Estes são os países onde a Netflix é proibida

A Netflix oferece serviço de transmissão nos quatro cantos do mundo, marcando presença em quase 190 países. O catálogo da gigante do streaming varia de acordo com cada país e muda de tempos em tempos, podendo ter restrições de filmes e séries de acordo com cada regra local.

Mas o que nem todo mundo sabe, o serviço está proibido em 5 países ou regiões.

Em países como China, Coreia do Norte e Síria, a plataforma está oficialmente proibida. Enquanto isso, territórios envolvidos em conflitos ou sob sanções internacionais pesadas, como a península da Crimeia, também têm acesso limitado ou proibido a serviços como os da Netflix. A informação consta no próprio site da empresa.

A Netflix não está disponível nos seguintes países/regiões:

 

China

A China é conhecida pelas medidas rigorosas de censura adotadas pelo governo para regular a internet dentro do país. Como consequencia disso, tanto conteúdo estrangeiro quanto plataformas externas são frequentemente alvo de bloqueio para manter um controle sobre o que é consumido pela população.

 

Crimeia

A península tem acesso restrito ao serviço devido aos conflitos e consequentes sanções internacionais.

 

Coreia do Norte

Em lugares como a Coreia do Norte, o isolamento político afeta drasticamente o acesso à informação externa. O governo norte-coreano exerce um controle extremo sobre todos os aspectos da vida dos cidadãos, incluindo sua exposição à mídia mundial. Portanto, serviços como a Netflix estão diretamente proibidos por representarem uma possível “ameaça” ao regime vigente por introduzirem ideias e culturas estrangeiras.

 

Rússia

O ambiente digital russo opera sob rígidas leis de controle de internet. E isso interfere diretamente na disponibilidade dos serviços de streaming. A proibição da **Netflix na Rússia**, especificamente, está enraizada tanto em razões históricas quanto políticas, especialmente pelo fato de ser uma empresa norte-americana

 

Síria

Quanto à Síria, o país tem enfrentado uma intensa crise humanitária causada pela guerra civil que perdura há anos. É possível que a proibição da Netflix seja menos uma questão de política cultural consciente e mais um reflexo das prioridades governamentais voltadas para outros aspectos da segurança nacional e controle interno.

 

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Tic-tac: TikTok pode ser banido dos EUA a qualquer momento

O presidente dos EUA, Joe Biden, sancionou, nesta quarta-feira (24/4), um projeto de lei que determina a proibição do TikTok, a menos que seu proprietário chinês, a ByteDance, venda a operação americana da empresa em um prazo de até nove meses.

Anteriormente, o projeto havia sido aprovado pelo Senado americano.

O aplicativo de compartilhamento de vídeos tem milhões de usuários em todo o mundo, mas enfrenta questões crescentes sobre a segurança dos dados dos usuários e suas ligações com o governo de Pequim.

Em nota, o TikTok afirma que contestará judicialmente a lei, que define como “inconstitucional”. “Acreditamos que os fatos e a lei estão claramente do nosso lado e que acabaremos prevalecendo”, disse o TikTok em um comunicado.

“O fato é que investimos bilhões de dólares para manter os dados dos EUA seguros e a nossa plataforma livre de influência e manipulação externa”, continuou. “Esta proibição devastaria sete milhões de empresas e silenciaria 170 milhões de americanos”.

A Câmara dos Deputados e o Senado dos EUA aprovaram uma legislação que, entre outros pontos, obriga a empresa-mãe da plataforma a desinvestir.

Quem quer banir o TikTok nos EUA e por quê?

Legisladores de ambos os principais partidos dos EUA pressionaram por uma lei que proíba o TikTok, a menos que a ByteDance concorde em vender o aplicativo para uma empresa não chinesa.

Eles temem que o governo chinês possa forçar a ByteDance a entregar dados sobre os 170 milhões de usuários do TikTok nos EUA.

O TikTok insiste que não forneceria dados de usuários estrangeiros ao governo chinês.

Em 21 de abril, os parlamentares da Câmara aprovaram um projeto de lei de ajuda externa de US$ 95 bilhões de dólares (R$ 488 bilhões) com fundos para a Ucrânia, Israel e Taiwan, que também abre caminho para a venda forçada do TikTok.

Em 23 de abril, a legislação foi aprovada no Senado e posteriormente foi enviada a Biden para ser sancionada.

Esta não é a primeira vez que as autoridades americanas atacam o TikTok. O ex-presidente dos EUA, Donald Trump, tentou proibir o aplicativo quando estava na Casa Branca em 2020.

Mas Trump – agora confirmado como candidato republicano para as eleições presidenciais de 2024 – criticou a nova legislação, argumentando que limitar o TikTok beneficiaria injustamente o Facebook.

Quando o TikTok pode ser banido?

Mesmo depois que Biden assinar o projeto de lei, a proibição não entrará em vigor imediatamente.

Na verdade, provavelmente levaria vários anos até que os americanos não conseguissem mais acessar o aplicativo, já que a ByteDance tem um processo – que provavelmente chegará até a Suprema Corte – para bloquear a venda forçada.

