Clássico da Literatura Brasileira é o livro mais vendido da Amazon nos EUA

A versão traduzida de “Memórias Póstumas de Brás Cubas” (1881), clássico da Literatura Brasileira escrito por Machado de Assis, alcançou a primeira posição da lista de livros mais vendidos na categoria “Literatura Latino-Americana e Caribenha” da Amazon nos Estados Unidos. Esse sucesso foi impulsionado por um vídeo viral no TikTok, onde a escritora e leitora Courtney Henning Novak comenta livros de vários países.

Elogiando a escrita de Machado de Assis e a tradução feita por Flora Thomson-Devaux, a leitora exclama no vídeo: “Estou lendo este livro para o Brasil, como parte de um projeto de leitura mundial. Por que ninguém me avisou que era o melhor livro já escrito?”. Mais tarde, em outro conteúdo, Courtney Henning Novak acrescenta que ele se tornou seu novo livro favorito. 

Isso fez com que o livro se tornasse um dos best-sellers da Amazon. Ultrapassando outros livros clássicos que estão na mesma categoria que o do autor brasileiro, como “O Amor nos Tempos do Cólera” (1985), de Gabriel García Marquez, e a coletânea “Ficções” (1944), de Jorge Luis Borges. Além disso, a versão e-book de “Memórias Póstumas de Brás Cubas” alcançou a 11ª posição na lista geral.

 

Memórias Póstumas de Brás Cubas

“Memórias Póstumas de Brás Cubas,” publicado em 1881, é um romance inovador de Machado de Assis que apresenta uma narrativa única contada pelo protagonista, o defunto autor Brás Cubas. A história começa com ele relatando sua própria morte e fazendo uma retrospectiva irônica e crítica de sua vida. Como um membro da elite carioca, Brás Cubas narra suas experiências amorosas, ambições frustradas e relações sociais, tudo com um tom sarcástico e cínico. O romance se destaca por sua estrutura não linear e pela quebra constante da quarta parede, onde o narrador se dirige diretamente ao leitor, desafiando as convenções literárias da época.

Um aspecto notável do livro é sua dedicatória inusitada: “Ao verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver, dedico como saudosa lembrança estas memórias póstumas”. Esta dedicatória serve como uma introdução ao tom mordaz e ao humor sarcástico que permeiam a obra. Ela também sublinha o tema central do romance, que é a insignificância da vida e a inevitabilidade da morte, fazendo uma crítica ácida à vaidade e aos valores da sociedade brasileira do século XIX. A dedicatória e a narrativa de Brás Cubas refletem o pessimismo e a visão desiludida de Machado de Assis sobre a condição humana, consolidando o romance como um marco do Realismo brasileiro.

 

Machado de Assis

Machado de Assis

Foto: reprodução/internet

Machado de Assis, carioca nascido em 1839, é amplamente considerado um dos maiores escritores da Literatura Brasileira. Viveu no período do Império e da Primeira República e foi um prolífico autor, dramaturgo, poeta e crítico literário. Os livros de Machado são frequentemente associados ao Realismo, mas sua obra abrange diversas fases e estilos, incluindo o Romantismo, em suas primeiras produções, e uma forte presença de características do Modernismo e do Naturalismo, em seus trabalhos posteriores. Seus livros mais famosos, como “Dom Casmurro” (1899), “Memórias Póstumas de Brás Cubas” e “Quincas Borba” (1892), são marcados por uma profunda análise psicológica dos personagens, críticas sociais sutis e um estilo narrativo inovador.

Machado de Assis foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras (ABL), onde ocupou a cadeira número 23 e exerceu a presidência por vários mandatos, consolidando seu papel fundamental na literatura nacional. Sua influência e contribuição para a cultura brasileira são inestimáveis, sendo considerado até hoje um dos pilares da literatura do país. Seu legado continua a ser estudado e celebrado por acadêmicos e leitores em todo o mundo, refletindo sua habilidade única de capturar a complexidade da natureza humana e da sociedade brasileira através de sua escrita engenhosa e perspicaz.

Livro brasileiro para bebês é eleito o melhor do mundo!

“Ainda era dia quando a lua apareceu. Como não precisava iluminar o dia, foi à praia descansar um pouco”, narra o início do livro Dia de Lua. Na sequência, a obra mostra o satélite natural em diversas situações ao longo do dia, sem ser notada, até que há uma reviravolta final.

A publicação brasileira recebeu o prêmio de melhor livro para bebês, que estreou como uma categoria (”Toddler”) do BolognaRagazzi Awards neste ano, promovido pela 61ª Feira do Livro Infantil de Bolonha, a maior do setor. Ao todo, foram 3.355 títulos inscritos por editoras de 65 países e em diversas categorias.

A obra é assinada por Renato Moriconi, autor de cerca de 90 livros, e integra a coleção Literatura de Colo, da Jujuba Editora, de São Paulo — que tem 18 títulos voltados especialmente a esse público e foi indicada a melhor editora da América Latina e Caribe na feira do ano passado.

Voltado a publicações desenvolvidas para crianças de 1 a 3 anos, o prêmio de melhor livro para bebês foi entregue durante a feira italiana, realizada entre os dias 8 e 11, na Itália. O troféu foi recebido com muita comemoração pela editora e fundadora da Jujuba, Daniela Padilha, e por Moriconi.

Na justificativa, o júri do prêmio destacou o cuidado com cada detalhe gráfico, como a capa sem título, os cantos arredondados e a paleta de três cores (azul, branco e preto). Entre os pontos ressaltados, também estavam a criatividade e a mistura de elementos.

