UFG lança ferramenta gratuita e inédita que prevê chuvas com IA

A Universidade Federal de Goiás (UFG) acaba de lançar uma inovadora ferramenta gratuita, baseada em inteligência artificial, capaz de prever com precisão chuvas e tempestades, em curto prazo.

Desenvolvido pelo Centro de Excelência em Estudos, Monitoramento e Previsões Ambientais do Bioma Cerrado (Cempa-Cerrado), em colaboração com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e o Governo de Goiás, o modelo promete identificar a probabilidade de chuvas em um raio de 5 km com até 6 horas de antecedência.

A ferramenta pode ser acessada aqui.

Essa iniciativa inédita na região Centro-Oeste surge como uma ferramenta crucial para a preparação da Defesa Civil e atividades econômicas sensíveis às condições meteorológicas, como o agronegócio.

Além disso, se destaca por oferecer uma alternativa de custo reduzido em comparação aos modelos tradicionais de previsão.

A plataforma gratuita integra dados de diversas fontes, incluindo os canais infravermelhos dos satélites Goes (Geostationary Environmental Satellite), do produto Modis (Moderate-Resolution Imaging Spectroradiometer) e do Geostationary Lightning Mapper (GLM).

Utilizando um Modelo de Memória de Curto e Longo Prazo (LSTM), adequado para análise de informações temporais, os dados são atualizados a cada 30 minutos.

 

Mais sobre a ferramenta gratuita desenvolvida pela UFG

UFG lança ferramenta gratuita que prevê tempestades com precisão

Reprodução da ferramenta de previsão de chuvas disponível de forma gratuita no site do CEMPA-Cerrado. Imagem: divulgação

A ferramenta utiliza uma rede neural convolucional, associada a um Modelo de Memória de Curto e Longo Prazo (LSTM). Essas abordagens são especialmente úteis para processar dados que têm uma estrutura espacial, como mapas e imagens, e para lidar com sequências temporais. Daí sua utilização na previsão de chuvas.

Além disso, o novo modelo utiliza dados de entrada de diferentes fontes, incluindo os canais infravermelhos do satélite GOES, e características físicas e geográficas derivadas do produto MODIS e do Geostationary Lightning Mapper (GLM).

Dessa forma, são disponibilizados aos usuários diversos mapas de probabilidade que incluem áreas de diferentes estados, mas com destaque para Goiás.

Também estão disponíveis tabelas com dados mais detalhados para cada município goiano.

A resolução espacial mais fina dos dados de probabilidade é de 5 quilômetros e novas execuções do modelo são realizadas a cada 30 minutos.

A nova ferramenta foi testada na previsão para a região do Sudoeste goiano durante os últimos dois meses e os resultados foram satisfatórios.

Vários produtores rurais tiveram acesso à plataforma, que faz parte dos produtos do Sistema de Informações Agrometeorológicas para o Sudoeste Goiano (Siag), resultado da parceria entre o Centro de Excelência em Agricultura Exponencial (Ceagre) e o CEMPA-Cerrado.

A ferramenta pode ser acessada aqui.

 

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Ao acessar a ferramenta, os usuários têm à disposição mapas de probabilidade para diferentes áreas, com foco em Goiás, e tabelas detalhadas para cada município goiano. Informações como probabilidade mínima, média e máxima de ausência de precipitações, chuva fraca, moderada e forte estão disponíveis para consulta.

Testes recentes realizados no Sudoeste goiano nos últimos dois meses demonstraram resultados satisfatórios, consolidando a eficácia da inovação da UFG no campo da previsão meteorológica.

A ferramenta surge como um recurso valioso para a comunidade, permitindo uma preparação mais eficiente diante das condições climáticas em constante mudança.

Primeira turma de Inteligência Artificial se forma em Goiânia

A turma inaugural do curso de Bacharelado em Inteligência Artificial (BIA) da Universidade Federal de Goiás (UFG), pioneira no Brasil, conclui seus estudos no início deste ano. Os alunos destacam os benefícios do formato do curso, que oferece oportunidades de contato com o mercado de trabalho por meio de projetos com empresas, tornando-se uma fonte de renda durante os estudos. Os 15 graduandos que receberão seus diplomas em março acumularam um total de R$ 1,3 milhão ao longo de quatro anos.

Anualmente, o curso oferece 40 vagas por meio do Sistema de Seleção Unificada (SiSu). Dos alunos que ingressaram na primeira turma, 15 completaram o curso no prazo regular de quatro anos, enquanto outros 17 terminarão seus estudos em um período estendido. Atualmente, o curso tem 158 alunos ativos, incluindo os formandos. O coordenador do BIA-UFG e do Centro de Excelência em Inteligência Artificial (Ceia) da UFG, Anderson Soares, destaca que a taxa de conclusão é notável para um curso de exatas, atribuindo o sucesso a diversos fatores, como o interesse dos alunos, a demanda do mercado, as mudanças decorrentes da novidade do curso e a integração com as empresas.

Os projetos desenvolvidos pelos estudantes e pesquisadores em parceria com 62 empresas, abordam soluções para diversos problemas em áreas como saúde e educação, utilizando inteligência artificial. Soares explica que a inteligência artificial consiste na automação de tarefas por meio de máquinas, destacando exemplos como a transcrição automática de voz para texto na radiologia médica. Ele ressalta que a demanda do mercado impulsionou a criação do curso de bacharelado em IA para suprir a necessidade por profissionais qualificados nessa área.