Além disso, a legislação dá à ByteDance nove meses para vender o TikTok a um comprador americano, com um período de carência adicional de três meses, antes que qualquer proibição entre em vigor.

Isso significa que o prazo de venda provavelmente chegará a 2025, após a posse do vencedor das eleições presidenciais de 2024. Se Trump vencer, ele poderá tentar impedir que a proibição seja implementada.

Como funcionaria uma proibição ao TikTok?

A maneira mais direta para os EUA proibirem o TikTok seria removê-lo das lojas de aplicativos, como as operadas pela Apple e pelo Google para dispositivos iOS e Android.

As lojas de aplicativos são a forma como a maioria das pessoas baixa aplicativos em seus smartphones e tablets, então a proibição impediria que novos usuários obtivessem o TikTok.

Isso significa que as pessoas que já possuem o aplicativo não poderão mais obter atualizações futuras destinadas a melhorar a segurança ou corrigir bugs.

O projeto de lei dos EUA proíbe que aplicativos controlados por países adversários dos EUA sejam atualizados e mantidos nos EUA. O texto dá amplos poderes ao presidente para limitar aplicativos com ligações a Rússia, China, Irã e Coreia do Norte.

O que o TikTok disse sobre a lei?

Desde o início do impasse, o TikTok tem criticado fortemente a legislação, classificando-a como uma afronta ao direito à liberdade de expressão nos EUA.

O presidente-executivo, Shou Zi Chew, alertou que o projeto daria “mais poder a um punhado de outras empresas de mídia social” e colocaria em risco milhares de empregos americanos.

A ByteDance teria que buscar a aprovação das autoridades chinesas para vender o TikTok, mas Pequim prometeu se opor a tal medida.

Como os usuários do TikTok nos EUA responderam?

Alguns criadores e usuários dos EUA também criticaram a proibição proposta.

Tiffany Yu, uma jovem defensora dos direitos de pessoas com deficiência de Los Angeles, disse à BBC num protesto em frente à Casa Branca que a plataforma era vital para o seu trabalho.

O TikTok pediu a seus 170 milhões de usuários nos EUA que contatassem seus representantes políticos e pedissem que não apoiassem o projeto.

Mas o dilúvio de ligações “confusas” de usuários do TikTok para congressistas e senadores pode ter saído pela culatra.

Vários políticos dizem que a campanha agravou as preocupações que tinham em relação à aplicação e reforçou a sua determinação em aprovar a legislação.

O TikTok está proibido em outros países?

Se o projeto se tornar lei nos EUA, poderá inspirar medidas semelhantes em outros lugares.

O TikTok já está proibido na Índia, que era um dos maiores mercados do aplicativo antes de ser proibido em junho de 2020.

Também está bloqueado no Irã, Nepal, Afeganistão e Somália.

O governo e o Parlamento do Reino Unido proibiram seus funcionários de usarem o TikTok em seus dispositivos de trabalho em 2023, assim como a Comissão Europeia.

A BBC também aconselhou a sua equipe a excluir o TikTok dos telefones corporativos por questões de segurança.

Como funciona o TikTok e quantos dados do usuário ele coleta?

No coração do TikTok, está seu algoritmo. Trata-se de um conjunto de instruções dentro do aplicativo que determina qual conteúdo será apresentado aos usuários, com base em dados sobre como eles interagiram com conteúdos anteriormente.

Os usuários podem acessar três feeds principais em seu aplicativo – ‘Seguindo’, ‘Amigos’ e ‘Para você’.

Os feeds ‘Seguindo’ e ‘Amigos’ apresentam aos usuários conteúdos de pessoas que eles escolheram seguir e que os seguem de volta, mas o feed ‘Para você’ é gerado automaticamente pelo aplicativo.

Este feed selecionado se tornou o principal destino para usuários que procuram novos conteúdos e criadores ávidos pelos milhões de visualizações que os vídeos do TikTok podem obter caso se tornem virais.

Os críticos dizem que o aplicativo coleta mais dados do que outras plataformas de mídia social para potencializar seu sistema altamente personalizado.

Isso pode incluir informações sobre a localização dos usuários, o dispositivo, o conteúdo com o qual eles interagem e os ritmos de teclas que eles exibem durante a digitação.

Mas aplicativos populares de mídia social como Facebook e Instagram coletam dados semelhantes dos usuários.

 

*Fonte: BBC News

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Carro voador chinês no Brasil: saiba quanto custa e como ter o seu

Na última segunda-feira, 18, a empresa chinesa EHang Holdings deu início às vendas de seu veículo aéreo, conhecido como carro voador.

De acordo com a Reuters, o produto está disponível para aquisição no Taobao, plataforma online de compras da Alibaba, pelo valor de 2,39 milhões de yuans, equivalente a aproximadamente R$ 1,7 milhão no câmbio atual.

