Por que trocamos o seis por meia dúzia?
Descubra o mistério por trás de como ‘meia’ substituiu o número seis no vocabulário brasileiro

No cotidiano dos brasileiros, especialmente dos goianos, é comum usar ‘meia’ para se referir ao número seis. No entanto, se você tentar usar esse termo fora do Brasil, pode ser interpretado de maneira literal, uma vez que a origem do ‘meia’ como representação do número seis revela o jeitinho brasileiro único de resolver as coisas.
Há vários séculos, repetimos essa expressão por aí sem nos questionar de onde ela veio, como ou o porquê. De acordo com algumas versões, escritas por historiadores portugueses, essa é uma tradição bem antiga, que remonta aos anos 1930.
Na época, os telefones residenciais eram conectados a uma central telefônica que fazia a ligação. Quando se desejava falar com algum familiar ou amigo, era preciso ligar a uma central e pedir a ligação a um telefonista (atendente).
Acontece que, por diversas vezes, o som do três e do seis eram confundidos. Os ruídos que faziam parte dos telefones da época, dificultavam ainda mais a vida dos telefonistas que precisavam adivinhar qual número estava sendo ditado do outro lado da linha para que a ligação chegasse ao lugar certo.
Ali surgiu, então, a ideia de adotar o ‘meia’ como referência à metade de uma dúzia, composta por doze unidades de um mesmo objeto. Logo, “meia” surgiu como redução de “meia dúzia”, tomando o lugar do número seis.
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