Nova tecnologia no SUS pode reduzir diagnóstico de doenças raras de 7 anos para 6 meses
Confira os detalhes sobre a nova tecnologia do SUS

O Sistema Único de Saúde (SUS) passará a oferecer uma nova tecnologia de sequenciamento completo do exoma para agilizar e tornar mais preciso o diagnóstico de doenças raras no Brasil. A expectativa do Ministério da Saúde é atender até 20 mil pacientes por ano e reduzir o tempo médio de espera por um diagnóstico de sete anos para cerca de seis meses.
O anúncio foi feito nesta quinta-feira (26), em Brasília. Segundo estimativas da pasta, aproximadamente 13 milhões de brasileiros convivem com algum tipo de doença rara, condição que, muitas vezes, enfrenta dificuldades para diagnóstico e acesso ao tratamento adequado.
Detalhes
A nova plataforma permitirá que o exame, que no mercado pode custar até R$ 5 mil, seja ofertado pelo SUS por cerca de R$ 1,2 mil. Neste primeiro ano, o investimento previsto é de R$ 26 milhões. A coleta do material é simples e pode ser realizada por meio de um cotonete na parte interna da bochecha, embora também possa ser feita com amostra de sangue.
De acordo com o Ministério da Saúde, a tecnologia é fundamental para identificar deficiências intelectuais, atrasos no desenvolvimento infantil e diversas condições genéticas complexas. A ferramenta será disponibilizada a pacientes atendidos em serviços de referência e em unidades de triagem neonatal, que poderão encaminhá-los aos polos de sequenciamento.
Atualmente, 11 unidades da federação já contam com serviços ativados. Em cerca de 90 dias de funcionamento, foram realizados 412 testes, com 175 laudos emitidos. A meta do governo é expandir a rede para todos os estados até abril de 2026.
Além da ampliação do diagnóstico, o ministério também anunciou a oferta de terapia gênica para crianças com atrofia muscular espinhal (AME), doença genética grave que pode ser fatal se não tratada precocemente. A iniciativa faz parte de um conjunto de ações voltadas ao fortalecimento das políticas públicas para pessoas com doenças raras, incluindo a ampliação de serviços especializados e a busca por maior autonomia nacional em pesquisa e produção de tecnologias na área.
Representantes de associações de pacientes celebraram os avanços, mas reforçaram a importância de ampliar a divulgação das novas medidas para que as informações cheguem efetivamente às famílias que dependem do SUS.
Fonte: Agência Brasil

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