Este veículo, também denominado como “taxi voador”, é classificado como um eVTOL (sigla em inglês para Veículo Elétrico de Decolagem e Pouso Vertical). O modelo fabricado pela empresa chinesa recebeu o nome de EHang 216-S e tem capacidade para transportar até duas pessoas, além de uma bagagem de mão, com uma carga útil total de 220 kg.

Operado remotamente e de forma automatizada através do sistema de comando e controle da EHang, o carro voador dispensa a presença de um piloto a bordo.

Quanto às especificações técnicas, o “táxi voador” atinge uma velocidade máxima de 130 km/h e foi projetado para realizar trajetos curtos, não ultrapassando 30 km de distância. Sua operação é sustentada por 12 baterias independentes e 16 rotores.

A aprovação do EHang 216-S pela CAAC (Administração de Aviação Civil da China) ocorreu em outubro do ano anterior.

No Brasil, sua introdução foi realizada pela empresa Gohobby durante um evento direcionado a investidores do setor, ocorrido em dezembro de 2023 na Arena XP, em São Paulo, com a presença do senador Marcos Pontes (PL-SP).

A comercialização do veículo no território brasileiro será de responsabilidade da Gohobby, permitindo que os interessados possam reservá-lo no site da empresa. Para tal, é necessário o preenchimento de um formulário com informações básicas, como nome completo, e-mail e telefone, para que a equipe comercial entre em contato. O preço brasileiro ainda não foi divulgado.

Em comunicado oficial, a agência reguladora informou que a EHang entrou em contato com a ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) expressando sua intenção de formalizar a solicitação de autorização do projeto no Brasil. Essa solicitação deverá ser encaminhada por meio da CAAC, conforme previsto em acordo bilateral entre os dois países.

 

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Entenda a missão do Governo de Goiás na China

O governador Ronaldo Caiado está em uma missão oficial na China desde o dia 1º de novembro, visando fortalecer acordos que foram construídos nos últimos meses. Durante essa viagem, pelo menos duas grandes empresas devem ser oficialmente instaladas em Goiás, marcando uma fase histórica de investimentos, modernização e inovação tecnológica no estado.

A missão internacional tem uma agenda intensa, abrangendo quatro cidades chinesas, incluindo visitas a multinacionais, universidades e reuniões com líderes políticos e econômicos do país. O objetivo principal é atrair investimentos estrangeiros que estejam alinhados com o crescimento e desenvolvimento de Goiás.

“Goiás está crescendo em um ritmo semelhante ao da China, por isso precisamos buscar investimentos estrangeiros capazes de gerar resultados tão grandiosos quanto nosso estado merece”, afirmou o governador Ronaldo Caiado.

A missão começou em Xangai, onde Caiado visitou o Centro de Exposições de Planejamento Urbano da cidade e a sede da mineradora CMOC. Em outubro, a multinacional firmou novos investimentos de R$ 3 bilhões nas cidades goianas de Catalão e Ouvidor.

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Foto: divulgação/Secom Goiás

Em Xangai, Caiado também oficializou a instalação da Chint Power em Itumbiara, no sul de Goiás. A Chint é uma renomada fornecedora de sistemas de energia solar e soluções em energia inteligente, que operará focada na produção de medidores de água, energia e células fotovoltaicas.

A comitiva goiana viajou para Shenzhen para visitar a sede da Huawei, líder global em tecnologia, onde assinou um acordo de compartilhamento de tecnologias de última geração, incluindo técnicas de captação de imagens oftalmológicas em alta resolução e produção de carros conectados à internet 5G.

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Foto: divulgação/Secom Goiás

Em Shenzhen, Caiado também teve reuniões com executivos da BYD, a maior fabricante de veículos elétricos do mundo, para discutir a fabricação de ônibus elétricos em Goiás.

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Foto: divulgação/Secom Goiás

A próxima parada da missão será em Weifang, onde o governador realiza uma visita técnica à Weichai Group, líder mundial na produção de motores elétricos para caminhões. A empresa está em negociações com o Governo de Goiás para instalar uma fábrica em Itumbiara.

A viagem terminará em Pequim, onde Caiado visitará a Tsinghua University para fortalecer as parcerias na área de educação e pesquisa. Além disso, o governador terá reuniões com a CREC4, uma gigante multinacional das áreas de infraestrutura, mineração, construção civil, transportes e mercado imobiliário, com o objetivo de estabelecer parcerias para impulsionar o desenvolvimento industrial e econômico de Goiás.

A missão conta com a presença da coordenadora do Goiás Social, primeira-dama Gracinha Caiado, do secretário-geral de Governo, Adriano da Rocha Lima, do secretário de Infraestrutura, Pedro Sales, do secretário de Indústria e Comércio, Joel de Sant’Anna Braga, da diretora-geral da Organização das Voluntárias de Goiás (OVG), Adryanna Caiado, além de outras autoridades políticas e representantes do setor comercial.

 

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Foto da capa: Divulgação/SECOMGO

Piscina ao ar livre mais alta do mundo fica a 323 metros de altura. Saiba detalhes

Tomar banho de piscina é sempre bom né? Todo mundo ama! A criançada então, nem se fala! Mas essa piscina é pra quem tem coragem.

