Foguete da Space X de Elon Musk explode, mas lançamento é considerado um “sucesso”

Após uma tentativa frustrada em abril, a SpaceX, empresa de Elon Musk, refez neste sábado (18) o lançamento do foguete Starship, e dessa vez com sucesso… em partes (literalmente). Após 8 minutos e 30 segundos, o foguete perdeu sinal e explodiu ao entrar em órbita. Apesar do incidente, o lançamento foi um sucesso, e entrou para a história da exploração espacial!

A decolagem foi às 10h05 da manhã (pelo horário de Brasília), e ocorreu na Starbase, a base de lançamento da empresa em Boca Chica, no Texas.

O lançamento foi divulgado em tempo real via transmissão ao vivo pela internet.

Mesmo com a explosão, o evento foi considerado importante e um sucesso extraordinário para a exploração espacial. Isso porque, mesmo com a circunstância, o Starship atingiu níveis jamais atingidos na história: nenhum foguete nunca tinha chegado tão longe.

Starship
No total, são 120 metros de altura, consolidando o megafoguete, como maior e mais poderoso já construído na história da humanidade. Starship, como é chamado o complexo espacial da Space X, possui um projeto reutilizável. O que significa que, a cada novo lançamento com explosões ou danos no material, podem ser revertidos e reutilizáveis em novas estruturas.

O gigantesco complexo veicular é composto de dois estágios: o propulsor Super Heavy, dotado de 33 motores raptor, e a espaçonave Starship, que dá nome ao foguete, com seis motores.

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Foto: Divulgação/SpaceX

A explosão
Cerca de 2 minutos e 50 segundos após a decolagem do foguete, os dois estágios se separaram conforme planejado. A expectativa era de que o B9, em uma área pré-determinada no Golfo do México, enquanto os motores da Ship 25 fossem acionados para impulsionar a espaçonave em uma trajetória “quase orbital”, alcançando cerca de 235 km de altitude sobre o planeta.

Pouco depois da separação dos estágios, o imenso propulsor do foguete, o Super Heavy, explodiu de forma inesperada. Isso resultou na própria nave do estágio superior, a Starship, sendo destruída antes de atingir a altitude planejada.

Apesar do ocorrido, o Starship voou muito mais longe do que a primeira tentativa em abril, reforçando o sucesso do segundo lançamento de voo teste. Além disso, o estágio de separação foi superado, conforme o previsto.

Space X
Criada pelo multibilionário Elon Musk, a Space X revolucionou a indústria espacial ao buscar tornar os voos espaciais mais acessíveis e sustentáveis. A empresa concentra-se em tecnologia avançada, permitindo o transporte regular de cargas para a órbita terrestre e impulsionando missões além dela, como o programa Starlink, buscando fornecer internet global via satélite.

Entre seus maiores trabalhos está a Starship, uma nave espacial criada para viagens interplanetárias e até mesmo a colonização de Marte. Seus esforços para criar uma arquitetura de transporte espacial que possa ser reutilizada várias vezes têm gerado um entusiasmo considerável em todo o mundo, redefinindo as expectativas em relação à exploração espacial comercial e à viabilidade de estabelecer uma presença humana em outros planetas.

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Foto: Timothy A. Clary/Getty Images

GJ 504b: Você sabia que existe um planeta completamente cor-de-rosa?

Não, você não leu errado e essa imagem tampouco foi gerada por IA, o GJ 504b é um dos planetas mais lindos já descobertos pela Nasa! O ano era 2013 quando cientistas da Nasa se depararam com um corpo celeste cor-de-rosa intenso e peculiar, que podia ser avistado através do telescópio Subaru, no Havaí. 

GJ 504b

Usando dados infravermelhos do Subaru, astrônomos descobriram que o gigante gasoso orbitava uma estrela brilhante, pouco visível a olho nu, integrante da constelação de Virgem e ainda mais quente que o Sol: a GJ 504.

Pesquisadores estimam que o ‘novo mundo’, batizado como GJ 504b, tenha 160 milhões de anos de idade, o que torna este o planeta mais jovem do mundo. “Se pudéssemos viajar para esse planeta, veríamos um mundo brilhando com o calor de sua formação, com uma cor que lembra flores de cerejeira, um magenta escuro”, afirma Michael McElwain, pesquisador do Centro de Voo Espacial Goddard da Nasa, em Maryland, Estados Unidos.

