Anac proíbe uso de power bank em voos no Brasil; entenda a regra

Otávio Augusto Ribeiro
Por Otávio Augusto Ribeiro
Anac proíbe uso de power bank em voos no Brasil; entenda a regra
Foto: Divulgação

Quem costuma viajar com celular, notebook e outros eletrônicos precisa redobrar a atenção. Isso porque as regras para transporte e uso de power bank em voos no Brasil voltaram ao centro das discussões. A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) mantém restrições rígidas para esses equipamentos, especialmente quando a bateria ultrapassa os limites considerados seguros.

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Na prática, modelos com capacidade acima de 160 Wh continuam proibidos em voos comerciais. Já os equipamentos intermediários exigem autorização da companhia aérea. Sendo assim, entender a regra antes de embarcar pode evitar transtornos no aeroporto e até riscos dentro da aeronave.

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O que é permitido levar no avião?

De acordo com as normas vigentes, baterias de íon-lítio com até 100 Wh — cerca de 27 mil mAh, dependendo da voltagem — podem ser transportadas normalmente na bagagem de mão.

Já dispositivos entre 100 Wh e 160 Wh precisam de liberação prévia da empresa aérea. Acima desse limite, o transporte não é autorizado em voos comerciais.

Além disso, a recomendação é clara: power bank não deve ser despachado. O item precisa seguir com o passageiro na cabine, onde a tripulação consegue agir rapidamente em caso de emergência.

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Caso recente reacendeu o debate

O assunto ganhou repercussão após circular um vídeo gravado dentro de uma aeronave mostrando o uso de uma antena conectada a um power bank de alta capacidade. O equipamento teria 60.000 mAh, valor acima do limite permitido sem autorização.

Foto: Divulgação

Mais do que a capacidade, o episódio chamou atenção pelo uso contínuo da bateria para alimentar outro aparelho durante o voo. Esse cenário eleva o risco de superaquecimento e preocupa especialistas em segurança aérea.

Por que power banks preocupam?

A principal preocupação está no fenômeno conhecido como fuga térmica. Em resumo, trata-se de uma reação descontrolada dentro da bateria, capaz de gerar calor intenso, fumaça e até incêndio.

Como a cabine de uma aeronave é um ambiente fechado e pressurizado, qualquer ocorrência precisa de resposta imediata. Por isso, as regras são mais rigorosas do que em outros meios de transporte.

Nos últimos anos, incidentes envolvendo baterias portáteis em voos internacionais e nacionais aumentaram o nível de alerta em todo o setor.

Diferença entre mAh e Wh ainda gera dúvidas

Muitos passageiros se confundem ao olhar as informações da embalagem. Isso acontece porque fabricantes costumam destacar a capacidade em mAh (miliampère-hora), enquanto a aviação usa Wh (watt-hora) como referência técnica.

Em termos simples, o Wh mede a energia total armazenada. Portanto, é esse número que define se o equipamento pode ou não embarcar.

power bank

Foto: Divulgação

Se o seu power bank não informa claramente a capacidade, ele pode ser barrado no check-in ou no portão de embarque.

Dicas antes de viajar

Para evitar problemas, especialistas recomendam alguns cuidados simples:

  • Verifique a capacidade do power bank antes da viagem
  • Consulte as regras da companhia aérea
  • Leve o item sempre na bagagem de mão
  • Evite sinais de desgaste, inchaço ou superaquecimento
  • Não use baterias improvisadas ou sem identificação
  • Em caso de fumaça ou calor excessivo, avise a tripulação imediatamente

Viajar prevenido continua sendo a melhor escolha. Afinal, pequenos detalhes fazem grande diferença quando o assunto é segurança.

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