Protagonista de Branca de Neve fala sobre saúde mental após fracasso do filme

Rachel Zegler abre o coração sobre depressão e ansiedade após críticas a Branca de Neve; atriz revela bastidores delicados da fama

Jefter Guerra
Por Jefter Guerra
Protagonista de Branca de Neve fala sobre saúde mental após fracasso do filme
Foto: Reprodução / Phillip Faraone/Getty Images for Allegra; Courtesy of Disney

Luzes, câmera… vulnerabilidade. Foi assim que Rachel Zegler, a jovem atriz, de 23 anos, que ganhou os holofotes ao ser escolhida como protagonista do live-action de Branca de Neve, revelou, em entrevista à revista iD, um dos capítulos mais difíceis de sua carreira — e de sua vida pessoal.

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Protagonista de Branca de Neve fala sobre saúde mental após fracasso do filme

Foto: Reprodução /Getty Images for Allegra; Courtesy of Disney

Após o lançamento do tão aguardado remake de Branca de Neve, que acabou se transformando em um verdadeiro desastre comercial e crítico, Zegler mergulhou em uma espiral de ansiedade, tristeza e confusão. Ela contou que precisou voltar a morar com os pais em Nova Jersey e iniciar um tratamento psiquiátrico. “Eu simplesmente não estava funcionando como pessoa”, desabafou. A artista relatou que começou a tomar medicação para lidar com a ansiedade, o que classificou como um verdadeiro “divisor de águas” em sua vida.

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Prejuízo de milhões

Protagonista de Branca de Neve fala sobre saúde mental após fracasso do filme

Foto: Reprodução /Getty Images for Allegra; Courtesy of Disney

O live-action de Branca de Neve foi uma das maiores apostas da Disney, mas a bilheteria global de apenas US$189 milhões — cerca de R$973 milhões — ficou muito abaixo das expectativas e dos custos envolvidos. Estima-se que o estúdio tenha sofrido um prejuízo de R$747 milhões com a produção. O filme, que pretendia modernizar a história da princesa mais tradicional do estúdio, acabou se perdendo entre polêmicas, críticas pesadas e acusações de ter “desfigurado” o conto de fadas original.

Entre os pontos mais controversos estavam a escolha de Rachel Zegler, atriz latina, para interpretar a personagem principal; a exclusão da clássica figura dos sete anões, substituídos por companheiros diversos; e falas da própria atriz sobre o enredo do original de 1937, que foram interpretadas por parte do público como desrespeitosas. O termo “woke” passou a ser usado por críticos mais conservadores para definir o tom do filme.

Termômetros negativos

 

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No IMDb, um dos principais termômetros de avaliação de cinema da internet, Branca de Neve amargou uma nota de apenas 2.0, uma das mais baixas da história da plataforma. Para Zegler, que tinha apenas 22 anos na época, o impacto foi devastador.

“Não escolho ser vítima, nem revidar com maldade”, declarou a atriz, mostrando maturidade e resiliência. “Escolho a positividade, a luz e a felicidade.” Em meio à tempestade, ela encontrou abrigo no palco: hoje, está estrelando o musical Evita no West End, em Londres — uma das mais prestigiadas avenidas de teatro do mundo — e tem sido ovacionada a cada apresentação.

Reconstrução

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Foto: Reprodução /Getty Images for Allegra; Courtesy of Disney

Ainda assim, a sombra de Branca de Neve paira sobre sua trajetória. Foram meses sendo alvo de críticas duras nas redes sociais, comentários maldosos e memes que questionavam desde sua atuação até sua aparência. “Tive que reconstruir minha confiança a partir do zero”, confessou.

A atriz também refletiu sobre a pressão intensa que jovens artistas enfrentam em grandes franquias. “As pessoas esquecem que somos humanos. Há uma expectativa de perfeição constante que é impossível de manter.”

Cyberbullying

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Foto: Reprodução /Disney /Trailer Youtube

O caso de Rachel Zegler reacende discussões importantes sobre saúde mental, cyberbullying e o peso de carregar nas costas uma marca tão simbólica quanto Branca de Neve. A experiência serviu como aprendizado — duro, mas transformador. Ela agora quer usar sua voz para conscientizar outras pessoas, principalmente jovens, sobre os desafios invisíveis por trás do glamour do estrelato. Em tempos de redes sociais e julgamentos instantâneos, Rachel acredita que é urgente falar sobre empatia, pressão estética, cancelamento e a solidão que muitas celebridades enfrentam fora das câmeras.

Enquanto isso, a Disney ainda tenta entender o que deu errado com Branca de Neve e se, no futuro, será possível retomar a confiança do público para outras releituras de seus clássicos. Para Rachel Zegler, no entanto, o próximo capítulo já começou — com mais força, autoconhecimento e, acima de tudo, verdade.

 

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