Os projetos dos alunos resultaram na criação de três startups com modelos de negócios inovadores, como a Automode, especializada em automatização de processos no marketing digital, a Utatsu, que oferece consultoria em IA, e a VoiceVerse, que utiliza inteligência artificial para audiodescrição. Além disso, foi desenvolvida uma spin-off para automatizar e monitorar atendimentos telefônicos em empresas de call center.

Um dos alunos, Alex Echeverria, fundador de um programa inovador, destaca a experiência profissional adquirida durante a graduação, participando de vários projetos remunerados em diferentes áreas. Heloisy Rodrigues, outra graduanda, enfatiza a abordagem inovadora do curso, que integra programação, matemática e empreendedorismo desde o início. Heinz Felipe Rahmig, também formando, destaca sua preparação para o mercado de trabalho após quatro anos de estudos e seu envolvimento em um hub de empreendedorismo e inovação na UFG.

Sebrae Goiás abre vagas com salário inicial de quase R$ 8 mil

O Sebrae Goiás está com processo seletivo aberto para preencher duas vagas no cargo de Analista Técnico I, além de formar um cadastro reserva. O salário inicial é de R$ 7.959,44. Candidatos podem se inscrever de 4 a 22 de dezembro.

O concurso é organizado pelo Instituto Verbena, ligado à Universidade Federal de Goiás (UFG). A inscrição custa R$ 100, podendo ser realizada no site do Instituto, na seção Portal do Candidato.

Além deste processo, o Sebrae Goiás está promovendo outras atividades, como a disponibilização de mais de 300 vagas para Agentes Locais de Inovação e a realização da Feira do Empreendedor, que ocorreu em dez cidades goianas a partir de terça-feira (17). Uma feira automotiva em Goiânia também sediou uma palestra gratuita sobre empreendedorismo.

Os interessados no cargo de Analista Técnico I devem ter ensino superior completo em áreas como Administração, Agronomia, Ciências Contábeis, Ciências de Dados, Ciências Econômicas, Engenharias, Pedagogia, Comércio Exterior e Relações Internacionais. A seleção inclui uma prova objetiva e discursiva, marcada para 21 de janeiro de 2024.

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Caldas Novas, situada estrategicamente no estado de Goiás, distante cerca de 170 quilômetros de Goiânia e aproximadamente 310 quilômetros da capital federal, Brasília, é uma joia do turismo brasileiro reconhecida por suas águas termais enigmáticas. Esta cidade, imersa no coração do Brasil, é um epicentro de atração turística não apenas para visitantes nacionais mas também para um crescente número de turistas internacionais, seduzidos pela singularidade de suas águas quentes que variam entre 34°C e 58°C.. A cidade é conhecida por sua diversidade de entretenimento e suas belezas naturais, incluindo suas famosas fontes termais 

A popularidade de Caldas Novas como destino turístico é evidenciada pelos números que afirmam que a cidade recebe 4 milhões de visitantes anualmente. São turistas brasileiros e visitantes estrangeiros, ávidos por experimentar as qualidades terapêuticas e o conforto que somente suas águas podem oferecer. Com isso, Caldas Novas solidifica sua posição como um dos pilares do turismo no estado de Goiás, contribuindo substancialmente para a economia regional e nacional. Além do mais, as iniciativas para promover a sustentabilidade garantem que esse patrimônio geológico seja preservado, permitindo que as futuras gerações também possam desfrutar deste fenômeno natural excepcional.

Os registros da Secretaria de Turismo de Goiás destacam a importância de Caldas Novas no cenário turístico estadual, contabilizando um fluxo constante de visitantes de várias partes do mundo, o que reflete no incremento da economia local e na valorização da cultura goiana. O fenômeno geotérmico responsável pelo aquecimento das águas de Caldas Novas desafia a imaginação popular que, por décadas, alimentou a crença de que a fonte desse calor seria a atividade de um vulcão extinto. No entanto, estudos geológicos atuais refutam essa teoria, elucidando que o verdadeiro motor desse aquecimento provém das profundezas terrestres, onde o calor geotérmico natural eleva a temperatura da água que, ao ressurgir, alimenta as famosas fontes e poços termais.

Mas, afinal, porque as águas de Caldas Novas são quentes?

João Mendes, professor e pesquisador da Universidade Federal de Goiás (UFG), que tem dedicado anos ao estudo das propriedades geológicas da região, explica que “as águas termais de Caldas Novas são um exemplo clássico do processo geotérmico. Ou seja, elas são resultado da infiltração da água da chuva que, ao atingir grandes profundidades, é aquecida pelo gradiente geotérmico – um aumento natural da temperatura com a profundidade – e não por vulcanismo, como muitos acreditam.

A pesquisa do professor desmistifica a lenda do vulcão extinto, substituindo-a por um fascínio pela ciência que explica o ciclo das águas termais. Historicamente, as águas termais sempre exerceram papel significativo nas culturas locais, associadas a propriedades curativas e a lendas que permeiam o imaginário dos habitantes e visitantes. A jornada destas águas até sua manifestação na superfície tem sido tema de histórias passadas através das gerações.

Do ponto de vista econômico, o impacto das fontes termais em Caldas Novas é inegável. O turismo gerado por estas fontes é um dos pilares da economia local, atraindo milhões de visitantes anualmente. Os complexos de lazer e hospedagem que se desenvolveram em torno das fontes termais contribuem significativamente para o emprego e renda na região.