É a piscina ao ar livre mais alta do mundo. Localizada na China, a uma altura de 323 metros acima do solo.

Situada no 71º andar do edifício Guangxi China Resources Tower, ela faz parte do recém-inaugurado hotel Shangri-La Nanning, luxuoso hotel com 320 quartos entre os andares 72 e 88.

O hotel foi aberto sob regime de soft opening no final de novembro de 2021 e sua piscina foi catalogada neste ano como a “mais alta ao ar livre do mundo” pelo Council on Tall Buildings and Urban Habitat (CTBUH, na sigla em inglês). O conselho é reconhecido internacionalmente como o árbitro que designa as alturas das construções mais altas do mundo.

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Foto: Divulgação/GP Chicago

O edifício corporativo foi finalizado apenas no final de outubro deste ano. Com 403 metros de altura, ele é o mais alto da cidade de Nanning, o 18º mais alto da China e o 37º do mundo. O 71º andar, a 323 metros do chão, é composto por um terraço que, além da piscina, tem vistas para lagos, parques e montanhas ao redor da cidade, que é lar de mais de sete milhões de habitantes.

Acima, os quartos do hotel variam de 45 a 239 metros quadrados com janelas do chão ao teto que se abrem para vistas privilegiadas do entorno.

O Shangri-La Nanning faz parte do grupo de mesmo nome, que começou com propriedades de luxo na década de 1970 em Singapura. O projeto do prédio é do escritório GP Chicago, com megaconstruções ao redor do mundo.

 

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Foto de Capa: Divulgação/GP Chicago

 

Primeira vacina nasal para Covid-19 é aprovada

A Administração Nacional de Produtos Médicos da China (NMPA), órgão similar à Anvisa no Brasil, aprovou a primeira vacina nasal contra a Covid-19 do mundo. O imunizante Convidecia, desenvolvido pela farmacêutica CanSino Biologics, será utilizado como dose de reforço no país. A informação foi divulgada pela empresa em comunicado.

Segundo a Biomm, laboratório responsável pela comercialização da vacina no Brasil, a versão injetável da Convidecia – aprovada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e utilizada em países como Chile e México – está sob análise da Anvisa, e a solicitação de um aval para o modelo nasal no país também está nos planos da empresa em breve.

O novo imunizante, que não utiliza agulha, é mais fácil de armazenar e é administrado pelo nariz, através de um spray de aerossol. Cientistas de vários países do mundo, como Cuba, Canadá e Estados Unidos, estão trabalhando em novas vacinas que podem ser administradas de forma nasal.

Especialistas acreditam que, por ser a via de entrada do coronavírus no organismo, o modelo de aplicação pode oferecer uma melhor proteção contra a contaminação, e ter uma maior eficácia para interromper a transmissão do vírus.

No Brasil, também existe um modelo em desenvolvimento pelo Instituto do Coração do Hospital das Clínicas, em São Paulo, que chegou a solicitar à Anvisa o início dos estudos em humanos no último ano. Porém, com as novas variantes do vírus, os pesquisadores estão avaliando a resposta do imunizante em laboratório às cepas antes de avançar para as etapas com voluntários.

Desde 2020, a China já aprovou oito vacinas contra a Covid-19 desenvolvidas localmente, como a CoronaVac, desenvolvida pela SinoVac e aplicada no Brasil. No entanto, o país ainda não permitiu que imunizantes estrangeiros sejam utilizados no território.

 

*Agência O Globo

Estudo aponta que hábito de tomar café reduz risco de morte

Segundo uma pesquisa do instituto Axxus sobre consumo do café, cerca de 45% dos brasileiros consomem de 3 a 5 xícaras diariamente. Para muitas pessoas, o principal benefício buscado na bebida é uma maior energia durante a jornada de estudos ou de trabalho. Porém, cada vez mais a ciência mostra que os resultados positivos vão muito além, com pesquisas relacionando à prevenção da doença de Parkinson, diabetes tipo 2, câncer de fígado e muitos outros problemas de saúde. Agora, um novo e amplo estudo publicado na revista científica Annals of Internal Medicine comprovou que o café é capaz de reduzir o risco de morte em até 31%. Porém depende da forma em que ele é consumido.

A conclusão é de pesquisadores do departamento de Epidemiologia da Southern Medical University, na China, que analisaram informações de 171.616 participantes, de em média 56 anos, durante um período de sete anos – entre 2009 e 2018. A avaliação foi possível por meio do UK Biobank, um amplo banco de dados de saúde do Reino Unido. Os responsáveis pelo estudo destacam ainda que foram selecionadas pessoas que não tinham problemas cardiovasculares ou câncer no início, e que os resultados foram ajustados de acordo com critérios de demografia, estilo de vida e alimentação.

Assim, foi observada a ingestão diária do grupo de café puro, com açúcar e com adoçante, em diferentes quantidades. O consumo foi então comparado com desfechos de saúde no fim de 2018, a partir de 3.177 óbitos constatados entre os participantes. Os resultados da análise mostraram que a ingestão moderada de café sem e com açúcar foi associada no geral a um menor risco de morte. Os dados, no entanto, não mostraram uma mudança significativa em relação ao consumo da bebida com adoçantes artificiais.

