Cientistas procuram par para a “planta mais solitária do planeta”

Imagine uma planta que é tão rara que só existe um tipo dela no mundo. Agora, imagine que essa planta é uma espécie macho, sem uma fêmea para se reproduzir. É exatamente essa a história da planta mais solitária do mundo, a Encephalartos woodii.

Uma espécie em perigo

A Encephalartos woodii é uma planta que está em grave perigo de desaparecer para sempre. Ela vive na África do Sul e é uma das plantas mais ameaçadas do mundo. O motivo é intrigante: todos os exemplares conhecidos são machos, o que torna impossível a sua reprodução natural. No entanto, os cientistas não estão dispostos a deixar essa planta desaparecer. Com a ajuda da inteligência artificial, eles estão em busca de uma parceira para a Encephalartos woodii.

A caçada pela parceira ideal

Liderados por pesquisadores da Universidade de Southampton, no Reino Unido, um projeto está usando drones e inteligência artificial para procurar fêmeas da planta em milhares de hectares de floresta na África do Sul, onde a Encephalartos woodii foi encontrada pela primeira vez.

Laura Ciniti, uma das pesquisadoras, compara a história da Encephalartos woodii a um conto de amor proibido e está determinada a encontrar uma parceira para essa planta solitária. Ela acredita que em algum lugar da floresta há uma fêmea, e encontrar essa parceira seria incrível para trazer de volta essa espécie quase extinta.

A reprodução das plantas

Para você entender como essa busca é importante, é necessário saber um pouco sobre como as plantas se reproduzem. Existem dois métodos principais: reprodução sexuada e reprodução assexuada.

Na reprodução sexuada, ocorre a união das células sexuais femininas e masculinas, o que resulta na formação de sementes e, consequentemente, em novas plantas. No entanto, a falta de fêmeas da espécie Encephalartos woodii impede esse processo natural.

Enquanto isso, a reprodução assexuada acontece quando uma nova planta nasce a partir de uma parte da planta mãe, sem a necessidade de células sexuais. Esse método é útil para muitas plantas, mas não para a Encephalartos woodii, que já é adulta e macho.

A busca por uma parceira para a espécie Encephalartos woodii é mais do que apenas salvar uma espécie de planta. É uma história de esperança, determinação e a vontade de preservar a diversidade da vida na Terra. Com a ajuda da tecnologia e da paixão dos cientistas, talvez um dia possamos ver essa planta solitária encontrar o seu par e florescer novamente nas florestas da África do Sul.

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Hemmanoel Feitosa e Silva é o novo secretário de Inovação, Ciência e Tecnologia de Goiânia

O servidor público Hemmanoel Feitosa e Silva é o novo secretário de Inovação, Ciência e Tecnologia de Goiânia. O decreto, assinado pelo prefeito Rogério Cruz (Republicanos), foi publicado em suplemento do Diário Oficial do Município na terça-feira (19/07).

Hemmanoel substitui o ex-secretário André Rodrigues Martins, que deixou o cargo no dia 7 de julho. O novo secretário é analista da Advocacia-Geral da União há quatro anos e também trabalhou no Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

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Foto: Reprodução / Linkedin

Cientista brasileira encontra proteína chave para tratamento da Covid

Uma cientista brasileira, professora de biologia celular da Universidade de Southwestern, no Texas, EUA, lidera uma pesquisa que encontrou uma proteína chave para o tratamento da Covid-19. Beatriz Fontoura está à frente do estudo que identificou a forma como uma proteína de coronavírus chamada Nsp1 bloqueia a atividade de genes que promovem a replicação viral.

O grupo de pesquisadores, do qual faz parte a cientista brasileira, analisou como impedir a ação dessa proteína que faz com que o vírus se multiplique o que dá esperança para novos tratamentos. O estudo foi publicado agora em fevereiro na Science Advances.

“Quando um vírus infecta uma célula, a forma como a célula hospedeira reage é alterando as vias celulares de certa maneira que neutraliza a infecção viral”, disse Beatriz Fontoura a EurekaAlert. “Os vírus podem atingir muitas dessas vias para favorecer sua própria replicação”, explica.

Vírus da Gripe
 
Os pesquisadores da UT Southwestern acrescentaram outra peça a esse quebra-cabeça. “Estudamos a proteína NS1 do vírus influenza que bloqueia a ação na célula. Decidimos, então, testar a proteína do coronavírus”, disse Ke Zhang, Ph.D., pesquisador de pós-doutorado.

O Nsp1 do coronavírus foi descrito como uma proteína multifuncional capaz de alterar a replicação viral e suprimir a produção de outras proteínas, algumas das quais estão envolvidas na resposta imune. O grupo de Beatriz Fontoura procurou saber como o Nsp1 faz isso e se usa um mecanismo semelhante ao da proteína NS1 do vírus influenza.