Além disso, o júri elogiou a proposta de narrar o dia da lua, a qual exerce funções diferentes para além de iluminar o céu, transformando-se em rede, guarda-chuva, chifre de rinoceronte e outros. “A pureza do design gráfico do livro cativa os leitores nesta jornada diurna/lunar magistralmente executada”, conclui a justificativa oficial.

Livro infantil Dia de Lua (foto: divulgação)

Como é Dia de Lua? O que tem de diferente de outros livros para bebês?

Dia de Lua é um livro voltado para os bebês e aqueles com quem compartilham essa experiência, como os pais e cuidadores. Embora tenha esse público prioritário, igualmente se propõe às demais faixas etárias.

“Tem características que dialogam com o leitor bebê e o adulto de referência, que está lendo com o bebê. E você só consegue essa relação com o livro se surpreender esses dois públicos”, explica a editora, Daniela Padilha. Para ela, a obra já começa com uma provocação, uma quebra de expectativa, por não ter o título exposto na capa frontal, mas apenas na lombada.

Ao longo das páginas, as ilustrações mostram a lua em diferentes situações ao longo do dia, desde o chifre de um rinoceronte até a base de um vaso de flores. Em frases curtas e imagens, narra experiências um tanto poéticas e um certo incômodo do satélite natural com a pouca atenção, até que toma uma decisão final.

Por ser voltado prioritariamente à primeiríssima infância, o livro é de capa dura, com pontas arredondadas e páginas de maior gramatura. Essa proposta permite um melhor manuseio pelo leitor iniciante, ao mesmo tempo que aumenta a durabilidade no caso de puxões mais bruscos, contato com a boca e outras situações esperadas nessa faixa etária.

Autor do livro, Renato Moriconi destaca que ele não foi inicialmente pensado para bebês, mas cujo potencial foi identificado por Daniela, embora não se limite exclusivamente esse público. “É um livro que inclui também o bebê”, diz. “É um exercício gigante conversar com faixa etária muito longe da sua, poder tocar no coração deles, fazê-los se emocionarem e se divertirem”, aponta.

Moriconi aponta que o livro foi bem acolhido e elogiado na feira, o que mostra que trouxe alguns elementos mais universais. Ao mesmo tempo, percebe que há algumas referências regionais, como um trecho sobre a lua ter ficado “cheia”, o qual também se referia a ter esgotado a paciência.

“O livro trabalha com símbolos. Tem um humor que trabalha com códigos e símbolos da nossa cultura, da nossa língua e da nossa visualidade — que, de certa maneira, outras culturas compartilham, mas nem tudo”, avalia.

Editora tem produção voltada à ‘literatura de colo’

A obra faz parte da coleção Literatura de Colo. Criada em 2018, ela é o carro-chefe da produção na Jujuba. Daniela Padilha avalia que a premiação do Dia de Lua mostra a importância também de obras com esse perfil. Dos 18 livros da coleção, três são de Moriconi.

A proposta nasceu da percepção da baixa produção autoral nacional de literatura para os bebês. Como destaca Daniela, as opções no País eram basicamente traduções de obras estrangeiras ou com um perfil distinto — como feitos de pano ou plástico, assemelhando-se a um brinquedo e, por vezes, sem uma narrativa.

Para a editora, embora opções que se assemelham a brinquedos não sejam ruins, a produção para esse público pode ganhar maior pluralidade de propostas. Além disso, destaca que a leitura não precisa ser vista apenas como um instrumento para o desenvolvimento da criança. “O livro para bebês esteve nesse lugar do adulto detentor ensinando. O que a Jujuba propõe é que os dois encontrem coisas novas juntos”, compara Daniela, que também é pesquisadora da relação da literatura entre mães e bebês. “Pensamos na narrativa enquanto experiência literária entre duas pessoas”, completa.

Além disso, ela defende que esse contato deve ser entendido como uma experiência prolongada. No primeiro contato, por exemplo, é normal que a criança não queira prosseguir até o fim. “É importante evitar essa frustração”, diz.

 

*Fonte: Estadão

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Lançamento do livro do fotógrafo João Farkas em Goiânia

Explorando as riquezas naturais e culturais de Goiás, o livro “Retratos de Goiás” promete encantar os leitores com imagens marcantes capturadas pelo renomado fotógrafo paulista João Farkas. Marcado para o dia 24 de abril, o lançamento acontecerá em Goiânia, celebrando as diversas facetas desse estado.

Com uma coleção de 200 páginas, o livro apresenta um mergulho no cotidiano goiano, entrelaçando fotografias impressionantes com relatos que narram a história e homenageiam figuras-chave, como Agrippino Bastos Santos, cujo legado no desenvolvimento econômico do estado é inestimável. O prefácio, assinado pelo governador Ronaldo Caiado, adiciona uma camada de prestígio à obra.

Reconhecido internacionalmente, João Farkas, através de suas lentes, revela a essência de Goiás, explorando suas cidades históricas, cachoeiras exuberantes, vasto cerrado e tradições culturais. Suas expedições pelo estado, ao longo de um ano, revelam uma miríade de paisagens deslumbrantes, desde pastagens serenas até cenas do agronegócio em pleno vigor.

Surpreendido pela harmonia entre preservação ambiental e desenvolvimento agrícola, Farkas destaca o compromisso de setores do agronegócio com a conservação, evidenciando a transição para cultivos mais sustentáveis, como a substituição da pecuária pelo cultivo de soja na região do Araguaia.

