Ciência afirma que dormir pelado faz bem à saúde!

Nesse calor, você é daqueles que não aguenta dormir com nada encostando na pele? Ou, ao contrário, liga o ar-condicionado no máximo para dormir com pijama e meias?

Dormir sem roupa faz bem a saúde?

Especialistas defendem que, para a saúde e bem-estar, o ideal é mesmo dormir nu, pelado mesmo.

A autora de “The Good Sleep Guide” (O guia para dormir bem, em tradução livre), Sammy Margo, defende que dormir sem nenhuma roupa é o melhor, independentemente das questões climáticas.

“Embora muitas pessoas possam pensar que agasalhar-se no inverno é a melhor maneira de se manter aquecido, dormir nu pode, na verdade, ajudar a regular a temperatura corporal e melhorar a qualidade do sono”, disse ela o jornal Metro do Reino Unido.

Quais são os benefícios de dormir sem roupa?

A fisioterapeuta e especialista em sono lista alguns benefícios para se tirar a roupa da hora de ir para a cama:

Dormir mais rápido:

Como a temperatura corporal está muito ligada ao relógio biológico, e seu ciclo circadiano, o resfriamento do corpo está naturalmente ligado a um sono profundo. Assim, se você estiver mais fresquinho sinaliza a todo o organismo que é hora de dormir, adormecendo mais rapidamente;

Melhora da pele:

Dormir sem roupa melhora a ventilação da pele, reduzindo a chance de problemas de pele como erupções cutâneas;

Aumento da autoconfiança:

Dormir nu pode aumentar sua autoestima e imagem corporal, pois incentiva você a abraçar seu corpo de maneira mais natural;

Saúde ginecológica:

A região mais quente do corpo é a genital, também propensa à umidade natural. Por isso, dormir sem roupa íntima permite que os órgãos genitais sejam arejados, mantendo-os secos e mais limpos. A dica é válida especialmente para mulheres que sofrem com recorrentes infecções vulvovaginais, como candidíase, ao diminuir a proliferação de fungos e bactérias que preferem locais quentes e úmidos.

Combater a diabetes:

Quando a gordura marrom está ativa, além de queimar calorias, o corpo também se torna mais sensível à insulina, que é a substância que ajuda a utilizar o açúcar, evitando que se acumule no organismo. Assim, como o ambiente em que se dorme é mais fresco, fica mais fácil regular os níveis de açúcar no sangue, prevenindo o surgimento de diabetes.

Reduzir o estresse e a ansiedade:

O estresse e a ansiedade são causas comuns de insônia e da má qualidade do sono, podendo afetar negativamente a qualidade de vida.

Desta forma, dormir pelado pode ajudar a melhorar a qualidade do sono, regular os níveis do hormônio cortisol que está relacionado com o estresse, e, assim, ajudar a reduzir estresse e a ansiedade.

Prevenir o ganho de peso:

Dormir pelado ajuda a adormecer mais rápido e a melhorar a qualidade do sono, o que pode ajudar a prevenir o ganho de peso.

Isto porque alguns estudos mostraram dormir não dormir o suficiente pode afetar a produção de hormônios, levando a uma redução do hormônio leptina e aumento do hormônio grelina, que estão relacionados com o controle do apetite, saciedade e fome.

Desta forma, dormir pelado pode ajudar a prevenir o ganho de peso, por favorecer uma melhor qualidade do sono e um melhor controle hormonal.

Melhorar a vida sexual do casal:

Dormir pelado com o parceiro pode contribuir para o aumento do desejo para ter o contato íntimo com mais frequência, o que também ajuda a reduzir o estresse e a ansiedade, e a melhorar a relação do casal.

Além disso, o contato pele a pele com o parceiro estimula a produção de ocitocina pelo corpo, que ajuda melhorar a libido e o desempenho sexual, a sensação de prazer, melhorar as relações íntimas e o afeto, além de intensificar a ereção e favorecer a ejaculação em homens.

 

*Agência O Globo

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Recusar convites não é rude: é saudável e científico

De acordo com pesquisadores, as consequências adversas de recusar um convite indesejado são substancialmente menores do que imaginamos. Segundo um estudo recente publicado no Journal of Personality and Social Psychology em 11 de dezembro, mais de 77% dos entrevistados admitiram ter aceitado convites para atividades das quais não desejavam participar, como forma de evitar as potenciais repercussões da recusa.

Para investigar a validade do receio associado à recusa, foram conduzidos cinco experimentos envolvendo mais de 2 mil participantes no total. Nessas instâncias, os participantes foram inseridos em cenários nos quais eram solicitados a convidar ou declinar um convite, além de expressar seus sentimentos em relação à situação.

Em um dos ensaios, os participantes foram solicitados a convidar ou serem convidados para um jantar em um sábado à noite, em um restaurante renomado com um chef famoso. Os participantes incumbidos de recusar a proposta receberam a instrução de alegar que já tinham compromissos para o dia e pretendiam passar a noite relaxando em casa. Essa informação foi então comunicada aos indivíduos que imaginaram ter realizado o convite.

Dessa maneira, os pesquisadores concluíram que aqueles que declinaram do convite acreditavam que tal ação poderia acarretar consequências adversas para o relacionamento. Eles temiam que o amigo se sentisse decepcionado e, como resultado, poderiam ser menos propensos a convidá-los para eventos futuros. Adicionalmente, a percepção era de que o amigo concentraria mais atenção na recusa em si do que nos motivos que levaram a ela.

Em um experimento adicional, uma “pesquisa de casais” envolveu a participação de 160 indivíduos, com casais que estavam juntos por um período máximo de seis meses, entre seis e 12 meses, cinco anos e mais de 5 anos. Nessa abordagem, um dos membros do casal foi solicitado a sair da sala durante a pesquisa, enquanto o outro permanecia e redigia um convite para realizar uma atividade nas semanas seguintes.

Posteriormente, os papéis foram invertidos, e o parceiro que anteriormente estava ausente na sala foi então incumbido de redigir uma recusa ao convite, expressando a preferência por ficar em casa e relaxar.

Pets podem “copiar” comportamentos humanos, revela estudo

Você já pensou que o seu cachorro pode te usar como modelo? Bem, é quase isso. Um estudo realizado na Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) revela que, da mesma forma que os humanos podem auxiliar na recuperação de traumas em animais, os pets também desempenham um papel semelhante.