Segundo os especialistas, sistemas solares jovens são alvos interessantes para estudos de imagem, porque seus planetas ainda não perderam muito do calor de sua formação, o que melhora a visibilidade. “O Sol está por volta da metade de sua vida de produção de energia. Estudar esses sistemas é como ver o nosso próprio sistema solar quando jovem”, diz McElwain.

 Planeta GJ 504b, planeta cor de rosa

Problemas teóricos orbitam o GJ 504b

Uma das teorias mais aceitas no meio científico aponta que colisões entre asteroides e cometas produzem um núcleo que, ao atingir massa suficiente, passa a atrair gás para si mesmo, formando um planeta. 

Porém, para essa teoria funcionar, o planeta deve estar distante de sua estrela tal qual a distância de Netuno ao Sol, cerca de 30 vezes a distância entre a Terra e o Sol. O novo planeta, apresenta uma distância em relação a sua estrela que é mais de 43 vezes a longitude entre Terra e Sol. 

“Este é um dos planetas mais difíceis de explicar segundo a teoria tradicional. Sua descoberta implica a necessidade de considerar seriamente teorias alternativas de formação, ou talvez rever alguns conceitos básicos na teoria atual”, afirma Markus Janson, integrante da equipe de pesquisadores.

Imagem: Reprodução Nasa

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Novo eclipse lunar poderá ser visto no dia 28 de outubro

Você que é um verdadeiro amante do universo e das estrelas, o mês de outubro terá mais um fenômeno astronômico surpreendente: um eclipse lunar marcado para acontecer no dia 28 de outubro. Dessa vez, o fenômenos será diferente dos outros, sendo de baixa intensidade e totalmente parcial. 

Segundo informações do portal Time and Date, o eclipse só poderá ser visto por regiões do leste da América do Norte, no nordeste da América do Sul, Europa, África, Ásia e parte da Austrália. 

No Brasil, a maior parte do eclipse será visível somente durante a fase penumbral. Isso significa que as mudanças na coloração do astro devem ser pouco perceptíveis a olho nu. Em alguns locais do Nordeste, o fenômeno poderá ser observado como parcial e ocorrerá aproximadamente entre 16h30 e 17h50. 

 

O que é eclipse lunar ? 

Esse evento acontece quando a Terra fica posicionada entre o Sol e a Lua, projetando a sua sombra parcial ou integralmente sobre o seu satélite natural. A frequência com que o eclipse lunar se dá varia de ano a ano, mas normalmente ocorre pelo menos duas vezes por ano, que é quando esses corpos celestes se encontram alinhados. A duração de um eclipse pode ser de alguns minutos até 3 ou 4 horas.

 

Como ocorre um eclipse lunar ? 

Ocorre quando a Terra fica entre a Lua e o Sol, causando, assim, uma região de sombra que se projeta sobre a superfície do satélite. Essa área de sombra criada pelo bloqueio que o planeta causa temporariamente à luz solar que seguia em direção à Lua é dividida em duas regiões: a umbra e a penumbra, conforme mostra o esquema simplificado da imagem abaixo.

A região de penumbra consiste em uma área que ainda recebe uma certa quantidade de luz, bem mais fraca do que quando não há bloqueio. Com isso, a sombra projetada é também menos intensa. Já a região denominada umbra é caracterizada pela escuridão total, não chegando nenhuma luz. Em razão disso, a sombra da Terra que é projetada na Lua é mais intensa, e o satélite fica quase invisível a olho nu.

 

Quais são os estágios do eclipse lunar ?

Segundo informações do Time and Date, o fenômeno ocorre da seguinte maneira:

 

Começa o eclipse penumbral;

– Começa o eclipse parcial;

– Eclipse máximo;

– Fim do eclipse parcial;

– Fim do eclipse penumbral.

 

O eclipse lunar parcial atinge o estágio máximo quando a umbra da Terra cobre a maior parte da Lua. No caso do evento do dia 28, 6% da superfície lunar será coberta pela umbra.