João Farkas  goiás

Foto: João Farkas

O livro não apenas cativou leitores, mas também despertou o interesse de galerias de renome internacional, como o Pérez Art Museum Miami (PAMM), que adquiriu algumas das obras de Farkas para sua coleção. Essa atenção reflete o poder das imagens em transmitir uma visão autêntica e multifacetada do Brasil.

João Farkas  goiás

Foto: João Farkas

Idealizado pela empresária Ana Flávia Santos, o projeto “Retratos de Goiás” é uma realização conjunta do empreendimento Promenade, da AFS Incorporação & Conceito, WV Maldi Incorporações e Joule Participações. Além do lançamento do livro, algumas das fotos capturadas durante as cinco expedições de Farkas por Goiás estarão em exposição na galeria de arte do Promenade, no Setor Marista, aberta ao público.

Dos mesmos criadores de Game of Thrones, esta série de Sci-Fi é a grande aposta da Netflix para 2024

A série “O Problema dos 3 Corpos”, uma adaptação do livro homônimo escrito por Cixin Liu, chegou ao catálogo da Netflix no último dia 21 de março, trazendo consigo a promessa de uma produção grandiosa para 2024.

Com a marca dos mesmos criadores de “Game of Thrones”, David Benioff e D. B. Weiss, esta série, que teve um investimento de US$160 milhões para a primeira temporada, sendo um custo de US$20 milhões por episódio, mergulha em uma trama complexa que mistura ficção científica, suspense e questionamentos filosóficos.

A história tem início na década de 1960, durante a Revolução Cultural Chinesa, onde a jovem astrofísica Ye Wenjie enfrenta uma série de desafios após a morte de seu pai. Condenada ao exílio, ela se envolve em um projeto militar secreto que a leva a tomar uma decisão de consequências catastróficas para a humanidade. Mais de quarenta anos depois, na Londres contemporânea, um grupo de jovens cientistas se vê envolvido em mistérios relacionados a suicídios inexplicáveis entre seus colegas e a revolução repentina na compreensão das leis da física.

Sci-Fi acessível

Uma das grandes conquistas da série é sua capacidade de traduzir os conceitos científicos complexos do livro para uma linguagem acessível, sem comprometer a profundidade da trama. A narrativa, dividida entre duas linhas temporais, mantém o espectador envolvido ao explorar temas como o contato com civilizações alienígenas e as consequências das escolhas humanas ao longo do tempo.

O elenco, encabeçado por nomes como Jess Hong, Liam Cunningham, Eiza González e John Bradley, entrega performances sólidas, mesmo que alguns personagens secundários pareçam menos desenvolvidos. As cenas visuais, desde os cenários no espaço até os momentos históricos retratados, são impressionantes e contribuem para a imersão na narrativa.

Entretanto, a série enfrenta críticas em relação à ênfase excessiva nos problemas pessoais dos protagonistas, que às vezes parecem desconectados do enredo principal envolvendo os alienígenas. Essa desconexão pode afetar a identificação do público com os personagens e a coesão da história como um todo.

Apesar das críticas, “O Problema dos 3 Corpos” apresenta uma produção ambiciosa e visualmente arrebatadora, que mergulha sem medo nas complexidades da ficção científica. Ao mesclar conceitos científicos com questionamentos filosóficos e dramas pessoais, a série convida o espectador a refletir sobre o lugar da humanidade no universo e as consequências de suas ações.

Ainda assim, grandiosa e brilhante, O Problema dos 3 Corpos é uma série que mergulha sem medo no mundo da ficção científica, apresentando conceitos, mistérios e reviravoltas que todo fã do gênero adora acompanhar.

Polêmica na China

O seriado deixou parte dos fãs na China furiosos, especificamente o público fiel ao partido comunista que não admite críticas ao passado violento e conturbado durante a fundação do regime atual.

As reclamações começam logo com a primeira cena, mostrando a revolução comunista liderada por Mao Tsé-tung em 1966. Naquele período o país foi consumido pelo caos e um banho de sangue nas ruas.

O governo chinês bloqueia o acesso a sites como a Netflix, mas o público consegue acessar a programação usando redes privadas virtuais ou filmes piratas.

A principal acusação é que a produção americana procura manchar a imagem da China perante a opinião pública mundial.

Renovada?

O Problema dos 3 Corpos tem 8 episódios nesta 1ª temporada. Benioff e Weiss já anunciaram que gostariam de produzir quatro temporadas ao todo, mas tudo depende de como a série será recebida pelo público.

Até o momento, não se sabe se a Netflix vai renovar a série para uma nova leva de episódios. Esperamos que sim!

Assista ao trailer abaixo:

Jornalista Adalberto de Queiroz lança livro com mais de 30 crônicas

O jornalista Adalberto de Queiroz lança na próxima quinta-feira (29/02), a partir das 19 horas, no Sesc/Centro, em Goiânia, o livro “Entre Esplendores e Misérias”. A obra conta com mais de 30 crônicas assinadas pelo autor e editadas pelo escritor Iuri Godinho. A programação do lançamento também prevê a realização de uma sessão de autógrafos.

Poeta e jornalista, Adalberto é membro de Academia de Letras (AGL)e da Academia Goianiense de Letras (AGnL). É coordenador do projeto “Biblioteca do Futuro”, que conta com um acervo digital de obras de diversos autores goianos.

Nascido em Goiânia, Adalberto foi criado em um abrigo localizado em Anápolis, de onde saiu para estudar Física na Universidade Federal de Goiás (UFG). Em seguida, cursou Comunicação Social da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS e fez especialização em Estudos Medievais na Universidade do Novo México, nos Estados Unidos.

