Goiânia recebe Banco Vermelho; símbolo global contra o feminicídio

Otávio Augusto Ribeiro
Por Otávio Augusto Ribeiro
Goiânia recebe Banco Vermelho; símbolo global contra o feminicídio
Goiânia recebe Banco Vermelho e reforça movimento por respeito e proteção. Foto: Divulgação

O Banco Vermelho, símbolo internacional de enfrentamento ao feminicídio, chega a Goiânia com força simbólica e emocional. A estrutura foi inaugurada na manhã desta quinta-feira (4/12), na Praça Cívica, pela coordenadora do Goiás Social, Gracinha Caiado, e marca o início dos 21 dias de ativismo pelo fim da violência contra a mulher. A proposta é simples, mas poderosa. O banco, grande e chamativo, convida quem passa por ali a “sentar e refletir, levantar e agir”.

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Banco Vermelho convida Goiânia a refletir, agir e proteger vidas. Foto: Divulgação

Um símbolo que provoca reflexão imediata

A iniciativa, que já percorre diversos países e estados brasileiros, simboliza o sangue derramado por vítimas de feminicídio. Em Goiás, a chegada do Banco Vermelho reforça o compromisso do estado com ações de prevenção, acolhimento e denúncia. A instalação também busca transformar o espaço urbano em uma ferramenta de diálogo e conscientização.

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Durante a inauguração, Gracinha Caiado destacou a importância do gesto. Para ela, o banco funciona como um lembrete permanente de que a violência contra a mulher ainda é uma realidade dura no país. “É um alerta para todos nós. O feminicídio não pode mais acontecer. As mulheres precisam denunciar. É triste, mas necessário que a gente fale sobre isso todos os dias”, afirmou.

Por que este banco vermelho virou símbolo nacional contra a violência. Foto: Divulgação

Educação, acolhimento e ação prática

Além do impacto visual, o equipamento cumpre um papel educativo. Uma placa informativa traz orientações sobre os tipos de violência, canais de denúncia e programas de proteção desenvolvidos pelo Governo de Goiás. A ideia é transformar o encontro com o Banco Vermelho em uma experiência de informação e acolhimento.

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Atualmente, a estrutura já está presente em 13 estados brasileiros e ganhou, inclusive, uma instalação no Senado Federal. O movimento que inspirou o projeto nasceu em Barcelona e foi trazido ao Brasil pelas pernambucanas Andrea Rodrigues e Paula Limongi, fundadoras do Instituto Banco Vermelho, após perderem amigas vítimas de feminicídio. Em Goiás, a execução é fruto da parceria entre o instituto e o Goiás Social.

Vermelho

Goiânia recebe Banco Vermelho e reforça movimento por respeito e proteção. Foto: Divulgação

O secretário de Desenvolvimento Social, Wellington Matos, reforçou que a luta contra a violência exige medidas amplas. Ele destaca que Goiás vem ampliando políticas públicas voltadas à autonomia econômica e emocional das vítimas. “O problema é gigante, por isso o banco também é. Trabalhamos todos os dias para oferecer proteção e independência às mulheres”, disse.

Rede de proteção e incentivo à denúncia

A delegada Ana Elisa Gomes, da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), lembrou que as denúncias são fundamentais para romper o ciclo de violência. Ela ressalta que a rede de apoio vem sendo fortalecida e que as medidas protetivas estão cada vez mais acessíveis. “É preciso buscar ajuda. O Estado oferece ferramentas importantes para que a mulher saia de relações abusivas”, afirmou.

A presença do Banco Vermelho na Praça Cívica convida moradores e visitantes a olhar para o tema com mais sensibilidade. É um ponto de parada, reflexão e também de esperança. Um símbolo que une memória, acolhimento e ação diante de uma realidade que ainda exige mobilização constante.

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