Outback Brasil tem novo dono
Operação icônica envolve Outback e plano é de expansão

Operação bilionária envolvendo o Outback Brasil está confirmada! A saber, a Vinci Partners, gestora de recursos brasileira com ações listadas na Nasdaq, acaba de anunciar a compra de 67% da operação brasileira do Outback, Abbraccio e Aussie.
E atenção, o montante foi de R$ 1,4 bilhão (cerca de US$ 243 milhões).
Valor e potencial venda do Outback Brasil
É importante ressaltar que a notícia foi divulgada pela Bloomin’ Brands, detentora da operação, em seu resultado trimestral divulgado nesta quinta-feira (7).
Cabe mencionar que a companhia é dona do Outback Steakhouse, Carraba’s, Bonefish e Fleming’s nos Estados Unidos, com cerca de 1,4 mil restaurantes na localidade e em mais 13 países, No Brasil, está presente desde 1997.
Em suma, de acordo com a companhia, o acordo foi firmado na quarta-feira (6).
Assim, a operação implica em um valor de mercado de R$ 2,06 bilhões para o Outback Brasil.
E veja, o pagamento será feito em duas vezes, com 52% pagos na data do fechamento do acordo e os demais 48% daqui um ano.
Ainda mais, a operação, coordenada pelo BofA Securities, apresenta uma cláusula de uma potencial venda do restante da companhia em 2028. Sim! Então, vamos acompanhar as cenas dos próximos capítulos.
Além disso, o acordo inclui o pagamento de royalties sobre o licenciamento da marca.
Futuro

Imagem: Getty Images
Segundo a Vinci Partners, o objetivo é “impulsionar o processo de expansão das suas três marcas” do portfólio.
Atualmente, a gestora tem histórico no segmento com o Burger King, Domino’s e Camarada Camarão.
A avaliação é que a operação brasileira é uma joia escondida e que merece um prêmio em relação aos negócios nos Estados Unidos, dado o perfil de crescimento nos últimos anos e a força da marca por aqui.
“Estamos muito entusiasmados com a sociedade que estamos construindo com a Bloomin’ Brands, especialmente pelo fato de que o Outback é uma marca icônica que faz parte da vida dos brasileiros há quase três décadas”, disse Carlos Eduardo Martins, Co-Chefe de Private Equity da Vinci.
De início, a companhia deve focar no auxílio ao time de gestão atual e, posteriormente, expandir a presença das marcas em todo o país.
Mike Stanos, CEO da Bloomin’ Brands, recém-chegado ao cargo, apontou que a estratégia atual da empresa está focada na melhoria de performance do Outback Steakhouse.
“Estou confiante que a nossa escala e liderança de marca no Brasil, combinada com a expertise local da Vinci Partners, poderá maximizar o nosso potencial de crescimento”, aponta o CEO no release de resultados.
Outback não é exclusividade
É interessante sinalizar que a Vinci já tem experiência no setor de alimentação no Brasil. Afinal, foi uma das grandes responsáveis pelo crescimento do Burger King no país e mais do que multiplicou o capital investido na companhia até a saída completa no ano passado.
Além disso, é acionista da Domino’s Pizzas, e chegou a ponderar, inclusive, uma fusão com o Burger King, em 2021, o que acabou não tendo desdobramentos.
Boatos de fechamento
Cabe lembrar que temos atrás surgiram comentários de que o Outback Brasil poderia fechar.
No entanto, Pierre Berenstein, vice-presidente-executivo de estratégia global de clientes e Brasil da Bloomin’ Brands descartou a iniciativa na ocasião.
“O Outback não está saindo do Brasil”, disse em conversa com jornalistas no evento de reinauguração do primeiro Outback em terras brasileiras, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.
“Estamos explorando várias alternativas, com o objetivo de maximizar valor”, completou.
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