Pouca gente conhece, mas essa fruta do Cerrado pode ser uma das mais nutritivas do país

Otávio Augusto Ribeiro
Por Otávio Augusto Ribeiro
Pouca gente conhece, mas essa fruta do Cerrado pode ser uma das mais nutritivas do país
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Ela tem aroma marcante no Cerrado. Sabor intenso. E, ao mesmo tempo, carrega um potencial que ainda passa despercebido por grande parte dos brasileiros. O marolo, também conhecido como araticum, é uma fruta típica do Cerrado que reúne qualidades nutricionais e científicas relevantes — mas segue à margem do mercado nacional.

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A princípio, o que chama atenção é a composição. O marolo é rico em vitaminas A, C, E e do complexo B. Além disso, concentra minerais importantes, como ferro, cálcio e fósforo. Ou seja, trata-se de um alimento que contribui diretamente para o funcionamento do organismo, auxiliando desde o sistema digestivo até funções musculares.

No entanto, o destaque não para por aí.

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Cerrado

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Uma “super fruta” ainda pouco valorizada no Cerrado

Além dos nutrientes tradicionais, o marolo possui compostos bioativos que ampliam seu valor. Entre eles estão carotenoides e fenólicos, substâncias associadas à proteção celular.

Esses compostos atuam como antioxidantes. Sendo assim, ajudam a combater o estresse oxidativo, um dos fatores ligados ao envelhecimento precoce e ao desenvolvimento de doenças. Além disso, estudos apontam possível ação anti-inflamatória.

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Pesquisas recentes também indicam que esses elementos podem atuar na modulação genética. Ou seja, podem influenciar processos ligados à prevenção de doenças crônicas e degenerativas. Ainda assim, especialistas reforçam que os estudos continuam em expansão e exigem aprofundamento científico.

Leia também: Pouco conhecida, fruta do Cerrado surpreende pesquisadores da USP

Produção ainda limita o avanço

Apesar do potencial evidente, o marolo enfrenta desafios que dificultam sua expansão. Atualmente, a produção ocorre, em grande parte, de forma extrativista. Isso significa baixa padronização e pouca organização agrícola.

Além disso, há um fator decisivo: a durabilidade. O fruto amadurece rapidamente e fermenta com facilidade. Portanto, possui vida útil curta. Esse aspecto compromete a logística, o armazenamento e a distribuição em larga escala.

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Consequentemente, o produto não consegue chegar com facilidade a mercados mais distantes. E, assim, permanece restrito a regiões onde é tradicionalmente consumido.

Caminhos para o futuro do marolo

Para mudar esse cenário, especialistas apontam a necessidade de investimento. Técnicas de cultivo mais eficientes. Padronização da matéria-prima. E, principalmente, desenvolvimento de tecnologias que aumentem a durabilidade do fruto.

Além disso, há espaço para inovação. A indústria pode explorar o marolo na produção de polpas, sucos, doces e até produtos nutracêuticos. Sendo assim, o fruto deixa de ser apenas um alimento regional e passa a integrar cadeias produtivas mais amplas.

Enfim, o marolo representa mais do que uma fruta típica. Ele simboliza o potencial ainda pouco explorado do Cerrado brasileiro. Um bioma rico, diverso e estratégico — que segue oferecendo oportunidades para a ciência, a economia e a alimentação saudável.

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