Além do lazer, as propriedades terapêuticas e medicinais dessas águas são um chamariz para quem busca bem-estar. Profissionais da saúde, como a fisioterapeuta Maria Silva, ressaltam que “as águas termais possuem minerais que podem auxiliar no tratamento de doenças crônicas e reumáticas, além de promover relaxamento muscular e alívio de estresse”.

Não menos importante são as iniciativas de conservação e sustentabilidade. A região de Caldas Novas enfrenta o desafio de equilibrar a exploração turística com a preservação deste recurso natural. Organizações ambientais e o poder público têm trabalhado em conjunto para estabelecer práticas sustentáveis que assegurem a longevidade das fontes termais para as futuras gerações.

Encerrando a matéria, vale refletir sobre o paradoxo das águas termais de Caldas Novas: elas nos contam uma história de mitos e lendas, mas também de ciência e economia. Este é um lugar onde a natureza mostra seu poder de fascinar e curar, onde o passado se entrelaça com o futuro, e onde cada gota de água quente carrega consigo um universo de possibilidades a serem exploradas.

 

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Goiânia recebe concerto de Ney Fialkow com entrada gratuita

Neste sábado (14) o premiado pianista, Ney Fialkow, apresenta o concerto pelo projeto “Allegro 2023” no Centro Cultural da UFG, no Setor Leste Universitário. O espetáculo gratuito está marcado para começar às 20h.

O projeto “Allegro” é uma obra de incentivo da Universidade Federal de Goiás que torna possível proporcionar acesso à cultura e ao desenvolvimento local. “Sinto-me honrado em fazer parte de uma série exclusiva de pianistas, considerando-se a qualidade dos músicos convidados para atuarem em atividades artísticas promovidas pelo CCUFG”, enfatiza Ney Fialkow.

De acordo com o pianista, Goiânia é uma cidade que cresce sem descuidar da cultura. “Já estive diversas vezes em Goiânia para concertos e é sempre uma grande responsabilidade, justamente, pela qualidade do que o público está habituado a ouvir”, finaliza.

Reunindo tradição e inovação, Ney se apresenta em Goiânia com interpretações de obras assinadas por Vagner Cunha e Robert Schumann. O pianista afirma que todas as composições são repletas de paixão e dedicadas ao amor, entre outros desafios, sendo capazes de encantar o público em geral por sua força expressiva. 

 

Ney Fialkow

O pianista Ney Fialkow é hoje um dos músicos de destaque do cenário nacional. Tem conciliado a movimentada carreira de solista e camerista com a atividade de professor titular do Departamento de Música do Instituto de Artes da UFRGS, em Porto Alegre.

Lançou os álbuns Metamorfora e Fantasy nos EUA em parceria com o baixista Marcos Machado pelo selo Blue Griffin, e a obra integral de Claudio Santoro para violoncelo e piano com Hugo Pilger, álbum indicado ao Grammy Latino de 2021.

 

Serviço

Centro Cultural da UFG apresenta o 2º concerto da série “Allegro”

Quando: sábado (14/10), às 20h

Onde: Teatro do CCUFG, situado na Av. Universitária, 1.533, Setor Leste Universitário – Goiânia (GO)

Mais informações: (62) 3209-6251

Entrada franca! 

Imagem: Leo Aversa – Divulgação

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Pesquisa goiana melhora produção de próteses com impressão 3D

Em um esforço para aprimorar a qualidade de vida das pessoas que enfrentam amputações de mão, uma pesquisa inovadora da Universidade Federal de Goiás (UFG) está revolucionando a produção de próteses com impressão 3D. O projeto, liderado pelo professor Pedro Henrique Gonçalves e vinculado ao Programa de Iniciação à Pesquisa Científica, Tecnológica e em Inovação da UFG (PIP/UFG), aplicou materiais acessíveis para melhorar a aderência dessas próteses, tornando-as mais funcionais.

A estudante de Design de Produtos da Faculdade de Artes Visuais (FAV/UFG), Laura Duarte Santana, desempenhou um papel fundamental na pesquisa, trabalhando sob a orientação do professor Pedro Henrique. O foco do estudo foi proporcionar uma maior inclusão de pessoas que possuem um certo grau de amputação, tornando as próteses mais eficazes em seu uso diário.

Prótese 3D

Modelo de prótese utilizada nos experimentos. (Foto: Gabriel Fróes)

Laura começou sua pesquisa observando que a aderência das próteses impressas em 3D era um desafio significativo. Os dedos de plástico dessas próteses frequentemente não eram suficientes para segurar objetos lisos, o que limitava sua utilidade. “Fiz um primeiro teste com a prótese segurando um objeto, sem nenhum material extra de adesão. O fato do objeto ser um cano reto e liso fez com que o mesmo escorregasse, comprovando a falha na preensão dessas próteses impressas”, relatou Laura.

Para abordar esse problema, Laura realizou uma pesquisa abrangente, buscando referências teóricas relacionadas ao objeto de estudo. Um livro fundamental para sua pesquisa foi “Ergonomia: Projeto e Produção”, escrito por Itiro Iida, que a ajudou a identificar áreas potenciais de contato das mãos humanas. Ela conduziu uma série de experimentos, aplicando quatro materiais diferentes: silicone, PVC, E.V.A e látex. Os resultados revelaram que o látex, quando aplicado sobre as digitais, falanges e palma da mão protética, proporcionou a melhor aderência, suportando mais de 500 gramas na maioria dos experimentos.