 

Créditos da imagem de capa: BBC Brasil

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A Exposição de Ciência, Tecnologia e Empreendedorismo “WESTE” permanece na Escola Winsford, localizada no Setor Marista, até o dia 29 de setembro com entrada gratuita. Interessados devem agendar um horário entre o período de 8h às 17h.

Com tema “In Space”, o evento inédito exibe a exploração do espaço pelo homem através de diferentes formas de tecnologia e engenharia aeroespacial. Os visitantes terão acesso exclusivo às réplicas dos caças da Força Aérea Brasileira, Ônibus Espaciais da NASA, Foguete Saturno V, Módulo Lunar, Estação Espacial ISS, trajes usados por astronautas e muito mais.

Exposição

Comemorando os 55 anos das missões Apollo, a Aero Space Gyn expõe ainda detalhes interessantes, emocionantes e divertidos que envolvem as histórias das maiores missões aeroespaciais protagonizadas pela NASA e SpaceX. 

Além da presença e apresentação guiada pelo professor Daniel Vinhal, CEO da Aero Space Gyn, Vice Presidente da Sociedade Goiana de Divulgação Científica e membro da Sociedade Brasileira de Astrobiologia, o evento conta com painéis explicativos, a fim de garantir uma imersão completa no espaço sideral. 

Exposição

Imagem: Divulgação

Exposição

“É uma oportunidade de ouro para que os alunos possam vivenciar momentos de ciência, tecnologia e educação aqui na escola Winsford”, pontua o professor. Criativa e inovadora, a WESTE realiza sua primeira edição em Goiânia, proporcionando momentos de imersão na cultura maker de inovação, visando incentivar as produções científicas, tecnológicas e empreendedoras. 

 

Serviço

WESTE (Exposição de Ciência, Tecnologia e Empreendedorismo)

Onde: Winsford Global School 

Av. 136, Qd. 239, Lt. 12-E, 510 – St. Marista

Quando: Até o dia 29/09, das 8h às 17h

Contato para agendamento: (62) 4141 5514

Imagem: Divulgação

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Vida extraterrestre? Cientistas descobrem planetas bem semelhantes à Terra e com condições de habitação

Descoberto recentemente no sistema solar pelos astrônomos, este planeta é considerado maior que a Terra e está em órbita ao redor de uma estrela anã vermelha, localizada a uma distância de apenas 66,5 anos-luz de nós.

Denominado GJ 1252 b, esse exoplaneta possui uma massa 1,32 vezes a da Terra, completa sua órbita em apenas 0,5 dias e está localizado a uma distância de 0,00915 unidades astronômicas (UA) de sua estrela.

A regularidade das órbitas oferece inúmeras oportunidades de observação de trânsitos, quando o planeta passa à frente de sua estrela hospedeira. 

Caso GJ 1252 b possua uma atmosfera, esta será iluminada pela luz da estrela durante o movimento, permitindo aos astrônomos a utilização de observações espectroscópicas para determinar sua composição.

Um fato interessante é que este novo mundo é apenas um exemplo de muitos outros planetas rochosos próximos descobertos pelo TESS. À medida que encontramos mais desses planetas rochosos, acumulamos dados essenciais para compreender a frequência e as características desses corpos celestes. 

Informações importantes que podem determinar se a Terra é uma exceção ou a maioria desses corpos celestes compartilham características semelhantes a Mercúrio, Vênus e Marte, ou se constituem um tipo mais comum de planeta na Via-Láctea.

 

Mas afinal, o que seria um Exoplaneta?

É um planeta que orbita uma estrela que não seja o Sol em um sistema estelar diferente do nosso sistema solar.

Em outras palavras, são mundos que estão fora do nosso sistema solar, ou seja, o termo é uma abreviação de “planeta extrassolar”, mas também chamados de “planetas extrasolares”.

A descoberta e estudo de exoplanetas é um campo de pesquisa emocionante na astronomia e astrofísica. Até a primeira confirmação deste corpo celeste em 1992, os cientistas só apresentavam evidências indiretas da existência de planetas em órbita de outras estrelas. Com rochas maiores e atmosfera tranquila, o GJ 1252 b é um dos candidatos em termos de estudos. No entanto, para quem torce para encontrarmos vida, inteligente ou não, ainda será necessário esperar um pouco mais.