Em Porto Alegre, Adalberto conheceu grandes escritores, como Mário Quintana e Caio Fernando Abreu. O jornalista e poeta também é autor dos livros “Frágil Armação”, “Destino Palavra”, “O rio incontornável”, “Os fios da escrita”, “Cadernos de Sizenando” e “Entrelinhas”.

Selton Mello lança livro em Goiânia em 2024

O renomado ator e diretor brasileiro, Selton Mello, traz seu mais recente trabalho literário, “Eu Me Lembro”, para Goiânia.

O lançamento acontecerá na abertura da 15ª edição da prestigiosa Mostra de Cinema O Amor, a Morte e as Paixões, no Centro Cultural Oscar Niemeyer, em 31 de janeiro, às 19h.

Um bate-papo exclusivo com o artista está agendado para o dia seguinte, 1º de fevereiro.

O livro, que já percorreu várias cidades do Brasil, será celebrado em Goiânia com uma sessão de autógrafos conduzida por Selton Mello.

“Eu Me Lembro” é uma compilação única de aproximadamente 40 entrevistas com ícones da TV, teatro, cinema e literatura, incluindo Fernanda Montenegro, Lázaro Ramos, Fábio Assunção e Jeferson Tenório.

A obra mergulha nas quatro décadas de trajetória do talentoso artista, destacando memórias envolvendo família, amigos e a arte que o define.

Lisandro Nogueira, curador de “O Amor, a Morte e as Paixões”, destaca a presença recorrente de Selton Mello na mostra, rememorando suas participações anteriores em 2011 e 2012. Nogueira expressa entusiasmo com a oportunidade de recebê-lo novamente para o lançamento do livro, ressaltando a paixão do artista pelo cinema.

O lançamento de “Eu Me Lembro” em 31 de janeiro será aberto ao público, com entrada gratuita.

No dia seguinte, 1º de fevereiro, o bate-papo com Selton Mello também será de acesso gratuito, com ingressos sendo cobrados apenas para os filmes exibidos na mostra.

 

Selton Mello

Reconhecido por sua versatilidade e talento, Selton Mello acumula prêmios por suas atuações em filmes e séries, bem como pelo seu trabalho na direção.

Sua influência e contribuição significativa para o cinema brasileiro o tornam uma figura marcante.

Entre seus papéis memoráveis estão “Sinhá Moça”, “Tropicaliente”, “O Auto da Compadecida” e “Lisbela e o Prisioneiro”.

Na direção, recebeu aclamação por obras como “Quando o Tempo Cair”, “O Palhaço” e “O Filme da Minha Vida”. A habilidade de Mello também se estende à dublagem, dando vida a personagens em clássicos como “Loucademia de Polícia” e “Irmão Urso”.

 

Serviço:
15ª edição da Mostra de Cinema “O Amor, a Morte e as Paixões”
Local: Subsolo Centro Cultural Oscar Niemeyer
Telefone geral: (62) 3624-5147
Dia: 31 de janeiro
Horário: 19h
Valores: 
Estudantes (unidade) sessões das 12h às 17h: R$25 (meia) e R$50 (inteira)
Ingresso (unidade): R$30 (meia) e  R$60 (inteira)
Adufg (unidade): R$20
Sesc (unidade): R$20
Passaporte Diamante – Opção 1 (20 ingressos para utilizar durante a mostra + livro autografado “Eu Me Lembro – Selton Mello + Catálogo): R$ 500
Passaporte Diamante – Opção 2 (20 ingressos para utilizar durante a mostra + Catálogo): R$ 450

Biografia de renomado artista plástico goiano será lançada em São Paulo

Nesta quinta-feira, dia 23 de novembro, acontece em São Paulo, na Livraria da Travessa, o lançamento da segunda monografia biográfica dedicada ao renomado artista plástico goiano, Siron Franco. O evento começa a partir das 19 horas.

 

O livro é fruto de uma iniciativa privada do colecionador Justo Werlang, que há mais de três décadas conseguiu reunir 107 obras, sendo a primeira de 1973 e a última de 2023, ou seja, integralmente toda a trajetória do artista. Da primeira à última página vê-se todo o desenvolvimento pictórico de Siron: suas inúmeras e conhecidas “séries”, seus vários suportes, a saber, desde a predominante e celebrada pintura à experiências em resina, cimento, terra e até enxadas

 

Siron Franco na coleção Werlang

Editado por Charles Cosac, o livro conta com textos de Gabriel Perez-Barreiro, que não somente disserta ricamente sobre a obra do artista, mas também entrevista o colecionador Justo Werlang; um rico diálogo entre Siron e o também espanhol, Angel Calvo Ulloa; e um texto do crítico paulista, Cauê Alves. Contando com um belo design de Raul Loureiro e fotografias de Fabio Del Re, sob coordenação editorial de Fabiana Werneck, o livro também constitui uma grande contribuição para a compreensão da carreira e influência de Siron Franco no cenário artístico brasileiro.

 

Lançamento do Livro “Siron Franco na coleção Werlang”

No dia do lançamento do livro será realizada uma conversa entre Gabriel Pérez-Barreiro e Siron Franco, com mediação de Cauê Alves, com o objetivo de marcar este lançamento. Essa é uma oportunidade única para os amantes da arte e admiradores do trabalho de Siron Franco vivenciarem o próprio artista compartilhando suas reflexões sobre sua obra e trajetória.