Segundo a pesquisadora e doutora em estudos de cultura contemporânea da Unemat, Eveline Baptistella, que investiga as relações entre humanos e animais, é comum que animais domesticados imitem o comportamento humano. Conforme o estudo, eles conseguem perceber as mudanças de comportamento dos donos e reagem segundo a situação.

“Pessoas costumam pensar nos animais como máquinas programadas e se esquecem das demonstrações de inteligência e personalidade que os próprios animais de estimação dão todos os dias. Cães e gatos aprende as culturas dos lugares em que vivem, inclusive os códigos de conduta dos seus lares. Então, é natural que alguns repitam ações dos tutores”, diz Eveline.

Uma parceria entre homem e cão 

O estudo observou que é comum os animais domésticos imitarem comportamentos humanos, mas essa prática é pouco compreendida, resultando em diversos mitos e verdades relacionados a esse comportamento animal. A pesquisadora explicou que crenças e superstições contribuíram para o desenvolvimento de preconceitos em relação aos animais, sendo os gatos frequentemente mais afetados do que os cães.

Eveline destacou que os animais muitas vezes ajustam seus horários conforme os donos, tornando-se mais diurnos e solicitando comida mais cedo. Essa adaptação levou a várias crenças, especialmente em relação aos gatos, que historicamente foram associados a superstições negativas desde a Idade Média, como bruxaria e o mal.

A pesquisadora ressaltou que é uma generalização incorreta a visão de que os cachorros são sempre mais amigáveis e dóceis, enquanto os gatos são vistos como mais debochados e frios. Ela enfatizou que cada animal tem sua própria personalidade, e os estereótipos nem sempre refletem a realidade.

“No geral, cães têm habilidades de comunicação mais desenvolvidas quando se trata do relacionamento com humanos, mas há gatos extremamente amorosos e cães que não gostam tanto assim de carinho.” disse a pesquisadora em entrevista ao G1.

Eveline compartilhou que diversos estudos comprovam a capacidade dos animais de entenderem os humanos. Eles conseguem perceber quando seus donos desejam algo, da mesma maneira que é possível notar quando estão com fome ou buscando carinho. Além disso, os animais conseguem identificar quando os donos estão tristes, doentes e até mesmo diferenciar a forma de interagir com um humano de um bebê.

Por quê as águas de Caldas Novas chegam a 37,5 graus?

Caldas Novas, situada estrategicamente no estado de Goiás, distante cerca de 170 quilômetros de Goiânia e aproximadamente 310 quilômetros da capital federal, Brasília, é uma joia do turismo brasileiro reconhecida por suas águas termais enigmáticas. Esta cidade, imersa no coração do Brasil, é um epicentro de atração turística não apenas para visitantes nacionais mas também para um crescente número de turistas internacionais, seduzidos pela singularidade de suas águas quentes que variam entre 34°C e 58°C.. A cidade é conhecida por sua diversidade de entretenimento e suas belezas naturais, incluindo suas famosas fontes termais 

A popularidade de Caldas Novas como destino turístico é evidenciada pelos números que afirmam que a cidade recebe 4 milhões de visitantes anualmente. São turistas brasileiros e visitantes estrangeiros, ávidos por experimentar as qualidades terapêuticas e o conforto que somente suas águas podem oferecer. Com isso, Caldas Novas solidifica sua posição como um dos pilares do turismo no estado de Goiás, contribuindo substancialmente para a economia regional e nacional. Além do mais, as iniciativas para promover a sustentabilidade garantem que esse patrimônio geológico seja preservado, permitindo que as futuras gerações também possam desfrutar deste fenômeno natural excepcional.

Os registros da Secretaria de Turismo de Goiás destacam a importância de Caldas Novas no cenário turístico estadual, contabilizando um fluxo constante de visitantes de várias partes do mundo, o que reflete no incremento da economia local e na valorização da cultura goiana. O fenômeno geotérmico responsável pelo aquecimento das águas de Caldas Novas desafia a imaginação popular que, por décadas, alimentou a crença de que a fonte desse calor seria a atividade de um vulcão extinto. No entanto, estudos geológicos atuais refutam essa teoria, elucidando que o verdadeiro motor desse aquecimento provém das profundezas terrestres, onde o calor geotérmico natural eleva a temperatura da água que, ao ressurgir, alimenta as famosas fontes e poços termais.

Mas, afinal, porque as águas de Caldas Novas são quentes?

João Mendes, professor e pesquisador da Universidade Federal de Goiás (UFG), que tem dedicado anos ao estudo das propriedades geológicas da região, explica que “as águas termais de Caldas Novas são um exemplo clássico do processo geotérmico. Ou seja, elas são resultado da infiltração da água da chuva que, ao atingir grandes profundidades, é aquecida pelo gradiente geotérmico – um aumento natural da temperatura com a profundidade – e não por vulcanismo, como muitos acreditam.

A pesquisa do professor desmistifica a lenda do vulcão extinto, substituindo-a por um fascínio pela ciência que explica o ciclo das águas termais. Historicamente, as águas termais sempre exerceram papel significativo nas culturas locais, associadas a propriedades curativas e a lendas que permeiam o imaginário dos habitantes e visitantes. A jornada destas águas até sua manifestação na superfície tem sido tema de histórias passadas através das gerações.

Do ponto de vista econômico, o impacto das fontes termais em Caldas Novas é inegável. O turismo gerado por estas fontes é um dos pilares da economia local, atraindo milhões de visitantes anualmente. Os complexos de lazer e hospedagem que se desenvolveram em torno das fontes termais contribuem significativamente para o emprego e renda na região.

Além do lazer, as propriedades terapêuticas e medicinais dessas águas são um chamariz para quem busca bem-estar. Profissionais da saúde, como a fisioterapeuta Maria Silva, ressaltam que “as águas termais possuem minerais que podem auxiliar no tratamento de doenças crônicas e reumáticas, além de promover relaxamento muscular e alívio de estresse”.

Não menos importante são as iniciativas de conservação e sustentabilidade. A região de Caldas Novas enfrenta o desafio de equilibrar a exploração turística com a preservação deste recurso natural. Organizações ambientais e o poder público têm trabalhado em conjunto para estabelecer práticas sustentáveis que assegurem a longevidade das fontes termais para as futuras gerações.

