21/01/2020 11:23
Bem-Estar / Saúde

Cera do ouvido pode diagnosticar câncer, revela estudo da UFG

Cerca de 102 voluntários participaram do estudo que chamou atenção de profissionais de saúde referência quando o assunto é câncer

Bianca
por Bianca Stephania

Com amostras do tamanho de um grão de arroz, pesquisadores da Universidade Federal de Goiás (UFG), descobriram que a cera produzida no ouvido é capaz de ajudar no diagnóstico precoce do câncer. O artigo foi publicada em uma das mais importantes revistas especializadas do mundo, a Scientific Reports.

O exame é feito a partir da coleta da cera de ouvido no laboratório com uma cureta. A amostra fica armazenada em um recipiente, que a isola do meio exterior, e é mantida a menos 20 graus celsius (- 20⁰ C) até se fazer a análise. Na sequência, o produto é colocado em um frasco, que é selado e depositado em um compartimento aquecido.

d9bc064c42b401eaa0b7e4efcb1509b6.jpgFoto: Natalia Cruz (Secom/UFG)

Os responsáveis pela pesquisa realizada no Laboratório de Métodos de Extração e Separação (Lames), do Instituto de Química, esperam que a análise a partir da cera do ouvido se torne tão comum quanto um exame de sangue. "É bastante vantajoso, pois além de não ser invasivo, praticamente todas as universidades brasileiras possuem a tecnologia adequada e a instrumentação necessária para se fazer esse tipo de análise", pontua o coordenador geral do Lames, Nelson Roberto Antoniosi Filho. Ao todo, 102 voluntários participaram do estudo.

3053fc9eed9ab7ebde7de59539346ab0.jpgFoto: Natalia Cruz (Secom/UFG)

Os resultados chamam a atenção da comunidade científica para a continuidade dos estudos. Em Goiás, o Hospital Araujo Jorge deverá firmar parceria com a UFG para a ampliação dos estudos. Em São Paulo, por solicitação do médico Luiz Juliano Neto, o hospital A.C.Camargo, referência internacional no tratamento e na pesquisa do câncer, também deseja firmar parceria em pesquisa com a UFG. Uma das maiores autoridades mundiais em câncer de cabeça e pescoço, o oncologista Luiz Paulo Kowalski, também do A.C.Camargo, demonstrou grande interesse em contribuir com as pesquisas, por meio da coleta de material e validação dos resultados em pacientes já diagnosticados.

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