Esmeraldas: revelamos porque o Palácio do Governo de Goiás carrega esse nome

O Palácio das Esmeraldas, localizado na Praça Cívica de Goiânia, capital do estado de Goiás, recebeu esse nome devido à cor verde-esmeralda de sua fachada. Essa tonalidade dá a impressão de que todo o palácio é feito de pedras preciosas esmeraldas. A construção foi autorizada em 1933 pelo interventor Pedro Ludovico Teixeira e projetada pelo arquiteto Atílio Corrêa Lima.

A obra foi concluída em 1937. Desde então, nenhum governante deixou de ocupar suas dependências. O Palácio das Esmeraldas tornou-se o principal cenário dos acontecimentos políticos, servindo como sede dos despachos oficiais, eventos sociais e também como residência oficial do governador do Estado e da primeira-dama. A história desse palácio é rica e marcante, e sua cor característica reflete a opulência e a brasilidade que ele representa.

Arquitetura e Significado

O Palácio das Esmeraldas não é apenas um edifício monumental; é um símbolo de poder, história e cultura. Sua arquitetura imponente, com influências art déco e neocolonial, reflete não apenas a grandiosidade do período em que foi construído, mas também a identidade única da região.

O nome “Esmeraldas” foi uma escolha deliberada, simbolizando não apenas a riqueza mineral de Goiás, mas também sua exuberância natural e cultural. As esmeraldas, gemas preciosas, evocam uma sensação de preciosidade e distinção, características que o palácio compartilha como centro do poder político e administrativo do estado.

Legado e Importância Atual

Ao longo dos anos, o Palácio das Esmeraldas testemunhou momentos cruciais da história de Goiás. Desde sua inauguração em 1937, serviu como sede oficial do governo estadual, palco de decisões políticas, culturais e administrativas que moldaram o destino da região.

Hoje, o palácio continua a desempenhar um papel vital na vida de Goiânia. Além de sua função administrativa, é também um local de interesse turístico e cultural, recebendo visitantes de todo o país e do mundo que desejam explorar sua arquitetura deslumbrante e aprender mais sobre a história e cultura de Goiás.

Significado Cultural e Histórico

O Palácio das Esmeraldas, um dos mais proeminentes bens culturais da cidade, transcende sua função administrativa para se tornar um símbolo vivo da identidade e história de Goiânia. Seu status como patrimônio tombado, tanto pelo Estado quanto pelo Município, atesta sua importância inquestionável como um tesouro cultural a ser preservado e apreciado pelas gerações futuras.

Tradição como Sede Oficial do Governo

Desde sua inauguração em 1937, o Palácio das Esmeraldas tem sido a sede oficial do governo do estado de Goiás, testemunhando décadas de decisões políticas cruciais e eventos históricos que moldaram o destino da região. Sua presença majestosa e imponente na paisagem urbana de Goiânia o torna não apenas um local de administração, mas também um símbolo do poder e da autoridade estadual.

Centro Vital do Cenário Político e Social

O Palácio das Esmeraldas é muito mais do que um edifício governamental; é um ponto focal para a vida política e social de Goiás. Além de servir como local para despachos oficiais e reuniões de governo, o palácio também desempenha um papel crucial como cenário para uma variedade de eventos sociais, cerimônias e recepções oficiais. Além disso, como residência oficial do governador e da primeira-dama, ele se torna um símbolo tangível da presença do governo e da liderança estadual na comunidade.

História Teatral e Cultural

Uma curiosidade fascinante sobre o Palácio das Esmeraldas é sua conexão com o mundo das artes, especificamente o teatro. Concebido como um dos personagens principais na peça de teatro “Goiânia” (1938), o palácio transcende sua função arquitetônica para se tornar uma figura emblemática na imaginação coletiva da cidade. Versos como “Minha cor verde relembra, tal qual em nossa bandeira, a opulência dessa flora tão nossa, tão brasileira!” destacam não apenas sua imponência física, mas também sua importância simbólica como um ícone da riqueza cultural e natural de Goiás.

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Árvore foi o primeiro ‘palácio’ do estado de Goiás

A história por trás do que muitos consideram como o primeiro palácio do governo em Goiânia revela uma narrativa rica e surpreendente que remonta aos primórdios da construção da cidade. Enquanto o Palácio das Esmeraldas se destaca como um ícone arquitetônico e político, uma investigação mais aprofundada revela que o verdadeiro pioneirismo pode residir em uma amostra singular da natureza: uma amoreira.

Em 1934, nas terras que se tornariam o coração pulsante da nova capital de Goiás, uma “frondosa moreira” erguia-se majestosamente, testemunhando os primeiros passos do desenvolvimento da cidade. Localizada na Rua 24, essa árvore não apenas testemunhou, mas também desempenhou um papel central nos eventos históricos da época. Era sob sua sombra que Pedro Ludovico Teixeira, uma figura central na história de Goiânia, despachava documentos enquanto supervisionava a construção da nova capital do estado.

Para os residentes locais e historiadores, como a respeitada ex-reitora da UFG e ex-presidente da Academia Goiana de Letras, Maria do Rosário Cassimiro, a amoreira representava muito mais do que apenas uma árvore. Era um símbolo de resistência e continuidade, a última herança de um passado que desaparecia gradualmente sob o peso do desenvolvimento.

 

Assim, enquanto o Palácio das Esmeraldas brilha como um símbolo de poder e autoridade, é importante reconhecer que o verdadeiro primeiro palácio de Goiânia pode ter sido uma amoreira – uma árvore que testemunhou os primórdios da cidade e os sonhos daqueles que a construíram, apenas para ser relegada ao esquecimento pela marcha inexorável do progresso.

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Fotos: Reprodução / Diário de Goiás

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Foto: Google Street View 2011 / Reprodução

Tombada pelo Patrimônio Histórico Municipal, a moreira se tornou assim uma árvore histórica. A ação civil pública foi motivada por informações enviadas à 7ª Promotoria de Justiça de que as construções existentes naquele endereço estavam sendo demolidas. Tratava-se de três casas geminadas, no estilo bangalô, com construção característica da época e destinadas a abrigar os funcionários públicos que vinham a Goiânia, ou mesmo moradores da nova capital.