Encerrando a matéria, vale refletir sobre o paradoxo das águas termais de Caldas Novas: elas nos contam uma história de mitos e lendas, mas também de ciência e economia. Este é um lugar onde a natureza mostra seu poder de fascinar e curar, onde o passado se entrelaça com o futuro, e onde cada gota de água quente carrega consigo um universo de possibilidades a serem exploradas.

 

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Aquecimento global: fim do mundo já tem nova data para acontecer, estipulam cientistas

Pesquisadores da Universidade de Bristol, no Reino Unido, utilizaram supercomputadores para determinar, com certa exatidão, como e quando o fim do mundo acontecerá. De acordo com os dados, o aquecimento global vai dizimar a vida terrestre daqui a 250 milhões de anos.

Conforme reportado pelo tabloide britânico Daily Star, o dr. Alexander Farnsworth, líder do estudo, afirmou que o calor intenso vai queimar tudo até a extinção, além de formar um supercontinente, composto de todos os outros existentes, com erupções vulcânicas colossais.

Ele disse ainda que os níveis de dióxido de carbono (CO₂) vão aumentar drasticamente e que o Sol começará a emitir mais radiação. Com isso, a Terra poderá enfrentar ondas de calor que podem chegar à média de 70°C.

“O resultado é um ambiente hostil, desprovido de fontes de alimento e água para os mamíferos”, completou Farnsworth.

Os cientistas disseram também que muitos animais, assim como os humanos, vão deixar de existir por conta da incapacidade de libertar esse calor através do suor para resfriar o seu corpo.

Benjamin Mills, da Universidade de Leeds, destaca como os principais responsáveis pelo aumento das temperaturas os combustíveis fósseis, mas afirma que ainda há tempo para salvar a Terra e afastar o fim do mundo.

Colapso do Aquecimento global

O mês de setembro se tornou o mais quente já observado, com temperaturas mais altas do que a média de julho de 2001 a 2010.

A Terra acaba de ter o setembro mais quente já registrado. A marca foi alcançada por uma margem recorde, de acordo com os principais conjuntos de dados internacionais que são usados pela Organização Meteorológica Mundial (OMM) para seu monitoramento do Estado do Clima Global.

A agência afirma que setembro de 2023 teve as temperaturas mais altas que a média de julho de 2001 a 2010. A Agência Espacial dos Estados Unidos, Nasa, também confirmou que foi de longe o setembro com a temperatura mais elevada de todos os tempos.

Em nível regional, América do Norte, América do Sul, Europa e África tiveram seu setembro com temperatura mais alta. A Ásia teve seu segundo setembro mais quente e a Oceania seu terceiro. 

De acordo com a OMM, a sequência prolongada de temperaturas extraordinárias da superfície terrestre e do mar é um sinal ameaçador sobre a velocidade com que os gases de efeito estufa estão mudando nosso clima. 

 

*Fontes: R7; Folha de S. Paulo

 

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Estudo aponta que Cães também ficam ”pensando nos problemas” antes de dormir

Pesquisadores húngaros afirmaram que cachorros ficam “pensando” em seus problemas antes de dormir. A equipe também pôde observar que as dificuldades emocionais dos animais resultam em um sono menos qualitativo.

Dezesseis cães de diferentes raças foram analisados pela equipe, que, com a ajuda dos donos, os submeteu a acontecimentos bons ou ruins. Uma experiência positiva, por exemplo, era algo que o cachorro gostava, como ser acariciado ou se envolver em brincadeiras. Já as negativas incluíram estar preso em um cômodo por um período de tempo enquanto era ignorado pelo dono ou ter um pesquisador olhando diretamente em seus olhos.

Todos os cães foram equipados com sensores e, depois de vivenciarem suas experiências positivas ou negativas, foram autorizados a ir a um local designado para dormir. Os especialistas notaram que os pets “estressados” foram dormir aproximadamente duas vezes mais rápido que os cães relaxados, um comportamento que já registrado antes.

Além disso, os cachorros que passaram por experiências negativas gastaram em média 20 minutos a menos dormindo profundamente. Isso não quer dizer que eles dormiram menos, mas que a qualidade do sono dos animais estressados foi pior.

“Esse resultado fornece a primeira evidência direta de que os estímulos emocionais afetam a fisiologia do sono subsequente em cães”, escreveram os estudiosos em artigo publicado sobre o assunto. “A descoberta de que tratamentos emocionais breves influenciam a macroestrutura do sono também sugere que a pesquisa do sono poderia ser implementada de maneira útil no campo do bem-estar canino.”

 

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*Fonte: Revista Galileu

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Planetário de Goiânia reabre para o público

O Planetário de Goiânia está de volta com sessões abertas ao público a partir do dia 15 de junho. Se você é apaixonado pelo espaço e quer aprender mais sobre o céu de Goiânia e o Sistema Solar, essa é a sua chance. Confira todas as informações sobre horários, ingressos e descontos.

As sessões acontecem todas as quintas-feiras às 19:30 horas e a primeira apresentação será sobre o céu de Goiânia e o Sistema Solar. Os ingressos são vendidos exclusivamente na bilheteria do planetário da UFG, uma hora antes da apresentação. Os valores são R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia) e só é aceito pagamento em dinheiro.

O planetário oferece meia entrada para professores de todos os níveis de ensino, crianças de 3 a 6 anos e para todos os casos descritos na Lei nº 12.933, de 26 de dezembro de 2013: estudantes, idosos, pessoas com deficiência e jovens de 15 a 29 anos comprovadamente carentes.

A entrada é liberada para todas as idades, mas é importante ressaltar que crianças muito pequenas podem se assustar com o som alto ou o ambiente escuro das apresentações. Os ingressos são limitados devido à capacidade máxima do local, que possui apenas 120 lugares.

A sala de projeções é climatizada com temperatura em torno de 20 graus, garantindo conforto durante todo o tempo da apresentação. É importante lembrar que não é permitido alimentação dentro da cúpula durante a sessão.

 

Para mais informações, basta ligar na secretaria do Planetário (62) 3225-8085.