Os cientistas descobriram que a proteína do coronavírus suprime a capacidade que a célula tem de responder à infecção viral, permitindo que o SARS-CoV-2 se replique. Os pesquisadores se perguntaram o que aconteceria se Nsp1 pudesse ser impedida de realizar uma dessas funções?

Em um experimento, eles infectaram células com SARS-CoV-2 e adicionaram um excesso de NXF1, que é sintetizado dentro do núcleo das células, para ver se isso bloquearia a replicação do vírus. Surpreendentemente, foi exatamente o que aconteceu.

Reforço celular

Quando as células tiveram acesso a mais NXF1 do que o vírus SARS-CoV-2 poderia suprimir, elas foram capazes de impedir a multiplicação do vírus. “Se você encontrar uma maneira de bloquear a interação entre Nsp1 e NXF1 ou aumentar a quantidade de NXF1 na célula, obterá mRNAs do núcleo e poderá obter um efeito protetor, como sugerido por nossos experimentos”, diz Fontoura.

Os tratamentos COVID-19 se concentram no gerenciamento dos sintomas enquanto o corpo luta contra a infecção com suas defesas naturais.

Mais estudos

Uma área chave de interesse nas terapias virais é direcionar as células infectadas para impedir a replicação do vírus. Focar em Nsp1 ou sua interação com NXF1 representa uma maneira possível de fazer isso.

“Ainda precisamos saber mais, como a estrutura do Nsp1 ligada ao NXF1, o que esclareceria como isso bloqueia a exportação de mRNA e como podemos revertê-la”, diz Zhang. “A pesquisa é promissora, mas para desenvolver terapias no futuro, primeiro precisamos entender melhor o mecanismo”, garantiu o pesquisador.

Mesmo com a chegada das vacinas, o vírus continua se espalhando e há necessidade de desenvolver essas terapias alternativas. Os cientistas esperam conseguir isso estudando como o SARS-CoV-2 infecta as células e se propaga, neutralizando o sistema imunológico natural do corpo.
 

Registros impressionantes: confira as melhores fotos do espaço de 2020

A fotografia de registros espaciais é um marco tecnológico e industrial de grande destaque na corrida espacial. Anualmente, empresas e companhias desbravam o espaço em busca de novas informações sobre o que existe fora da Terra, enviando astronautas a missões ousadas e acumulando materiais de pesquisa para o desenvolvimento de tecnologias inovadoras. 

No ano em que o telescópio Hubble, responsável por confirmar a Teoria da Relatividade de Einstein, completou 30 anos, a indústria espacial realizou capturas indescritíveis em suas atividades. Para celebrar as descobertas e compartilhar com o mundo, a BBC divulgou uma lista das melhores imagens espaciais, no dia 31 de dezembro. 

Confira as capturas da seleção:

1) NGC 2012 e NGC 2020

Em abril, o telescópio Hubble comemorou trinta anos desde o seu lançamento. Em comemoração ao marco de uma das principais ferramentas tecnológicas criadas pela humanidade, a Nasa divulgou uma incrível imagem capturada pelo satélite. 

Reprodução: NASA/ESA

A captura mostra  a nebulosa gigante NGC 2014 e sua vizinha NGC 2020, localizadas na Grande Nuvem de Magalhães, uma galáxia satélite da Via Láctea localizada a 163 mil anos-luz de distância. A imagem foi chamada de “Recife Cósmico” pelos pesquisadores devido à semelhança entre as nebulosas e o mundo submarino.

2) Coleta de amostras em asteróide

Outro registro de grande importância está relacionado à missão Osiris-Rex que a Nasa realizou em 2020. A companhia realizou uma manobra ousada, chamada Touch-and-Go, em que a nave rapidamente aterrissou e decolou com poucos segundos de intervalo na superfície do asteroide Bennu. 

A missão teve como objetivo coletar amostras de rocha e solo para levar à Terra, onde seria submetida à análise. Asteroides como o Bennu são riquezas históricas, pois remontam os primórdios do Sistema Solar. 

Analisar o material permite que os seres humanos compreendam como mundos semelhantes à Terra surgiram. Para realização da missão, a Osiris-Rex utilizou um longo braço mecânico com a câmara de coleta, liberando um jato de nitrogênio no instante em que o equipamento fez contato com a superfície, agitando as partículas do asteroide para que os fragmentos fossem coletados. 

Reprodução: NASA e BBC

Além dessa importante missão, o Japão realizou uma operação semelhante no dia 5 de dezembro, com o objetivo de recolher amostras de um asteroide diferente. A espaçonave Hayabisa-2 teve sucesso em sua coleta, lançando as amostras em uma cápsula de retorno à Terra. 

