Cientistas da Nasa encontram “crânio de dinossauro” em novas imagens de Marte

Imagens registradas pelo rover Curiosity e Perseverance chamam atenção e levantam novas hipóteses sobre o passado de Marte

Thiago Alonso
Por Thiago Alonso
Cientistas da Nasa encontram “crânio de dinossauro” em novas imagens de Marte
Planeta Marte. - Foto: Canva

Marte voltou a chamar atenção da comunidade científica e do público após a divulgação de imagens captadas por rovers da Nasa que mostram formações rochosas curiosas, com padrões que lembram desde “escamas de dragão” até o que alguns chamaram de “crânio de dinossauro”. As descobertas, feitas em diferentes regiões do planeta vermelho, reacendem o interesse sobre como era o ambiente marciano bilhões de anos atrás.

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As imagens foram registradas pelo rover Curiosity e também pela sonda Perseverance, ambas da Nasa, e mostram estruturas naturais que, à primeira vista, parecem figuras conhecidas da Terra. Apesar das semelhanças visuais chamarem atenção, os cientistas reforçam que se tratam de fenômenos geológicos e não de qualquer indício de vida.

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Um dos registros mais comentados foi feito pelo rover Curiosity, que identificou milhares de rochas com padrões poligonais no solo marciano. As formações, que se espalham por grandes áreas, lembram escamas sobrepostas e chamaram atenção pela extensão incomum.

Segundo a cientista Abigail Fraeman, já haviam sido observados padrões semelhantes antes, mas não com essa densidade. Ela destacou que as estruturas aparecem distribuídas por metros e metros de solo, o que torna o fenômeno ainda mais intrigante para os pesquisadores.

As imagens foram divulgadas pelo engenheiro Kevin Gill, que compartilhou registros em cores captados em abril durante a missão.

O que pode explicar essas formações em Marte

Na Terra, padrões semelhantes costumam surgir em solos que passam por ciclos de umidade e secagem. Esse processo cria fissuras geométricas que acabam formando polígonos naturais.

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Em Marte, a principal hipótese é que algo semelhante tenha ocorrido há bilhões de anos, quando o planeta ainda poderia ter tido água líquida em sua superfície. A repetição desses ciclos, ao longo do tempo, pode ter moldado as estruturas hoje observadas pelos equipamentos da Nasa.

Os cientistas seguem analisando dados químicos coletados na região para entender se há diferenças importantes entre as formações e o que exatamente levou ao padrão visual identificado.

Outra descoberta que ganhou repercussão foi feita pela sonda Perseverance, que fotografou uma formação rochosa na cratera Jezero. O formato incomum acabou sendo comparado por internautas a um “crânio de dinossauro”, devido ao contorno irregular e à aparência simétrica.

A própria Nasa reforça que esse tipo de interpretação visual é resultado de um fenômeno conhecido como pareidolia, quando o cérebro humano reconhece padrões familiares em objetos aleatórios.

A cratera Jezero, onde a imagem foi registrada, é uma das regiões mais estudadas de Marte por já ter abrigado água no passado, o que a torna estratégica na busca por sinais de vida antiga.

Pistas do passado do planeta

Desde que pousou em 2021, o rover Perseverance tem coletado imagens e dados que ajudam cientistas a reconstruir a história geológica de Marte. A região explorada é considerada uma das mais promissoras para entender como era o ambiente do planeta há bilhões de anos.

Estudos anteriores já indicaram a presença de antigos fluxos de água e possíveis ciclos ambientais mais úmidos, o que reforça a importância dessas formações rochosas como pistas do passado marciano.

Mistério continua aberto

Apesar das imagens chamativas, a Nasa reforça que não há evidências de dinossauros ou qualquer forma de vida em Marte. O que existe, até agora, são estruturas naturais moldadas por processos geológicos ainda em estudo.

Mesmo assim, cada nova descoberta amplia o interesse sobre o planeta vermelho e mantém viva uma das maiores perguntas da ciência moderna: como Marte se transformou no mundo seco e frio que conhecemos hoje?

As próximas análises devem aprofundar a investigação sobre a composição dessas rochas e ajudar a esclarecer se elas foram formadas por um único processo ou por múltiplos eventos ao longo da história do planeta.

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