 

O Planetário

Apresentação de sessão

O Planetário da UFG é um dos mais importantes do Brasil. Ele conta com a orientação de professores mestres e doutores do Instituto de Estudos Socioambientais (IESA) da UFG, que desenvolvem atividades voltadas para estudantes, professores e toda a comunidade interessada em aprender sobre astronomia. Além disso, o planetário possui o projetor Zeiss Spacemaster, que é o mais antigo em funcionamento no país e o terceiro a ser inaugurado no Brasil.

Com essa tecnologia avançada, os visitantes podem vivenciar experiências incríveis, como simulações do céu noturno em diferentes épocas do ano, viagens intergalácticas e observação de constelações. As atividades são realizadas por meio de projeções na cúpula do planetário, que reproduzem imagens em alta definição.

É importante ressaltar que o Planetário da UFG não é apenas um espaço turístico. Ele tem um papel fundamental na educação e na popularização da ciência para toda a sociedade. Por isso, muitos planetários fixos e móveis no Brasil são filiados à Associação Brasileira de Planetários (ABP), que tem sede no próprio Planetário da UFG.

No site do Plantário você pode fazer uma visitação 360º também, eé muito legal!

 

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Foto de Capa: Divulgação

Chapada dos Veadeiros: pesquisadores da UNB descobrem répteis e anfíbios raros na região

Pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) fizeram a catalogação de 55 espécies de répteis e 34 de anfíbios raros na serra do Tombador, localizada na Chapada dos Veadeiros, em Goiás. Essa descoberta acrescentou 89 espécies inéditas ao registro científico, incluindo diversas variedades de serpentes, sapos, lagartos e rãs. Durante o trabalho de catalogação, os pesquisadores avistaram cerca de 800 animais, a maioria de espécies já conhecidas.

Reuber Brandão, coordenador da pesquisa e professor do Departamento de Engenharia Florestal (EFL) da UnB, ressaltou a presença de espécies peçonhentas, que possuem glândulas produtoras de veneno, e espécies venenosas, cujo veneno está presente na pele do animal. Ele enfatizou a importância desse número significativo de espécies catalogadas para a região do cerrado e expressou a intenção de aprofundar os estudos taxonômicos.

Embora algumas espécies encontradas na região já fossem conhecidas, como a coral-falsa (Apostolepis sanctaeritae), que imita as cores da cobra-coral, uma espécie altamente venenosa, existem poucos estudos sobre a biologia desse réptil. Além disso, a expedição avistou a serpente jararaca pintada (Bothrops mattogrossensis) juntamente com outros répteis.

Cada espécie encontrada representa um projeto evolutivo único e carrega consigo uma história de adaptação aos ambientes em que vivem. Compreender essa diversidade é fundamental para entender as estratégias de sobrevivência no cerrado, o que pode ser aplicado em estudos futuros, inclusive em relação às mudanças climáticas.

A identificação das espécies é apenas o início de uma série de novas pesquisas. Reuber explicou que os anfíbios possuem diversas substâncias em sua pele que desencadeiam reações em outros animais ou fungos, e o estudo dessas reações contribui para o desenvolvimento de medicamentos e avanços na área da biotecnologia. Essas pesquisas também podem auxiliar no desenvolvimento de antibióticos, anti-inflamatórios, antifúngicos e até mesmo substâncias que facilitam a entrega de medicamentos no organismo.

A serra do Tombador é a maior reserva particular do cerrado e está localizada no município de Cavalcante, a 311 km de distância de Brasília e cerca de 89 km de Alto Paraíso (GO), um dos principais destinos turísticos visitados pelos brasilienses.

Preservação

A equipe de pesquisa, composta por 40 pesquisadores, incluiu também professores e estudantes da Universidade Federal do Acre, além de membros do Instituto Boitatá de Etnobiologia e Conservação da Fauna. Em entrevista ao R7, Reuber mencionou que essa pesquisa é um resultado do plano de manejo da serra do Tombador, que envolve o estudo e a determinação de áreas para preservação ambiental.

“A área apresentava um grande potencial para a descoberta de novas espécies. Conforme a investigação avançava, mais espécies eram adicionadas à lista”, afirmou o professor. A expedição durou 40 dias e, de acordo com o pesquisador, a localização é estrategicamente importante, pois é um ponto de encontro dos rios São Félix e Tocantins e abriga espécies provenientes da Chapada dos Veadeiros, da Amazônia e do rio Tocantins.

Reuber alertou que 30% das espécies catalogadas são pouco avistadas e podem ser consideradas raras. Isso significa que quando o ambiente é destruído, pelo menos 30% da fauna presente não é encontrada em outras áreas, podendo acabar desaparecendo.

 

*Com informações Correio Braziliense

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Escola pública de robótica em Goiânia é palco de evento de astronomia gratuito

A Gunstar Team, inspirada pela ONU e pela União Astronômica Internacional, está organizando um evento emocionante para celebrar o céu e unir pessoas. A Global Star Party será realizada na Escola do Futuro José Luiz Bittencourt, em Goiás, na noite do dia 29 de abril. O evento contará com diversas atividades, como amostra de meteoritos, palestras com cientistas locais, bandas, DJS e empresas de Astro Turismo.

O evento contará com grande amostra de meteoritos e telescópios. Além de palestras com professores e cientistas locais, bandas, DJS e empresas de Astro Turismo.

A Global Star Party é o ponto alto das atividades realizadas pela Gunstar Team durante todo o mês de abril. O evento terá uma amostra incrível de meteoritos e telescópios para observação do céu noturno. Além disso, haverá palestras com professores e cientistas locais sobre astronomia, astrofotografia e ciências em geral.

A noite também contará com bandas musicais, DJS e empresas especializadas em Astro Turismo. Os visitantes poderão conhecer um braço robótico em funcionamento, além de participar de atividades como circuito de palestras sobre astronomia, mostra de robótica e lojinha de meteoritos.

O Museu de Meteoritos da Gunstar Team é o maior acervo do Centro-Oeste do Brasil e estará aberto para visitação durante o evento. Além disso, serão oferecidos pacotes de astro-aventura para quem quiser ver o céu com mais detalhes.

A entrada para a Global Star Party é gratuita, mediante a doação de 1 kg de alimento não perecível. O evento é realizado em parceria com a EFG Escola do Futuro de Goiás José Luiz Bittencourt.