Prótese 3D

Impressora 3D onde as próteses são fabricadas. (Foto: Gabriel Fróes)

O professor Pedro Henrique ressaltou a importância desse estudo ao afirmar que o uso de uma tecnologia de baixo custo nesse campo de pesquisa permitirá uma maior funcionalidade para pessoas que têm algum tipo de amputação. Ele destacou que cada pessoa que necessita de uma prótese tem desafios e necessidades únicos, tornando essencial a personalização de cada projeto.

 

Embora ainda esteja em fase de desenvolvimento, o projeto já despertou o interesse do Centro Estadual de Reabilitação e Recuperação (CRER), com o qual a UFG busca estabelecer uma parceria para ampliar os benefícios dessa pesquisa. A ideia é que o CRER contribua com conhecimentos técnicos, testagem, validação e acompanhamento dos pacientes beneficiados por essa inovação.

Prótese 3D

Iniciativa visa baratear os custos de produção. (Foto: Gabriel Fróes)

Em resumo, essa pesquisa da UFG está dando passos significativos para melhorar a qualidade de vida das pessoas que dependem de próteses impressas em 3D, abrindo novas possibilidades de funcionalidade e inclusão.

 

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Fotos da matéria:  Divulgação/Gabriel Fróes

UFG está com inscrições abertas para a 10ª Olimpíada de Empreendedorismo Universitário

A 10ª Olimpíada de Empreendedorismo Universitário (OEU) da Universidade Federal de Goiás (UFG) já está com as inscrições abertas. A iniciativa, que ocorre em formato remoto, é voltada a equipes formadas por estudantes de graduação ou pós-graduação, de todo o Brasil e do exterior. O prazo para as inscrições vai até 10 de setembro e vai distribuir R$ 32 mil em prêmios.

O evento é promovido anualmente pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação da Universidade Federal de Goiás (PRPI/UFG), por meio da Diretoria de Transferência e Inovação Tecnológica (DTIT), com organização e realização do Centro de Empreendedorismo e Incubação (CEI-UFG).

Os estudantes podem concorrer em duas categorias: “Negócio Inovador” avaliará propostas de empreendimentos com produtos, serviços ou processos disruptivos e potencial de lucratividade; e na categoria “Negócio de Impacto Socioambiental (NIS)”, o foco são ideias que transformem positivamente a sociedade ou o meio ambiente, ao mesmo tempo em que geram receita.

Podem participar da competição grupos de três a cinco estudantes, contanto que estejam regularmente matriculados em Instituição de Ensino Superior (IES) do Brasil ou do exterior. Também é possível indicar formalmente até dois orientadores, com a condição de que seja professor universitário ou profissional de mercado que tenha graduação.

Depois de homologadas as inscrições, as equipes habilitadas entrarão em uma jornada de atividades que durará cerca de três meses. A dinâmica abrangerá as etapas de bootcamp virtual, envio da proposta de modelo de negócio para a primeira avaliação, banca de avaliação classificatória das propostas, mentorias, aprimoramento da ideia, envio do modelo de negócio e dois vídeos com pitch de apresentação, além da banca final e premiação, prevista para 9 de dezembro de 2023.

Para chegar aos vencedores, os membros da banca avaliarão diferentes critérios. São eles: grau de inovação, modelo de negócio, potencial de mercado, maturidade do MVP (produto mínimo viável) e qualidade da apresentação do pitch. Os três primeiros colocados de cada categoria receberão, respectivamente, R$ 7 mil, R$ 5 mil e R$ 3 mil. Ademais, todas as ideias premiadas terão direito a vaga, sem custos, no próximo ciclo de pré-incubação do CEI-UFG, desde que se enquadrem nos critérios de seleção do Programa de Incubação de Empresas.

Uma das novidades desta edição é o Prêmio Diversidade e Inclusão Social (DIS), no valor de R$ 2 mil, que visa reconhecer equipes que contemplem a diversidade em termos de gênero, raça, etnia, orientação sexual, idade, origens e segmentos da sociedade historicamente discriminados. Será premiado o time que se destacar no quesito, independentemente de ter sido ou não vencedor em uma das categorias previstas. 

Além de contribuir para um ambiente de negócios mais inclusivo e plural, a OEU pretende, entre outros objetivos, descobrir jovens com talento e aptidão para o empreendedorismo, promover o trabalho colaborativo como uma ferramenta de transformação e apoiar a busca de soluções práticas para diferentes problemas.

Segundo a professora Cleonice Borges, diretora do CEI-UFG, a expectativa para a atual edição é que o número de estudantes, equipes e de instituições participantes seja ampliado. Cleonice ressalta que a 10a edição da OEU traz ainda mais diferenciais em relação às edições anteriores. “Neste ano, elevamos o valor total em prêmios de R$ 20 mil para R$ 32 mil. Outra preocupação foi transferir as atividades do bootcamp, que são capacitações e treinamentos, para as manhãs de sábado, a fim de facilitar a participação do maior número de componentes de cada equipe”, finaliza.

O evento tem apoio institucional da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg), Fundação de Apoio ao Hospital das Clínicas (Fundahc), Fundação de Apoio à Pesquisa (Funape), Fundação Rádio e Televisão Educativa e Cultural – Fundação RTVE e Sebrae Goiás.

O Centro de Empreendedorismo e Incubação (CEI) da UFG tem a missão de estimular o empreendedorismo e contribuir para o desenvolvimento de empresas inovadoras e competitivas. Atualmente, a iniciativa possui duas unidades: a unidade 1, situada na Praça Universitária; e a unidade 2, no Parque Tecnológico Samambaia da UFG.