Apesar de sua importância para a história de Goiânia, a árvore acabou sendo esquecida e hoje se encontra abandonada, seca e mal cuidada. O lote no local nada mais era do que um grande espaço utilizado como estacionamento.

Em 2010, também, uma decisão do juiz Jeronymo Pedro Villas Boas havia determinado a proteção do patrimônio, cabendo, inclusive, ao Município de Goiânia a preservação da árvore, por meio de equipe profissional de seus quadros, com o conhecimento técnico que a situação requer. No entanto, não foi isso o que aconteceu, o local não existe mais. No lugar, existe apenas a existência de um pequeno prédio com um conjunto de pontos comerciais.

Hoje o Palácio do Governo, também conhecido como Palácio das Esmeraldas, está localizado na Praça Cívica de Goiânia. É a sede oficial do governo do estado desde 1937. O Palácio das Esmeraldas foi projetado pelo arquiteto Atílio Corrêa Lima, e foi concluído em 1937.

O Palácio faz parte dos edifícios e monumentos públicos tombados pelo Iphan, em 2003. O conjunto urbano de Goiânia inclui 22 edifícios e monumentos públicos, concentrados em sua maioria no centro da cidade, e o núcleo pioneiro de Campinas, antigo município e atual bairro da capital goiana. Entre essas edificações, destacam-se o Cine Teatro Goiânia e a Torre do Relógio da Av. Goiás, de 1942. Inaugurada em 1935, seu acervo arquitetônico é considerado um dos mais significativos do Brasil.

Esta história da amoreira que leva o título de primeiro “palácio” do governo nos leva a refletir sobre como a história e a identidade de uma cidade são moldadas por eventos surpreendentes e frequentemente esquecidos. Enquanto o progresso e o crescimento urbano podem apagar fisicamente o passado, as histórias como essa nos recordam a importância de preservar e valorizar nosso patrimônio cultural.

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[1]“Primeiro Palácio de Goiânia”

[2] “Primeiro palácio de Goiânia está em ruínas”

[3] “Tombada no 4º. Registro de Imóveis Árvore representativa da fundação de Goiânia”

[4] “Juiz determina preservação de árvore moreira, patrimônio histórico de Goiânia”

Prédio histórico de Goiânia tem jardins inspirados no Palácio de Versalhes

O Palácio das Esmeraldas, situado na Praça Cívica em Goiânia, é mais do que apenas a residência oficial do governador de Goiás; é um símbolo histórico e cultural da cidade. Projetado pelo renomado arquiteto Atílio Corrêa Lima e finalizado em 1937, o palácio é um dos principais exemplos da arquitetura art déco em Goiânia. Este estilo foi uma escolha deliberada, alinhando-se com a visão urbanística da cidade e a estratégia de desenvolvimento do Centro-Oeste brasileiro promovida no governo de Getúlio Vargas.

O palácio, parte de um conjunto urbano tombado pelo IPHAN, inclui 22 edificações e monumentos públicos, a maioria localizada no centro da cidade. Essas estruturas são um testemunho da história de Goiânia, desde sua fundação até o presente, representando a evolução urbana e a rica tapeçaria cultural da capital de Goiás.

Jardins do Palácio das Esmeraldas foram inspirados em Versalhes. Foto; Secom

Jardins do Palácio das Esmeraldas foram inspirados em Versalhes. Foto: Secom

Vista aérea dos Jardins Secretos do Palácio das Esmeraldas

Vista aérea dos Jardins Secretos do Palácio das Esmeraldas

Os jardins do Palácio das Esmeraldas, diretamente inspirados nos jardins do Palácio de Versalhes, são um exemplo espetacular de paisagismo e design. Com fontes ornamentais, postes de iluminação art déco e um pomar com 17 jabuticabeiras plantadas na década de 1940 por Dona Gercina Borges, os jardins oferecem um vislumbre da grandiosidade e do esplendor associados à nobreza francesa, ao mesmo tempo em que mantêm uma conexão com o ambiente natural e a história local.

As reformas de 2005 e de 2013 a 2016 no Palácio foram fundamentais para preservar sua estrutura e estética originais. Durante essas intervenções, vitrais, painéis, pisos, assoalhos de madeira, revestimentos, sanitários e a fachada foram restaurados. Essas obras não só preservaram a integridade arquitetônica do palácio como também asseguraram que continuasse a ser um marco histórico e cultural de Goiânia.

O Palácio das Esmeraldas, além de sua impressionante fachada e jardins inspirados no Palácio de Versalhes, possui um interior que é um verdadeiro testemunho da história e da cultura de Goiás. O destaque é o Salão Gercina Borges Teixeira, que homenageia a esposa de um ex-governador de Goiás. Este salão, adornado com retratos das primeiras-damas do estado e um lustre marcante, é um exemplo vívido do compromisso do palácio com a preservação da história política e social da região.

Além do Salão Gercina Borges, o Palácio abriga outras áreas significativas que servem tanto como espaços funcionais quanto como cápsulas do tempo, refletindo momentos importantes na trajetória de Goiás. Cada sala, corredor e espaço comum no Palácio conta uma parte da narrativa do estado, desde seus primeiros dias como a capital até seu papel atual como centro político e cultural.

O Palácio não é apenas um ícone arquitetônico para Goiânia ou um símbolo do governo de Goiás; ele é uma peça central do patrimônio cultural brasileiro. A sua preservação é vital para manter a história da região acessível e relevante. As reformas e manutenções ao longo dos anos garantiram que a estrutura e a estética do Palácio permaneçam intactas, permitindo que as gerações futuras possam experimentar e entender a riqueza do passado de Goiânia e de Goiás.

Assim, o Palácio das Esmeraldas serve como um elo vital entre o passado e o presente, oferecendo um vislumbre tangível da evolução histórica, política e cultural do estado de Goiás

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Goiânia é destaque em patrimônio histórico preservado e turismo cultural

Goiânia é a capital do estado de Goiás, fundada em 24 de outubro de 1933, durante a gestão do então interventor federal Pedro Ludovico Teixeira. A cidade foi planejada e construída com o objetivo de se tornar uma nova capital para o estado, substituindo a antiga capital, a Cidade de Goiás, que estava se tornando inadequada para as necessidades modernas.

