GJ 504b: Você sabia que existe um planeta completamente cor-de-rosa?

Gigante gasoso foi encontrado na constelação de Virgem e está em um sistema planetário jovem de apenas 160 milhões de anos de idade; saiba mais sobre

Thaís Muniz
Por Thaís Muniz
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Não, você não leu errado e essa imagem tampouco foi gerada por IA, o GJ 504b é um dos planetas mais lindos já descobertos pela Nasa! O ano era 2013 quando cientistas da Nasa se depararam com um corpo celeste cor-de-rosa intenso e peculiar, que podia ser avistado através do telescópio Subaru, no Havaí.

GJ 504b

Usando dados infravermelhos do Subaru, astrônomos descobriram que o gigante gasoso orbitava uma estrela brilhante, pouco visível a olho nu, integrante da constelação de Virgem e ainda mais quente que o Sol: a GJ 504.

Pesquisadores estimam que o ‘novo mundo’, batizado como GJ 504b, tenha 160 milhões de anos de idade, o que torna este o planeta mais jovem do mundo. “Se pudéssemos viajar para esse planeta, veríamos um mundo brilhando com o calor de sua formação, com uma cor que lembra flores de cerejeira, um magenta escuro”, afirma Michael McElwain, pesquisador do Centro de Voo Espacial Goddard da Nasa, em Maryland, Estados Unidos.

Segundo os especialistas, sistemas solares jovens são alvos interessantes para estudos de imagem, porque seus planetas ainda não perderam muito do calor de sua formação, o que melhora a visibilidade. “O Sol está por volta da metade de sua vida de produção de energia. Estudar esses sistemas é como ver o nosso próprio sistema solar quando jovem”, diz McElwain.

 Planeta GJ 504b, planeta cor de rosa

Problemas teóricos orbitam o GJ 504b

Uma das teorias mais aceitas no meio científico aponta que colisões entre asteroides e cometas produzem um núcleo que, ao atingir massa suficiente, passa a atrair gás para si mesmo, formando um planeta.

Porém, para essa teoria funcionar, o planeta deve estar distante de sua estrela tal qual a distância de Netuno ao Sol, cerca de 30 vezes a distância entre a Terra e o Sol. O novo planeta, apresenta uma distância em relação a sua estrela que é mais de 43 vezes a longitude entre Terra e Sol.

“Este é um dos planetas mais difíceis de explicar segundo a teoria tradicional. Sua descoberta implica a necessidade de considerar seriamente teorias alternativas de formação, ou talvez rever alguns conceitos básicos na teoria atual”, afirma Markus Janson, integrante da equipe de pesquisadores.

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