Para saber mais, acesse: ufg.br/decima-olimpiada-empreendedorismo-universitario

ufg

 

 

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Diogo Nogueira é atração do projeto Música no Câmpus em Goiânia

A Universidade Federal de Goiás (UFG) apresenta Diogo Nogueira como o segundo show da Temporada 2023 do Projeto Música no Câmpus, no dia 22 de agosto, terça-feira, às 20h30, no Centro de Cultura e Eventos Professor Ricardo Freua Bufáiçal, no Câmpus Samambaia, em Goiânia. 

Diogo Nogueira é cantor, compositor e instrumentista brasileiro, destacando-se como um dos principais nomes contemporâneos do samba no Brasil desde meados dos anos 2000. Ele lançou uma série de álbuns, incluindo “Tô Fazendo a Minha Parte” (2009), “Sou Eu” (2010), “Mais Amor” (2013), “Poder da Criação” (2014), “Beleza Negra”, “Porta-Voz da Alegria” (2015), “Alma Brasileira” (2016) e “Samba de Verão” (2021), além de outros trabalhos de estúdio e ao vivo. Também apresenta o programa de TV “Samba na Gamboa”, onde recebe grandes intérpretes das novas e velhas gerações de sambistas brasileiros, bem como ícones da MPB.

Nesta edição do projeto, Diogo Nogueira trará para a UFG o show “MPB é samba, samba é MPB”. Além de novas leituras para os sucessos de sua carreira, como “Pé na Areia”, “Alma Boêmia”, Clareou” e “Sou Eu”, Diogo traz o samba de roda da Bahia para o palco, além de sucessos do cancioneiro popular brasileiro. Indo de Arlindo Cruz a João Nogueira, passando por Chico Buarque, Beth Carvalho, Xande de Pilares, Tim Maia e Gilberto Gil, tudo acabará em samba. “MPB é samba e samba é MPB, ambos estão na mesma prateleira”, diz o cantor. 

O repertório de Diogo Nogueira tende a abraçar e aproximar do público a diversidade dos estilos musicais e sonoridades brasileiras. O artista traz homenagens a mestres da música brasileira com novos arranjos: “Espelho” (João Nogueira e Paulo Cesar Pinheiro), “O Meu Lugar” (Arlindo Cruz e Mauro Diniz), “Primavera” (Cassiano e Silvio Rochael), “Andança” (Danilo Caymmi, Paulinho Tapajós e Edmundo Souto) e “Aquele Abraço” (Gilberto Gil), entre outras. Também estão presentes recentes lançamentos e canções nunca ouvidas em sua voz. 

Ingressos

Os ingressos para o show do Diogo Nogueira já estão a venda pela plataforma Sympla. São três modalidades de valores: inteira a R$ 20,00, meia-entrada a R$ 10,00 (de acordo com a legislação vigente) e a meia-entrada social a R$ 10,00. Esta última é vinculada à doação de 1 litro de leite integral em caixa. Para todas as categorias de ingresso, a Sympla cobra uma taxa de serviço no valor de R$ 2,50.

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SERVIÇO:

Diogo Nogueira – Música no Câmpus – Goiânia

Quando: 22 de Agosto

Onde: Centro de Cultura e Eventos Professor Ricardo Freua Bufáiçal, no Câmpus Samambaia – Av. Esperança, s/n – Chácaras de Recreio Samambaia

Horário: 20h30

Ingressos: Sympla

 

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 Foto: Guto Costa

Planetário de Goiânia reabre para o público

O Planetário de Goiânia está de volta com sessões abertas ao público a partir do dia 15 de junho. Se você é apaixonado pelo espaço e quer aprender mais sobre o céu de Goiânia e o Sistema Solar, essa é a sua chance. Confira todas as informações sobre horários, ingressos e descontos.

As sessões acontecem todas as quintas-feiras às 19:30 horas e a primeira apresentação será sobre o céu de Goiânia e o Sistema Solar. Os ingressos são vendidos exclusivamente na bilheteria do planetário da UFG, uma hora antes da apresentação. Os valores são R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia) e só é aceito pagamento em dinheiro.

O planetário oferece meia entrada para professores de todos os níveis de ensino, crianças de 3 a 6 anos e para todos os casos descritos na Lei nº 12.933, de 26 de dezembro de 2013: estudantes, idosos, pessoas com deficiência e jovens de 15 a 29 anos comprovadamente carentes.

A entrada é liberada para todas as idades, mas é importante ressaltar que crianças muito pequenas podem se assustar com o som alto ou o ambiente escuro das apresentações. Os ingressos são limitados devido à capacidade máxima do local, que possui apenas 120 lugares.

A sala de projeções é climatizada com temperatura em torno de 20 graus, garantindo conforto durante todo o tempo da apresentação. É importante lembrar que não é permitido alimentação dentro da cúpula durante a sessão.

 

Para mais informações, basta ligar na secretaria do Planetário (62) 3225-8085.

 

O Planetário

Apresentação de sessão

O Planetário da UFG é um dos mais importantes do Brasil. Ele conta com a orientação de professores mestres e doutores do Instituto de Estudos Socioambientais (IESA) da UFG, que desenvolvem atividades voltadas para estudantes, professores e toda a comunidade interessada em aprender sobre astronomia. Além disso, o planetário possui o projetor Zeiss Spacemaster, que é o mais antigo em funcionamento no país e o terceiro a ser inaugurado no Brasil.