 

O plano urbanístico de Goiânia foi elaborado pelo urbanista Atílio Correia Lima, seguindo os princípios do movimento urbanístico conhecido como Art Deco. A cidade foi projetada em formato de um grande tabuleiro de xadrez, com ruas largas e avenidas arborizadas, proporcionando uma estrutura moderna e funcional para a época.

 

Atílio Correia Lima

Foto: Reprodução Desconhecida

 

Nascido em 1901, Atílio Correia Lima foi arquiteto, urbanista, paisagista e designer Italiano, teve um papel crucial na idealização e modernização de Goiânia, a primeira capital planejada do século XX no Brasil. Sua formação acadêmica o levou a estudar Urbanismo na renomada Universidade de Paris – Sorbonne, trazendo consigo técnicas e concepções projetuais inovadoras. Sua jornada neste mundo arquitetônico foi interrompida em um acidente de avião, deixando sua esposa e seu filho, aos 42 anos. 

 

A cidade surgiu com a ambição de diversificar as riquezas nacionais, antes concentradas no litoral, ao mesmo tempo que revitaliza o Centro-Oeste do Brasil. O então arquiteto incorporou ao projeto urbanístico o estilo Art Déco, símbolo de modernidade e luxo da época, inspirando-se nas cidades-jardins do urbanismo francês para moldar a estrutura de Goiânia.

 

Goiânia foi concebida para abrigar 50 mil habitantes, mas seu crescimento ultrapassou todas as expectativas, transformando-a em uma das principais metrópoles do país, com mais de 1 milhão de habitantes, de acordo com o IBGE. As primeiras avenidas convergem para a Praça Cívica, centro da cidade e lar do maior acervo Art Déco do Brasil.

 

Atílio possuía um legado arquitetônico evidente na região central da cidade, onde edifícios como o Museu da Imagem e Som, Palácio das Esmeraldas, Museu Zoroastro Artiaga e o Coreto enriquecem o patrimônio histórico. A Avenida Goiás exibe o Grande Hotel, Goiânia Palace Hotel e a icônica Estação Ferroviária.

 

Apesar das modificações ao longo dos anos, o legado de Attilio Corrêa Lima permanece graças aos esforços conjuntos de arquitetos, historiadores, museólogos e entidades, mantendo viva a história e a identidade de Goiânia. Seu pioneirismo na introdução de técnicas construtivas inovadoras e sua visão modernizadora continuam a moldar a cidade e a preservar sua memória.

 

Construção de Goiânia

A construção de Goiânia teve um impacto significativo na economia da região. A abertura de novas vias, a urbanização e a instalação de serviços públicos impulsionaram a economia local, gerando empregos e oportunidades para muitos residentes. Além disso, a cidade atraiu investimentos e novos empreendimentos comerciais, consolidando-se como um centro de comércio e serviços.

 

Do ponto de vista cultural, Goiânia também se destacou. A cidade foi planejada para abrigar espaços culturais e de lazer, como praças, parques e teatros. A Praça Cívica, por exemplo, é um importante marco arquitetônico da cidade, com edifícios governamentais e monumentos que contam parte da história de Goiás. Além disso, Goiânia tem uma rica cena artística e cultural, com festivais, exposições e eventos culturais que refletem a diversidade da região.

 

No que se refere ao patrimônio histórico, Goiânia possui diversos edifícios, praças e monumentos que contam a história da cidade e da região. Alguns exemplos incluem:

 

Teatro Goiânia

 

Teatro Goiânia em 1942

Foto: Reprodução IBGE

 

O teatro vive desde 1942, sendo então o mais nobre e  tradicional espaço cultural de Goiânia. Integrando todo o estilo arquitetônico da cidade. 

Projetado no estilo Art déco pelos arquitetos Jorge Félix e José do Amaral Neddermeyer, o teatro faz parte do conjunto arquitetônico original da cidade. Sua construção foi iniciada em 1940 e concluída em 1942, marcando um importante evento na época com a presença do interventor federal do estado, Pedro Ludovico Teixeira.

 

O Teatro Goiânia desempenhou um papel significativo no Batismo Cultural da cidade, exibindo o filme “Divino Tormento” em sua estreia e recebendo a Companhia Eva Todor para uma peça teatral. Embora tenha sido projetado para funções de cinema e teatro, acabou sendo mais usado como um teatro do que um cinema.

 

Com capacidade para 850 pessoas, o teatro é um espaço crucial para apresentações de dança, teatro e música erudita e popular em Goiânia. Em 2003, foi declarado Patrimônio Nacional, reconhecendo sua importância histórica e cultural.

 

Após um abrangente trabalho de restauro e reconstituição de elementos originais, o teatro foi reinaugurado em 28 de dezembro de 2010, com um concerto grandioso que marcou sua reabertura. O evento contou com a participação do barítono Renato Mismetti, do pianista Maximiliano de Brito e da Orquestra de Câmara Goyazes, regidos por Eliseu Ferreira. O Teatro Goiânia continua a desempenhar um papel vital na vida cultural da cidade, proporcionando um espaço para apreciar diversas formas de arte.

 

Teatro Goiânia Atualmente

Foto: Reprodução Marcos Aleotti /Curta Mais

 

Interior do Teatro Goiânia Atualmente

 

Foto: Reprodução Teatro Goiânia

 

Serviço

 

Endereço:  R. 23, 252 – St. Central, Goiânia – GO

Telefone: (62) 3201-4684

 

Peças em Cartaz

Estreia Musical – Camaleão: Quem sou eu?

Foto: Reprodução Sympla

Horário: 16:00H

Ingressos

Inteira 40,00 

Meia 20,00

Henrique de Oliveira + Banda MR Gyn

Foto: Reprodução Sympla

 

Dia: 20 de Setembro

Horário: 20:00H

Ingressos

Inteira 40,00

 

Grande Hotel

Grande Hotel na década de 1940

Foto: Reprodução Desconhecida

 

Um dos primeiros edifícios de Goiânia, começou a ser construído em 1935 e foi concluído em 23 de janeiro de 1937. Logo após sua inauguração, foram realizados concursos públicos para arrendamento do espaço, que já estava mobiliado e equipado. O contrato de arrendamento foi assinado por Maria Nazaré Jubé Jardim em fevereiro de 1937, com um prazo de três anos, e incluía a condição de manter o letreiro luminoso na fachada aceso todas as noites.