As amostras alcançaram a superfície terrestre em segurança, e serão analisadas pela Jaxa, agência espacial japonesa, na cidade de Sagamihara, no Japão.

3) Superfície do Sol

O primeiro mês de 2020 teve destaque pela divulgação de imagens capturadas pelo Telescópio Solar Daniel K Inouye no Havaí, que mostraram cerca de trinta quilômetros da superfície do Sol com detalhes nunca antes vistos. A imagem mostra uma estrutura de células com tamanho aproximado ao Estado americano do Texas, resultado do processo de transmissão de calor de massas de gás quente ou plasma. 

Os cientistas almejam utilizar as imagens para compreender a dinâmica do comportamento do Sol, com o objetivo de compreender suas explosões de energia e vida útil. Aprender sobre as reações solares auxilia na preservação de satélites que orbitam a Terra, assim como no planejamento de missões especiais e de redes elétricas.

Reprodução: DKIST e BBC

4) Sobrevoo em Júpiter

A espaçonave Juno da Nasa, lançada em 2011, enviou imagens impressionantes de Júpiter, o maior planeta do Sistema Solar. O cientista Kevin M. Gill criou um vídeo mostrando a perspectiva da trajetória de nave durante o vigésimo sexto voo aproximado da superfície do planeta no dia 2 de junho de 2020. 

A sonda capturou imagens das nuvens rodopiantes do planeta gasoso em uma distância de aproximadamente 3,4km. O vídeo foi criado por meio da combinação de 41 imagens estáticas tiradas durante a passagem de Juno, sendo projetadas digitalmente em uma esfera, com uma “câmera” virtual fornecendo visualizações de Júpiter de diferentes ângulos. 

O destaque do vídeo é a aparição da “Grande Mancha Vermelha”, característica mais notável de Júpiter. As imagens mostram a enorme tempestade em curso, apresentando aos olhos humanos o poder das reações naturais no planeta.

5) Teste da Starship 

O lançamento dos protótipos da nave Starship, lançados de uma instalação de testes no estado do Texas, marcaram o novo capítulo na corrida espacial. Desenvolvida pela Spacex, empresa do engenheiro sul-africano Elon Musk, a operação rendeu imagens incríveis. 

Reprodução: Spacex e BBC

O objetivo da exploração é enviar humanos ao Planeta Vermelho no futuro. O voo de teste apresentou características únicas da espaçonave, incluindo a trajetória de voo que inclui uma descida de barriga seguida por uma manobra para voltar à posição vertical antes de pousar na Terra. 

Ainda que não conte como uma imagem do espaço propriamente, o registro é um marco importante para as próximas páginas da aventura humana no espaço. 

Cientistas desenvolvem lente de contato que dá zoom ao piscar

Cientistas da Universidade de San Diego, na Califórnia, desenvolveram lentes de contato que são capazes de dar zoom apenas com movimentos simples dos olhos. E não é só isso, a lente também possui foco automático.

Isso é possível por causa de um fenômeno chamado eletro-oculografia, que é a capacidade dos olhos de emitirem pequenos sinais elétricos gerados pelo seu repouso ou movimentação. Ao colocar eletrodos na pele dos olhos, é possível medir a diferença da potência entre a parte da frente e a parte de trás dos olhos de acordo com os movimentos, que são traduzidos para as lentes de contato.

As lentes reagem a esses sinais a partir da utilização de uma série de camadas de filmes de polímeros que mudam sua estrutura quando recebem corrente elétrica. As camadas de filmes de polímero contraem ou expandem de acordo com o sinal elétrico que recebem, permitindo que a lente mude o ponto focal da luz que entra e, com isso, ajuste o foco de visão.

Assim, ao olhar para baixo, a lente reconhece o movimento e sabe que você está lendo, por exemplo, ajustando o foco para perto. É possível também usar comandos como piscadas para dar mais ou menos zoom. Desta forma, é possível combinar em uma única lente a correção para miopia e hipermetropia.

A tecnologia é semelhante à usada por Stephen Hawking e pessoas com movimentos corporais limitados, que conseguem se comunicar movendo alguns músculos – que emitem sinais elétricos e são interpretados pelos computadores.

Apesar da tecnologia já estar em fase de testes, o protótipo funciona apenas em um equipamento especial com uma série de eletrodos posicionados ao redor dos olhos, se tornando impraticável no dia a dia, logo, as pesquisas ainda tem um longo caminho para percorrer antes de lançarem o produto para vendas.

Leia a pesquisa na íntegra (somente em inglês)