 

Quem é Siron Franco

 

Gessiron Alves Franco, mais conhecido como Siron Franco, é um artista plástico goiano cuja obra é reconhecida em todo o Brasil e no exterior. Como pintor, alcançou notável reconhecimento em sua participação na 12° Bienal Nacional de São Paulo em 1974 onde foi premiado como o melhor pintor nacional.

 

Siron Franco é uma figura destacada nas artes plásticas brasileiras desde os anos 1970 até a atualidade. Recentemente o Museu de Arte Contemporânea de Goiânia realizou uma exposição retrospectiva concomitante à uma exposição na recém-fundada Cerrado Galeria, em Goiânia. Ainda nesse ano, o artista inaugurou uma exposição retrospectiva no Farol Santander de Porto Alegre e uma instalação na Biblioteca Brasiliana Mindlin [BBM-USP], ainda em cartaz.

 

SERVIÇO:

Evento de lançamento de nova biografia de Siron Franco

Quando: 23 de novembro de 2023 

Onde: Livraria da Travessa – R. dos Pinheiros, 513 São Paulo – SP 

Horário: 19h00

 

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Goiana lança livro que explora os novos estilos de bibliotecas do século XXI

A professora Olira Saraiva Rodrigues, do Programa de Pós-Graduação em Educação, Linguagem e Tecnologias da Universidade Estadual de Goiás (Ielt|UEG), lançou um livro chamado “Multithecas: bookstands to instants”. Neste livro, ela fala sobre como as bibliotecas estão mudando no século XXI devido às novas tecnologias e mídias.

A obra discute como as bibliotecas estão se adaptando à constante evolução da sociedade, especialmente por causa das novas formas de mídia. A professora destaca que o livro revela mudanças significativas nas noções tradicionais de posse e guarda de informações, que agora estão se transformando em ideias de acesso e compartilhamento.

O termo “Multithecas” é usado para descrever espaços, tanto físicos quanto digitais, que abrigam diversas coleções interconectadas, proporcionando experiências interativas e múltiplas formas de acesso ao conhecimento.

“Multithecas: bookstands to instants” contribui para as discussões sobre as mudanças nas bibliotecas e convida os leitores a explorarem as ideias apresentadas no livro. A autora espera que os leitores se deixem envolver pela linguagem cativante do livro e que sejam leitores atentos, sensíveis e críticos.

Basta clicar AQUI e acessar o livro.

 

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Foto de Capa:  Divulgação

Escritor goiano lança livro sobre 20 histórias que narram a do desejo de “ver de novo o mar”

 

verFoto: Reprodução

Uma obra que reúne 20 contos que exploram o íntimo dos personagens que se encontram solitários, machucados e incompletos. Esse é um recorte do livro lançado pelo escritor goiano Renan Alves Melo. O jovem autor lançou a obra nesta semana na Capital.

Entre as narrativas, um pai que faz do mais gentil sentimento sua maior desgraça. Uma senhora que anseia por uma vida inteira sua silenciosa vingança. Uma jovem que busca na árvore infrutífera o motivo para todas as suas culpas. Uma criança que cruza a barreira de um segredo e não consegue mais voltar. Porém todas as histórias conflituosas almejam o mesmo futuro, que é ver o mar novamente.

‘Ver de novo o mar’ foi lançado pela Mondru Editora, no Espaço D’Luxx, no shopping Bougainville. É possível adquirir o livro pelo próprio site da editora.

 

Sobre o autor: 

Escritor e publicitário, Renan Alves Melo nasceu em Inhumas (Goiás) e já escreveu outros livros, como: “Mar escrito” e “Caminhárias”. Livros nos quais ele conquistou algumas premiações como a Coleção Belamor da Universidade Federal de Goiás, Concurso Literário Mário Quintana e Prêmio Sesi Arte e Criatividade. “Ver de novo o mar” é o seu terceiro lançamento e a sua primeira parceria com a editora.

 

Serviço:

Livro: Ver de novo o mar

Autor: Renan Alves Melo

Editora: Mondru Editora

Onde comprar: https://mondru.com/produto/ver-de-novo-o-mar/

 

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Leonardo Pareja: novo livro mostra história do criminoso com ótica humanizada

Nesta quinta-feira, 30 de Março, é a data marcada para o lançamento de um novo livro sobre a história de Leonardo Pareja, o ‘’criminoso mais famoso do Brasil’’. A biografia, chamada de ‘’Muralhas da Solidão’’, foi escrita por sua melhor amiga, Adriana Ripardo, com detalhes nunca antes revelados. O lançamento acontece na Câmara Municipal de Uruaçu (GO), e será vendido pelo site oficial da Editora Santorini, responsável pela publicação.

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No livro a autora conta a história de Leonardo Pareja, totalmente diferente das reportagens e noticiários da época, mostrando o seu lado mais humano, sensível e genioso. A biografia traz em detalhes como ele agia, pensava e arquitetava seus planos e estratégias.

Além disso, o livro conta como os dois se conheceram, durante uma fuga de Pareja e como eles se tornaram melhores amigos e confidentes. Em um dos trechos, Adriana conta como ele sobreviveu na mata para não ser encontrado pela polícia e como ficou escondido na casa da amiga. A publicação está recheada com imagens e esboços escritos por ele.

A obra traz ainda depoimentos inéditos de pessoas que também estiveram com Pareja de perto, como a delegada Renata Cheim, o desembargador Homero Sabino, e outros personagens que foram feitos reféns durante uma rebelião no presídio, liderada por Pareja.