 

O hotel representou luxo, glamour e confiança no progresso social e tecnológico durante seu auge. Foi uma construção estratégica para a cidade, planejada pelo fundador Pedro Ludovico Teixeira, sendo um símbolo do movimento Art Déco. Localizado na Avenida Goiás, esquina com a rua 3, sua posição facilitava o acesso à Praça Cívica e ao Palácio de Governo, bem como à Estação Ferroviária na saída da cidade.

 

Com três pavimentos e 60 quartos, além de quatro apartamentos de luxo, o Grande Hotel acolheu personalidades como o antropólogo Claude Lévi-Strauss e o presidente Getúlio Vargas, que fez um pronunciamento em Goiânia em 1940, enfatizando a relação da cidade com a Revolução de 1930 e a revitalização nacionalista.

 

O hotel também hospedou figuras renomadas como o poeta chileno Pablo Neruda e o escritor brasileiro Monteiro Lobato, autor de “O Sítio do Picapau Amarelo”. Sua localização estratégica e imponente presença fizeram do Grande Hotel um símbolo marcante da visão e do progresso da nova capital, refletindo tanto a história de Goiânia quanto suas conexões com personalidades influentes.

 

Grande Hotel Atualmente

(deteriorado devido ao vandalismo) 

 

Foto: Reprodução Marcos Aleotti /Curta Mais

 

O que aconteceu com o hotel

O Grande Hotel tornou-se um vibrante centro cultural e de entretenimento em Goiânia, atraindo uma variedade de visitantes que chegavam à cidade tanto para fins de lazer quanto de negócios. O ambiente do hotel proporciona um local informal e aconchegante para artistas e público se encontrarem e desfrutarem de apresentações musicais.

 

A própria arrendatária Maria Nazaré era uma pianista talentosa e animava as reuniões da sociedade local com suas performances noturnas. Esses eventos sociais eram frequentes, muitas vezes acontecendo aos sábados, e estavam sempre acompanhados de música ao vivo.

 

O “Palácio Monumental”, como o Grande Hotel também era conhecido, sediou os primeiros bailes de carnaval da cidade, com a apresentação de bandas como a da 1ª Companhia da Polícia Militar e o Jazz Band Imperial, entre outros grupos musicais.

 

Ao longo dos anos, o hotel se tornou um ponto de encontro para diversas comunidades urbanas, onde as pessoas se reuniram para curtir música ao vivo, especialmente samba. 

Atualmente, o espaço é destinado para projetos culturais.

 

Serviço

 

Endereço:R. Sen. Jaime, 944 – St. Campinas, Goiânia – GO

 

Museu Pedro Ludovico Teixeira

 

Pedro Ludovico 

Foto: Reprodução Desconhecida

 

Museu Pedro Ludovico décadas passadas

Foto: Reprodução Desconhecida

 

Pedro Ludovico Teixeira foi um político e administrador brasileiro, desempenhando um papel crucial na história e desenvolvimento de Goiânia. Nascido em Pireneus, Goiás, sua participação na Revolução de 1930, que levou Getúlio Vargas ao poder, o conduziu a ser nomeado interventor federal em Goiás (1930-1945), período em que promoveu a modernização do estado e a criação da nova capital.

 

Sua visão era diversificar as riquezas nacionais, que estão concentradas no litoral, promovendo o desenvolvimento do interior. Convidou Attilio Corrêa Lima, arquiteto, para conceber o Plano Urbanístico da Nova Capital de Goiás, que culminou na fundação de Goiânia, uma cidade que incorporou elementos do estilo Art Déco, refletindo sua visão progressista.

 

Além de urbanista, Pedro Ludovico trouxe inovações em infraestrutura, educação e saúde para Goiânia, demonstrando seu compromisso com o desenvolvimento holístico da cidade. Sua atuação também foi marcada pela emancipação política de Goiás e sua influência em movimentos políticos nacionais.

 

Após seu falecimento, a casa onde residia foi transformada em museu em 1987. Seguindo uma trajetória de preservação, o museu passou por reformas, a mais recente iniciada em 2017 e concluída em 2018. A construção, iniciada em 1934 sob a influência da estética Art Déco, preserva essa arquitetura marcante até hoje.

 

Tombada pelo Patrimônio Histórico Estadual, a casa-museu abriga um acervo de 1836 peças, incluindo porcelanas, mobiliário, vestuário, cristais e objetos pessoais de Pedro Ludovico. A biblioteca particular do fundador, com dois mil livros e oitocentos documentos originais, é um tesouro histórico. O acervo iconográfico, com 1142 fotos, contribui para a preservação da história.

 

Museu Pedro Ludovico atualmente

 

Foto: Reprodução Marcos Aleotti

 

Serviço

 

Endereço:  R. Dona Gercina Borges Teixeira – St. Sul, Goiânia – GO

Telefone: (62) 3201-4678

Horário de funcionamento: fechado durante a Segunda, e Terça a Domingo aberto das 09:00H – 17:00H

Horário com visitação agendada

 

 

Estação Ferroviária

Estação Ferroviária em 1957

Foto: Reprodução Tomas Somlo

 

Estação Ferrovária atualmente

Inaugurada em 1950, a antiga Estação Ferroviária de Goiânia desempenhou um papel significativo como ponto de chegada e partida de trens de cargas e passageiros da Estrada de Ferro Goyaz, funcionando até a década de 1980. Este edifício icônico é uma joia do Acervo arquitetônico e urbanístico Art Déco de Goiânia, reconhecido e tombado pelo Iphan desde 2002.

 

O edifício possui uma rica história e características marcantes. No pavimento central, encontram-se dois notáveis afrescos de autoria de Frei Nazareno Confaloni, um pintor e muralista pioneiro da arte moderna em Goiás. A Estação Ferroviária foi inaugurada em 1950, junto com outras estações do trecho entre Leopoldo de Bulhões e a capital. Trens de cargas e passageiros começaram a circular em 1952, operando por três décadas.

 

Entretanto, em 1980, a transferência do pátio ferroviário para Senador Canedo resultou na continuação da Avenida Goiás e na construção da Rodoviária da cidade, marcando o fim da era ferroviária da estação.

