Especialistas alertam para riscos da música alta na academia

Saiba sobre música alta na academia

Suzana Goncalves
Por Redação Curta Mais
Especialistas alertam para riscos da música alta na academia
Foto: Freepik

Um estudo científico recente colocou em dúvida uma prática bastante comum nas academias: o uso de música em volume alto para estimular o desempenho durante os treinos. A pesquisa, conduzida por especialistas da Universidade do Sul da Califórnia, concluiu que aumentar o volume nas salas de musculação não gera benefícios reais no rendimento físico nem eleva a intensidade do exercício. Além disso, a exposição frequente a ambientes muito barulhentos pode aumentar o risco de danos ao sistema auditivo.

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O estudo

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores analisaram o comportamento de 189 pessoas durante sessões de ginástica em Los Angeles. O experimento comparou dois cenários auditivos diferentes. Em parte das sessões, a música atingiu uma média de 91,4 decibéis, enquanto em outras o volume foi reduzido para cerca de 88,5 decibéis.

Ao final de cada treino, os participantes responderam questionários que avaliavam a percepção de esforço físico. Os resultados mostraram que não houve diferença significativa entre quem se exercitou com música em volume alto e quem treinou com níveis mais baixos.

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Detalhes

As conclusões foram publicadas na revista científica JAMA Otolaryngology – Head and Neck Surgery. Segundo os autores do estudo, reduzir o volume da música em aulas coletivas de ginástica não altera de forma relevante a percepção de esforço, mas pode ajudar a diminuir o risco de perda auditiva causada pela exposição ao ruído.

A organização britânica RNID, dedicada à prevenção de problemas auditivos, reforçou esse alerta. A instituição destacou que a exposição contínua a sons intensos pode causar danos permanentes, como perda auditiva e zumbido.

“A exposição a níveis sonoros altos é uma das principais causas de perda auditiva e zumbido, mas a boa notícia é que também é uma das mais preveníveis”, afirmou Franki Oliver, gerente de audiologia da RNID. A especialista também recomenda manter uma distância segura das caixas de som durante os exercícios, além de reduzir o volume da música.

Apesar disso, especialistas ressaltam que a música ainda tem um papel psicológico importante durante a prática de atividades físicas. As melodias ajudam o cérebro a ignorar sinais de fadiga, como dores musculares ou aumento da frequência cardíaca, facilitando a realização de exercícios mais intensos. Nesse contexto, o ritmo da música é mais relevante do que o volume.

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Estudos em psicologia do esporte indicam que músicas com frequência entre 120 e 140 batimentos por minuto (bpm) costumam ser ideais para atividades cardiovasculares, pois se aproximam da frequência cardíaca natural de um atleta. Além disso, o professor de cinesiologia Christopher Ballman destaca que o prazer pessoal proporcionado pela música é um fator motivador mais importante do que o volume alto.

Orientação

Por fim, especialistas orientam procurar um médico caso surjam sintomas como zumbido nos ouvidos, sensação de ouvido entupido ou dificuldade para ouvir conversas após a prática de exercícios físicos. Ajustar o volume da música nas academias é uma medida simples que pode contribuir para preservar a saúde auditiva a longo prazo.

Diante dessas conclusões, a recomendação é evitar longos períodos de exposição a música alta e priorizar o ritmo das músicas como forma de manter a motivação durante o treino.

Fonte: La Nacion

Especialistas alertam para riscos da música alta na academia

Foto: Freepik

 

 

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