Com essa tecnologia avançada, os visitantes podem vivenciar experiências incríveis, como simulações do céu noturno em diferentes épocas do ano, viagens intergalácticas e observação de constelações. As atividades são realizadas por meio de projeções na cúpula do planetário, que reproduzem imagens em alta definição.

É importante ressaltar que o Planetário da UFG não é apenas um espaço turístico. Ele tem um papel fundamental na educação e na popularização da ciência para toda a sociedade. Por isso, muitos planetários fixos e móveis no Brasil são filiados à Associação Brasileira de Planetários (ABP), que tem sede no próprio Planetário da UFG.

No site do Plantário você pode fazer uma visitação 360º também, eé muito legal!

 

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Foto de Capa: Divulgação

UFG sobe no ranking das melhores universidades do mundo

A Universidade Federal de Goiás (UFG) alcançou um importante marco no cenário acadêmico global, de acordo com o ranking divulgado recentemente pela Center for World University Rankings (CWUR). A instituição subiu cinco posições em relação ao ano anterior, consolidando-se na 1.059ª colocação entre as melhores universidades do mundo.

O levantamento da CWUR avaliou um total de 20.531 instituições de ensino superior, destacando a UFG como uma das 5,2% melhores colocadas. A universidade também demonstrou excelência no campo da pesquisa, ocupando o 1.009º lugar entre duas mil instituições analisadas, um avanço de oito posições em relação ao ranking de 2022.

A metodologia da CWUR considera diversos critérios para determinar a classificação, incluindo o sucesso acadêmico dos ex-alunos, a trajetória profissional dos graduados e o reconhecimento dos docentes. Além disso, a quantidade, qualidade e relevância da produção científica são elementos essenciais para avaliar o desempenho da instituição no âmbito da pesquisa.

A ascensão da UFG no ranking mundial de universidades é um reflexo do compromisso da instituição em fornecer educação de qualidade e incentivar a produção científica relevante. O reconhecimento internacional reforça a posição de destaque da UFG no cenário acadêmico e estimula o contínuo avanço rumo à excelência.

 

 

 

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Jogo ensina a preparar comidas típicas de Goiás

O grupo de pesquisa em Poéticas Artísticas e Processos de Criação, do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da UFG desenvolveu um jogo de tabuleiro que apresenta o passo a passo da culinária cultural goiana do campo.  “Cozinha Caipira – O jogo da Agro Centro-Oeste Familiar”.

“Cozinha Caipira – O jogo da Agro Centro-Oeste Familiar” é o primeiro jogo elaborado para a 20ª Agro Centro-Oeste Familiar (Acof 2023) – “Mais comida, menos agrotóxico. O evento acontece entre os dias 17 a 20 de maio no Centro de Cultura e Eventos Professor Ricardo Freua Bufáiçal, no Câmpus Samambaia da Universidade Federal de Goiás, em Goiânia.

A ideia do Cozinha Caipira é possibilitar uma forma de acesso à cultura goiana por meio da culinária. Além de mostrar como os alimentos comuns na alimentação brasileira são divididos em grupos alimentares.
 
A metodologia utilizada para a criação do jogo é cooperativa e com diversos protagonistas. O  projeto tem sido executado pela doutoranda do PPGACV e técnica administrativa da Secretaria de Comunicação (Secom) UFG, Juliana Barbosa e Queiroz, juntamente com o docente do PPGACV Flávio Gomes de Oliveira e do colega de pós-graduação Antônio Carlos Dellatore Rodrigues. A ilustração está a cargo da estudante de Ecologia do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da UFG Anna Clara Mauryna Soares Silva.

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Como funciona
O jogo Cozinha Caipira proporciona ao jogador a experiência de produzir comidas da culinária goiana com os ingredientes ofertados durante a Acof 2023.

Os alimentos estão divididos em seis grandes grupos (grãos e cereais; derivados animais; frutas, legumes, verduras e tubérculos; gorduras e óleos; derivados de cana-de-açúcar; e especiarias, sal e temperos).
 
Os jogadores visualizam ícones dos alimentos e usam noções de matemática básica. Vence o jogo quem for mais rápido.

“A principal mecânica do jogo é a coleção de cartas e estratégias para montagem de receitas com o intuito de construir um maior número de pratos ou refeições com maior valor agregado, atingindo uma pontuação de 30 unidades da moeda corrente no jogo para vencer a partida”, ressalta Juliana.
 
Assim que o jogo desenvolvido na UFG estiver com as artes finalizadas, os pesquisadores irão utilizar a Plataforma Pitt, da Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação (PRPI), para patentear a obra intelectual. Os autores também pretendem liberar a versão em print and play, que possui o significado “imprima e jogue”.

Imagens: Divulgação

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Orquestra Filarmônica de Goiás promove concerto gratuito para celebrar pessoas com Síndrome de Down em Goiânia

O Dia Internacional da Síndrome de Down é comemorado no dia 21 de março, desde 2006. A data foi escolhida para sensibilizar a sociedade sobre a importância da inclusão e da valorização das pessoas com a síndrome e garantir que elas tenham as mesmas liberdades e oportunidades que todos os indivíduos.

Foi com essa ideia que a Orquestra Filarmônica de Goiás (OFG) vai promover, nesta quinta-feira (23/3), no Centro Cultural da UFG, uma apresentação especial para as pessoas com Síndrome de Down.

O evento, batizado de ‘’Concerto Sentir a Música’’, foi organizado com ajuda dos alunos do curso de Musicoterapia da Universidade Federal de Goiás (UFG), e conta com apoio da Associação Down de Goiás. A entrada é gratuita e o concerto está marcado para às 20 horas.