 

Tombado pelo Iphan em 2002, o edifício é um componente valioso do acervo Art Déco da capital, resguardando os afrescos de Frei Nazareno Confaloni, notadamente o “Bandeirantes: Antigos e Modernos”.

 

A restauração do edifício, iniciada em etapas, abrangeu desde a revitalização completa até a reconstituição dos detalhes arquitetônicos. A locomotiva Maria Fumaça foi cuidadosamente restaurada e reinstalada na plataforma de embarque, enquanto o relógio da torre também passou por uma reabilitação.

 

Os afrescos datados de 1953, atribuídos a Frei Confaloni, foram meticulosamente restaurados, preservando um marco importante das artes plásticas goianas. As paredes, esquadrias e gradis foram recuperados e pintados, e a edificação recebeu uma nova sinalização, sistema elétrico, hidráulico, climatização e proteção contra descargas atmosféricas.

 

A renovação não se limitou ao edifício, estendendo-se à Praça do Trabalhador, que compartilha uma conexão histórica com a estação. A praça foi requalificada, com nova pavimentação, paisagismo, iluminação e mobiliário, transformando-a em um espaço convidativo para a comunidade.

 

Essa restauração não apenas preserva a herança arquitetônica e cultural de Goiânia, mas também oferece um ambiente renovado para a população, onde passado e presente se entrelaçam harmoniosamente.

 

Foto: Reprodução Marcos Aleotti /Curta Mais

Endereço: Av. Goiás, 1799 – St. Central, Goiânia – GO

 

 

Palácio das Esmeraldas

Palácio das Esmeraldas em construção

Foto: Reprodução Desconhecida

 

O Palácio das Esmeraldas, cuja construção teve início em dezembro de 1933, foi concluído após um período de três anos, culminando na inauguração oficial em 23 de março de 1937. Seu estilo Art Déco, com linhas retas e um caráter sóbrio que tende para a simplificação, concebido pelo arquiteto Atílio Corrêa Lima, que acreditava que a sede do governo goiano deveria encarnar a racionalidade e a economia, manifestadas em uma construção robusta que atendesse às demandas da vida moderna.

 

As características distintas da arquitetura Art Déco são evidentemente presentes na geometria harmônica, na simetria da fachada e na opção por varandas semi-embutidas. O acesso centralizado por meio do hall e os acabamentos lisos com sancas de luz indireta reforçam essa estética.

 

Foram selecionados elementos que remetessem às características regionais da capital em construção naquela época. Um exemplo notável é a assinatura artística dos vitrais feitos pelo artista russo Conrado Sorgenicht, retratando assim a história social, cultural e econômica da região, incorporando elementos como cavalos, índios, motivos da flora e fauna, além do papel dos bandeirantes na exploração do Centro-Oeste brasileiro.

 

O Palácio é dividido em três pavimentos, que reservam diferentes funções para cada andar. No térreo, estão as instalações administrativas, incluindo o gabinete do governador, espaços para recepções e os salões Verde e Dona Gercina. O cinema, embora atualmente desativado, já foi um espaço ativo no governo de Ary Valadão. Nesse pavimento também se encontra uma capela destinada a reflexões familiares.

 

O segundo e terceiro pavimentos, estão destinados à residência oficial do governador. O segundo pavimento abriga a sala de refeições da família, a sala de chá e outras áreas sociais, enquanto o terceiro pavimento engloba os aposentos reservados para os familiares do governador.

 

O jardim do Palácio, é inspirado no jardim do Palácio de Versalhes, Com 17 jabuticabeiras plantadas por Dona Gercina Borges na década de 40, o pomar é uma característica marcante. Fontes de água e postes de iluminação no estilo Art Déco acentuam a beleza do jardim.

 

Ao longo dos anos, o Palácio das Esmeraldas foi palco de momentos cruciais para a história de Goiás e do Brasil em geral. Em 1988, serviu como local para o lançamento das Diretas Já, com a presença de figuras como Tancredo Neves, Ulisses Guimarães e Henrique Santillo. Também testemunhou homenagens a Ary Valadão Filho após um acidente aéreo e recebeu a seleção brasileira de futebol em 1984, quando conquistaram a medalha de Prata nas Olimpíadas.

 

Hoje, o Palácio das Esmeraldas faz parte do projeto do Circuito Cultural Praça Cívica, uma iniciativa da Secretaria de Educação, Cultura e Esporte (Seduce) que visa unir espaços históricos em um tour guiado acessível ao público. Além da residência oficial do governador, o circuito inclui a antiga chefatura de polícia (agora a sede da Procuradoria Geral do Estado), o Centro Cultural Marieta Telles Machado, a antiga sede do Tribunal de Contas do Estado e o Museu Zoroastro Artiaga. Todas essas construções datadas dos anos 30 são protegidas como patrimônio arquitetônico, e o Palácio das Esmeraldas continua a ser um marcante símbolo da nova capital de Goiás e dos momentos históricos que moldaram a região e o país.

 

Palácio das Esmeraldas Atualmente

Foto: Reprodução Marcos Aleotti /Curta Mais

 

 

Foto: Reprodução Marcos Aleotti /Curta Mais

 

Endereço:  Praça Dr. Pedro Ludovico Teixeira – St. Central, Goiânia – GO

Localização: Praça Dr. Pedro Ludovico Teixeira

Telefone(62) 3524-2000

 

Arte Decorativa em Goiânia

O Museu de Arte Contemporânea (MAC) desempenha um papel importante, abrigando não somente uma coleção de arte, mas também obras que refletem a evolução da expressão artística ao longo do tempo. 

 

A capital de Goiás traz consigo uma narrativa rica, espelhando tanto suas raízes culturais quanto sua progressão ao longo dos anos. O projeto e a concepção da cidade, como mencionado anteriormente, foram profundamente influenciados pelo estilo Art Déco. Movimento esse que desempenhou um papel de destaque na configuração visual da cidade, encontrando expressão em edificações, monumentos e espaços públicos.

 

Durante a etapa de construção da  cidade, o Art Déco estava em seu auge; edifícios e monumentos dessa época, como o Teatro Goiânia e o Palácio das Esmeraldas, exibem padrões que caracterizam o estilo. Influência essa que deixou uma marca no paisagismo da cidade até hoje. 