 

Mais Informações

Whats App: (62) 99576-2580

Realização: Gunstar Team

Endereço: R. I, 32 – n156 Qd Lt 18 – Vila Santa Helena

Instagram: @gunstar.team

 

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Fotos: Banco de Imagens

Campus Party Goiás já tem data para acontecer em Goiânia e ingressos estão à venda

A edição 2023 da Campus Party Goiás já tem datas para acontecer. Considerado o maior festival de tecnologia, empreendedorismo, ciência e inovação do mundo, o evento chega em sua quinta edição e será realizado entre os dias 7 a 11 de Junho no Passeio das Águas Shopping, em Goiânia.

Os ingressos já estão à venda e podem podem ser adquiridas no site brasil.campus-party.org/cpgoias3/ingressos. Os valores são a partir de R$ 270,00 referente ao 2º lote.

“Neste ano, a expectativa é de que venham ainda mais pessoas para este que é o maior evento de tecnologia e inovação do mundo. Isso demonstra a determinação do governador Ronaldo Caiado e do Governo de Goiás em preparar nossos jovens para competir no mundo e na economia do futuro”, afirma o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, José Frederico Lyra Netto.

O Estado, por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), é parceiro do Instituto Campus Party na realização da feira, oficialmente lançada na noite desta segunda-feira (15/05). A expectativa de público é de mais de 150 mil pessoas.

“O que nós queremos criar em Goiás é uma cultura no sentido de que a inovação e a tecnologia cheguem nas mãos das pessoas mais simples, qualificando os jovens para serem competitivos amanhã no mercado”, disse o governador sobre o investimento da atual gestão na área.

O tema desta edição será Mobilidade e Cidadão Conectado. Em três palcos diferentes, serão realizadas atividades em áreas como empreendedorismo, exploração espacial, metaverso, games, programação e robótica. Uma das principais novidades será o transporte, oferecido pelo governo estadual em conjunto com a RedeMob. Dois ônibus vão atender, de forma gratuita, a linha Praça Universitária – Praça Cívica – Passeio das Águas.

caiado
(FOTO: HEGON CORRÊA)

O evento tem como objetivo promover o conhecimento e a inclusão digital através de encontros entre atores locais e nacionais, como empresas, instituições de ensino, comunidades, parceiros de mídia e instituições públicas, no intuito de fomentar novas iniciativas no cenário tecnológico.

O Campus Party é uma iniciativa do Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti).

 

SERVIÇO:

5ª edição da Campus Party Goiás

Quando: de 7 a 11 de Junho de 2023

Onde: Passeio das Águas Shopping – Avenida Perimetral Norte, Fazenda Caveiras

Ingressos: brasil.campus-party.org/cpgoias3

 

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Estudo explica por que há pessoas que atraem mais mosquitos do que outras

Existem pessoas que são sempre as primeiras atacadas pelos mosquitos. Parece até que elas são preferidas pelos insetos – e são mesmo. É coisa de pele: um estudo do Laboratório de Neurogenética e Comportamento da Rockefeller University, nos Estados Unidos, descobriu o que atrai o Aedes aegypti, vetor de doenças. A resposta é por que pessoas com níveis mais altos de compostos chamados ácidos carboxílicos em sua pele são mais propensos a serem os “ímãs de mosquito”.

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“Todos nós temos uma secreção na nossa pele, de diversas substâncias, e aquelas pessoas que sempre são mais atrativas para o mosquito produzem um nível de ácidos carboxílicos mais alto do que aquelas pessoas que não são tão atrativas ou que até mesmo não atraem os mosquitos”, explica Anderson de Sá Nunes, professor associado do Instituto de Ciências Biomédicas da USP em entrevista ao G1.

De acordo com o professor, todos os seres humanos produzem o ácido carboxílico através do sebo da nossa pele. O sebo é então comido pelos milhões de microorganismos benéficos que colonizam a pele para produzir mais ácido carboxílico. Em grandes quantidades, o ácido pode produzir um odor específico que parece atrair mosquitos em busca de sangue humano.

Os cientistas americanos tinham como objetivo descobrir se existia algum componente específico produzido pela nossa pele que poderia ser a chave dessa atração.

No artigo, eles detalham um experimento em que foi coletado o cheiro natural da pele das pessoas por meio de malhas de nylon nos braços. Depois de um período de uso, os pesquisadores cortaram as malhas em pedaços de cinco centímetros e colocaram dois pedaços de tecido atrás de dois alçapões separados em uma caixa de plástico transparente, onde dezenas de mosquitos voavam. A partir daí, eles abriam as armadilhas e os insetos escolhiam voar para a isca – as malhas – atrás da primeira ou da segunda porta.

A partir disso, eles contaram cada vez que um inseto foi atraído para uma amostra específica. Após uma série de análises químicas do material coletado, a atração pelo ácido carboxílico foi evidenciada. “Para fazer essa identificação, eles utilizaram uma tecnologia de espectrometria de massa de última geração”, esclarece o professor ao reforçar a exatidão e complexidade da descoberta.

Por fim, no estudo, os pesquisadores utilizaram a fêmea do Aedes aegypti, o tipo de mosquito responsável pela disseminação de doenças como dengue, chikungunya, febre amarela e zika. Doenças bem conhecidas dos países tropicais como o Brasil. Portanto, um dos principais pontos da experiência é que a descoberta leve a criação de novos produtos que possam mascarar ou alterar certos odores humanos, tornando mais difícil para os mosquitos encontrar sangue humano e potencialmente reduzindo a propagação de doenças.

Como evitar picada e doenças

A transmissão da dengue acontece através da picada de um mosquito Aedes Aegypti infectado com o vírus, por isso a melhor forma de se proteger contra esta doença é combatendo o mosquito. Para isso, algumas estratégias eficazes incluem evitar o acúmulo de água parada, não deixar entulho no quintal ou colocar telas de proteção nas janelas, por exemplo.

As picadas pelo mosquito da dengue acontecem geralmente nas primeiras horas da manhã ou no final da tarde, especialmente na região das pernas, tornozelos ou pés. Além disso, a sua picada é mais comum durante o verão, sendo por isso recomendado usar repelentes no corpo e inseticidas na casa, para proteção.

