5 filmes de Jackie Chan para conhecer (ou relembrar) o rei dos filmes de luta
Jackie Chan misturou o kung fu de Bruce Lee com o humor físico de Charlie Chaplin.

Em meados do século passado, o cinema ocidental era dominado principalmente por produções de guerra e faroestes. Já na China, a terra natal do kung fu, os filmes de artes marciais faziam enorme sucesso. Foi somente com o surgimento de Bruce Lee, nos anos 1970, que esse gênero conquistou de vez o público dos Estados Unidos e começou a se consolidar no cinema mundial.
Seguindo os passos de Lee, mas imprimindo um estilo próprio, Jackie Chan surgiu nos anos 1980 e 1990 com uma abordagem mais divertida, acrobática e lúdica. Inspirado por gênios da comédia física, como Charlie Chaplin e Buster Keaton, Chan conseguiu transformar a pancadaria em algo leve e até cômico, equilibrando violência com comédia. Até as crianças se amarravam dos filmes dele!
Sua grande carta na manga era a experiência de anos trabalhando como dublê, o que lhe permitia realizar com muito mais realismo cenas absurdamente arriscadas — como saltar de um prédio para outro ou mergulhar em lagos congelados usando apenas roupas comuns.
Outra marca registrada de Jackie Chan eram os créditos finais recheados de erros de gravação. Enquanto outros filmes faziam algo parecido de forma protocolar, nos dele o compilado se tornava parte essencial da diversão: golpes que davam errado, acrobacias mal-sucedidas e o próprio ator rindo de si mesmo humanizavam ainda mais o astro.
Abaixo, você encontra cinco clássicos estrelados por Jackie Chan. Eles são perfeitos tanto para quem deseja conhecer a obra desse ícone chinês quanto para os fãs que já se divertiam com seus filmes na época das locadoras, nos anos 1990.
5 filmes para curtir Jackie Chan
Detonando em Barcelona (Wheels on Meals, 1984)
Thomas (Jackie Chan) e David, dois amigos que trabalham em um food truck em Barcelona, acabam se envolvendo com uma bela ladra que, na verdade, é uma herdeira desaparecida. O longa marcou o início da fase em que Chan passou a ganhar espaço também no mercado ocidental. Esse tem uma pegada Sessão da Tarde (no bom sentido).
A Lenda do Mestre Invencível II (Drunken Master II, 1994)
Aqui, Jackie interpreta Wong Fei-hung, um mestre em artes marciais que se torna praticamente invencível quando está bêbado. No filme, ele se vê envolvido em uma conspiração de contrabando e precisa usar seu estilo de luta único para enfrentar um sindicato criminoso e proteger o patrimônio cultural chinês. Só as cenas de Chan lutando bêbado já fazem desse filmes um dos mais divertidos do gênero.
Mr. Nice Guy – Bom de Briga (Mr. Nice Guy, 1997)
Jackie vive um simpático cozinheiro que, sem querer, salva a vida de uma repórter investigativa perseguida por criminosos. Ao tentar ajudá-la, ele acaba se tornando o principal alvo dos bandidos e precisa usar suas habilidades marciais para sobreviver. É um dos títulos que consolidaram sua fama internacional.
Quem Sou Eu? (Who Am I?, 1998)
Após sobreviver a um acidente de helicóptero, um agente secreto (Chan) perde completamente a memória. Resgatado por uma tribo no interior da África do Sul, ele passa a ser caçado por diversas agências internacionais, sem ter a menor ideia do motivo. Com uma premissa que lembra Identidade Bourne, mistura ação, comédia e conspirações em ritmo acelerado, com algumas das cenas mais impressionantes da carreira de Chan.
A Hora do Rush (Rush Hour, 1998)
Um dos maiores sucessos comerciais de Jackie Chan. No longa, a filha de um diplomata chinês é sequestrada nos Estados Unidos. Para resgatá-la, o sério inspetor Lee (Chan), de Hong Kong, é enviado a Los Angeles e precisa trabalhar ao lado do fanfarrão detetive Carter (Chris Tucker). É justamente as diferenças culturais e as personalidades conflitante da dupla que conquistam o público. Similarmente ao que Mel Gibson e Danny Glover fizeram anos antes de Máquina Mortífera.