Parque famoso de Goiânia já foi clube aquático aberto ao público

Otávio Augusto Ribeiro
Por Otávio Augusto Ribeiro
Parque famoso de Goiânia já foi clube aquático aberto ao público
Foto: Divulgação

Quem caminha pelo Lago das Rosas, em Goiânia, dificilmente passa despercebido por um detalhe curioso. No meio do lago, uma escadaria de concreto parece levar a lugar nenhum. À primeira vista, pode parecer apenas uma estrutura abandonada. No entanto, ela guarda uma história que ajuda a explicar a origem de um dos parques mais tradicionais da capital.

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Para entender esse cenário, é preciso voltar no tempo. Muito antes de se tornar um espaço de lazer urbano, a região fazia parte de uma área rural conhecida como Fazenda Crimeia. A ocupação começou a ganhar força ainda no século XIX. Posteriormente, em 1933, a área foi doada para compor o território da nova capital goiana.

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A partir daí, o espaço começou a ganhar nova função. Com orientação do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, foi implantado no local o Horto Florestal de Goiânia. Ou seja, a área passou a ser planejada como um espaço verde estruturado, com vegetação e paisagismo voltados ao uso público.

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De balneário popular a ponto de encontro da cidade

Em 1941, o local ganhou um novo capítulo. Foi inaugurado o Balneário Lago das Rosas. Cercado por roseiras e áreas verdes, o espaço rapidamente se transformou em um clube popular. Na época, moradores utilizavam o lago como área de banho. Portanto, o que hoje é apenas contemplação já foi cenário de mergulhos e diversão.

Além disso, o balneário contava com estruturas que reforçavam esse uso. Havia um trampolim instalado dentro do lago. E é justamente aí que a escada faz sentido. Ela era utilizada como acesso ao trampolim, permitindo que os frequentadores pulassem na água.

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O espaço também possuía construções icônicas. Entre elas, o Castelinho, bastante frequentado por jovens e estudantes. Havia ainda áreas com bar e boate, o que transformava o local em um verdadeiro ponto de encontro social.

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Mudanças e transformação do espaço urbano

Com o passar dos anos, no entanto, a dinâmica começou a mudar. Casos de afogamento passaram a preocupar autoridades e frequentadores. Sendo assim, o banho no lago foi proibido. A partir desse momento, o espaço deixou de funcionar como balneário.

Em 1956, uma nova transformação marcou a área. Parte do Horto Florestal deu lugar ao Zoológico de Goiânia, ampliando o uso do espaço como área de lazer e educação ambiental.

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Décadas depois, entre os anos 1970 e 1980, o crescimento urbano de Goiânia mudou novamente o entorno. A região passou a receber empreendimentos residenciais e valorização imobiliária. As margens do lago se transformaram em pistas de caminhada. E o parque consolidou sua função como espaço de convivência.

Um parque em Goiânia que preserva memórias

Hoje, o Lago das Rosas segue como um dos principais refúgios verdes da cidade. O local oferece academia ao ar livre, playground, pedalinhos, quadras esportivas e áreas de descanso. Além disso, continua sendo ponto de encontro para quem busca tranquilidade em meio à rotina urbana.

Goiânia

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No entanto, pequenos detalhes, como a escada no meio do lago, mantêm viva a memória do passado. Eles funcionam como marcas silenciosas de uma época em que o espaço era, literalmente, um lugar para mergulhar.

Assim, caminhar pelo parque em Goiânia deixa de ser apenas um passeio. Torna-se também uma viagem pela história da cidade.

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