Para combater o mosquito da dengue e evitar a sua picada, existem alguns cuidados que podem fazer toda a diferença, como:

. Manter as garrafas vazias ou baldes viradas para baixo;

. Não deixar entulho no quintal ou nas ruas e varrer diariamente a água parada;

. Cobrir as caixas d’água, poços ou piscinas e manter as calhas de água limpas;

. Colocar terra ou areia nos pratos dos vasos das planta;

. Manter a lata de lixo devidamente tampada e jogar no lixo cascas de coco, latas de refrigerantes, copo plástico, garrafas, embalagens, etc;

. Guardar pneus em locais cobertos, longe da chuva. Faça furos na parte de baixo ou entregue no serviço de limpeza;

. Tampar os ralos pouco usados com um plástico, jogando água sanitária no cano 2 vezes por semana;

. Diminuir o número de bebedouros de cães, gatos e passarinhos e manter o aquário limpo e fechado;

. Colocar telas de proteção nas janelas e mosquiteiros na cama para dormir.

 

*Jornal USP

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Novas espécies de cogumelos são descobertos no Parque Estadual Terra Ronca em Goiás

O parque Estadual Terra Ronca é um exemplo de como Goiás tem lugares impressionantes e de natureza intocável para conhecer. São milhares de quilômetros de mata virgem, muitas cavernas belíssimas, aventuras e riquezas da história do estado.

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Além da beleza, o local que conta com cavernas de tamanhos impressionantes, algumas com mais de 60 milhões de anos, serve para cientistas e pesquisadores estudarem e descobrirem novas espécies da fauna e da flora.

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(Foto: Faquini)

Foi com essa proposta que a equipe do Laboratório de Micologia Básica, Aplicada e Divulgação Científica (FungiLab) do Campus Central da Universidade Estadual de Goiás (UEG), em Anápolis, descobriu recentemente duas novas espécies de fungos no cerrado. A primeira é um cogumelo e a outra, um bolor. As descobertas são parte da pesquisa de doutorado dos estudantes do Programa de Pós-Graduação em Recursos Naturais do Cerrado (Renac|UEG) Lucas Leonardo da Silva e Antônio Sérgio Ferreira de Sá, orientados pela professora doutora Solange Xavier dos Santos.

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Batizado como Furtadomyces sumptuosus, o cogumelo foi encontrado em uma área de mata da Floresta Nacional de Silvânia, uma unidade de conservação na região Centro-Sul do estado de Goiás, que abriga diferentes fisionomias vegetacionais típicas do cerrado. Segundo os pesquisadores, o nome foi dado devido às características do cogumelo, que é robusto, suntuoso, bem diferente do que se conhece como um cogumelo tradicional.

Já o bolor foi encontrado em uma das cavernas do Parque Estadual Terra Ronca, localizado no município de São Domingos, no Nordeste do estado. O nome científico da espécie, Preussia bezerrensis, foi dado em homenagem à caverna onde ele foi encontrado, que é conhecida como Lapa do Bezerra. “A caverna é santuário natural, de rara beleza e muito difícil acesso e, por isso, a natureza lá se mantém quase intacta”, explica a professora Solange Xavier.

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A professora conta que o reconhecimento e a validação dessas espécies como novas para a ciência só foram possíveis depois de estudos bastante minuciosos que incluem a comparação com todas as outras espécies parecidas, para então constatar que de fato nunca ninguém as encontraram antes. “Para isso são levadas em consideração não apenas a aparência física, mas também outras características, incluindo a análise microscópica de suas estruturas e, também, o seu material genético, seu DNA. Isso permite ainda verificar o grau de parentesco com outras espécies de fungos já conhecidos”, salienta.

Os resultados dessas descobertas foram publicados em 2022 nas revistas científicas internacionais Mycological Progress, volume 21, e Persoonia – Molecular Phylogeny and Evolution of Fungi, volume 49.

A professora Solange Xavier explica que os próximos passos da pesquisa do FungiLab são focados na prospecção dessas novas espécies para investigação das substâncias que produzem e que possam ter aplicação em diversas áreas, inclusive moléculas desconhecidas. “Esses fungos agora estão sendo domesticados, ou seja, cultivados em meio de cultura no laboratório para que possam ser estudados quanto ao seu potencial biotecnológico”, ressalta.

Os pesquisadores

Após a conclusão do doutorado, Lucas Leonardo da Silva candidatou-se a uma bolsa de pós-doutorado no mesmo laboratório. Sua pesquisa é focada no estudo dos fungos conhecidos como orelhas-de-pau do cerrado, que quase sempre crescem sobre madeira, são grandes e facilmente visíveis.

Já Antônio Sérgio Ferreira de Sá está estudando os fungos que ocorrem em cavernas do cerrado. O pesquisador explica que entre esses fungos de ambientes cavernícolas, alguns oferecem risco para a saúde, como é o caso de algumas espécies que vivem associadas a fezes de morcegos, que podem causar séria infecção pulmonar se forem inaladas pelas pessoas que adentram essas cavernas. Esse foi, inclusive, um dos objetivos do estudo do Antônio Sérgio: verificar a ocorrência desses fungos nas cavernas do parque e, com isso, o risco de visitação turística nessas áreas.

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Fotos: Arquivo FungiLab| UEG

Estudo afirma que beber dois litros de água por dia é excessivo

Há anos se perpetua a ideia que é necessário beber dois litros de água por dia. No entanto, um novo estudo da Universidade de Aberdeen, no Reino Unido, publicado na sexta-feira (25), mostra que a ingestão recomendada de água de oito copos (cerca de dois litros) por dia raramente corresponde às nossas necessidades reais e, muitas vezes, pode ser muito alta.

Segundo a pesquisa, a quantidade necessária para ser bebida varia entre 1,3 a 1,8 litros por dia, a depender da idade, clima e onde a pessoa vive. 

De acordo com a publicação, pesquisas anteriores nessa área estavam baseadas em pequenos grupos de pessoas e tendiam a não considerar água ingerida através dos alimento

O novo estudo apricou uma abordagem mais objetiva a 5.604 homens e mulheres, com idades entre 8 dias e 96 anos, de 23 países diferentes.

A técnica envolve pessoas bebendo um copo de água no qual algumas das moléculas de hidrogênio foram substituídas por um isótopo estável de hidrogênio chamado deutério.

O trabalho mostrou que a rotatividade hídrica é maior em ambientes quentes e úmidos e em grandes altitudes, assim como entre atletas, gestantes e lactantes e indivíduos com alto nível de atividade física.