Quanto preciso beber?

Para os que bebiam qualquer quantidade até 4,5 xícaras por dia de café sem adição de açúcar, foi observada uma redução de ao menos 16% no risco de morte. Porém, esse percentual chegou a 29% entre aqueles que bebiam de 2,5 a 4,5 xícaras.

Os que colocavam pouco mais de uma colher de chá de açúcar também tiveram menos chance de morte em todas as quantidades analisadas até 4,5 xícaras, de ao menos 9%. Mas, o percentual de redução foi maior entre aqueles que bebiam de 1,5 a 3,5 xícaras por dia – 31%. Em outras quantidades, a diminuição foi mais tímida em comparação com a do café sem açúcar.

Os pesquisadores afirmam que a redução foi “amplamente consistente” nos casos de mortes, especialmente por câncer e problemas cardiovasculares. A análise envolveu uma comparação com 1.725 e 628 óbitos decorrentes dos dois problemas, respectivamente, no grupo durante os sete anos.

 

*Agência O Globo

Imagem: Pixabay / Ilustrativa

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Floresta misteriosa é encontrada no fundo de buraco enorme na China

Não é uma promoção para um novo filme de suspense, juro! Parece até coisa de cinema, mas pesquisadores realmente encontraram um floresta misteriosa dentro de um grande buraco na China. As informações são do “The Guardian”, segundo o jornal cientistas encontraram uma floresta antiga dentro de um sumidouro gigante que fica na região sul da China. 

Com árvores que alcançam até 40 metros de altura, exploradores de caverna que estavam na região de Gangxi encontraram o local. Há outros sumidouros que ficam próximo aquela região, porém esse da floresta é o maior “com 306 metros de comprimento, 150 metros de largura e 192 metros de profundidade”, diz a reportagem. Segundo os cientistas há a possibilidade de existir animais e plantas desconhecidas nessa floresta.

Explorers and scientists have found an ancient forest hidden in a sinkhole in Southern China. pic.twitter.com/QOXvNYZu0Y

— IGN (@IGN) May 21, 2022

De acordo com Zhang Yuanhai, numa entrevista dada a uma agência de notícias estatal, o local possui três cavernas em suas paredes, com a floresta primitiva localizada no fundo. Em outros depoimentos de cientistas, informações de que há uma densa vegetação rasteira no chão também foi revelada.

Foto: Reprodução/ The Guardian

China consegue produzir gasolina a base CO2 e já atingiu a marca de 1.000 toneladas/ano do combustível

A China está fabricando a primeira gasolina do mundo que é fruto  da conversão de CO2, e sua unidade já produziu mil toneladas por ano. O combustível é totalmente neutro em carbono, pois é produzido pelo Dióxido de Carbono retirado do ar. 

 

Uma equipe do Laboratório Nacional Dalian de energia limpa, na China, propôs há 5 anos uma técnica de hidrogenação de dióxido de carbono que permite produzir uma gasolina de CO2, um gás de efeito estufa, que após a revolução industrial tem cada vez mais se concentrado na atmosfera, conforme menciona o artigo Directly converting CO2 into a gasoline fuel.

 

 Esse gás é um produto da queima de combustíveis fósseis como gasolina, carvão e óleo diesel. Diferente de várias outras tecnologias de conversão de CO2 em combustível líquido, essa se mostrou a mais promissora, fazendo com que a Academia Chinesa de Ciências financiasse prontamente a construção de uma unidade piloto para que a tecnologia fosse testada. A planta piloto completou um ano de testes, alcançando a marca de 1000 toneladas por ano do combustível produzido através do gás carbônico.

Avião com 132 pessoas a bordo cai no sul da China

Um avião Boeing 737-800 da companhia China Eastern com 132 pessoas a bordo caiu nesta segunda-feira (21/3), em no sul da China, durante um voo entre Kunming para Guangzhou. Ainda não há informações oficiais sobre o número de vítimas.

Imagens compartilhadas por internautas chineses mostraram uma encosta densamente arborizada em chamas, enquanto explosões soavam, mas a localização da filmagem não era clara.

O impacto causou incêndio no condado de Teng da cidade de Wuzhou, em Guangxi. A rede de comunicação informou que o resgate estava a caminho. O voo estava programado para durar uma hora e quarenta minutos, em que a aeronave, com quase sete anos, teria que percorrer os 1.357 quilômetros que separam Kunming de Cantão.

 De acordo com dados do portal de rastreamento de voos FlightRadar24, o avião estava voando às 14h19 (horário local) a uma altitude de 29.100 pés (8.870 metros) quando começou a declinar, cerca de 55 quilômetros a oeste da cidade de Wuzhou.

 Foto: Reuters

Estudo científico mostra que Vinho pode reduzir riscos de Covid

Beber cerveja pode ser um fator de risco para contrair Covid-19. Em contrapartida, consumir vinho tinto pode proteger contra a doença. Esta foi a conclusão de um estudo feito por pesquisadores do Hospital Shenzhen Kangning, na China.