Além do livro, Adriana guarda um arsenal de documentos, como milhares de cartas que Pareja recebia na cadeia, de mulheres do Brasil inteiro, esboço de planos de fuga da cadeia e centenas de fotos que ele mandava com dedicatória.

O criminoso mais famoso do Brasil

Leonardo Rodrigues Pareja nasceu em Goiânia e começou sua trajetória de fama em setembro de 1995 quando, após assaltar um hotel na cidade de Feira de Santana, Bahia, manteve como refém por três dias uma garota de 16 anos, Fernanda Viana, sobrinha do então senador Antônio Carlos Magalhães.

Em abril de 1996 comandou uma rebelião de sete dias no Centro Penitenciário de Goiás (CEPAIGO), na cidade de Aparecida de Goiânia, quando ele e mais 43 detentos fugiram após fazer várias autoridades como refém, inclusive o presidente do Tribunal de Justiça de Goiás, Desembargador Homero Sabino.

O criminoso conseguiu fugir ao fim da rebelião levando seis reféns. Durante a fuga, ele parou em um bar, deu autógrafos, comprou cigarros e bebidas. Ele foi recapturado um dia depois, em um posto de combustíveis de Porangatu, no norte do estado.

Pareja foi traído e morto na prisão em dezembro de 1996, por ter delatado um plano de fuga.

 

*Informações: Jornal Opção

 

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Nova série do Prime Video revive anos 70 com muito Rock N’ Roll e amores turbulentos

A minissérie Daisy Jones & The Six chegou ao catálogo no Amazon Prime Video no início do mês de março, de forma bastante silenciosa mas com grande expectativa pelo público. A série é baseada no best-seller de mesmo nome escrito por Taylor Jenkins Reid, conhecida por outros livros renomados como ‘’Os sete maridos de Evelyn Hugo’’.

A produção chegou às telas do streaming escrito por Scott Neustadter e Michael H. Webe, ambos participantes da equipe de filmes como ‘’A Culpa É das Estrelas’’ e ‘’500 Dias com Ela’’. No total, serão 10 episódios lançados em grupos semanalmente às sextas-feiras.

Alguns dos atores protagonistas já se destacaram no mundo do cinema. Entre grandes nomes do elenco estão Riley Keough, (neta de Elvis Presley) e atriz de ‘’Mad Max: Estrada da Fúria’’, e Sam Claflin, de ‘’Jogos Vorazes’’ e ‘’Como Eu era antes de Você’’.

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Além disso, uma brasileira inclui o elenco com a personagem Simone Jackson, vivida por Nabiyah Be, cantora e melhor amiga da protagonista Daisy. A atriz é filha do cantor de reggae jamaicano Jimmy Cliff e da psicóloga baiana Sônia Gomes, que foram apresentados pela cantora Margareth Menezes, e nasceu em Salvador em 1992.

atriz
(Atriz brasileira Nabiyah Be / Foto: reprodução)

 

Sobre a série

Daisy Jones & The Six segue a história da banda fictícia dos anos 70, e sua ascensão à fama, bem como os conflitos internos e pessoais entre os membros da banda. Daisy Jones é uma jovem que vive na Los Angeles e sonha em ser uma cantora famosa e encontra a mesma vontade na banda The Six, formada por quatro homens e uma mulher. Eles juntam suas inspirações na produção de músicas em estúdios e primeiras apresentações.

O mais interessante sobre a produção é o fato de que as músicas são cantadas e executadas pelos próprios atores. Além disso, o álbum da banda foi lançado antecipadamente a estreia da série, no Spotify. O álbum tem o título de “Aurora” e conta com 11 canções originais. Algumas das músicas do disco, como “Regret Me”, “Please” e a própria “Aurora” já existiam no romance, mas com outras letras.

 

Impressões

A série é bem executada, com uma cinematografia impressionante e uma trilha sonora excepcionalmente bem escolhida que retrata perfeitamente a era dos anos 70. A escolha do elenco também é excelente, com cada ator se destacando em seus papéis e trazendo vida aos personagens do livro.

O enredo é narrado em estilo de documentário, com os personagens dando depoimentos sobre suas experiências e perspectivas, e isso adiciona uma camada extra de profundidade aos personagens e à história. A série aborda temas como amor, ambição, fama, drogas, relacionamentos pessoais e profissionais, bem como a luta pela individualidade e pela autenticidade em um mundo onde a conformidade é valorizada.

No entanto, a série pode ser lenta em algumas partes, especialmente nos primeiros episódios. Além disso, alguns personagens são menos desenvolvidos do que outros, o que pode deixar o público querendo mais.

No geral, “Daisy Jones & The Six” é uma série que vale a pena assistir. É uma adaptação fiel do livro e tem uma execução habilidosa. A série cativa o público com sua trilha sonora excepcional e performances impressionantes do elenco. Se você gosta de dramas musicais ou histórias sobre bandas, “Daisy Jones & The Six” é definitivamente uma série que você deve conferir agora mesmo!

Confira o trailer abaixo:

 

 

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Atriz Cristiana Oliveira lança livro de memórias em Goiânia

Nesta quarta-feira (28/9), a atriz Cristiana Oliveira desembarca em Goiânia para o lançamento de seu livro de memórias ‘’Versões de Uma Vida’’. O evento acontece na Óticas Motta, no setor Marista, a partir das 20h.

Conhecida por grandes papéis na televisão, como a personagem Juma da primeira versão da novela Pantanal, a atriz transformou a história de sua vida em uma obra que desperta o leitor para o resgate da autoestima e o fim da incessante busca por aceitação.