 

Créditos da imagem de capa: Fatos Desconhecidos

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Satélite da Nasa captura ‘rosto de urso’ em Marte

Embutida no satélite “Órbita de Reconhecimento de Marte” (MRO, em inglês) da Nasa, a câmera HiRise (Experimento Científico de Imagem de Alta Resolução) flagrou o rosto de um urso em solo marciano. Com traços bem definidos que mostram olhos, boca e nariz, a imagem foi compartilhada por astrônomos da Universidade do Arizona. 

O “rosto de urso” tem 2.000 metros de diâmetro, sendo bem maior que o tamanho do rosto de um urso real. Ao vasculhar as imagens da câmera, os pesquisadores contam que se divertiram bastante com a semelhança da cratera com o animal e explicam a ilusão de ótica.

urso

Esse fenômeno é chamado de pareidolia, ou uma consequência de como o cérebro identifica informações, vasculhando símbolos para lhes dar significado. O cérebro é ‘treinado’ para ver rostos, mesmo quando eles não existem. 

Os cientistas explicam que a circunferência que delimita a cabeça do animal trata-se de uma cratera antiga preenchida por depósitos de larva ou de lama. O nariz e a boca são formados por uma colina que desmoronou. Os astrônomos afirmam ainda que, muito tempo depois, se formaram duas novas crateras menores tomando a posição de olhos do animal.

Satélite da Nasa descobre novo Planeta que pode ser habitável

Um novo planeta que pode ser habitável foi descoberto pela Nasa por meio do satélite Transiting Exoplanet Survey Satellite (TESS). Identificado como “TOI 700 e”, o planeta está em uma “zona habitável”, ou seja, uma região do sistema planetário que permite a presença de água líquida em sua superfície, o que viabiliza a existência de vida.

O corpo celeste é um dos poucos planetas do tamanho da Terra descobertos na zona habitável de uma estrela até agora. O sistema onde ele foi encontrado já possui outros três planetas (TOI 700 b, c, d), dos quais apenas dois têm condições para ser habitável. O planeta está a 100 anos-luz da Terra e tem as seguintes características:

– Tem 95% do tamanho da Terra;

– Provavelmente é rochoso; e

– Completa uma órbita a cada 28 dias.

planeta

 

“Os cientistas definem a zona habitável otimista como o intervalo de distâncias onde a água líquida da superfície pode estar presente em algum momento da história de um planeta”, segundo informações da Nasa.

Anteriormente ao TOI 700 e, os astrônomos descobriram três planetas neste sistema TOI 700, chamados TOI 700 b, c e d. O planeta d também orbita na zona habitável. O TOI 700 e leva 28 dias para orbitar sua estrela, colocando o planeta e entre os planetas c e d na chamada zona habitável otimista.

Em 2020, a equipe anunciou a descoberta do planeta d, do tamanho da Terra e zona habitável, que está em uma órbita de 37 dias, junto com outros dois mundos.

“É um dos poucos sistemas com vários planetas pequenos e de zona habitável que conhecemos”, afirma Emily Gilbert, pós-doutoranda do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa no sul da Califórnia, que liderou o trabalho.

“Isso torna o sistema TOI 700 uma perspectiva interessante para acompanhamento adicional. O planeta ‘e’ é cerca de 10% menor que o planeta ‘‘d, então o sistema também mostra como as observações adicionais do Tess nos ajudam a encontrar mundos cada vez menores”, afirmou.

O resultado da descoberta de sua equipe foi apresentado na terça-feira, 10, na 241ª reunião da American Astronomical Society (Sociedade Astronômica Americana), em Seattle (EUA). Um artigo sobre o planeta recém-descoberto será publicado no jornal The Astrophysical Journal Letters.

De acordo com a Nasa, o TOI 700 é uma pequena e fria estrela anã vermelha localizada a cerca de 100 anos-luz de distância na constelação Dorado.

“O planeta mais interno, TOI 700 b, tem cerca de 90% do tamanho da Terra e orbita a estrela a cada 10 dias. O TOI 700 c é 2,5 vezes maior que a Terra e completa uma órbita a cada 16 dias”, acrescenta a Nasa.