Basicamente, o estudo comparou o consumo de determinadas bebidas alcoólicas e o risco de contrair covid-19. Depois de avaliar os hábitos de 473.957 pessoas registradas em um banco de dados (dessas, 16.559 testaram positivo para o vírus), os pesquisadores concluíram que o consumo de cerveja e cidra aumenta o risco de infecção em 28%.

Da mesma forma, o alto consumo de destilados também mostrou relação com o risco de contrair a doença. Por outro lado, o alto consumo de vinho tinto, vinho branco e champagne (um a quatro copos por semana) pareceu levar a um risco 8% menor de contrair a covid-19. Já os consumidores de vinho fortificado se depararam com um risco 12% menor de infecção.

A proteção encontrada no vinho foi associada ao alto teor de polifenóis (compostos orgânicos presentes em várias plantas e frutas, como as uvas, sob a premissa de protegê-las contra insetos, radiação ultravioleta e infecções microbianas). De acordo com o estudo, o vinho poderia inibir o efeito de vírus causadores de gripes e infecções relacionadas ao trato respiratório.

“O consumo de cerveja e cidra não é recomendado durante as epidemias. As orientações de saúde pública devem se concentrar na redução do risco de covid-19, defendendo hábitos de vida saudáveis e políticas preferenciais entre os consumidores de cerveja e cidra”, conclui o estudo.

 

Fonte: National Library of Medicine

Imagem Extraída do Google

Site de marketplace Shopee deve explicar autenticidade de seus produtos

Já comprou aquele produtinho importado ou uma bugiganga legal no Sopee? Pois é, ao que parece, o marketplace precisará melhorar a sua forma de atender o consumidor brasileiro. Isso porque o Procon-SP notificou o site que ele explique sobre a autenticidade e origem dos produtos oferecidos aos consumidores. A empresa tem até 17 de setembro para responder ao órgão.

De acordo com matéria publicada no portal UOL, o Procon pede que seja esclarecido sobre o processo usado para garantir a qualidade e segurança dos produtos, como condições de uso, inviolabilidade de embalagens e prazos de validade. A empresa também terá que comprovar a obtenção e regularidade dos itens vendidos. 

O Procon-SP também pediu que a empresa detalhe os critérios promocionais,, a política de cupons e de frete – incluindo o processo usado para repassar a informação ao comprador. A Shopee terá, ainda, que comprovar o funcionamento dos canais de atendimento aos consumidores para a solução de problemas, incluindo as informações de horário de funcionamento e tempo médio de espera e solução. 

 

Além disso, a plataforma deverá descrever os dados necessários para acesso e cadastro no site e aplicativo, bem como explicar se a conexão é condicionada à utilização de login e senha pessoais e intransferíveis. Ainda nesse tema, a empresa precisa explicar a forma de tratamento e armazenamento das informações pessoais das pessoas cadastradas, e qual o procedimento usado para atualizações ou correções de informações pessoais.  

 

Em nota ao UOL, a Shopee afirmou cumprir as regulamentações locais em todos os mercados nos quais opera e exigir dos vendedores que estejam de acordo com as regras brasileiras e as “políticas rigorosas do marketplace”.  

“Na Shopee, todos os vendedores devem concordar com a Política de Produtos Proibidos e Restritos, que expressa claramente a posição da empresa quanto à comercialização de produtos falsificados, ilegais e restritos ou que violem a Propriedade Intelectual de terceiros”, disse a nota. 

 

Além disso, a empresa reforçou que possui um canal de denúncias, “que permite a exclusão de anúncios irregulares e que, também, podem levar à suspensão da conta do vendedor”.. 

A Shopee falou estar comprometida a proteger os dados dos usuários e “empenha os melhores esforços na busca por garantir um ambiente confiável para consumidores e vendedores e está comprometida em proporcionar uma experiência de compra segura, confiável e agradável aos usuários” 

 

Fonte: Uol Economia

 

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Com áudios originais, veja o incrível vídeo do robô chinês em Marte

Para quem não lembra, em maio, a China pousou o rover Zhurong em Utopia Planitia, uma região em Marte. Pois bem, agora, alguns registros do pouso e de outras etapas da missão foram divulgados ao público. 

No último domingo (27), a agência espacial chinesa China National Space Administration (CNSA) publicou um vídeo com uma coleção de filmagens individuais com áudio, que mostram o processo de pouso do rover e até um pouco do deslocamento que já foi feito na superfície do Planeta Vermelho. 

Na filmagem vemos a entrada na atmosfera, que mostra a abertura de um paraquedas supersônico, seguida da separação do escudo traseiro do módulo de pouso, que o protegeu durante o processo. 

Depois, houve a descida, uma breve etapa de voo para o desvio de possíveis obstáculos em solo e, por fim, o pouso. Há também cenas do rover deixando o módulo de pouso, com a gravação dos sons metálicos causados pelo deslocamento.