 

Museu de Arte Contemporânea

Foto: Reprodução: Marcos Aleotti /Curta Mais

 

Locais como Feiras de Artesanato enriquecem também a cultura da cidade, sendo muito procuradas por turistas e moradores. Permitindo adquirir peças únicas e decorativas que incorporam a autenticidade cultural. 

O desenvolvimento cultural de Goiânia absorve influências que enriquecem a identidade da cidade e sua relevância.

 

Feira do Cerrado

 

Exemplo de um, dos vários artesanatos possíveis de encontrar em Goiânia é a Feira do Cerrado, por artesãos locais. A feira também conta com uma área de alimentação.

Foto: Reprodução Instagram @feiradocerrado

 

 Artesã: Ana Paula

Instagram da artesã: @donadaflor

Telefone: 62 99151-4496

Endereço: Edif. Trend Office – R. 72, 325 – Sl 1804-1807 – Jardim Goiás, Goiânia – GO

Horário de funcionamento: aos Domingos, das 09:00h – 13:00h

 

Varanda do Ipê

 

A loja é um espaço colaborativo em que são produzidos vários artesanatos repletos de expositores. Sendo a maior loja de artesanato de Goiânia.

Foto: Reprodução Instagram @varandadoipe

 

Endereço: R. 21 – St. Central, Goiânia – GO

Telefone: (62) 99901-9628

Horário de funcionamento: Durante a semana, 08:00h – 18:00h

Sábado, 08:00h – 13:00h 

Fechada aos Domingos

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10 Lugares em Goiânia que dão um show em Art Déco

Art Decó é um estilo artístico que surgiu na Europa nos anos 20 e influenciou as artes, moda, cinema, arquitetura, design de interiores, entre outras áreas. Entre as suas características estão o uso de formas geométricas, ornamentos e design abstrato. No Brasil esse estilo ganhou relevância na primeira capital planejada do país: Goiânia. 

Sua arquitetura inicial foi toda pensada nesse estilo artístico. Os edifícios em Art Decó de nossa capital fazem parte do nosso patrimônio cultural, preservá-los é responsabilidade de todos, tanto do poder público quanto da sociedade. Vamos conhecer mais um pouco sobre esses patrimônios.

 

Palácio das Esmeraldas 

palacio

A construção do Palácio das Esmeraldas foi iniciada em dezembro de 1933, mas sua conclusão levou três anos, sendo o dia 23 de março de 1937 a data oficial da inauguração. Sua composição Art Déco tem predominância de linhas retas e caráter sóbrio, pendendo para a simplificação. Na visão do arquiteto Atílio Corrêa Lima, a sede do executivo goiano deveria representar a racionalidade e economia, traduzidas em uma construção sólida e que atendesse às exigências da vida moderna.

 

Endereço: Praça Dr. Pedro Ludovico Teixeira – St. Central, Goiânia – GO, 74083-010

 

Estação Ferroviária de Goiânia

estacao

Era ainda o início da década de 1950 quando a Maria Fumaça apitou pela primeira vez pelo centro de Goiânia, a recém construída capital de Goiás. As estradas de ferro que contam a rica história de ocupação e desenvolvimento do país não percorrem mais aqueles caminhos, mas cravada no coração da cidade ainda está a Estação Ferroviária, com os traços marcantes e detalhes que tão bem simbolizam o acervo art déco da capital.

 

Endereço: Av. Goiás, 1799 – St. Central, Goiânia – GO, 74063-010

 

Museu Pedro Ludovico 

Construção

O casarão é um destaque na história arquitetônica de Goiânia, sendo um marco da modernidade anunciada e símbolo da ruptura com o passado colonial da antiga capital. A construção em art déco foi realizada entre 1934 e 1937, mediante a execução do projeto de Atílio Corrêa Lima, o mesmo arquiteto e urbanista responsável pelo projeto da nova capital do Estado de Goiás. O local possui, inclusive, a primeira piscina residencial de Goiânia e a televisão exposta foi o primeiro aparelho do tipo a cores do estado de Goiás. 

 

Endereço: R. Dona Gercina Borges Teixeira – St. Sul, Goiânia – GO, 74083-012

 

Teatro Goiânia 

teatro

Conhecido como o mais nobre e tradicional espaço cultural da cidade, o Teatro Goiânia foi inaugurado em 14 de junho de 1942 e integra o conjunto arquitetônico do início da capital. Localizado na esquina das avenidas Anhanguera e Tocantins, o teatro foi projetado pelo arquiteto Jorge Félix, que o concebeu em estilo art déco.

Com o nome de Cine-Teatro Goiânia, o local foi inaugurado por Pedro Ludovico Teixeira, então interventor federal em Goiás. A mais luxuosa casa de espetáculos da nova capital recebeu a cerimônia do Batismo Cultural da Cidade, que contou com discursos, entrega da chave da cidade ao primeiro prefeito, Venerando de Freitas, e a presença de autoridades e intelectuais para extensa programação cultural.

 

Endereço: R. 23, 252 – St. Central, Goiânia – GO, 74015-120

 

Coreto da Praça Cívica 

coreto

O Coreto, um dos principais edifícios representativos da arquitetura Art Déco de Goiânia, foi inaugurado em 1942 por ocasião do batismo cultural da cidade. O local foi palco dos principais acontecimentos políticos, sociais e culturais da nova capital por vários anos. Em 2003, foi tombado pelo Iphan como patrimônio histórico e parte do acervo arquitetônico e urbanístico Art Déco de Goiânia.

 

Endereço: St. Central, Goiânia – GO, 74015-095

 

Torre do Relógio 

torre

Construída para ser suporte de um marcador do tempo, a própria Torre do Relógio da Avenida Goiás também se tornou um marco temporal da nossa cidade. Símbolo de uma época em que o ideal de modernidade se traduziu no estilo art decó, pelo menos para aqueles que projetaram a nova capital do estado, o monumento foi erguido junto com os primeiros prédios da cidade que, aos poucos, mudava a paisagem dos arredores da Campininha.

 

Endereço: Av. Goiás – St. Central, Goiânia – GO, 74015-005

 

Tribunal Regional Eleitoral de Goiás 

tribunal

Sua inauguração ocorreu no dia 14 de julho de 1937, com a presença de várias autoridades regionais, dentre elas o governador Pedro Ludovico Teixeira e o então presidente do TRE-GO, Desembargador Antônio Perilo. O edifício-sede, onde eram realizadas as sessões plenárias, se tornou o ponto administrativo da Justiça Eleitoral de Goiás durante todo resto do século XX. 

