Mais de 80% dos goianos já estão na classe média, aponta FGV

Otávio Augusto Ribeiro
Por Otávio Augusto Ribeiro
Mais de 80% dos goianos já estão na classe média, aponta FGV
Mais famílias alcançam melhores condições de vida em Goiás. Foto: Divulgação

Goiás vive um momento de transformação silenciosa, porém significativa, no perfil econômico da sua população. Entre 2022 e 2024, mais de 80% dos goianos passaram a integrar a classe média e as faixas de maior renda. É o que revela um novo levantamento da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgado nesta quarta-feira, dia 21.

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De acordo com os dados, a participação da população goiana nas classes A, B e C saltou de 78,08% para 83,95% em apenas dois anos. Ou seja, um crescimento de 5,87 pontos percentuais. O avanço indica maior mobilidade social e reforça a recuperação da renda das famílias no estado.

Além disso, o estudo aponta que esse movimento não ocorreu de forma isolada. Ele acompanha uma tendência nacional. No Brasil, cerca de 17,4 milhões de pessoas deixaram a pobreza e passaram a integrar faixas de renda mais elevadas no mesmo período. O crescimento nacional foi de 8,44 pontos percentuais, reforçando o cenário de melhora econômica.

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Goiás avança na renda e amplia classe média em dois anos. Foto: Divulgação

O que significa estar na classe média

Segundo os critérios da FGV, as classes de maior renda incluem famílias com ganhos acima de quatro salários mínimos. A classe C reúne quem recebe entre quatro e dez salários mínimos. Já a classe B engloba rendas entre dez e vinte salários mínimos. A classe A concentra famílias com rendimentos superiores a vinte salários mínimos.

Na prática, isso representa mais acesso a consumo, crédito, educação e serviços. Além disso, reflete maior estabilidade financeira para milhares de famílias goianas, especialmente aquelas que dependem da renda do trabalho formal.

Goiás avança na renda e amplia classe média, aponta levantamento da FGV. Foto: Divulgação

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Trabalho e políticas públicas puxam crescimento

O levantamento destaca que o principal motor dessa mudança para a classe média foi o aumento da renda do trabalho. Ou seja, mais pessoas empregadas e com salários melhores. Ao mesmo tempo, a integração de políticas públicas teve papel decisivo nesse processo.

Programas como o Bolsa Família, o Benefício de Prestação Continuada (BPC), além de ações voltadas à educação, qualificação profissional e acesso ao crédito, ajudaram a sustentar esse avanço. Segundo a FGV, a combinação entre emprego e políticas de proteção social criou uma base mais sólida para a ascensão econômica.

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Impacto direto na vida das famílias

Para o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, os números confirmam que as políticas de combate à pobreza vão além da transferência de renda.

“O Bolsa Família não é apenas um auxílio financeiro. Ele abre portas para educação, trabalho, qualificação e empreendedorismo”, afirmou. Segundo o ministro, o objetivo é garantir que as famílias avancem de forma sustentável, com autonomia e segurança econômica.

Foto: Divulgação

Um novo cenário para Goiás

O avanço da classe média em Goiás reflete mudanças estruturais no estado. Mais renda circulando impulsiona o comércio, fortalece serviços e estimula novos negócios. Além disso, cria um ambiente mais favorável para investimentos e desenvolvimento regional.

Embora desafios ainda existam, os dados indicam um caminho de recuperação e crescimento. Para milhares de goianos, a melhora na renda representa mais do que números. Significa mais oportunidades, planejamento e qualidade de vida.

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