Sob regência da maestra Mariana Menezes (foto), a Filarmônica apresentará um concerto sensorial, com música e dança. “Será uma experimentação acústica, que envolve uma disposição não-convencional dos instrumentos dentro e fora do palco. Também uniremos forças com os bailarinos do Núcleo de Dança da Escola do Futuro de Goiás”, explica a maestra. 

Para Mariana Menezes, a música desperta muitos sentimentos, emoções e também comunica. “Queremos, por meio do Projeto Raízes, gerar oportunidades de escuta, de esperança e de acolhimento para esse e para tantos outros públicos. Queremos recebê-los neste momento do Dia Internacional da Síndrome de Down para celebrá-los e para mostrar que somos parte da mesma comunidade, para nos acolhermos uns aos outros”, pondera.

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SERVIÇO:

Concerto Sentir a Música, com Orquestra Filarmônica de Goiás – Dia Internacional da Síndrome de Down

Quando: quinta-feira, 23 de Março

Onde: Centro Cultural UFG – Av. Universitária, nº 1533, Setor Universitário

Entrada franca

 

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Planetário de Goiânia é uma joia rara para os apaixonados pelo espaço

Inaugurado em 23 de outubro de 1970, o Planetário chegou a Goiânia como uma boa surpresa. O professor José Ubiratan de Moura ensinava a disciplina de Cosmografia no curso de Geografia da Universidade Federal de Goiás. Suas aulas eram ministradas com o uso de um aparelho simples conhecido como telúrio. O instrumento funcionava de forma didática, exercendo a função de um planetário de mesa simulando o movimento da Terra em torno do Sol.

O professor José realizou um pedido ao Governo Federal a fim de receber um aparelho novo. Na época, o MEC estava em pleno processo de negociação com o governo da Alemanha Oriental, que fabricava os equipamentos utilizados pela Cosmografia. Logo, quando o equipamento chegou na UFG, todos tiveram uma grande surpresa: o instrumento entregue não cabia na pequena mesa do professor.

Goiânia havia sido escolhida para receber um Planetário Zeiss Jena Spacemaster e um telescópio Zeiss, Cassegrain 150 milímetros de diâmetro e distância focal 2.225 milímetros. Por intermédio do professor Farnesi Dias Maciel Neto, a Universidade Federal de Goiás fez um acordo com a Prefeitura de Goiânia e com o então prefeito, Iris Rezende, para a construção da sede do Planetário.

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A Prefeitura escolheu o Parque Mutirama como receptor do Planetário. Segundo entrevista realizada pelo professor José, naquela época as pessoas não entendiam a importância daquele instrumento. Muitos acreditavam se tratar de um brinquedo novo para o Parque.

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Com a inauguração, o professor José foi nomeado pelo reitor da Universidade como o primeiro diretor do Planetário. A primeira sessão de funcionamento foi a “Viagem ao Sistema Solar”, gravada na Rádio Universitária por Edgar Montório. Nesse mesmo período, o local recebeu também os trabalhos do professor José Eduardo Albuquerque de Macedo Costa e do Engenheiro Professor Jaci Fernandes.

As atividades do Planetário de Goiânia foram interrompidas no dia 29 de agosto de 1972 por problemas de infiltração na estrutura do edifício. No primeiro ano de funcionamento, a estrutura externa se desgastou rapidamente. A cobertura cedeu e coube aos professores Ubiratan e José Eduardo passar noites a fio, cobrindo a cúpula com lona, tentando ao máximo evitar as infiltrações.

Quando as lonas permaneciam no lugar, o interior do edifício ficava extremamente quente e úmido. Em outras ocasiões, as crianças que frequentavam o Parque Mutirama retiravam as cordas que prendiam essas lonas. Enquanto elas brincavam, a cúpula ficava aberta e desprotegida. Houveram danos na estrutura metálica e nas lentes dos equipamentos. A Universidade não tinha condições de arcar com a reparação dos materiais e do prédio. O Planetário ficou fechado por um tempo.

O Planetário da UFG só seria reinaugurado em 30 de março de 1977, sob a direção do professor José Eduardo Albuquerque de Macedo Costa. O engenheiro eletricista, Isaul Gonçalves Montijo, foi contratado na mesma época como o responsável pela manutenção do projetor Zeiss Spacemaster. A cúpula interna e as poltronas da sala de projeção permaneceram as mesmas. Já o equipamento foi remontado após passar por processo de reparo.

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Em 1980, o Planetário recebe a criação do curso Iniciação à Astronomia. Formulado em três modalidades, o curso era oferecido para o público que contava com formação no Ensino Fundamental. Com duração de quatro meses, era cobrada uma taxa de ensino. No ano de 2005, com a reformulação da grade disciplinar de Geografia, o Planetário passou a servir de palco para a aula “Fundamentos de Astronomia”.   

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 Imagens: UFG

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Inter 2023: maior evento universitário do Centro-Oeste já tem data para acontecer em Goiânia

O Inter, maior evento universitário do Centro-Oeste, já tem definidas as datas da sua edição em 2023. O evento, que faz parte dos Jogos Internos da Universidade Federal de Goiás (UFG), contará com cinco dias de jogos e festas, cada uma com um tema diferente, que acontecerão em Goiânia entre 07 e 11 de junho, em local ainda não confirmado.

 

A cantora Ludmilla foi o primeiro nome confirmado na edição deste ano. Além da funkeira, Djonga e o Chapeleiro também fazem parte da programação da 17ª edição do evento.

