gov. Goiás

O Museu Goiano Zoroastro Artiaga chega aos 80 anos nesta sexta-feira em um momento simbólico. E, ao mesmo tempo, estratégico. O prédio histórico localizado na Praça Cívica passa por uma ampla restauração e se aproxima da fase final das obras. Por isso, a celebração não marca apenas uma data. Marca também um recomeço.

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Gerido pela Secretaria de Estado da Cultura, o museu recebe intervenções estruturais e arquitetônicas que devolvem características originais ao edifício. Além disso, garantem mais segurança. E ainda ampliam a acessibilidade. A previsão de entrega é para o próximo mês. Ou seja. O espaço se prepara para voltar ao cotidiano cultural da capital com nova estrutura e o mesmo valor simbólico de sempre.

Foto: Gov. Goiás

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Restauração resgata arquitetura e moderniza estrutura

O investimento de R$ 6,6 milhões viabiliza uma recuperação praticamente integral do prédio. A obra inclui cobertura, alvenarias, pisos históricos e elementos decorativos. Ao mesmo tempo, atualiza sistemas elétricos e luminotécnicos. Portanto, preserva o passado e dialoga com o presente.

Além disso, o projeto contempla reforço estrutural, drenagem e adequações às normas de prevenção de incêndio. Outro ponto importante é a museografia e a acessibilidade. Assim, o espaço se torna mais inclusivo. E também mais funcional para visitantes de diferentes perfis.

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Acervo passa por tecnologia de preservação

O cuidado não se limita às paredes. O acervo também recebe atenção técnica especializada. As peças passam por desinfecção e higienização por anóxia. A técnica reduz o oxigênio e o substitui por nitrogênio. Com isso, elimina pragas sem danificar materiais. É tecnologia aplicada à memória. É ciência a serviço da cultura.

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Foto: Gov. Goiás

O museu reúne peças arqueológicas, mineralógicas, arte sacra, arte popular, etnologia indígena e documentos históricos. Além disso, guarda exemplares da fauna e flora do Cerrado. Portanto, funciona como uma narrativa viva sobre Goiás. E também sobre a própria formação de Goiânia.

Patrimônio histórico ganha novo fôlego

Inaugurado em 1946, o museu nasceu a partir das doações do professor Zoroastro Artiaga. Desde então, tornou-se referência cultural e educativa. O edifício, construído entre 1942 e 1943, é um dos principais exemplares do Art Déco goiano. Por isso, é tombado em âmbito estadual e federal.

Museu

Foto: Gov. Goiás

A restauração, portanto, não representa apenas uma obra física. Representa um gesto de continuidade. Um pacto com a história. E também um convite para que novas gerações redescubram o espaço. Afinal, preservar patrimônio é manter viva a identidade coletiva.

O visitante que passa pela Praça Cívica talvez não perceba todos os detalhes técnicos. Porém, certamente sentirá a diferença. A fachada renovada. A iluminação valorizada. O interior preparado para receber exposições e atividades educativas. Pequenos elementos que, juntos, constroem uma grande experiência.

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