No livro, Cristiana reflete sobre as cobranças que recebeu ao longo de sua carreira e a forma que se libertou delas, além de costurar histórias e memórias sobre uma trajetória de mais de 30 anos divididos entre o teatro, o cinema, a TV e, recentemente, o mundo corporativo, que tomam sua agenda quase que totalmente.

Escrito em parceria com a jornalista Larissa Molina, ‘Versões de Uma Vida’ chega às lojas turbinado pelo interesse do público no remake da novela Pantanal, que projetou Oliveira há 32 anos. O sucesso da nova versão da trama, escrita por Bruno Luperi, neto de Benedito Ruy Barbosa, autor original, não chega a ser surpresa para a atriz.

O evento também faz parte da programação que comemora 75 anos da Óticas Motta em Goiás.

SERVIÇO:

Lançamento do livro ‘Versões de Uma Vida’ com Cristiana Oliveira

Quando: 28 de Setembro

Onde: Óticas Motta – Rua 27, Setor Marista

Horário: das 20h às 22h

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Imagem: Divulgação

 

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Clássico da literatura infantil brasileira vai virar série

O Paramount+ anunciou, na última sexta-feira (1º), o início das filmagens de ‘Marcelo, Marmelo, Martelo’, série infantil baseada no livro clássico da literatura infanto-juvenil brasileira escrito por Ruth Rocha. As informações são do portal Quem.

A obra conta as aventuras de um menino que tem um jeito próprio de falar, pensar e se vestir. Seu estilo peculiar e sua criatividade para inventar palavras o ajudam a conquistar os três melhores amigos do bairro do Caramelo: Catapimba, o mais rápido jogador de futebol; Teresinha, menina muito organizada; e Gabriela, que é superinteligente e tem o chute mais poderoso do bairro. Juntos, irão transformar o mundo a cada episódio.

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(Foto: Reprodução Amazon)

A série, que está sendo rodada em estúdio e locações na cidade de São Paulo, é escrita por Alice Gomes e Thamires S. Gomes, e tem elenco mirim, liderado por Enzo Rosetti, Davi Martins, Lara Capuzzo e Rihanna Barbosa. Atores como Priscila Sol, Oscar Filho, Antoniela Canto, Theo Werneck e Karin Hils dão vida aos personagens de Ruth Rocha, que pela primeira vez autorizou que seus personagens sejam retratados no audiovisual.

Lançado em 1976, ‘Marcelo, Marmelo, Martelo’ tem mais de 55 edições, sucesso de crítica e público e continua sendo utilizado nas escolas de todo Brasil. Com mais de mais de 180 livros publicados, em 50 anos de carreira, Ruth Rocha já vendeu mais de 40 milhões de livros no Brasil e no exterior, e teve sua obra traduzida para 25 idiomas.

A data de estreia da série ainda não foi divulgada.

Médica goiana relata luta contra a Leucemia em livro biográfico

A médica Marina Tayla Mesquita Aguiar lança, nesta quarta-feira (11) em Goiânia, o livro ‘Menina dos Olhos – Como Marina enfrentou a Morte e Abraçou a Vida’. Escrito pelas jornalistas Dalvina Nogueira e Honória Dietz, o livro detalha desde o descobrimento da Leucemia quando Marina, então com 17 anos, havia acabado de entrar na universidade, a luta da família na busca de um doador (que não foi encontrado) e a cura da enfermidade.

A leucemia ocorre mais frequentemente em adultos com mais de 55 anos, mas também é o câncer mais comum em crianças menores de 15 anos, de acordo com Instituto Nacional de Câncer (Inca). No Brasil, de acordo com estimativa do instituto, o número de casos novos da doença estimados para cada ano do triênio 2020-2022 é de 5.920 em homens e de 4.890 em mulheres. Ainda segundo o instituto, em 2019, ocorreram 7.370 óbitos por leucemia no país. Marina participou dessa estatística, mas conseguiu sair dela.

“O livro retrata minha história de superação e milagre, como enfrentei a morte, venci a leucemia e transformei a minha dor em propósito de vida. É um relato com o qual espero trazer fé e esperança para quem está enfrentando essa ou outras doenças, mesmo quando não as perspectivas não são favoráveis”, resume Marina Aguiar, que foi diagnosticada com a leucemia LLA e viu a maioria de suas jovens colegas de enfermaria no Hospital das Clínicas, na capital, perderam a batalha para a doença durante os oito meses no qual ficou internada, inicialmente. 

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Conhecida como câncer no sangue, a leucemia tem como principal característica o acúmulo de células doentes na medula óssea, que substituem as células normais. Existem mais de 12 tipos de leucemias e, entre as mais recorrentes, está o tipo que desenvolveu Marina, que tinha indicação de fazer o transplante de medula óssea. 

A família, na época, se mobilizou de todas as formas. A campanha em busca de um doador foi amplamente divulgada pela imprensa regional, tendo alcançado também publicações em nível nacional. Foram oito ciclos de quimioterapia sem se dar a remissão da doença e muitas incertezas. Sua mãe chegou a engravidar na esperança de gerar irmãos compatíveis com a filha. Teve gêmeos, mas eles não eram compatíveis, o que deixou a família desesperada. 

Já sem muito o que fazer, o médico que a assistia resolveu, como tratamento paliativo, repetir o protocolo das quimioterapias em Marina, só que dessa vez com quimio feita para crianças. Aos poucos, a doença foi cedendo e atualmente já são 15 anos de cura, comemorados sempre em 1º de abril, dia da alta do HC. 

