Paralisia de Bell: entenda a condição da cantora Gabi Melim

Conheça as causas, sintomas e detalhes do diagnóstico da Paralisia de Bell

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Por vanessapereira
Paralisia de Bell: entenda a condição da cantora Gabi Melim
Foto: Instagram @gabimelim

A Paralisia de Bell veio à tona e virou foco de atenções recentemente, após a divulgação do diagnóstico da condição da cantora Gabi Melim, de 30 anos.

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Aliás, ela atualizou os seguidores nesta quarta-feira (4), sobre o tratamento pelo qual está sendo submetida.

“E vamos em busca de recuperação”, desabafou.

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Cantora tranquilizou os fãs

Para quem não acompanhou, vale mencionar que no início da semana, Gabi Melim passou por uma tomografia e uma ressonância no cérebro.

“O lado direito do meu rosto não mexe, a vista não fecha, mas já estou sendo cuidada por médicos maravilhosos, sendo medicada e fazendo fisioterapia facial”, explicou.

Ainda mais, em nova postagem, a cantora conta como está sendo a rotina:

“Faço fisioterapia três vezes ao dia: manhã, tarde e noite. Ela [fisioterapeuta] me ensinou a fazer alongamento sozinha. Faço acompanhamento três vezes na semana”, detalhou.

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Sobre a Paralisia de Bell

A paralisia facial idiopática, sem causa identificável, também chamada de Paralisia de Bell, é um tipo de paralisia do nervo facial que provoca sintomas como boca torta, dificuldade em movimentar o rosto e/ou falta de expressão em uma parte da face.

Na prática, os sintomas podem impactar altamente a comunicação e até mesmo a autoestima das pessoas.

A saber, em torno de 80 mil brasileiros vivem com esta condição. E, felizmente, na maioria das vezes, os casos são reversíveis, o que revela ainda mais importância para um diagnóstico precoce.

“A Paralisia de Bell é uma emergência médica e deve fazer o paciente procurar um pronto-socorro para o primeiro atendimento o quanto antes. A precocidade do diagnóstico e tratamento é fator crucial no resultado de melhora ou cura”, destaca José Ricardo Gurgel Testa, otorrinolaringologista do Hospital Paulista, ao explicar que esse tipo de alteração está diretamente associado à inflamação ou inchaço do nervo facial.

O que pode provocar essa condição?

Em suma, a natureza pode ser diversificada, entre os pontos, podemos citar:

  • Estresse
  • Baixa imunidade
  • Mudança repentina de temperatura
  • Doenças neoplásicas

Diagnóstico da Paralisia de Bell

Em geral, o diagnóstico da paralisia facial acontece por meio da observação médica.

“O sintoma que mais chama a atenção é a perda súbita, parcial ou total dos movimentos de um lado da face, que pode agravar-se durante alguns dias seguidos”, explica o especialista.

Em complemento, a observação de outros sinais se faz essencial:

  • Boca torta
  • Dificuldade ou incapacidade de fechar completamente um dos olhos
  • Dificuldade ou incapacidade de levantar uma das sobrancelhas ou franzir a testa
  • Dor ou formigamento na cabeça ou na mandíbula
  • Aumento da sensibilidade do som em um dos ouvidos
  • Alterações do paladar

Diante desse contexto, vale ressaltar que a paralisia pode ser do sistema nervoso central, que são decorrentes de acidente vascular cerebral (AVC), doenças degenerativas ou tumores; ou paralisias faciais periféricas, que podem ser traumáticas, infecciosas, congênitas ou tumorais.

Dessa forma, alguns pacientes podem precisar passar por exames auxiliares, como as audiometrias, exames de imagem (tomografia computadorizada e ressonância magnética), entre outros, para que se possa chegar ao diagnóstico exato.

Qual o tratamento após o diagnóstico da Paralisia de Bell?

De acordo com José Ricardo, grande parte dos casos de paralisia facial é temporária e existem vários tratamentos possíveis, de acordo com a causa.

“O tratamento da paralisia facial periférica é sintomático e inclui o uso de medicamentos, fisioterapia e fonoaudiologia. Não existe uma conduta terapêutica padrão à doença. Depende de cada caso”, pontua.

Contudo, a evolução do paciente depende do tipo e da extensão do dano sofrido pelo nervo facial. Ainda mais, depende das condições clínicas e da idade do paciente.

Em linhas gerais, conforme o inchaço do nervo diminuiu, o quadro regride e o paciente vai retomando a saúde.

Por fim, cabe mencionar que a fisioterapia e fonoterapia são práticas fundamentais que colaboram para o estímulo da musculatura e regressão da condição.

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