Cientistas brasileiras criam método para atrasar amadurecimento de frutas

Inovação com nanopartículas promete reduzir desperdício e aumentar a durabilidade dos alimentos de forma sustentável

Thaís Muniz
Por Redação Curta Mais
Cientistas brasileiras criam método para atrasar amadurecimento de frutas

Pesquisadoras brasileiras desenvolveram um método revolucionário que pode prolongar a vida útil das frutas e reduzir o desperdício de alimentos. A solução, baseada em nanopartículas biodegradáveis, utiliza óxido nítrico para inibir o amadurecimento precoce e proteger as frutas do estresse oxidativo.

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O estudo foi liderado por Joana Pieretti, Julia Veiga e a Profa. Dra. Amedea Seabra, da Universidade Federal do ABC (UFABC), com supervisão de especialistas do Instituto Agronômico de Campinas (IAC) e da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

Como funciona a inovação?

A técnica utiliza nanopartículas poliméricas biocompatíveis que liberam óxido nítrico, uma substância que desacelera os efeitos do etileno — hormônio responsável pelo amadurecimento das frutas. Essas partículas podem ser aplicadas de maneira prática, como por pulverização ou imersão das frutas em uma solução líquida.

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Essa abordagem ajuda a manter os alimentos frescos por mais tempo, reduzindo a perda de massa e o amolecimento das frutas. Além disso, os custos são baixos, tornando a tecnologia acessível para agricultores e o mercado em geral.

Processo de amadurecimento da banana

Impactos econômicos e sustentáveis

Ao prolongar a durabilidade dos produtos, o método representa um alívio para o bolso dos agricultores, que frequentemente enfrentam perdas significativas durante o transporte e a venda de frutas.

A possibilidade de exportar frutas com mais segurança também amplia as oportunidades comerciais, especialmente para mercados internacionais.

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Além do impacto econômico, a inovação é um avanço em sustentabilidade. Diminuir o desperdício de alimentos reduz os resíduos orgânicos e o impacto ambiental gerado pelo descarte inadequado de frutas e vegetais.

A tecnologia também promete melhorias na segurança alimentar, ao garantir que produtos frescos estejam disponíveis por mais tempo. Sem a necessidade de conservantes artificiais, a solução se alinha às demandas por práticas agrícolas mais naturais e sustentáveis.

 

 

 

 

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