Goiás inaugura primeiro laboratório de inteligência artificial do Judiciário em parceria com UFG, USP e UnB
Novo espaço de inteligência artificial será voltado à pesquisa, inovação e desenvolvimento de soluções tecnológicas

Goiás passa a contar com um novo espaço dedicado à pesquisa e ao desenvolvimento de soluções baseadas em inteligência artificial. Trata-se do Laboratório de Inteligência Artificial da Escola Judicial do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (LI²A-Ejug), iniciativa que reúne o Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) e algumas das principais instituições de ensino superior do país.
O projeto foi criado para funcionar como um ambiente permanente de ensino, pesquisa aplicada, inovação tecnológica e desenvolvimento de ferramentas voltadas tanto para atividades administrativas quanto para demandas relacionadas ao funcionamento do Judiciário goiano.
A estrutura foi inaugurada no último dia 19 de junho, em Goiânia, e nasce a partir de uma cooperação entre a Escola Judicial do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (Ejug), a Universidade Federal de Goiás (UFG), a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade de Brasília (UnB).
A proposta é consolidar um centro de referência voltado ao estudo e à aplicação da inteligência artificial no setor público, acompanhando uma tendência observada em diferentes órgãos e instituições brasileiras. O laboratório também pretende estimular pesquisas, capacitação profissional e desenvolvimento de soluções alinhadas às necessidades do Poder Judiciário.
Durante a cerimônia de inauguração, o diretor da Ejug, desembargador Jeronymo Pedro Villas Boas, e o professor Iwens Sene, coordenador do Centro de Excelência em Inteligência Artificial da UFG, abordaram temas relacionados à inovação tecnológica e ao uso responsável da inteligência artificial em instituições públicas.
O funcionamento do laboratório seguirá princípios estabelecidos nacionalmente para a utilização de tecnologias de inteligência artificial no Judiciário. Entre os pontos previstos estão supervisão humana, transparência, rastreabilidade dos processos, proteção de dados pessoais, gestão de riscos e prevenção de vieses algorítmicos.
A iniciativa também está alinhada às diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e à Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), que orientam o desenvolvimento e a governança de sistemas tecnológicos utilizados por órgãos públicos.
Para o diretor da Ejug, desembargador Jeronymo Pedro Villas Boas, o avanço da inteligência artificial exige que instituições públicas acompanhem as transformações tecnológicas de forma responsável.
“Vivemos uma era em que a inteligência artificial deixou de ser promessa distante para se tornar um recurso importante para o desenvolvimento social e econômico. O Poder Judiciário não está à margem desse movimento. Ao contrário, é chamado a compreendê-lo e, sobretudo, a utilizá-lo com responsabilidade, critério e compromisso com os direitos fundamentais. Podemos e devemos fazer, e bem, a nossa parte nesse processo”, afirma.
Com a criação do LI²A-Ejug, Goiás passa a integrar o grupo de estados que investem em estruturas permanentes voltadas à pesquisa e aplicação da inteligência artificial, ampliando o debate sobre inovação, eficiência e modernização dos serviços públicos.