O maior fator, porém, foi o gasto de energia. Os valores mais elevados foram observados no sexo masculino entre os 20 e os 35 anos. A rotatividade de água desse grupo foi em média de 4,2 litros por dia. Posteriormente, diminuiu com o aumento da idade, com média de apenas 2,5 litros por dia em homens na faixa dos 90 anos.

Entre as mulheres, o volume médio de água entre 20 e 40 anos foi de 3,3 litros por dia, e também caiu para cerca de 2,5 litros aos 90 anos.

A rotatividade da água também foi maior nos países em desenvolvimento. Isso provavelmente ocorre porque, nos países desenvolvidos, o ar condicionado e o aquecimento protegem os indivíduos da exposição a condições ambientais extremas que elevam a demanda por água.

O professor John Speakman, da Escola de Ciências Biológicas da Universidade de Aberdeen, explica que a renovação da água não é igual à necessidade de água potável.

“Um homem na faixa dos 20 anos tenha um volume médio de água de 4,2 litros por dia, ele não precisa beber 4,2 litros de água por dia. Cerca de 15% desse valor reflete a troca de água superficial e a água produzida a partir do metabolismo. Como a maioria dos alimentos também contém água, uma quantidade substancial de água é fornecida apenas pela alimentação”.

A pesquisa resultou em uma equação geral para prever o volume de água que pode ser usado para antecipar os efeitos de mudanças futuras, por exemplo, no clima e na demografia populacional. Isso ajudará os países a antecipar suas futuras necessidades de água.

O Dr. Yosuke Yamada, chefe de seção do Instituto Nacional de Inovação Biomédica, Saúde e Nutrição no Japão, co-autor do artigo, disse: “As equações que geramos para prever a renovação da água serão de grande benefício na modelagem das necessidades globais de água”. 

O ex-aluno de doutorado de Aberdeen, Xueying Zhang, co-primeiro autor do artigo, acrescentou: “Calcular quanta água os seres humanos precisam está se tornando cada vez mais importante devido ao crescimento explosivo da população e às crescentes mudanças climáticas. A renovação da água está relacionada a muitos parâmetros de saúde, incluindo atividade física e percentual de gordura corporal, tornando-se um novo biomarcador potencial para a saúde metabólica”.

 

*CNN Brasil

O que Ciência diz sobre pessoas sem parentesco que se parecem muito fisicamente

Agnes estava viajando de trem quando um homem se aproximou dela e começou a conversar sobre assuntos de que ela não tinha ideia. O sujeito logo percebeu que “ela não era quem ele pensava”. E não demorou muito para ele dizer que conhecia seu doppelgänger, um termo alemão para “sósia”.

Agnes foi incentivada a conhecer a amiga de seu companheiro de trem e, pelo Facebook, viu Ester. Mais tarde, elas se conheceram pessoalmente.

“Nós nos demos muito bem imediatamente. Não é apenas nossa aparência, mas nossas personalidades também se assemelham.”

Para Ester, “é estranho e maravilhoso ver parte de você em outra pessoa”.

Mas o que torna a experiência muito especial fato de que ela e a sósia são semelhantes em caráter e interesses. “Temos os mesmos gostos: música, roupas, tatuagens.”

Quando Ester tinha 32 anos e Agnes tinha 28, posaram para François Brunelle, que compartilhou a história das duas holandesas com a BBC News Mundo, o serviço em espanhol da BBC.

O fotógrafo canadense lembra que, ao vê-las, sentiu-se “muito feliz por ver o quanto eles se pareciam”.

O artista passou anos retratando pessoas, em diferentes partes do planeta, que não são parentes e se parecem muito.

Foi assim, na imagem abaixo, que ele fotografou Ester e Agnes em 2015.

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Foto: Reprodução/François Brunelle

Agnes e Ester são apenas duas das centenas de participantes do projeto de Brunelle, “Eu não sou um sósia!”.

Talvez você já tenha visto nas redes sociais, pois também se deparou com uma das centenas de artigos na internet com fotos de pessoas não famosas que se parecem com figuras públicas ou celebridades muito parecidas entre si.

De fato, uma dessas comparações que se tornou popular nos últimos anos é a do fundador da equipe Ferrari, o italiano Enzo Ferrari, e a do jogador de futebol alemão de origem turca Mesut Ozil.

O que Brunelle pode não ter imaginado quando iniciou seu projeto é que ele se tornaria a base para pesquisas científicas pioneiras.

Ele foi contatado por um grupo de especialistas do Instituto Josep Carreras de Pesquisa em Leucemia de Barcelona, na Espanha, ​​​​que estão tentando entender as semelhanças físicas entre indivíduos que não têm vínculos familiares.

Manel Esteller, diretor do instituto e professor de Genética da Faculdade de Medicina da Universidade de Barcelona, ​​liderou o estudo e contou à BBC News Mundo sobre as fascinantes descobertas.

 

Sob Escrutínio

Em agosto, os resultados da pesquisa, iniciada em 2016, foram publicados na revista científica Cell Reports.

Os autores explicaram que o estudo, em nível molecular, visava “caracterizar seres humanos aleatórios que compartilhavam objetivamente características faciais”.

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Foto: Reprodução/François Brunelle

São os indivíduos que, por sua “alta semelhança”, são chamamos coloquialmente de sósias.

Os pesquisadores entraram em contato com Brunelle e com as 32 duplas voluntárias que participaram de seu projeto.

As fotos de seus rostos foram analisadas com três softwares de reconhecimento facial, como os usados, por exemplo, em aeroportos, na polícia ou para desbloquear celulares.

“Estes são programas que informam o quão semelhante um rosto é comparado a outro”, explicou Esteller.

Em gêmeos, por exemplo, a similaridade detectada por esses programas chega a 90%-100%.

No estudo, eles foram usados ​​para determinar o grau de “semelhança” dos rostos e encontraram “uma alta taxa”.

“O número de pares que foram correlacionados por pelo menos dois programas foi muito alto (75% de similaridade em 25 de 32)”, disse o instituto em um comunicado.

De acordo com Esteller, isso é “muito próximo da capacidade humana de reconhecer gêmeos idênticos”.

Em metade dos pares, todos os três programas encontraram correlações, ou seja, 16 pares extremamente semelhantes.

 

Os resultados

Os pesquisadores analisaram “o material biológico” dos participantes, algo que foi um pouco “complicado” de obter porque estavam “em países diferentes”, disse o médico.