Em 9 de fevereiro de 1998, o prédio Anexo I foi inaugurado no mesmo lote do edifício-sede, possibilitando maior eficiência e centralidade entre as secretarias e coordenadorias do TRE-GO. Em setembro do mesmo ano, o edifício histórico foi reformado externamente, preservando-se a fachada original no estilo arquitetônico Art Déco. Em dezembro de 2000, foi realizada uma reforma interna.

Endereço: Praça Dr. Pedro Ludovico Teixeira, 300 – St. Central, Goiânia – GO, 74083-010

 

Grande Hotel 

grande

Era uma construção imponente: três pavimentos, 60 quartos, além de quatro apartamentos de luxo. O produtor cultural e guia turístico Gutto Lemes explica que o valor histórico e patrimonial do Grande Hotel é muito importante para Goiânia e sua população. Foi o primeiro hotel de luxo em estilo Art Déco da Capital, inaugurado já em 1937. Além de hospedar engenheiros, arquitetos e políticos na construção da cidade, recebeu ilustres personalidades como o antropólogo francês Claude Levi-Strauss, o poeta chileno Pablo Neruda e o escritor Monteiro Lobato.

 

Endereço: Av. Goiás, 462 – St. Central, Goiânia – GO, 74063-010

 

Mureta e Trampolim do Lago das Rosas 

lago

O Parque Lago das Rosas possui duas estruturas tombadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O trampolim, que foi muito utilizado pelos frequentadores e em competições. E também a mureta, que tem aproximadamente 150 metros. Ela tem em seus pilares a figura de uma flor, e os pontos cardeais e colaterais em seu centro simbolizam a Rosa dos Ventos. Os dois monumentos foram construídos no estilo Art Déco, como diversos outros em Goiânia.

 

Endereço: Alameda Das Rosas Q R7, 1931 – St. Oeste, Goiânia – GO, 74125-010

 

Goiânia Palace Hotel

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O Hotel completou 70 anos em janeiro de 2023 e participa de grande parte da história da cidade. O prédio está situado na Avenida Anhanguera, nº 5195, no Setor Central. Os traços em Art Déco, que marcam diferentes construções no centro histórico, também alcança e desliza a entrada do hotel, que ainda hoje recebe pessoas de diferentes lugares.

 

Endereço: Av. Anhanguera, 5195 – St. Central, Goiânia – GO, 74043-011

 

Todas as imagens foram retiradas da Prefeitura de Goiânia 

Créditos da imagem de capa: Casa Militar

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Palácio do Governo de Goiás é uma joia arquitetônica no coração de Goiânia

Localizada no coração da capital do Pequi, a Praça Cívica funciona como importante acervo histórico dos cidadãos goianos. Seu conjunto arquitetônico abriga as mais importantes obras que simbolizam o desenvolvimento de um pequeno projeto, para uma grande capital.

Em 1937, Goiânia recebia um dos prédios mais importantes e simbólicos do estado. Sua rica história é um tesouro ligado à fundação e ascensão da cidade e de todo Goiás.

Residência

Imagem: Eduardo Bilemjian

Encomendado pelo governador Pedro Ludovico Teixeira, o Palácio das Esmeraldas funcionou como sede do governo do estado até 2006. Atualmente, deveria funcionar como a residência oficial do governador.

Para Pedro Ludovico, era imprescindível que a capital contasse com um prédio que representasse a força do estado.

Sua imponente e elegante arquitetura deveria ser símbolo de racionalidade e economia, frente a modernidade representada pela capital.

Residência

Imagens: Marcos Aleotti Fotografia – Curta Mais

Residência

Atílio Corrêa Lima, arquiteto goiano formado por universidades francesas, buscou inspiração nas exuberantes arquiteturas dos palácios europeus. A ideia era criar um prédio majestoso, com uma fachada em estilo neoclássico.

Para isso, a frente do edifício recebeu a imposição de pedras verdes, remetendo a cor das esmeraldas. Sua área ao redor foi contemplada com jardins e lagos simétricos, que podem ser apreciados através das varandas semi-integradas.

Residência

Imagem: acervo do Governo de Goiás

Ao todo, o espaço compreende 9.786,96 metros quadrados de área construída, com itens decorativos calculados para remeter às características regionais.

Um passeio pelo interior da propriedade permite a visualização de obras artísticas como o vitral assinado por Conrado Sorgenitch, artista russo.

Residência

Rica em detalhes, a peça retrata a história econômica, social e cultural da época. É possível visualizar a presença de indígenas, cavalos, a união entre flora e fauna, bem como a atuação dos bandeirantes.

O prédio foi dividido em três pavimentos. Abrigando a administração, no térreo foram inseridos o gabinete do governador, as recepções e os salões verdes. Além de uma ampla sala de cinema.

Residência

Imagem: acervo do Governo de Goiás

Residência

Já o segundo e terceiro andar eram de uso da família. Esses dois pavimentos contavam com sala de refeições, sala de chá, e os aposentos pessoais.

A construção foi iniciada em dezembro de 1933. Concluída cerca de três anos depois, teve sua inauguração oficial em 23 de março de 1937.

Residência

Imagens: Eduardo Bilemjian

Residência

Residência

Para manter a residência foram contratados uma média de 96 funcionários. Dentro desta equipe estavam profissionais de limpeza, cozinha, segurança e almoxarifado. Todos recebiam treinamento e orientações para zelar pelo bem estar e segurança da família do governador.

Residência

Imagem: Eduardo Bilemjian

Desde sua inauguração, a obra passou por diversas reformas e ampliações, mas sempre mantendo a originalidade Art Déco.

O local já viu de tudo! Em 1984, o salão foi preparado para a recepção da seleção brasileira de futebol, após conquista da medalha de Prata nos Jogos Olímpicos.

Outro importante acontecimento foi o lançamento das Diretas Já, em 1988. O comício, realizado na porta do Palácio das Esmeraldas, contou com a presença de personalidades como Tancredo Neves, Ulisses Guimarães e Henrique Santillo.