Transiting Exoplanet Survey Satellite

O TESS monitora grandes áreas do céu, chamadas setores, por aproximadamente 27 dias por vez. “Esses longos olhares permitem que o satélite rastreie as mudanças no brilho estelar causadas por um planeta passando na frente de sua estrela de nossa perspectiva, um evento chamado de trânsito”, de acordo com a Nasa.

A missão usou essa estratégia para observar o céu do sul a partir de 2018, antes de se voltar para o céu do norte. Em 2020, voltou ao céu do sul para observações adicionais.

“Se a estrela estivesse um pouco mais próxima ou o planeta um pouco maior, poderíamos ter conseguido identificar o TOI 700 e no primeiro ano de dados do TESS”, disse Ben Hord, pesquisador graduado no Goddard Space Flight Center da Nasa em Greenbelt, Maryland (EUA).

“No entanto, o sinal era tão fraco que precisávamos de um ano adicional de observações de trânsito para identificá-lo”, afirma. O Tess acaba de completar seu segundo ano de observações do céu do norte. “Estamos ansiosos pelas outras descobertas emocionantes escondidas no tesouro de dados da missão”, diz Allison Youngblood, astrofísica pesquisadora e vice-cientista do projeto Tess em Goddard.

O estudo de acompanhamento do sistema TOI 700 com observatórios espaciais e terrestres está em andamento e pode fornecer mais informações sobre esse sistema raro. Além disso, tais descobertas também ajudam os cientistas planetários a aprenderem mais sobre a história do nosso próprio sistema solar, conforme a Nasa.

 

*Agência O Globo

Imagem: Nasa

Pelé: Nasa homenageia Rei do Futebol com galáxia verde e amarela

Após a confirmação da morte de Pelé, aos 82 anos, na quinta-feira (29), a Agência Aeroespacial dos Estados Unidos (Nasa) publicou em seu perfil oficial no Twitter uma imagem de uma galáxia espiral na constelação do Escultor que mostra as cores do Brasil em homenagem ao craque do futebol brasileiro. Na publicação, a Nasa também afirmou que o lendário atacante ficou conhecido por muitos como o “rei do jogo bonito”.

 

“Marcamos o falecimento do lendário Pelé, conhecido por muitos como o rei do ‘jogo bonito’. Esta imagem de uma galáxia espiral na constelação do Escultor mostra as cores do Brasil”, destacou no seu perfil no Twitter a agência.

 



 

A constelação Sculptor, segundo a Universidade Harvard, foi batizada pelo astrônomo Nicholas Louis de Lacaille entre 1750 e 1754.

Foto: Divulgação

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Estudante de Goiás vence concurso internacional de astronomia e é escolhida para visitar a Nasa

A estudante de apenas 14 anos de idade, Maria Eduarda Pires Belém, foi a grande vencedora da etapa eliminatória de uma competição internacional de ciências, a ‘’Copernicus Olympiad’’. Com a conquista do 1º lugar, ela foi convidada para conhecer a base da NASA, nos Estados Unidos.

A aluna do oitavo ano, e moradora da cidade de Anápolis, estuda no Colégio Crescer e foi selecionada para integrar a delegação do Brasil por obter a melhor pontuação mundial na categoria que ela integra.

A etapa final do torneio acontece nos dias 22 a 26 de janeiro em Houston, Texas (EUA). Para conseguir comparecer na etapa final da competição, a estudante recebeu uma bolsa no valor de U$ 1,5 mil, hospedagem e todos os outros benefícios.

 

Somente alunos classificados são convidados a participar da Rodada Global, que reúne estudantes de diferentes países. Durante a competição, Maria Eduarda e outros participantes poderão observar o Centro Espacial Johnson da Nasa, onde poderão observar como e sob quais circunstâncias os engenheiros trabalham.

 

Imagem: João Belém / Arquivo Pessoal

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Nasa encontra sinal de possível vida em Marte

Investigando o local de um antigo delta de rio, o rover Perseverance coletou algumas das amostras mais importantes até agora em sua missão para determinar se já existiu vida em Marte, de acordo com cientistas da Nasa. As informações são da CNN.

Algumas das amostras coletadas recentemente incluem matéria orgânica, indicando que a Cratera Jezero, que provavelmente já abrigou um lago e o delta que desaguava nele, tinha ambientes potencialmente habitáveis ​​há 3,5 bilhões de anos.

