Esta é a pior bebida do Brasil – mas muita gente discorda

Uma bebida conhecida, acessível e presente em festas por todo o país. Ainda assim, a catuaba foi apontada como a pior bebida alcoólica do Brasil em um ranking internacional. A avaliação, feita pelo site gastronômico TasteAtlas, reacendeu uma discussão curiosa: até que ponto o gosto popular pode ser medido por rankings globais?
A resposta, ao que tudo indica, está longe de ser consenso.

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Ranking internacional contrasta com tradição brasileira
De acordo com o levantamento, baseado em avaliações de usuários estrangeiros, a catuaba recebeu nota 3,1 em uma escala de até 5 pontos. A descrição destaca o sabor doce, a coloração escura e o preço acessível. Ou seja, características que, no Brasil, ajudam justamente a explicar sua popularidade.
A bebida, que combina vinho, álcool, açúcar e extratos de plantas como guaraná e marapuama, carrega também um imaginário cultural. Ao longo dos anos, ficou associada a festas, encontros e até a supostos efeitos afrodisíacos.
Sendo assim, a posição no ranking surpreende. Mas também revela uma diferença clara entre percepção internacional e hábito local.

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Outras bebidas tradicionais também aparecem na lista
Além da catuaba, outras bebidas conhecidas do público brasileiro figuram entre as “piores” avaliadas pelo site. A cachaça, por exemplo, aparece na segunda posição, com nota 3,7.
Símbolo nacional e base de drinks como a caipirinha, a bebida tem uma história que remonta ao século XVII. Portanto, sua presença na lista reforça o caráter subjetivo das avaliações.
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Na sequência, aparece a cajuína, típica do Nordeste, com 3,8 pontos. Produzida a partir do caju, a bebida é valorizada por sua pureza e processo artesanal. Ainda assim, não escapou das avaliações mais críticas.
Outros itens citados incluem tucupi, caju amigo, caipirosca e quentão — todos com forte ligação cultural e regional.

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Gosto é cultural, e rankings não são absolutos
O próprio TasteAtlas ressalta que suas classificações refletem opiniões de usuários e não devem ser encaradas como verdades definitivas. Ou seja, funcionam mais como um termômetro de percepção do que como um veredito.
Nesse sentido, a lista acaba cumprindo outro papel. Ela provoca curiosidade. E, principalmente, convida à reflexão sobre como sabores são interpretados de formas diferentes ao redor do mundo.
No Brasil, onde diversidade gastronômica é regra, bebidas como a catuaba continuam ocupando seu espaço. Seja em festas populares, seja em encontros informais.
No fim das contas, o que para alguns pode ser “a pior bebida”, para outros segue sendo tradição, memória e até preferência.