 

A compra dos passaportes, que dão acesso a todos os dias de festas noturnas e jogos, estão sendo vendidos no site oficial do evento.

 

Mais informações serão divulgadas em breve pela empresa organizadora.

 

Serviço

 

Inter 2023

Quando: 07 a 11 de Junho

Onde: A definir 

Ingressos: O Maior Inter

Maiores informações: (62) 99817-5514

Foto: Reprodução/Inter UFG – B2

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Pela 1ª vez na história, Universidade Federal de Goiás empossa professor indígena

Na tarde da última quarta-feira (13/2), a natureza em torno do Núcleo Takinahakỹ, da Faculdade de Letras da Universidade Federal de Goiás (FL/UFG), dava as boas-vindas aos presentes que aguardavam a cerimônia de posse do primeiro professor indígena da UFG, Gilson Ipaxi’awyga Tapirapé. Primeiro, sol e calor na composição da mesa diretiva: além de Gilson, estavam a reitora Angelita Pereira de Lima; o vice-reitor Jesiel Carvalho; o pró-reitor de Gestão de Pessoas, Sauli dos Santos Júnior; a secretária de Inclusão da UFG, Luciana de Oliveira Dias; e o representante do Conselho do Núcleo Takinahakỹ, Makatu Kayabi.

Em seguida, trovões compunham a música de fundo durante a leitura do Termo de Posse, realizada pela diretora da Administração de Pessoas, Wilma Maria Gonçalves dos Santos. A ventania trouxe frescor para a cerimônia e contribuiu para o clima de festa, enquanto a reitora Angelita e Gilson assinavam o Termo de Posse que, a partir daquele momento, passava a valer como uma Portaria de Nomeação para que ele venha a exercer o cargo efetivo de professor da carreira de Magistério Superior, em regime de dedicação exclusiva, com lotação na FL.

 

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Conheça os povos indígenas de Goiás

 

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A coordenadora do Núcleo Takinahakỹ, Aline da Cruz, explicou que a vaga ocupada pelo empossado nasceu de um edital de inovação em que trabalharam juntos os professores e as respectivas unidades acadêmicas: Jamesson Buarque de Souza (FL), João Medrado (Instituto de Matemática e Estatística – IME), Eugênio de Carvalho (Faculdade de História – FH), Izabela Tamaso (Faculdade de Ciências Sociais – FCS) e o professor Anderson de Paula (Faculdade de Filosofia – Fafil). “É uma grande alegria para nós do Núcleo Takinahakỹ termos o primeiro professor indígena da UFG”, celebrou Aline. 

A secretária de Inclusão, Luciana Dias, falou da satisfação de receber o novo professor na UFG: “Essa já é a sua casa, Gilson, que conhece profundamente a Universidade na condição de aluno e também de professor. Seja muito bem-vindo a essa casa que você olha agora a partir de um outro lugar, confiamos na missão grandiosa que você deve cumprir aqui”.

“Esse é um momento de agradecimento, alegria e emoção”, pontuou o agora professor da UFG, Gilson Ipaxi’awyga Tapirapé, com a voz embargada daqueles que tentam falar em meio às lágrimas. Ele contou da luta durante os estudos, principalmente no mestrado, época em que perdeu a mãe, a irmã e o avô. Como a conquista seria ainda maior na companhia dos familiares, o Sindicato da Associação dos Docentes das Universidades Federais de Goiás (Adufg) ajudou a trazer a esposa, o pai e os filhos do professor para a cerimônia.

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Entre outras pessoas e instituições, Gilson agradeceu ao seu povo Apyãwa e ao corpo docente do Núcleo Takinahakỹ , em especial, à professora Mônica Veloso Borges, sua orientadora desde 2007. “A alegria de estar discutindo hoje Territorialidade e Ancestralidade começa a partir do curso de Educação Intercultural. Quando se fala em território e ancestralidade, estamos falando sobre vitalidade cultural e vitalidade linguística. O Núcleo tem sido espaço de construção de nova perspectiva metodológica para visibilizar as culturas e línguas indígenas”, explicou o professor, enquanto a chuva finalmente caía como que detalhe artístico da cerimônia.

Segundo a reitora Angelita, a praxe do dia de posse é um ato administrativo, em sala, apenas com a chefia imediata. “Mas a UFG jamais poderia deixar de dar a esse momento a visibilidade e importância merecidas. Nós queremos que este lugar, em que você certamente passará muito tempo da sua vida, seja de muita realização. A sua posse, professor Gilson, está muito prestigiada por quem conduz a gestão da UFG e a sua presença nos faz e fará enxergar melhor essa Universidade. Quero te agradecer por vir engajar conosco nesse projeto de Universidade Federal de Goiás, na sua universalidade, na sua diversidade e nos seus desafios”, ressaltou.

O professor Gilson é mestre em Letras e Linguística, na área de Estudos Linguísticos pela UFG (2020). Possui graduação em Educação Intercultural – Ciências da Linguagem (2011) e especialização em Educação Intercultural e Transdisciplinar: Gestão Pedagógica, também pela Universidade Federal de Goiás – UFG (2015). É professor da Escola Indígena Estadual Tapi’itãwa, onde exerceu a função de diretor em 2016 e 2017. Também é pesquisador na Ação Saberes Indígenas na Escola (Rede UFG/UFT/UFMA).

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*Fonte: UFG / Luciana Santal

Imagens: Carlos Siqueira

 

 

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