Os sons foram gravados pela estação climática do rover, projetada especialmente para registrar áudios dos ventos marcianos. “Com os arquivos que liberamos desta vez, incluindo os sons que foram gravados quando o rover deixou a sonda, podemos realizar análises profundas do ambiente e condições de Marte, como a densidade da atmosfera, por exemplo”, disse Liu Jizhong, vice-comandante do primeiro programa de exploração de Marte realizado pela China, à mídia chinesa.

Rao Wei, vice-designer chefe da missão Tianwen-1, explicou à SpaceNews que, enquanto projetava a missão, a equipe quis obter um pouco de material visual do rover, que poderia ser usado para melhorias posteriores do projeto. 

“Depois, projetamos algumas partes, incluindo o processo de abertura do paraquedas e a descida”, disse. Como o rover chegou em segurança ao local de pouso que havia sido planejado, os sistemas projetados parecem ter funcionado conforme o esperado. 

Segundo Jia Yang, designer-chefe adjunto da Tianwen-1, o rover Zhurong é mais independente em relação ao deslocamento em Marte do que os rovers lunares Yutu, também da China, porque pode analisar por si próprio se há um caminho para seguir em frente.

“Ele analisará sozinho cada metro em que se desloca, e depois avança em direção ao alvo decidido em solo”, comentou o oficial. Yang explicou também que o dispositivo de gravação foi instalado no rover para capturar os sons do vento em Marte, para a equipe verificar como é o som do vento em outro planeta. 

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O rover Zhurong faz parte da missão Tianwen-1, a primeira missão interplanetária independente lançada pela China. O rover está equipado com seis cargas úteis científicas, que incluem um instrumento de espectroscopia para analisar elementos e minerais na superfície, outro para a produção de imagens panorâmicas e multiespectrais, uma estação climática, um magnetômetro e um radar de penetração no solo. 

Esse kit tem o objetivo de coletar e enviar dados sobre possíveis depósitos de gelo de água e do clima, topografia e geologia marcianas, complementando os dados produzidos por missões de outras agências espaciais.

Créditos: SpaceNews

Homem dragão: Descoberto fóssil parente do Homo sapiens com mais de 145 mil anos

Uma equipe formada por 12 cientistas liderados pelo professor Qiang Ji, da Hebei GEO University, na China, descobriu uma nova espécie humana que viveu na Ásia entre 138 mil e 309 mil anos atrás.

O crânio de Harbin, capital da província de Heilongjiang, no nordeste da China, foi datado em 146 mil anos e recebeu o nome de Homo longi (homem dragão), em homenagem ao local onde foi descoberto, Long Jiang (Rio do Dragão).

Segundo o Museu de História Natural de Londres, que está vinculado a um dos pesquisadores da equipe, Chris Stringer, o fóssil pertence a uma das diferentes espécies humanas que coexistiram na Ásia, Europa e África há 100 mil anos, como os homens de Dali, Jinniushan e Hualongdong.

As espécies podem ser consideradas formas de transição entre dois de nossos ancestrais: o Homo erectus – a primeira espécie identificada no gênero Homo – que surgiu há 1,9 milhão de anos e se destacava pela fabricação de instrumentos e utensílios de pedra, madeira, pele e ossos, e o atual Homo sapiens, surgido na África há cerca de 200 mil anos.

O fóssil do crânio de Harbin foi encontrado por uma pessoa que trabalhava na construção de uma ponte sobre o Rio Songhua, em 1933, porém, somente foi levado aos cientistas em 2018, por seu neto.

Como o local do achado foi desfigurado ao longo do tempo, as condições do entorno do fóssil não puderam ser reconstituídos, assim, os cientistas utilizaram técnicas de análises geoquímicas sofisticadas para fazer a datação

Chris Stringer explicou que o crânio de Harbin é “enorme”, com volume cerebral semelhante ao do humano atual, indicando que ele tinha características do Homo sapiens.

“É o maior ou o segundo maior valor para muitas medições em nosso banco de dados fóssil comparativo e seu volume cerebral de 1.420 ml corresponde ao dos humanos modernos. Ele também mostra outras características semelhantes à nossa espécie. Tem maçãs do rosto planas e baixas com uma fossa canina rasa, e o rosto parece reduzido e enfiado sob a caixa craniana”.

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Análise fóssil do crânio

Foram feitas análises geoquímicas que incluíram fluorescência de raios X não destrutiva, elementos de terras raras e de isótopos. Os resultados indicam semelhanças com os mamíferos do Pleistoceno Médio-Holoceno e de outros fósseis humanos recuperados da área de Harbin.

homo

“O crânio humano de Harbin é um dos mais bem preservados de todos os fósseis humanos arcaicos encontrados e tem grande importância para a compreensão da diversificação do gênero Homo e da origem do Homo sapiens. Ele representa uma nova linhagem humana, evoluindo no Leste Asiático, e é colocada como grupo irmão do Homo sapiens“, informou o artigo.

