Animação do Centro-Oeste sobre inclusão ganha destaque em festivais internacionais

Clipes infantis inspirados no Cerrado abordam autismo, empatia e respeito de forma acessível

Thiago Alonso
Por Thiago Alonso
Animação do Centro-Oeste sobre inclusão ganha destaque em festivais internacionais
Foto: Divulgação

Uma animação criada entre Goiânia e o Distrito Federal está ganhando espaço fora do país ao tratar temas como inclusão e diversidade no universo infantil. O projeto PiOinc Coração Clipes lançou três novos vídeos gratuitos e já acumula reconhecimento em festivais internacionais de audiovisual.

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Os clipes “Pulsa Passarinho”, “Cavaquinha” e “Ta-Tatu” ampliam o universo da animação PiOinc, que tem como base a fauna do Cerrado e aposta em histórias voltadas para crianças e suas famílias.

Entre os lançamentos, “Cavaquinha” chama atenção ao trazer uma jabuti com autismo e sensibilidade a sons fortes como protagonista. A história acompanha a personagem tentando participar das brincadeiras enquanto aprende a lidar com sua própria forma de perceber o mundo.

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Com linguagem simples e visual acessível, o clipe trabalha temas como empatia, respeito e convivência com as diferenças desde a infância.

Reconhecimento fora do Brasil

O impacto do projeto já foi reconhecido em premiações importantes. “Cavaquinha” conquistou o terceiro lugar no ComKids 2025, na categoria Conteúdos Curtos, e foi selecionado como finalista do Prix Jeunesse International 2026.

A produção também passou a integrar o catálogo internacional “Quality in Children’s Media Worldwide”, que reúne conteúdos considerados relevantes no cenário global.

Os vídeos fazem parte do projeto PiOinc Coração Clipes, desenvolvido com apoio do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal. A proposta é oferecer conteúdo gratuito, combinando música, narrativa visual e elementos de acessibilidade.

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Ambientadas no Cerrado brasileiro, as histórias utilizam personagens inspirados na fauna da região para criar identificação com o público infantil.

Segundo o diretor e roteirista Alex Ribondi, o objetivo é dialogar com as emoções das crianças.

“PiOinc nasce da vontade de criar histórias que acolham a infância com delicadeza, humor e verdade. A ideia é mostrar que ninguém é igual a ninguém e está tudo bem”, afirma.

Música e imagem conduzem a narrativa

Sem depender de diálogos, os clipes apostam na música, nos gestos e nos sons da natureza como principais elementos narrativos.

De acordo com o diretor de arte e animação Ricardo Makoto, essa escolha amplia o alcance das histórias.

“Como muitas vezes trabalhamos sem diálogos, a música, os gestos e a animação ganham ainda mais importância para contar a história e emocionar”, explica.

O projeto nasceu a partir do curta “Pulsa Passarinho”, que já soma mais de 30 prêmios nacionais e internacionais e participações em festivais no Brasil e no exterior.

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