Enquanto lutava pela vida, Marina nunca desistiu. Tinha fé que venceria, tanto que manteve a faculdade de odontologia até onde conseguiu e, com a alta das quimios, decidiu mudar o rumo dos estudos e prestar vestibular para Medicina na PUC/GO. Decidiu frequentar o curso, ainda em processo de quimioterapia. A formatura veio como um reconhecimento para todo esforço e fechamento de um ciclo e início de outro.

Marina voltou para o Araújo Jorge, sim, mas já como médica formada, para se especializar em hematologia, com o mesmo médico que ajudou em sua cura. E depois de fazer especialização em transplante de medula no Inca do RJ, um dos mais renomados em tratamento de câncer do país, ela volta ao Hospital Araújo Jorge, agora como coordenadora do transplante. Além do atendimento no Araújo Jorge, a médica atende também pacientes  no Órion Complex, na capital.

Para Dalvina Nogueira, já com experiência em biografias – ela é autora da biografia de Nestor Mota e do livro Amor, do Virtual para o Real – escrever a história de Marina foi um desafio diferente. “Estávamos falando de uma quase menina, que se viu numa situação em que a vida parecia cobrar um preço alto demais. Eu, como mãe, não tive como não me identificar com a dor e a luta de Keila, a mãe!”, afirma a escritora. “Houve momentos em que as lágrimas corriam juntas ao ouvir o quanto essa família foi forte, a vitória acaba sendo mesmo uma espécie de catarse”, completa.

Honória Dietz, jornalista e historiadora, que estreia nesta obra como coautora, na verdade, foi a primeira a se atentar para a beleza da história de Marina. Amiga da família, ela participou de todas as etapas, garantindo a coerência histórica dos fatos. “Por exemplo, Marina foi uma das jovens eleitoras que não votou nas eleições presidenciais em 2006, porque estava internada com leucemia e nisso sintetizamos tudo que essa garota lutadora teve que abrir mão durante sua luta contra a doença”.

O lançamento do livro ‘Menina dos Olhos – Como Marina enfrentou a Morte e Abraçou a Vida’ acontece das 17h às 21h no empório Reserva 35, localizado na Rua 1137, no setor Marista. O evento é aberto ao público e parte da renda obtida com as vendas será destinada às seguintes instituições: Associação de Combate ao Câncer de Goiás (ACCG), Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale) e ONG Missão África.

 

SERVIÇO:

Lançamento do livro ‘Menina dos Olhos – Como Marina enfrentou a Morte e Abraçou a Vida’

Quando: Quarta-feira, 11 de Maio

Onde: Empório Reserva 35 – Rua 1137, nº 35, Setor Marista

Horário: das 17h às 21h

Entrada franca

Fotógrafa goiana lança livro que retrata a violência contra a mulher

A violência contra as mulheres em suas mais diversas formas está estampada no livro Reflete Em Mim, da fotógrafa Iasmim Kudo, que será lançado nesta sexta-feira (25), às 19h30, no Café Biano, que fica na Rua T-55, nº 690, no Setor Bueno. A obra traz uma série de fotografias que, por meio de elementos como corda, saco, corrente, garrafa quebrada, arame farpado, panos e maquiagem, retrata as dores de mulheres de diferentes idades e classes sociais que foram vítimas não apenas de agressões físicas, mas também de violência verbal e psicológica.

 

Mais do que contextualizar a violência contra a mulher de forma imagética, o trabalho usa de imagens e emoções para resgatar individualidades, denunciar a realidade de tantas mulheres que têm sua autoestima destruída pela violência, além de reforçar a luta contra a opressão e de fortalecer a iniciativa de denúncia e de proteção à vulnerabilidade feminina. Além do mais, partindo da premissa de que a violência nem sempre produz resultados aparentes e sequer chega a ser percebida ou relatada por grande parte das vítimas, a obra pretende demonstrar o quanto a violência silenciosa e invisível é devastadora.

 

“Contextualizar, instigar e refletir se faz necessário em nuances para além da escrita. As imagens podem e devem falar. Como fotógrafa e mulher, queria dar visibilidade e enaltecer essa luta, transformando experiências fatídicas em imagens. A violência em todas as suas formas está estampada em cada semblante de aflição e agonia: física, psicológica, patrimonial e sexual. A conscientização cultural sobre a violência doméstica e a educação, como formas de construção de um pensamento crítico, podem criar e sustentar mudanças que devem acontecer em pensamento e ação se quisermos ver o fim dessa violência milenar contra as mulheres”, pontua a autora.

 

Para a noite de lançamento do livro, além de Iasmim Kudo, que há 10 anos é licenciada em Artes Visuais e há oito atua como fotógrafa de moda e publicidade, estarão presentes a violonista e professora de violino Luciana Sanches e também a psicóloga Luana Montes, que fará uma explanação sobre relações abusivas. Alguns exemplares também serão disponibilizados para venda no Café Biano, no valor de R$ 40. O projeto foi viabilizado pela Lei Aldir Blanc 2021, por meio do Edital de Artes Visuais, e tem produção executiva e assistência de produção artística assinadas pela Cereja do Cerrado Produções.

 

SERVIÇO

Lançamento do livro Reflete Em Mim, da fotógrafa Iasmim Kudo

Data: 25/03 (sexta-feira)

Horário: 19h30

Local: Café Biano – Rua T-55, nº 690, no Setor Bueno, Goiânia – GO

 

Foto: Iasmim Kudo