Segundo os pesquisadores, o homem dragão pode ser contemporâneo de outros humanos arcaicos do Pleistoceno Médio da China, como Xiahe (160 mil anos), Jinniushan (200 mil anos), Dali (327 mil a 240 mil anos) e Hualongdong (345 mil a 265 mil anos).

Fonte: Agência Brasil

Tecnologia e robôs: Primeira escola de ensino chinês se instala no Brasil

Como se não bastasse ser um dos maiores produtores mundiais de vacinas, principal parceiro comercial do Brasil e líder em Ciências e Educação, a China chegou à rede educacional brasileira. A Escola Chinesa Internacional foi aberta no Rio de Janeiro.

Criada com o financiamento de empresários chineses que vivem no país e com apoio do governo chinês. O objetivo, segundo o site da escola recém-inaugurada, é proporcionar ensino de referência internacional. O modelo será o da educação básica chinesa, em ambiente trilíngue: mandarim, português e inglês.

A escola não poupou gastos, só em tecnologia já foram investidos R $3 milhões. Tem desde tablets e quadros-negros digitais a um robô que conversa em mandarim com os alunos, corrigindo sua pronúncia. E eles não param por aí, o plano é abrir, ainda este ano, uma filial em São Paulo, que é onde mora uma comunidade chinesa maior.

Cerca de 300 mil chineses vivem em nosso país, sendo a China nosso maior parceiro comercial há mais de 10 anos. Esses chineses sentiam falta de uma escola que garantisse a educação integral de seus filhos aqui, com ensino de mandarim e acesso a universidades chinesas.

Além do mandarim, a escola mantém o currículo chinês, que é muito mais avançado em Matemática do que o brasileiro, por exemplo. Também preza os ensinamentos do filósofo Confúcio (551 A.C. 479 A.C.), entre outros aspectos da cultura e tradição chinesas. Os alunos aprendem ópera e até culinária da China. A ginástica laboral, uma tradição nas escolas e empresas chinesas, também está presente.

“Muitos de nós, chineses, viemos para o Brasil já adultos; crescemos e estudamos na China”, afirma o empresário Zheng Xiamao, um dos investidores da escola. “Mas nossos filhos nasceram aqui, e percebemos que eles perderam um pouco da identidade, das raízes chinesas. Às vezes não tínhamos nem tempo de ensinar o mandarim.”

Chineses que vivem no Brasil contam que precisaram mandar os filhos de volta à China, ainda pequenos, para garantir que aprendessem a língua e tivessem garantido o acesso às universidades chinesas. Com o currículo brasileiro, é praticamente impossível ingressar no ensino superior no país asiático.

“No Brasil e em outros lugares do mundo existem escolas alemãs, britânicas, americanas. Por que não chinesa?”, questionou Xiamao. “Elaboramos então esse projeto de termos uma escola 100% chinesa.”

Mas, veja bem, a cultura brasileira também está presente. Os alunos têm aula de jongo, por exemplo, onde aprendem a dança brasileira de origem africana, típica de comunidades negras. Em uma aula acompanhada pelo Estadão, crianças chinesas tentavam aprender a dançar e a tocar os tambores típicos do ritmo ao lado de brasileirinhos levemente mais cadenciados.

As aulas de História e Geografia, claro, também seguem o currículo nacional, uma exigência do Ministério da Educação.

A China, atualmente, lidera o ranking mundial de educação, o Pisa, nas três categorias: Leitura, Ciência e Matemática. Está à frente de todos os países escandinavos, tradicionalmente muito bem colocados. O aluno formado nesta escola terá acesso não só a universidades da China como também a instituições dos Estados Unidos e da Europa.

Dos cerca de 50 alunos já matriculados, 60% são brasileiros, 30% são chineses e 10%, de outras nacionalidades, há alunos americanos e italianos, por exemplo. “A maioria dos nossos alunos é brasileira”, atesta a diretora da escola, Yuan Aiping, que vive há 23 anos no Brasil.

Entre os brasileiros que já matricularam seus filhos na escola estão os deputados federais Clarissa Garotinho e Pedro Paulo Carvalho, que atualmente é secretário de Fazenda e Planejamento da prefeitura do Rio.

A primeira dificuldade, claro, é a língua. Mas, mesmo sendo um sistema trilíngue (e o mandarim é escrito em ideogramas), a experiência da escola mostra que as crianças absorvem conhecimento muito rápido.

Entre os menores, na pré-escola, não há propriamente aula de idioma. Mas eles são assistidos por três professoras nativas: uma chinesa, uma brasileira e uma americana. Cada uma delas só se dirige às crianças em sua língua natal. Funciona: as crianças passam de uma língua para outra com grande naturalidade.

A Matemática também é um grande obstáculo. Segundo Yang, a Matemática ensinada no 2.º ano de educação básica na China equivale ao que é ensinado no 5.º ou no 6.º ano em outros países.

Os alunos passam de oito a dez horas na escola, o que pode parecer um pouco excessivo para alguns brasileiros. A mensalidade também varia de R $4 mil a R $8 mil dependendo da idade da criança e do número de horas que ela fica no colégio.