Tesla é vítima de ataques cibernéticos e causa série de acidentes em novo filme da Netflix

O Mundo Depois de Nós, uma produção de Michelle e Barack Obama para a Netflix, é um terror psicológico que não aterroriza ninguém

Julia Macedo
Por Julia Macedo
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Estrelando Julia Roberts e Ethan Hawke, O Mundo Depois de Nós é um dos lançamentos da Netflix em dezembro, com assinatura da produtora Higher Ground Productions, gerida pelos Obamas. 

A obra, que carrega o ideal de terror psicológico, aborda o tema de ataques cibernéticos com viés político em um mundo que sobrevive de altas tecnologias, desde celulares até carros de direção autônoma, como os Teslas que causam acidentes e entopem as principais rodovias da cidade. 

No longa, as férias perfeitas de uma família são perturbadas quando dois estranhos batem à porta, no meio da noite, alegando que a casa é deles e que precisam de ajuda para fugir do blecaute que afeta a cidade. A cada minuto que se passa, o que era apenas uma queda de energia na cidade, se transforma em um pesadelo.

Alerta de spoiler! O filme não é dos piores mas, de fato, poderia ser melhor. Acerta em muitos pontos, mas deixa a desejar em questões pífias. O que era pra ser um terror psicológico se transforma, rapidamente, em uma comédia frágil. A começar pelo navio petroleiro que invade a praia…e é só isso mesmo, sem explicações, sem grande alvoroço. 

Clay (Ethan Hawke) que curtia a praia com a família no momento do incidente até tenta entender o porquê, mas o roteiro é tão fraco que a conversa entre ele e o segurança é banal e esquecida. Amanda (Julia Roberts) age como se a chegada dos proprietários da residência alugada por eles fosse a coisa mais estranha do mundo, ignorando o navio encalhado na praia como se isso fosse algo corriqueiro. 

Inspirado no romance “Leave the World Behind” (Deixe o Mundo para Trás) de Rumaan Alan, o longa entrega críticas e boas reflexões. Mas são 2h30min de um roteiro raso e sem explicações, com terror psicológico pouco trabalhado. A trama do apocalipse é boa, o que deixa a desejar é o roteiro fraco e os personagens sem sal.

Chega a ser incrível como um thriller apocalíptico fala pouco de apocalipse. A produção se perde muito no roteiro, mas deixa claro que os americanos adoram criar teorias da conspiração ao invés de lidar com a realidade sobre uma política fragilizada e autodestrutiva. 

A visão crítica sobre como a sociedade depende da tecnologia é toda nossa, baseando-se, principalmente, na pré-adolescente de 13 anos que passa o dia inteiro chorando para a mãe que não consegue continuar assistindo Friends em seu Ipad já que a internet caiu. No final, ao encontrar uma casa com mantimentos e um bunker com todas as temporadas de Friends em DVD, ela simplesmente ignora que tem uma família lá fora morrendo enquanto procura por ela, e decide terminar a série. 

Confira o Trailer:

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