Visualizado do lado de fora pelos cidadãos, o espaço é carregado de lendas urbanas. A mais conhecida narra a existência de um túnel que o liga ao Teatro Goiânia, no centro da Capital.

Se você ainda não teve a oportunidade de conhecer o Palácio das Esmeraldas, vale a pena incluir esse passeio em sua lista de atividades em Goiânia.

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Praça Cívica: conheça a história e peculiaridades do marco inicial da construção de Goiânia

Villa Boa de Goyas, atual Cidade de Goiás, era o centro de desenvolvimento do Brasil Central sendo alimentada pelas minas de ouro que desencadeou um grande período de riqueza e prosperidade. Com o passar dos anos, a produção começou a decair e a economia da capital estagnou. Era iminente a mudança de capital do Estado. 

Durante a Revolução de 1930, reconhecendo as necessidades do estado de Goiás, o político Pedro Ludovico Teixeira iniciou o processo de construção da cidade que mais tarde viria a ser a nova capital. Attilio Corrêa Lima foi o arquiteto responsável por desenhar o projeto inicial inspirado pela Art Déco. Armando de Godoy recebeu a responsabilidade de desenvolver o Plano Diretor inspirado na teoria de urbanistas ingleses. 

Inicialmente, foram abertas três avenidas principais (Goiás, Araguaia e Tocantins) que levam ao Centro onde foi inaugurada em 1935 a Praça Cívica, considerado um dos acervos arquitetônicos mais significativos do Brasil com Art Déco. A praça foi erguida com a função de ser o ponto principal da cidade, conectando os futuros setores e facilitando o acesso aos prédios administrativos. 

Praça

Dentro da Praça se encontra a residência oficial do governo do Estado, o Palácio das Esmeraldas. Concluída em 23 de março de 1937 o idealizador do projeto, Pedro Ludovico, foi o primeiro morador do prédio. O edifício tem predominância de linhas retas e caráter sóbrio, aspirando a simplificação. Para o arquiteto, a sede do executivo goiano deveria exprimir racionalidade e economia, atendendo exigências da vida moderna. 

Palácio

Em 1988, frente ao prédio, foi feito o lançamento das Diretas Já, em comício que contou com a presença de Tancredo Neves, Ulisses Guimarães e Henrique Santillo. Não apenas parte importante no acervo da História do Brasil, o Palácio guarda também algumas lendas a seu respeito. Uma delas narra a existência de um túnel que o liga a prédios localizados nos arredores – o túnel nunca foi encontrado. 

O Palácio Pedro Ludovico é outro ponto na Praça. O edifício é sede da administração pública estadual e abriga, além do gabinete do governador e a sua assessoria direta, secretarias e órgãos estaduais. 

palácio

O Muza (Museu Goiano Professor Zoroastro Artiaga), importante centro na Praça, foi o primeiro museu do Estado de Goiás e preserva trabalhos inteiramente relacionado à história e riquezas da Região Centro-Oeste.

muza

A Praça Cívica abriga também importantes monumentos. O primeiro, dedicado às Três Raças está localizado no centro da praça sendo obra assinada da artista goiana Neusa Moraes. O segundo, Monumento Carajá, foi incluído no acervo da praça durante sua restauração. A obra de espelhos e aço inoxidável é assinada pelo artista plástico Siron Franco, natural da cidade de Goiás. 

Monumento

 

carajás

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Em março de 1937 Goiânia foi oficializada a capital do Estado de Goiás. Tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico Cultural (IPHAN) em 2003, a praça cívica tem como nome original Doutor Pedro Ludovico Teixeira.

Projeto que incorpora o nome de Iris Rezende ao Palácio das Esmeraldas avança na Assembleia Legislativa

O nome do ex-governador de Goiás e ex-prefeito de Goiânia, Iris Rezende Machado, pode ser incorporado ao Palácio das Esmeraldas, sede do Governo do Estado. Um projeto com este objetivo recebeu parecer favorável da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa de Goiás e seguiu para análise da Comissão de Educação, Cultura e Esporte. 

Com autoria do deputado estadual Bruno Peixoto (MDB) e do presidente da Alego, Lissauer Vieira (sem partido), o projeto pode ser colocado em votação nos próximos dias. A proposta foi apresentada em novembro de 2021, poucos dias após a morte de Iris.

De acordo com Bruno Peixoto, há, ainda, outro projeto para homenagear o ex-gestor. Segundo ele, a ideia é colocar, também, o nome do emedebista no trecho da GO-020, entre Goiânia e Cristianópolis, cidade natal de Iris.

Polêmica
Nas últimas semanas, um outro caso gerou atritos na Câmara Municipal, com a proposta de mudança do nome da Avenida Castelo Branco para Avenida Iris Rezende. A matéria foi vetada pelo prefeito de Goiânia, Rogério Cruz (Republicanos). Alguns vereadores tentaram derrubar o veto, mas pressionados por comerciantes da região, acabaram desistindo da homenagem.

Foto: Jackson Rodrigues / Prefeitura de Goiânia

 

VÍDEOS: Marconi Perillo renuncia ao cargo e José Eliton é o novo governador de Goiás

Em publicações nas redes sociais, o governador Marconi Perillo anunciou sua renúncia (em atendimento à legislação eleitoral) ao cargo de governador do estado de Goiás. Ele assinou um termo de renúncia, no Palácio das Esmeraldas. Quem assume o cargo é seu vice, José Eliton de Figuerêdo Júnior.

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Marconi Perillo, em seu último dia de seus 4 mandatos, seguiu sua intensa agenda de compromissos na capital, em Aparecida de Goiânia e Anápolis. Em um de seus últimos comunicados enquanto governador de Goiás, Marconi agradeceu a Deus e ao povo goiano, desejando boa sorte ao seu sucessor.

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Marconi Perillo foi o governador com mais tempo no cargo, tendo sido o político que mais venceu eleições como governador, em 1998, 2002, 2010 e 2014.
Hoje pela manhã, na Assembleia Legislativa, Zé Eliton foi empossado; e recebeu a faixa de governador pouco mais tarde, no Palácio das Alvoradas. A movimentação de pessoas e integrantes da imprensa foi grande na Praça Cívica, confira.

Fotos e vídeos: Divulgação/Marconi Perillo.