“As rochas que estamos investigando no delta têm a maior concentração de matéria orgânica que já encontramos na missão”, disse Ken Farley, cientista do projeto Perseverance do Instituto de Tecnologia da Califórnia, em Pasadena.

A missão do rover, que começou no planeta vermelho há 18 meses, inclui procurar sinais de vida microbiana antiga. A Perseverance está coletando amostras de rochas que poderiam ter preservado essas bioassinaturas reveladoras. Atualmente, há 12 amostras de rochas.

Uma série de missões chamada Mars Sample Return levará a coleção de volta à Terra na década de 2030.

 

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Nasa cancela lançamento da Artemis I após detectar problema técnico

A Agência Espacial Norte-Americana (Nasa) cancelou o lançamento da Missão Artemis I previsto para esta segunda-feira (29).

Após equipes de engenheiros localizarem problema técnico em um dos motores do foguete Space Launch System (SLS), a previsão é de que o voo de volta à Lua ocorra na próxima sexta-feira (2). Outra data possível, segundo a agência, é o dia 5 de setembro.

Nas redes sociais, a Nasa informou que foi detectado um vazamento de motor do SLS, mas que as equipes já trabalham para solucionar o problema.

Nesse domingo (28), a agência espacial informou que as condições climáticas favoráveis chegavam a 80%, mesmo com previsão de chuvas esparsas nesta segunda e o registro de relâmpagos no fim de semana.

O foguete Space Launch System (SLS) levará a cápsula Orion direto da plataforma de Lançamento 39B, do Centro Espacial Kennedy, na Flórida.

Esta é a primeira ação do programa Artemis, que tem o objetivo de levar um voo tripulado ao satélite natural da Terra nos próximos anos. E mais, de levar a primeira mulher ao solo lunar.

Além disso, a missão ambiciona ampliar a atuação no Sistema Solar: construir uma base lunar permanente, sustentável e fazer com que a Lua seja um ponto de apoio para projetos no planeta vizinho, Marte.

 

Conquista do espaço

A viagem não tripulada desta segunda-feira (29) marca uma série de testes na órbita da Lua, tanto em relação aos equipamentos quanto à cápsula Orion que deve levar até quatro astronautas na segunda etapa da missão, prevista para ocorrer até 2026.

Além disso, será testada uma peça fundamental, o Módulo de Serviço Europeu, responsável, por exemplo, pelos sistemas de abastecimento de água, energia, propulsão, controle da temperatura dentro da cápsula e fruto da parceria com a Agência Espacial Europeia (ESA).

Segundo a ESA, a missão, que será comandada aqui da Terra, pode durar entre 20 e 40 dias e terminará de volta à Terra com um mergulho no Oceano Pacífico, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos.

O voo de volta à Lua, organizado pela Nasa em parceria com 21 países, inclusive o Brasil, representa o retorno ao satélite 50 anos após a última viagem tripulada, em 1972, com a Missão Apollo.

O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Carlos Moura, está entre os convidados para acompanhar o lançamento da Artemis I, direto do Centro Espacial Kennedy.

Para o coordenador de Satélites e Aplicações da AEB, Rodrigo Leonardi, a Artemis I é ”marco histórico na retomada dos voos tripulados para a exploração espacial. E a expectativa é que, ao se juntar a esse programa, o Brasil também possa abrir novo capítulo em seu programa espacial”, diz.

Segundo ele, o país já vem discutindo com outros parceiros assuntos ligados a transporte, habitabilidade, operações, infraestrutura e ciência no âmbito do programa Artemis.

O representante da AEB destaca que a missão liderada pela Nasa foi incluída entre as iniciativas do Programa Nacional de Atividades Espaciais, documento que estabelece projetos e prioridades para a próxima década.

Para a médica brasileira e empresária no ramo espacial, Thaís Russomano, a expectativa para a contagem regressiva de volta à Lua leva também a desdobramentos para as portas que podem se abrir com o novo passo na corrida espacial.

“Depois de 50 anos, começamos o processo da volta à Lua. A Missão Artemis reabre o caminho de construção do conhecimento necessário para que, um dia, o ser humano habite o satélite natural da Terra, transformando-o no nosso segundo lar cósmico”, acrescenta.

