Aclamado filme com 98% de aprovação e cenas de tirar o fôlego: ‘Os Pecadores’ arrasa
Aproveite para assistir ao filme na telona do cinema — ele continua em cartaz

No quinto filme da parceria entre Ryan Coogler e Michael B. Jordan, temos uma trama envolvente que mistura blues, ancestralidade e vampiros em uma narrativa ousada. Quando um filme abraça tantos gêneros, o risco de se perder no caminho é grande — mas não para Os Pecadores (2025).
Coogler consegue equilibrar essas influências sem cair no clichê, criando algo original e marcante. Com momentos que resgatam passagens impactantes da história, uma atmosfera de terror bem construída e uma trilha sonora apoteótica, o filme já se consolida como um dos melhores do gênero de terror neste ano, olha só as notas:
98% de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes.
96% de aprovação do público.
8,2/10 no IMDb.
4,3/5 no Letterboxd (o filme mais bem avaliado do ano até agora).
Uma nota “A” no Cinemascore (o primeiro filme de terror a conseguir isso em 35 anos).
84/100 no Metacritic.
Sinopse do filme:

Foto: Reprodução/Warner Bros. Pictures
A história acompanha os irmãos gêmeos Smoke e Stack (ambos interpretados por Michael B. Jordan) e seu primo Sammie, um amante do blues. Os protagonistas estão abrindo um bar no Mississippi, um refúgio para a comunidade negra em meio à segregação. O local promete música, dança e jogos, mas também carrega um sonho de liberdade.
Durante a inauguração, visitantes sinistros aparecem, e a situação começa a sair do controle. O filme traz à tona questões históricas, como as leis Jim Crow e a ameaça da KKK (ku klux klan), enquanto explora a resistência negra através da música, da dança e até do comércio clandestino de bebidas.
E, é claro, os vampiros. O antagonista Remmick não quer apenas sangue, ele busca criar uma falsa promessa de pertencimento eterno e quer se ligar novamente com seus antepassados, e só conseguirá isso com Sammie. Ele fará de tudo para tê-lo ao seu lado, não importa quanto sangue precise derramar… ou chupar.
Remmick avança com sua legião de vampiros, criaturas famintas por sangue. O ataque é meticuloso, estratégico – eles não querem apenas sangue, querem também o Sammie. Dentro do bar, Stack e os sobreviventes se preparam para batalha com estacas, alhos e pistolas enquanto os acordes distorcidos de um blues ecoam pelos corredores.
Não será apenas uma batalha, mas um massacre! De um lado, a sede por sangue dos condenados; e do outro, a fúria dos que lutam por suas vidas. Quando o primeiro tiro ecoar, todos saberão que nesta noite, ou o blues os salvará, ou será seu último suspiro de despedida.
Crítica do Filme:

Foto: Reprodução/Warner Bros. Pictures
Falando em música, ela não é apenas pano de fundo, mas peça central da narrativa, graças à parceria entre Ryan Coogler e Ludwig Göransson (vencedor do Oscar por Oppenheimer). As cenas em que os personagens cantam e dançam são eletrizantes, quase um convite ao público para entrar na tela.
O filme mescla tradições de diferentes culturas com maestria, criando sequências que certamente entrarão para a história do cinema. Um dos maiores acertos da obra é o ritmo paciente: a trama não tem pressa, desenvolvendo cada personagem com profundidade. Suas motivações, paixões e conflitos são explorados sem afobação, e nenhum deles é esquecido – todos têm um papel crucial.
Outro destaque é a atuação de Michael B. Jordan, que interpreta os gêmeos com nuances distintas, evitando a armadilha de tornar um irmão mais protagonista que o outro. A mitologia clássica dos vampiros (alho, estacas, água benta) aparece, mas de forma rápida, sem bloquear a originalidade da abordagem.
Com tantos gêneros em jogo, o final poderia ser fraco ou confuso, mas Os Pecadores surpreende: o clímax é catártico, trazendo a música novamente como maldição e libertação ao mesmo tempo.
E aí, vai assistir ao filme no cinema ou vai perder ?
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