Assim, amostras de DNA da saliva foram coletadas e analisadas.

“Estudamos esse material biológico, o genoma e mais dois componentes: o epigenoma, que são como marcas químicas que controlam o DNA, e também o microbioma, o tipo de vírus e bactérias que temos.”

O genoma, a genética, foi o que acabou unindo “os casais”, enquanto a epigenética e o microbioma – aspectos relacionados ao meio ambiente – os distanciaram.

“O que o estudo está mostrando é que o mais importante nesses casos é que (os pares) têm genética parecida, uma sequência de DNA parecida, e (a semelhança) não é porque eles têm famílias em comum, não há relação entre eles.”

“É porque o acaso, com certeza, acabou criando sequências ou áreas de DNA idênticas para essas pessoas.”

De fato, os pesquisadores retrocederam “séculos e séculos” na história familiar dos voluntários e “não encontraram nenhum parente comum entre eles”.

 

Entre sequências

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As sequências referidas pelo especialista são decisivas na formação dos aspectos característicos do nosso rosto.

O fato de duas pessoas se parecerem tanto é “como jogar na loteria”: é muito difícil você ganhar o prêmio, mas você pode ter sorte.

“Essas duas pessoas, apesar de não serem parentes, acabam tendo variantes genéticas que lhes dão a mesma forma.” Ou seja, certas características de seu DNA são semelhantes.

Imagine que ambas as pessoas compartilham uma variante que torna as sobrancelhas mais grossas, outra que torna os lábios mais grossos, outra que as faz ter um certo tipo de queixo e assim por diante.

“Juntas, todas essas variantes tornam seus rostos parecidos. A semelhança pode ser expressa em porcentagem e tem a ver precisamente com os diferentes graus em que as variantes genéticas são compartilhadas.”

 

Além do físico

Este estudo é inovador no campo da genética porque, como Sarah Kuta aponta na revista Smithsonian, embora “pode parecer óbvio que pessoas com características faciais semelhantes também teriam um pouco do mesmo DNA, ninguém havia provado isso cientificamente até agora.”

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Mas também há algo que vai além do físico. Os voluntários foram convidados a preencher um questionário com mais de 60 perguntas sobre seus hábitos de vida “para ver se eles também eram semelhantes nisso e, em alguns casos, havia semelhanças”, disse o professor.

Outros aspectos físicos como peso, idade e altura também foram analisados. O estudo descobriu que, entre os 16 casais muito semelhantes, “muitos tinham pesos semelhantes, e a análise de seus fatores biométricos e de estilo de vida também mostrou que havia semelhanças”.

“Traços comportamentais como tabagismo e nível de escolaridade foram correlacionados em pares semelhantes, sugerindo que a variação genética compartilhada está relacionada não apenas à aparência física, mas também pode influenciar hábitos e comportamentos comuns”, afirma o comunicado.

Um dos aspectos que Esteller gostaria de aprofundar com esta pesquisa é o seu potencial de aplicação na Biomedicina.

“Identificamos genes e suas variantes que são importantes na determinação do formato do rosto e, portanto, do nariz, boca, testa, orelhas, e que também podem estar envolvidos em patologias. De um rosto, podemos deduzir parcialmente o genoma dessa pessoa. e isso pode ser útil para a triagem inicial para doenças genéticas.”

O objetivo seria estar atento a qualquer mutação que torne uma pessoa propensa a desenvolver uma determinada doença para ajudar a evitá-la.

 

Questão de números

Os pesquisadores reconhecem que o estudo é pequeno, mas acreditam que é “corretamente alimentado”, então, eles estão confiantes de que suas descobertas não mudarão se forem feitas em um grupo maior.

“Como a população humana é agora de 7,9 bilhões, é cada vez mais provável que essas repetições semelhantes ocorram”, disse Esteller no comunicado.

“A análise de um conjunto maior fornecerá mais variantes genéticas compartilhadas por esses pares individuais especiais e também poderá ser útil para elucidar a contribuição de outras camadas de dados biológicos para definir nossos rostos.”

 

Então é muito provável que tenhamos um sósia?

“Uma pessoa 100% idêntica a um de nós é difícil, mas uma pessoa 75% ou 80% idêntica a nós provavelmente já está por aí, porque existem muitas pessoas no mundo”, respondeu o médico.

Depois de anos fotografando estranhos muito parecidos, Brunelle está fascinado.

“Acho que as pessoas são iguais em todos os lugares, uma vez que você faz uma busca um pouco mais profunda. Somos uma espécie, qualquer que seja a nossa aparência!”

 

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Foto de Capa: Reprodução

Fonte: BBC

Parque nos EUA pede para turistas não lamberem sapos com toxina psicodélica

O Serviço Nacional de Parques (NPS), dos Estados Unidos, tem alertado turistas a não lamberem uma espécie de sapo encontrado na região do deserto de Sonora com toxina psicodélica.

 

Na última terça-feira, o NPS usou o Facebook para alertar as pessoas sobre os efeitos dessa prática. Segundo eles, é preciso ter cuidado com o chamado sapo do deserto de Sonora, também conhecido como sapo do rio Colorado.

 

O deserto de Sonora ocupa uma grande área do sudoeste dos Estados Unidos e parte sul do México.

 

O anfíbio é um dos maiores sapos encontrados na América do Norte, medindo até 18 centímetros, de acordo com o post do NPS no Facebook.

 

O coaxar do animal, segundo serviço de parques, é como um “toque baixo e distinto que dura menos de um segundo”.

 

Mas os sapos, encontrados no sudoeste americano também possuem outra característica única: eles “têm glândulas parótidas proeminentes que secretam uma toxina potente”, de acordo com o NPS.

 

As glândulas parótidas estão localizadas logo atrás dos olhos do sapo.

 

Essas substâncias podem deixar os humanos doentes se tocarem no sapo ou colocarem um na boca. Portanto, o serviço recomenda às pessoas que encontrarem o sapo “por favor, evitem lamber”.

 

“Como alertamos para a maioria das coisas que você encontra em um parque nacional, seja uma lesma, um cogumelo desconhecido ou um grande sapo com olhos brilhantes na calada da noite, evite lamber. Obrigado”, diz o serviço de parques.

Foto: Reprodução/Sapo do Colorado

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