A médica, que vive em Londres, chegou a participar de pesquisas sobre a ação da microgravidade no corpo dos astronautas e até mesmo de duas campanhas de voos parabólicos (quando é possível experimentar a gravidade zero sem viajar ao espaço) da Agência Espacial Europeia em 2000 e 2006.

 

*Agência Brasil

 

Foto: Reprodução/ NASA

Nasa volta à lua nesta segunda-feira (29), com transmissão ao vivo

A agência espacial dos Estados Unidos, a Nasa, realiza nesta segunda-feira (29), o lançamento da primeira missão do programa Artemis 1, que visa estabelecer uma presença permanente da humanidade na lua. A missão não tripulada, incluindo o Space Launch System Rocket e a nave espacial Orion, acontece aproximadamente entre 9h33 e 11h33, pelo horário de Brasília, e sairá do Centro Espacial Kennedy da Nasa, na Flórida. As informações são da CNN Brasil.

Embora não haja tripulação humana a bordo da missão, é o primeiro passo do programa Artemis, que visa enviar novamente humanos à Lua e, eventualmente, para um futuro pouso em Marte.

A espaçonave Orion entrará em uma órbita retrógrada distante da Lua e viajará mais de 64 mil quilômetros além dela, indo mais longe do que qualquer espaçonave destinada a transportar humanos.

As tripulações viajarão a bordo do Artemis 2 em uma trajetória semelhante em 2024, e a primeira mulher e o próximo homem a pousar na Lua devem chegar ao polo Sul lunar no final de 2025 na missão Artemis 3.

Assim que o lançamento ocorrer, a Nasa realizará um comunicado pós-lançamento e, no final do dia, a agência compartilhará as primeiras imagens da Terra das câmeras a bordo da espaçonave Orion.

Além disso, a missão será transmitida ao vivo e uma programação especial foi planejada pela NASA para esse dia, com a presença de artistas e apresentações musicais.

Aqui no Brasil, o portal Olhar Digital transmitirá o lançamento a partir das 8h30 da manhã (horário de Brasília), pelo YouTube.

Telescópio James Webb registra imagens do planeta Júpiter em alta qualidade; confira

Com tempestades gigantes, ventos poderosos, auroras e condições extremas de temperatura e pressão, em Júpiter há muita coisa acontecendo. Nesta segunda (22), o telescópio James Webb, da NASA, captou novas imagens, em alta definição, do planeta. Tal acontecimento, permite aos cientistas compreender melhor o maior planeta do nosso Sistema Solar. As informações são da NASA.

 

Nós não esperávamos que seria tão bom, para ser honesto”, disse a astrônoma Imke De Pater, também professora da Universidade da Califórnia. De Pater conduz as observações de Júpiter, com Thierry Fouchet, professor do observatório de Paris. O próprio James Webb faz parte de um programa científico internacional, conduzido pela NASA.

 

As duas imagens vieram do observatório ‘Near- Infrared Camera’ (NIRCam), que conta com três filtros infravermelhos que permitem ver os detalhes do planeta. A visão de Júpiter, foi criada através da composição de várias fotos do Webb, pois a luz infravermelha é invisível aos olhos humanos. Confira as imagens a seguir:

 

júpiter

jupiter 

 

As auroras se estendem a altas altitudes acima dos polos norte e sul de Júpiter. As auroras brilham em um filtro mapeado para cores mais vermelhas, que também destacam a luz refletida de nuvens mais baixas e neblinas superiores. Há um filtro diferente, mapeado para amarelos e verdes, mostra neblinas girando em torno dos polos norte e sul. Um terceiro filtro, mapeado para azuis, mostra a luz refletida de uma nuvem principal mais profunda.

 

A Grande Mancha Vermelha, uma famosa tempestade tão grande que poderia engolir o planeta Terra, aparece branca nessas imagens, assim como outras nuvens, porque refletem muita luz solar.

 

O brilho aqui indica alta altitude – então a Grande Mancha Vermelha tem névoas de alta altitude, assim como a região equatorial”, disse Heidi Hammel, cientista interdisciplinar da Webb para observações do sistema solar e vice-presidente de ciências da AURA. “As numerosas ‘manchas’ e ‘estrias’ brancas brilhantes são provavelmente topos de nuvens de alta altitude de tempestades convectivas condensadas.” Em contraste, as faixas escuras ao norte da região equatorial têm pouca cobertura de nuvens.

 

*Com informações da NASA

Foto: Reprodução/ NASA

Odisseia no espaço: Nasa marca datas possíveis para retorno à Lua

Um dos momentos históricos que marcou o ápice da conquista humana sobre a natureza – a chegada do homem à Lua – terá um novo e empolgante capítulo. Com participação brasileira, a missão Artemis planeja levar uma nova missão tripulada para a superfície lunar em 2024.

Segundo o novo cronograma publicado pela agência aeroespacial norte-americana, a primeira fase da empreitada – que será dividida em três grandes etapas – será em 29 de agosto, com o lançamento da missão Artemis I. 

O foguete SLS (Space Launch System, ou sistema de lançamento espacial, em tradução livre) transportará o veículo Orion – projetado para levar astronautas a lugares nunca antes alcançados – pela órbita da Lua e de volta à Terra, mas sem tripulantes. Nesta primeira fase, elementos cruciais de funcionamento dos sistemas de propulsão e das rotas de viagem serão postos à prova.

A complexidade das missões aumentará à medida que o cronograma avançar. Na segunda fase, a Artemis II, que será totalmente tripulada, astronautas altamente qualificados farão testes exaustivos nos sistemas de lançamento, acoplagem, sobrevivência e transporte de carga pelo espaço. A missão será um marco também para o futuro da exploração espacial além da órbita terrestre e lunar: o sucesso das tecnologias garantirá a viabilidade das missões que visam chegar a Marte. O trajeto durante a Artemis II será o maior percorrido por humanos fora da terra: cerca de 450 mil quilômetros além da órbita do planeta azul.

Prevista para 2024, a Artemis III deverá, de fato, levar astronautas para a superfície lunar. Entre eles, a primeira mulher a pisar na Lua. Com a evolução das missões, a expectativa é que a capacidade de carga do foguete SLS combinado com a capsula tripulada Orion aumente de 26 para 45 toneladas métricas, o que deve garantir a sobrevivência da tripulação em missões no espaço profundo.

A Nasa preparou um vídeo especial para convidar a população mundial para acompanhar o lançamento da Artemis I. Assista (em inglês):

 

*Com informação da Agência Brasil

 

Foto: Reprodução/ NASA

Telescópio James Webb captura novas imagens do planeta Júpiter

Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço dos Estados Unidos) divulgou na quinta-feira (14) imagens de Júpiter capturadas pelo telescópio espacial James Webb. As informações são do portal CNN Brasil.

Segundo a agência de exploração espacial, as fotos foram capturadas por meio de infravermelho para testar os instrumentos do telescópio antes do início oficial das operações científicas.

“Os dados demonstram que o Webb rastreia alvos do Sistema Solar e produz imagens e espectros com detalhes sem precedentes”, afirmou a Nasa em comunicado.

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Imagem de Júpiter capturada pelo telescópio James Webb, com Europa à esquerda

As imagens mostram as diferentes faixas de cor do maior planeta do Sistema Solar, assim como a Grande Mancha Vermelha, uma tempestade grande o suficiente para engolir a Terra. Também é possível observar Europa, uma das 79 luas de Júpiter, e alvo da futura missão Clipper, também da Nasa.

“Combinadas com as imagens divulgadas no outro dia, essas imagens de Júpiter demonstram a compreensão completa do que Webb pode observar, desde as galáxias observáveis ​​mais distantes até planetas em nosso próprio quintal cósmico que você pode ver a olho nu”, disse Bryan Holler, cientista do Space Telescope Science Institute.

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Imagens de Júpiter através de lentes infravermelhas permitem observar anéis do planeta

De acordo com a Nasa, os cientistas estavam ansiosos por essas imagens porque provam que o James Webb pode observar satélites e anéis próximos a grandes objetos do Sistema Solar, como Júpiter e Saturno. Através de seu infravermelho, o telescópio conseguiu capturar com facilidade os anéis de Júpiter.

Esta semana, a Nasa divulgou as primeiras imagens capturadas pelo James Webb, o principal observatório de ciência espacial do mundo, desenvolvido em parceria com a ESA (Agência Espacial Europeia) e a CSA (Agência Espacial Canadense).